segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Capriciosa, Lisboa



Ora aqui está um restaurante propício para esta altura do ano.... sala de refeição enorme, bem localizado e com comida boa e acessível. Todo um conjunto de predicados que muitos que ficaram com a pesada, e muitas vezes atribulada, responsabilidade de marcar um restaurante para o jantar de Natal, especialmente quando o grupo de pessoas é grandito, procura :-)

Situado no Parque das Nações (parece existirem mais dois - Alcântara e Carcavelos), por cima da República da Cerveja. De dia, a refeição deve ser agradável pois tem todo um conjunto de janelões com vista para o Tejo. Ao jantar, não deixa de ser um local alegre e divertido, muito por culpa da decoração que faz uso de muito branco conjugado com cores fortes. O atendimento é simpático e atencioso (mas em dias de muito movimento deve ser um bocadinho menos presente :-).


Primeiro de tudo o que é D.O.C.? A sigla quer dizer Denominação de origem controlada, ou seja. as pizzas são realizadas com produtos de qualidade e seguindo a confecção mais "correcta" das pizzas.

Ou seja, blá, blá, blá.... e eram boas? Pois bem, as duas Calzonne pedidas estavam muito boas, com a massa e o recheio no ponto certo. Muito boas (a fome também já era alguma :-)

Para sobremesa, não faltou o bolo de chocolate e tarte de maçã (com outros nomes mais fashion obviamente) e estavam bons, mas nada do outro mundo. Depois do café, veio um recibo a dizer que tínhamos que pagar 15€pp, o que não está muito mal.

Em suma, sitio bom para se ir jantar comida italiana e não se quer enfiar dentro do Vasco da Gama (o Di Casa também já teve melhor aspecto), para além de ser o local com muito potencial para jantares de grupo (ou mesmo de multidão).

Localização:
Parque das Nações - Passeio das Tágides, Lt 2.26.01
1900-280 Lisboa
ou seja, entre o Pavilhão Atlântico e o Tejo ou por cima da República da Cerveja
Horário: 12:30 às 15:30 e das 19:30 à 01:00
Encerramento: Não encerra
Tel. 218922595

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

NATAL 2009


Para todos os que já visitaram, e para os que ainda vão visitar, este blog que tanto prazer nos tem dado a escrever (e nos tem obrigado a fazer algo que nos custa tanto...comer! :-) desejamos um

FELIZ NATAL!


Feliz Navidad
Merry Christmas
Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuwjaar! or Zalig Kerstfeast
Glædelig Jul
Zorionak eta Urte Berri On!
Hyvaa joulua
Joyeux Noel
Froehliche Weihnachten
Kala Christouyenna!
Buone Feste Natalizie
Kung His Hsin Nien bing Chu Shen Tan
Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun

(para aqueles que no estrangeiro clicam no nosso blog não se sintam postos de parte)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Rubro, Lisboa


eh pá, eh pá. já estou a ficar um bocadinho atrasado na elaboração deste post (já houve que fosse e voltasse do continente americano e eu ainda não o escrevi :-)

Quando de vai jantar fora com amigos, conversa e palhaçada são sempre garantidas (excepto se forem pessoas que levem a etiqueta muito a peito) mas, por vezes, quando surgem situações durante o dia que fazem subir a adrenalina é bom escolher um restaurante onde se pode discutir, alto e bom som, todos os pormenores (ou seja dar uso às cordas vocais :-).

O Rubro é uma excelente opção para estes dias. Com espaço entre mesas (e na própria mesa) suficiente para garantir liberdade de expressão, o Rubro transmite um ambiente de descontracção e de convívio muito engraçado, especialmente pela decoração sóbria à base de madeira e paredes pintadas de preto, sem grandes floreados.

Existem dois Rubros, um numa rua paralela à Av. da Liberdade (onde descobri a existência deste restaurante e onde ainda espero vir a comer :-) e outro na monumental Praça de Touros do Campo Pequeno (onde jantámos). Este último tem duas salas de jantar, uma de fumadores (piso térreo) e outra de não fumadores (1º andar), e uma “barra” mesmo à entrada do restaurante onde se pode simplesmente “picar” (por isso não se assustem se virem um aglomerado de pessoas à entrada, não quer dizer que o restaurante esteja cheio, simplesmente tão numa de beber um copo e de "picar").


Existe a possibilidade de pedir pratos, mas o mais interessante é pedir umas quantas tapas diferentes e experimentar de todas...nós pedimos Ovos rotos (em português mixórdia de batatas fritas com ovos), Revueltos de enchido (em português omelete de enchidos), setas salteadas (em português cogumelos salteados) e Pica-pau de lombinho de porco preto. Tirando as setas que estavam um bocadinho salgadas, tudo estava muito bom! Acompanhado com muito pãozinho quente, chamámos-lhe um mimo :-)

Para beber, podem experimentar um dos variadíssimos vinhos que a casa tem para oferecer ou, com oferta mais reduzida, beber apenas um copo. Eu não percebo nada de vinhos, só sei dizer se gosto do sabor ou não, e o que me deram para beber soube muito bem com as diferentes tapas pedidas.

Depois de muitos pratos a circular, qual jantar de família em dia de acção de graças, pedimos a sobremesa. Pedimos dois bolos de chocolate (não foi dos melhores mas não estava nada mau) e uma léria (que era minúscula, dava para a cova de um dente).

Depois do café e de muita conversa lá veio a dolorosa.... 18€ pp não foi nada mal! O atendimento é prestável e muito simpático (respondendo todas as dúvidas em relação ao menu com um simpatia e não com cara de quem estava a pensar "dahhh tecla três").

Para um jantar de grupo parece-me um local mais que apropriado.

Localização
Praça de Touro, Campo Pequeno
1000-078 Lisboa
Tel.210191191
Horário: 12:00 - 15:00; 19:30 - 23:00
Encerramento: Não encerra

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nosolo Italia

   


Para quem é cliente frequente do Algarve este nome é sobejamente conhecido, mas do que vos venho aqui falar é da mais recentemente aquisição desta cadeia, o Nosolo em Belém.

Ora, o grupo começou com dois amigos italianos que se estabeleceram no Algarve na década de 80, e onde ao longo dos anos abriram gelatarias/pizzarias em Portimão, Albufeira, Vilamoura e Praia da Rocha. Mais recentemente abriram em Aveiro, e já neste ano foi a vez de Belém. Como outros estabelecimentos da cadeia, o Nosolo Italia de Belém tem uma oferta variada, para almoçar e jantar existem pizzas e massas, e para sobremesa ou lanche gelados e crepes.
 
  
A primeira vez que fui ao Nosolo Belém foi à hora de almoço e estava a abarrotar de gente ( na sua maioria espanhola), e infelizmente não conseguimos uma mesa na esplanada, foi uma pena até porque estava um daqueles dia de sol, entre dois dias de chuva e mau tempo, e há que aproveitar estes dias. Da segunda vez foi há hora do lanche, por isso o restaurante estava mais vazio, e foi possível sentar na esplanada aquecida, sim, realmente aquecida. Ao contrário da maioria dos estabelecimentos que utilizam aquecedores a gás gigantes, que devem aquecer as pessoas com um 1,90m que estão de pé, aqui optaram por pequenos aquecedores eléctricos colocados nos chapéus de sol e direccionados para os clientes. Assim ficamos quentinhas e pudemos desfrutar da vista magnifica.

Em relação à comida, não acho que as pizzas sejam muito boas, existem pizzarias muito melhores e a praticar preços mais simpáticos (sim, eu sei que tenho de pagar pela localização do restaurante, mas mesmo assim). Não estou com isto a dizer que as pizzas não tenham qualidade, cumprem apenas o objectivo, mas não me deixaram maravilhada ou surpreendida. Já por outro lado, os gelados... Bem, esses, como nas outras Nosolo, são divinais e grandes. Sim, porque apesar de também serem carotes, como uma taça de gelado dá para duas pessoas, acaba por ficar em conta.

Portanto, mais um sitio para a desgraça em Belém, já não bastava os pasteis, e o starbucks, agora o Nosolo, que para além de complicar a decisão de onde comer, também garante pelo menos mais um quilito.

Relativamente aos preços, as pizzas rondam os 12 euros, e os gelados 7 euros.

Nosolo Itália
Av. Brasília Nº 202 (junto ao Padrão do Descobrimentos)
1400-038 Lisboa
Telefone: 213 015 969


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Joana come a papa, acrescenta:

as pizzas são boas, apesar de nada transcendental, e os gelados enfim...que poderei dizer! bons, realmente bons! a indecisão ao olhar para a carta é....qual escolher?! Acrescento ainda que num dia de semana, chegando por volta das 14h já não se apanha a enchente do almoço e o atendimento é rápido e eficiente (quando se vai com crianças isto é mesmo fundamental!). Ah, e ainda fornecem aos pikenos aqueles conjuntos maravilhosos de lápis de cor e folhas com desenhos para pintar! Também é verdade que para o que se come, não é propriamente barato, mas enfim....location, location...!
 
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Veredictto, Lisboa


Depois de mais uma vez ter ficado para trás um restaurante que anda na manga há imenso tempo, mas teima em sair...(jantar de Natal?! quem sabe?!), decidimo-nos pelo Veredictto. No centro de Lisboa, ou seja mesmo em frente ao Picoas Plaza, italiano (geralmente reúne consenso de gostos), com críticas razoáveis e preços convidativos. Ingredientes que levaram à escolha. O espaço é novo, decorado e tons de cinzento e bege, com uma coisa que eu teimo em gostar mas que normalmente não é muito funcional (que são os sofás). Estes não experimentámos...ficámos numa mesa só com cadeiras (mas tinham ar promissor...).

Na ementa descobrimos não existirem pizzas e as massas disponíveis têm formas diferentes dos habituais fettucine, fusilli e afins (é o pappardelle, os gnocchi...), existem risottos, e claro os pratos mais elaborados de carne. Entretanto, este post está a ser escrito à distância de quase dois meses (tem-me faltado, não o tempo confesso, mas a inspiração!) e portanto não me recordo dos nomes dos pratos pedidos. Éramos seis e aventurámo-nos entre as massas e os risottos. Estavam todos bons, com boa apresentação, mas não se preocupem que não vão ficar a transbordar de comida. A quantidade digamos que é a...suficiente!

E portanto, obviamente que teríamos de pedir uma sobremesa....para completar este pequeno vácuo que se estava a gerar nas nossas barrigas...! Novamente não me lembro dos nomes das sobremesas...mas tinham óptimo aspecto e boa combinação de sabores.


No final de tudo a conta ficou em cerca de 17€/pp, o que está dentro dos valores anunciados e condiz com aquilo que nos foi servido. Tivemos apenas um pikeno pormenor desagradável: entre pagamentos por multibanco e dinheiro...sobrava dinheiro que os senhores não trouxeram achando automaticamente que seria uma gorjeta! Tss, tss, péssima atitude...que ensombrou um pouquinho a nossa opinião. Enfim! Mas nós vingámo-nos....ficámos na conversa, na conversa, até que tiveram mesmo de nos pedir para sair!

Localização:
Rua Viriato, 18A (frente ao Picoas Plaza)

1050- 235
Lisboa
Telef.: 210 995 191
Encerra sábado ao almoço, e domingos.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Boka de Santo, Lisboa



Há horas de sorte, mesmo em dias que parecem não estar a correr pelo melhor. Era dia do aderente na Fnac e os multibancos estavam em baixo, causando um verdadeiro caos. No Stockmarket, para além de estar a abarrotar de gente, os multibancos não estavam muito melhor (mas pelos menos iam funcionando), e a oferta era muito fraquinha. Mas depois de tanto encontrão e desapontamento fizemos uma boa descoberta, o Boka de Santo.

Começando pelo início, precisávamos de jantar, já eram 22h e estávamos na antiga FIL, do que é que nos lembrámos? Taberna Ideal, óbvio. Mas infelizmente do pensar a concretizar vai uma grande distância... à porta da Taberna estavam pelo menos umas 10 pessoas à espera de mesa, por isso desistimos. Segunda opção, o restaurante que existe no cimo da rua do Santissimus (Armazém da Cachaça), ao qual já tentámos ir mas sem sucesso (isto porque o pessoal que não tem Smarts tem grande dificuldade em arranjar lugar de estacionamento nesta zona de Lisboa), estava já a fechar. O que fazer então? Descer paulatinamente a rua e ver no que dá.

E foi então que encontrámos o Boka de Santo. Da rua o ambiente parecia bom, o preço e oferta também, por isso decidimos experimentar. O ambiente é acolhedor e despretensioso e o atendimento muito bom. O senhor que nos atendeu, que me pareceu o dono, desfez-se em simpatias (mas das que parecem verdadeiras) e atenções. A ementa é composta por pratos tipicamente caseiros, que podiam pertencer ao menu lá de casa.

De entrada, havia salsichas pequeninas quentinhas que souberam pela vida, queijo e azeitonas. Em relação aos pratos, comemos moamba de galinha e ervilhas com ovos escalfados, que estavam muito bons, com o tempero correcto, e acompanhados de um bom copo de vinho. Para sobremesa comemos bolo de chocolate, não pertence ao meu top 5 mas cumpriu muito bem o objectivo, e tarte de maçã com leite condensado e amêndoa acompanhado de uma bola de gelado de baunilha (com uma textura intrigante mas num bom sentido).

No final, 16 euros por pessoa, o que me pareceu uma boa relação preço/qualidade. 

Boka de Santo
Rua São João da Mata 46-46 A - Lisboa
1200-813 LISBOA
213970557
Encerra aos Domingos

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Magnolia Caffé



Tudo começou com o aparecimento de uma franchise de cafés chamada Cup&Cino, que surgindo do nada veio suprir uma necessidade gritante no mercado dos cafés em Portugal. Já havia muito tempo que precisávamos de locais onde se pudesse beber um café (e comer uma fatia de tarte, bolo de chocolate, crepe ou brownie) sem estar perante vitrines de inóx, azulejos brancos e unhacas no dedo mindinho (não que não tenham o seu lugar no mundo). Com a entrada destas coffee shops passou a existir um local onde se podia estar sentado confortavelmente num sofá, cadeira ou cadeirão a beber um capuccino e ao mesmo tempo estudar, ler ou conversar sem ter de ruído de fundo o jogo Benfica x V. Guimarães ou sentir o cheiro ao jaquinzinhos que serviram ao almoço.

Entretanto, algum tempo depois dos Cup&Cino se disseminarem por Lisboa (e passaram a ter outros nomes não sei muito bem porquê) começaram a surgir os Magnolia Caffé. Num estilo diferente (menos lounge, mais natura), vieram constituir mais uma opção para um lanche ou simplesmente um ponto de encontro antes de partir para outra aventuras.

Já experimentei alguns dos Magnolia, tendo ficado muito satisfeito com o último onde fui - Magnolia Caffé na Av. Miguel Bombarda. Espaço amplo e desafogado, onde se consegue estar a ler ou conversar sem stress, e com uma oferta de material para trincar muito animadora (desde tostas até tarte de maçã). O espaço está dividido em três áreas: à entrada encontra-se uma área com sofás e poltronas,  depois uma área de refeições com mesas e cadeiras brancas, e por fim uma área que designam por "zona lounge" com um pequeno e agradável jardim interior.

Quando quiserem um local de encontro (e a gulbenkian esteja fechada :-) julgo que o Magnolia Caffé pode ser uma boa alternativa.

Magnolia Caffé - Campo Pequeno
Largo do Campo Pequeno nº2A, 1000-078 Lisboa
campo.pequeno@magnoliacaffe.com
Tel.217959852
Horário: 08h - 20h (2.ª a 4.ª), 08h - 23h30 (5.ª e 6.ª), 10h - 23h30 (Sáb.) e 10h - 20h (Dom.)

Magnolia Caffé - Miguel Bombarda
Av. Miguel Bombarda, nº48, 1050-165 Lisboa
miguel.bombarda@magnoliacaffe.com
Tel.210123722
Horário: 08h - 20h (2.ª a 4.ª), 08h - 23h (5.ª e 6.ª), 10h - 23h (Sáb.) e 10h - 20h (Dom.)

Magnolia Caffé - Londres
Av.Roma nº7 (Cinema Londres), Lisboa
londres@magnoliacaffe.com
Tel.218471163
Horário: 10h - 23h30 (Dom. a 5.ª), 10h - 00h30 (6.ª a Sáb.)

Magnolia Caffé - Restauradores
Praça dos Restauradores, nº58, 1250-187 Lisboa
restauradores@magnoliacaffe.com
Tel.213421270
Horário: 08h - 22h (2.ª a 6.ª), 09h - 18h (Sáb. e Dom.)

Magnolia Caffé - Saldanha Residence
C.C. Saldanha Residence, Loja 0.06, Lisboa
saldanha@magnoliacaffe.com
Tel.213570434
Horário: 10h - 23h (2.ª a Dom.)

Magnolia Caffé - Oceanário
Jardim das Ondas, Doca dos Olivais, Lisboa
oceanário@magnoliacaffe.com
Tel.218968214

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Buona Bocca, Lisboa



O Buona Bocca é uma pizzaria e em Lisboa, o que é isso pode ter de interessante? 

Muito, quando nós pensávamos que tudo já estava inventado em relação a pizzarias, aparece o Buona Bocca para nos provar que é sempre possível inovar.

O Buona Bocca não inova pela qualidade excelente da massa e do recheio, porque isso já existe noutros restaurantes. A verdadeira inovação é serem pizzas rectangulares vendidas ao corte, a massa artesanal poder ser negra (tingida por tinta de choco) e pelos imaginativos recheios das pizzas. As combinações estranhas, e fora do comum, dos ingredientes dão uma nova, mas deliciosa, definição ao conceito de pizza. Por exemplo, nas pizzas com massa negra o recheio pode ser de bacalhau ou de salada de polvo. Mas também existe o recheio com trufas negras e azeite, recheios doces, entre outras possibilidades.

O único problema desta casa é que a sala de refeições não convida a uma permanência prolongada, ou seja foi concebida para refeições rápidas, o que não é muito adequado para jantares, momento em que decidi experimentar o restaurante. No entanto, para compensar como era terça-feira (o mesmo acontece às quintas), foi dia de “all you can eat” ao jantar, por isso foi possível experimentar uma grande variedade de pizzas por 8,95€. 

Outro ponto muito positivo é a simpatia e atenção dispensada aos clientes, há tempo para cumprimentar, explicar todos os ingredientes, e como já disse é um restaurante de comida rápida. 

Buona Bocca
Avenida 5 de Outubro, 170B (junto ao cruzamento com a Avenida de Berna) - Lisboa
214056552
2ª a Sábado das 12h-15h e das 18h-23h

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Realmente é uma óptima alternativa a outros restaurantes também dedicados a refeições mais rápidas, especialmente pela qualidade e variedade exótica das diferentes pizzas oferecidas (não há cá margueritas e tropicais).
Apesar do espaço ser reduzido (mas decorado com estilo) vale muito a pena experimentar.  E têm um plus, têm máquina Nexpresso logo para além de uma boa refeição podemos sempre adicionar um café "bem tirado".

Sebastião

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tamarind, Lisboa


 Tamarind - segundo a Wikipedia é um fruto originário das savanas africanas utilizado em diversos pratos e sobremesas, sendo apreciado pelo seu carácter agridoce, mais para o ácido que para o doce.

O Tamarind é um restaurante indiano localizado no centro de Lisboa, mais concretamente na rua da Glória, perto da Praça da Alegria.

Com a ida a este restaurante, percebi que as ruas entre o elevador da Glória e a Praça da Alegria são proliferas em três tipos distintos, mas quem sabe complementares, de estabelecimentos comerciais: bares (não sei se de alterne mas, pelo aspecto dos mamíferos que por lá passeavam, eu quase poderia dizer que sim), restaurantes de comida tipicamente portuguesa (a praticarem preços vergonhosamente altos.... mesmo para turistas!) e pensões/residênciais/hotéis de poucas estrelas do qual saíam estrangeiros em barda.

Depois de deambular um pouco pela área envolvente ao restaurante, lá entrámos no estabelecimento. O restaurante tem as paredes com cores em tons quentes, muito possivelmente para estar em sintonia com a gastronomia que apresentam - comida indiana. O espaço tem uma decoração moderna e de linhas contemporâneas, mas com um ambiente simpático e agradável. A sala é pequena por isso reservar é aconselhável.

A comida estava boa assim como as sobremesas mas........ nada de diferente ou life changing :-)  Não se vai tornar no meu restaurante indiano favorito, nem de perto nem de longe, mas também não posso dizer que não tenha gostado. Simplesmente não me apresentou nada de diferente em relação a tantos outros indianos anónimos que pupulam por essa Lisboa a fora.

O preço também não ajuda (23€ pp), possivelmente inflacionado pelo facto do restaurante ficar numa zona a fervilhar de turistas, por isso se quiserem um local onde se podem sentir turistas aqui está o local indicado :-( Se estiverem na zona podem experimentar e tirar as vossas próprias conclusões pois parece que é um restaurante com alguma base de fãs, por mim preciso andar mais um bocadinho e voltar ao Café Buenos Aires :-)

Localização
Rua da Glória 43-45
1250-115 Lisboa
Telef. 213466080
Funcionamento: 11:30 às 15:00 e das 18:30 às 23:00
Reserva: Aconselhável
Encerramento: 2a todo o dia e ao almoço dos sábado e feriados
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

La Finestra, Avenidas Novas

  
  


Em tempos idos falámos de uma pequena pizzeria, nas imediações da Av. de Roma, chamada Lucca. Pois bem o proprietário desta famosa pizzeria percebeu que tinha uma mina de ouro entre mãos e decidiu, e bem, abrir um novo restaurante zona das Avenidas Novas - o `La Finestra`.

Esta nova pizzeria colmata um dos principais problemas da original, o espaço! Mantendo a qualidade das pizzas, massas e afins passaram foi a servi-las num espaço enorme, colorido e bem disposto onde se está bem e consegue-se conviver com os restantes comensais mesmo com a sala cheia. E olhem que eu testei bem esta teoria, pois decidi experimentar este restaurante com mais onze pessoas e correu tudo lindamente. O atendimento é simpático, bem disposto e solícito q.b..

No entanto, apesar do tamanho da sala, recomendo que reservem pois a fila de espera era considerável (mas pelo menos não se fica por detrás dum biombo ou na rua, temos todo um longo corredor para esperar).

Para além de manter a qualidade do Lucca, esta nova pizzeria mantém outra característica muito agradável...... o preço acessível! Por volta de 15 € faz-se a festa e sai-se muito satisfeito.

 Recomendo vivamente, especialmente para grupos grandes e barulhentos (muito indicado para os jantares de Natal que se aproximam :-).

Localização
Avenida Conde Valbom 52A - Lisboa
1050-069
Contactos: 217613580
Horário: 12:00 às 15:00 e das 19:00 à 01:00
Encerramento: Não encerra

   

terça-feira, 27 de outubro de 2009

1640 - Restauração


ou o restaurante fantasma...

Por inúmeras vezes já tentamos ir a este restaurante, mas o mais próximo que tivemos de ir foi dizerem-nos que para essa noite já não tinham vagas.

Entretanto esta semana, decidimos realizar o nosso jantar mais ou menos mensal no 1640 e, ao tentar reservar, o número de telefone ou estava desligado ou toca e ninguém atende. Mandar um mail para as reservas também não funcionou.

E não é que nós gostaríamos realmente de lá ir?!

Por isso se alguém tiver informações sobre o que se está a passar, digam-nos que nós agradecemos muito.

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Acho que neste momento já só quero ir ao restaurante pelo desafio que representa....... será que ele realmente alguma vez esteve a funcionar? será que é um restaurante que só se consegue entrar dizendo uma palavra especial (Abracadabra ou Shazam!?)? será que só funciona para os críticos de revistas e sites  para aparecerem nas notícias (será a Paris Hilton dos restaurantes? só fogo de vista e depois por dentro são paredes vazias..). Estou verdadeiramente intrigado....

Sebastião


Café do rio

Eu que me alongo sempre nos meus post's, acho que desta vez vou conseguir ser sucinto e right to the point. O Café do Rio fica no Parque das Nações, mais concretamente num dos extremos da vasta e, por vezes, confusa Alameda dos Oceanos. Em que extremo? Bem, se fizerem a rotunda da Sport TV conseguem ver o nome do restaurante...

Pondo de lado o atendimento algo desconcentrado, as toalhas molhadas, os acompanhamentos requentados e a sobremesa do Pingo Doce (sou fã dos crepes com chocolate deste supermercado por isso reconheço muito bem um quando o vejo à minha frente), os hambúrgueres são realmente bons.

Talvez estivessem a ter um dia mau quando lá fomos jantar (estava a chover muito....) mas realmente para a localização e aspecto do restaurante (ou hamburgueria gourmet como lhe chamam os donos) esperava algo melhor.

Não sei se tenho coragem de lá voltar para dar mais uma oportunidade, pois fiquei muito desconsolado, mas pode ser que um dia destes me passe a renitência e volte a tentar (talvez num dia em que não chova).

Contactos
Telf. 218945057
Horário: 2ª 12h à 16h e 3ª a Sáb 12h à 16h e das 19h às 23h30
Encerramento: Domingos e Feriados
Local: Alameda dos Oceanos LT 1.01, Parque das Nações


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Apoio à natalidade


Não sei se alguns de vós ouve a Rádio Comercial a horas impróprias para consumo (por volta das 7h da matina), mas existe uma rubrica chamada de Minuto da Natalidade, onde Pedro Ribeiro e companhia passam uma música com potencial para servir de pano de fundo a um acordar animado. E porque é que estou a falar disto? Fiquei com curiosidade em saber se têm algum restaurante que vos venha logo à cabeça (#$%&&/(; - isto sou eu a fazer um esforço para não fazer comentários indecentes às minhas próprias frases) quando querem criar um clima para treinar a natalidade? Se sim, partilhem connosco. Vá lá não custa nada.
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Joana acrescenta:

O mais engraçado disto tudo, é que estas duas alminhas conhecem o "Minuto pela Natalidade" por mim, uma vez que sou a única do grupo que, coitadinha, mora longe e portanto....acorda CEDO!!!! O pior é que não há acordares animados porque, meus amigos....a fila da ponte não perdoa! Só se forem levar alguém ao aeroporto é que eles ouvem isto...de resto não estou a ver!! :-)

Por uma questão pessoal, e apesar de não ser restaurante, recomendo o Pavilhão Chinês (nas noites de semana). Restaurantes de momento, lembro-me do Comporta Café, em dia de sol de Inverno, na esplanada (porque só nesta altura do ano conseguem estar, conversar, ouvir, contemplar e partilhar!).

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tavi, Porto

  
 

Este meu fim de semana no Porto foi muito proveitoso, por várias razões, mas também porque me permitiu revisitar várias casas. E esta é uma das minhas preferidas para brunch, lunch ou tea durante o fim de semana. É um espaço óptimo para relaxar, conversar, ler o jornal, etc, enquanto se olha o mar.

Além da vista espectacular há ainda a qualidade da comida, as sandes são deliciosas e o coulant com mousse de chocolate acompanhado de gelado de limão é divinal. Só de pensar nisso fico com água na boca.

Não provei nada do que estava nas montras, mas fiquei com muito vontade de provar quase tudo, o aspecto dos salgados, dos doces, e dos bombons era maravilhoso. Ainda bem que não vivo à beira :).

Tavi
Rua Senhora da Luz, 363 - Porto
Tel: 226 180 152 / 226 100 691
Segunda a Domingo das 07h30 às 20h00 (no Verão fecha às 24h)
  
 

Casad'oro, Porto


Durante o último fim de semana tive oportunidade de revisitar uma velha conhecida, a pizzaria Casad'oro. Esta pizzaria é irmã da Casanova de Lisboa (ver post de 2 de Setembro), por isso partilham o menu, os preços e a qualidade das pizzas. Apesar de o restaurante também oferecer massas, nunca provei, fico sempre pelas pizzas, mais especificamente pelas calzones, são divinais.

Como visitei as duas casas num espaço de 2 dias (a de Lisboa na Quarta, e a do Porto na Sexta), tenho alguma facilidade em compara-las, e a diferença que verifiquei foi no atendimento. Enquanto que a de Lisboa tem um atendimento atencioso e mais ou menos rápido (a casa por vezes está muito cheia, e o atendimento é compreensivelmente mais lento), na do Porto, e apesar do restaurante ser muito mais pequeno, o serviço é lento, pouco prestável, e não muito simpático.

Um ponto muito positivo da Casad'oro é a localização, o restaurante fica literalmente sobre o Douro, o que faz com que de noite, e imagino que de dia também, tenha uma vista soberba. Os preços são iguais aos da Casanova, o que quer dizer mais ou menos 15 euros pp, isto se não se meterem muito no vinho branco com sabores, delicioso mas encarece a conta.

A Casad'oro tem ainda um restaurante, onde o ambiente é mais calmo, mas os preços praticados são mais elevados. Nunca experimentei, talvez numa outra visita.

Casad'oro
Rua do Ouro, nº 797 - Porto
Aberto todos os dias
(a pizzaria não aceita reservas)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Café Buenos Aires

Para chegar ao Café Buenos Aires existe de hard way e the easy way.
A forma mais exigente fisicamente (aka hard way) de chegar a este restaurante é, como não podia deixar de ser, a mais colorida. Uma vez que envolve subir as resmas de degraus que constituem as  escadinhas do Duque (na verdade calçada) como também cumprimentar os vários senhores com uma ementa aberta, a tentar aliciar-nos a entrar no restaurante a que pertencem (qual Portas de Santo Antão ou a extinta Feira Popular), e contornar verdadeiros palanques periclitantes onde sentar para comer parece ser mais um desporto radical (queda livre comes to mind) que um pacífico momento de lazer. A forma mais fácil (para gente cansada ou mulheres com sapatinho catita), consiste em descer a calçada do Carmo até chegar à rua do Duque e depois fazer esta última até ao fim, o restaurante fica na esquina.

Como já brilhantemente concluíram, o Café Buenos Aires fica entre o Largo do Carmo e as traseiras da estação de comboios do Rossio. Em caso de dúvida, perguntem a um qualquer turista que ande por esta zona pois eles parecem dar com o local como as abelhas dão com o pólen.

Uma vez chegando à porta do Café Buenos Aires percebe-se de imediato que o nome escolhido não poderia ter sido melhor. O interior do restaurante emana inegavelmente um calor sul americano, quer através da cor das paredes, das fotos, posters e outros artigos pendurados, quer através do mobiliário de madeira (algum com formas bem engraçadas).

A sala em si promove calor, mais concretamente calor humano (e julgo que em dias de Verão deverá ter um ambiente verdadeiramente caliente) pois as mesas encontram-se encavalitadas umas nas outras, fazendo com que uma simples ida à casa de banho envolva todo um número de gincana digna de um episódio dos Jogos sem Fronteiras (ou para os mais novos, um Salve-se Quem Puder ou TGV). Mesas a mais ou espaço a menos, you choose.


E quem ficar nas mesas junto ao corredor de passagem, sentirá sempre um certo vento provocado pela deslocação dos empregados, mas há que encarar estes pormenores com a descontracção que o ambiente pede e usufruir do mais importante, a comida.

A comida envolve todo um mundo de interacção com quem nos atende, uma vez  que só os nomes dos ingredientes que compõem os pratos não chega para se perceber o resultado final. A proximidade entre as mesas (e da cozinha) também ajuda na escolha do prato principal pois dá para vermos o que outros estão a comer, e saber se nos parece bem, ou dá para apontar desenvergonhadamente para o prato alheio e dizer a quem nos atende "o que é aquilo?" ou "quero um igual" :-)

Nesta primeira visita, escolhemos um prato que não era difícil de perceber (1/2 bife argentino) e outro algo diferente (milaneza de mozarela - rectângulos de mozarela panados) que vimos na mesa ao nosso lado e nos pareceu muito bem. E se bem pareceu melhor o soube!! A mozarela estava óptima e o bife fantástico (1/2 bife argentino faz um bife normal português por isso atrevam-se a pedir um bife inteiro apenas se tiverem mesmo muita fome...). As batatas fritas e as saladas que acompanharam estavam igualmente muito boas.

Para uma próxima visita, ficam sem dúvida as saladas e as entradas pois pareceram muuuuuuuuuuuito promissoras mas a carteira e o estômago não dão para tudo.

A sobremesa...............bem não sei como explicar..... não sei se conhecem um conceito gastronómico muito tuga chamado "roupa velha"? Não? Então perguntem aos vossos pais ou avós pois devem saber. A sobremesa era uma amálgama de várias sobremesas (bolo de chocolate, gelado, suspiros partidos, frutos vermelhos, chantilly) tendo como resultado um verdadeiro vulcão calórico e maravilhosamente delicioso (então se o gelado não tivesse já um bocadinho de gelo, teria sido perfeito) que dá para duas pessoas muito glutonas ou três pessoas "normais".

A conta não foi nada de arrepiar cabelo, cerca de 18€ pp, que para a quantidade e qualidade de comida ingerida pareceu-me mais que justo.

Para o fim deixo um conselho (caso não tenham ainda percebido pela descrição inicial): a reserva de mesa é mesmo obrigatória, não é eufemismo. E já agora, o restaurante não tem multibanco por isso é melhor precaverem-se de notinhas pois a polícia é já ali ao lado :-)

La QUEIXA........o atendimento não é brilhante, parecendo não conseguir dar conta do movimento do restaurante (a sala é pequena mas existe uma esplanada em frente, que pertence ao restaurante - sinceramente metade da experiência do restaurante é a sala e o seu ambiente latino, na esplanada é apenas mais um igual a tantos outros). Mas o pior do atendimento foi levarem o dinheiro para pagar a conta e assumirem que o dinheiro que sobrava era gorjeta!!!! Não se faz. É suposto trazerem o troco (nem que seja 5 cêntimos) e somos nós que optamos deixar (ou não) gorjeta. Espero que tenha sido apenas uma distracção. O resultado foi terem que trazer o troco e não ficarem nem com 1 cêntimo de groja.

Localização
Calçada Escadinhas do Duque 31 B
1200-155 Lisboa
Distrito: Lisboa
Tlf: 213420739
Encerramento: Domingos
Horário: 2a a Sáb. das 18h00 à 01h00

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Café de S. Bento, Estoril



Para ser sincero, nunca tinha ouvido falar do Café de S. Bento, em S. Bento, até ter lido sobre a abertura do Café de S. Bento no Casino Estoril. Ufa! Giro, giro era se o Casino se chamasse S. Bento..... O Café original parece existir à 27 anos na rua de S. Bento.

Depois de eu ter respondido negativamente à pergunta da praxe - já sabes onde vamos jantar?, disseram-me então, num tom de quem já sabia qual seria a minha resposta, aparece cá às 20h mas não venhas mal vestido..... Quando perguntei afinal aonde íamos, para saber se tinha que escovar o smoking, responderam-me vamos jantar ao Estoril. Eh pá! Mas como confio nos meus amigos, lá me vesti bem (o que em mim quer dizer não levar t-shirt e calções segundo me explicaram posteriormente) e lá fomos até ao Estoril.

O restaurante era então o Café de S. Bento, no Casino Estoril. E qual foi a minha pergunta quando vi a ementa na porta do restaurante.... Tens a certeza que tens um voucher, certo??? É que de outra forma eu não entro :-)) Os preços são, como ei-de dizer sem parecer um pelintras......um bocadinho puxados. Mas, com um belo voucher da Time Out a coisa até não correu mal.

O espaço está muito bem decorado, sendo uma sala pequena onde o espaço entre mesas não é muito grande (na verdade pode acompanhar-se a conversa e observar muito bem a comida à medida que vai sendo servida). Infelizmente, pelo menos no dia em que fomos, tem uma péssima música ambiente que misturada com o ruído de fundo (pouco espaço, muita gente, má acústica) torna difícil a comunicação entre os comensais. O atendimento em nada se diferencia do que se tem em cervejarias como a Portugália ou Lusitânia. Simpáticos mas sempre a despachar.

Este pub de aspecto sofisticado, tem como prato principal o belo do bife com batatas fritas. Mas que o bife, é um belo bife nisso não há dúvidas.

O «Bife à Café de São Bento» (na verdade 1/2 bife mas o que lhe falta em tamanho compensa em espessura) vem acompanhado por batata fritas, esparregado e ovo "a cavalo". E posso-vos assegurar que o bife estava excelente!! A faca quase não trabalhava de tão tenro que o bife era... e o molho pedia mesmo os pãezinhos quentes da Portugália :-) As batatas e o esparregado também estavam bons.

Para sobremesa, escolhemos o bolo de chocolate e cheesecake que estavam muito bons!! Desconfio que se o bolo de chocolate não era o Melhor do Mundo era um parente muito próximo....

E a conta? Pois bem, o menu completo (entrada, prato, sobremesa, bebida e café) é 45€ pp!!!! Há pois é, meus caros! Eu não estava a brincar quando disse que não entrava no restaurante sem um bom voucher. Com o voucher ficou cerca de 20€ pp. Foi engraçado observar que  muitos dos que chegavam entregavam um voucher igual ao nosso, ou seja, várias pessoas aproveitaram o desconto para conhecer um restaurante que de outra forma se torna difícil de conhecer.

Aconselho este restaurante ao fanáticos por bifes com bolsos que consigam aguentar a conta no final da refeição. De outra forma, só mesmo com voucher e mesmo assim....

Horário: todos os dias das19h30 às 03h00
Tlm: 911915250/214669835
e-mail: cafesaobento@hotmail.com

Mini-Oktoberfest

Hoje começa o primeiro Mini-Oktoberfest de Lisboa, realiza-se no Campo Martires da Pátria, e vai durar até Domingo.

À semelhança do Oktoberfest original, que se encontra a decorrer em Munique, vai haver muita cerveja, a cerveja oficial é a Löwenbräu, acompanhada de salsichas, chucrute, salada de batata e Brezn.

A festa promete ainda animação com bandas da Baviera, e jogos tradicionais alemães e portugueses.
Por isso, juntem-se a nós, e PROST!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Marveja


Chegar ao restaurante, para quem não conhece bem a Figueira, não é fácil, apesar de o parecer. No mapa, fica junto à marginal que une Buarcos à Figueira da Foz, nada mais fácil do que seguir junto ao mar até chegar ao restaurante. Mas o restaurante não se vê muito bem da estrada e fica numa zona nova de Buarcos, o que não ajuda porque ainda está tudo meio em construção. Valha-nos a magnífica invenção do tio Jobs que dizem que também faz chamadas.

Chegadas ao restaurante, este tinha 2 pessoas sentadas, e como já passava das 13h, ainda pensamos que poderia ser mais uma banhada (sim, porque eu ainda me lembro da minha visita à Escola, apesar dos outros colaboradores deste blog adorarem o local, eu tive uma má experiência), mas não, dali a meia hora o restaurante estava cheio. Pelos visto nós é que chegámos cedo para almoçar.


Location, location, location...
Primeira nota positiva, a localização. O restaurante está virado para o mar, e como nos reservaram a melhor mesa do restaurante, a nossa vista era fabulosa.

O menu é variado, mas como estamos junto ao mar, é natural que penda mais para os peixes e marisco, e nós deixamo-nos levar pela bela paisagem e também comemos peixe. O bacalhau estava delicioso, tinha uma crosta de broa por cima e vinha acompanhado com batatinhas, o polvo assado estava tenrinho e desfazia-se na boca. Em relação à sobremesa, provámos um crepe de maça com molho, acompanhado de gelado de chocolate e canela. Estava delicioso, apesar de um pouco pequeno, principalmente a bola de gelado, mas como já não havia fome, não fez falta.

O atendimento foi muito atencioso, sem ser incomodativo.

No final, a conta pareceu-me perfeitamente justa tendo em conta a qualidade da comida, 20 euros por pessoa.

Marveja
Rua Paul Choffat 41 Urbanização Foz Village - Buarcos - Figueira da Foz
Tel: 233436307
Encerra aos Domingos ao Jantar e Segundas

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Restaurante Columbinos, Felgueiras



Aquilo que vou escrever em seguida vai soar mal mas tentem não levar muito a peito......... Quando entrei no Restaurante Columbinos, se não fosse pela paisagem rural, diria que estava a entrar num restaurante em plena Lisboa, e pior, num daqueles bem carotes. Mas não, na realidade estava a entrar num restaurante todo pipi numa terra algures na região de Felgueiras (ou numa ilha perdida no Pacífico, mas onde não se entra por desastre aéreo e pode sair-se quando quer), para o qual não tenho quaisquer pontos de referência (primeiro eucalipto depois daquele campo de milho??).

O edifício e o interior do restaurante denotam uma preocupação dos donos com a apresentação, tendo consigo decorar o restaurante sem grandes ostentações mas com bom gosto. A decoração permitiu criar um ambiente calmo e acolhedor, onde é possível estar um grupo de pessoas na nossa próximidade e mesmo assim não ser necessário começarmos aos berros para nos percebermos.
O atendimento foi muito simpático e solícito, perguntado regularmente (sem exagero) se tudo estava do nosso agrado ou se poderiam ajudar de alguma forma. Com tantos restaurantes onde somos despachados à velocidade da luz, esta simpatia por vezes deixa-me um bocadinho desconfiado mas tudo correu bem :-)

A refeição consistiu numa tragédia (no sentido figurado, ninguém morreu no fim) em três actos: entradas, prato principal e sobremesas. Posso dizer que, dos três actos, o primeiro foi o mais complexo..... A quantidade de entradas que espalham pela mesa é avassaladora (só comparável com A Escola), desde pão com alho acabadinho de fazer, passando por moelas, espetadinhas, patês e pataniscas de bacalhau (haviam mais entradas, mas a minha memória já começa a falhar), até ao pão e broa a saberem a tal. Como podem perceber, se se entusiasmarem com as entradas, o que é fácil pois as que provámos estavam excelentes, correm o risco de passarem directamente para as sobremesas :-)

No segundo acto, escolhemos como pratos principais: secretos de porco preto e posta à Columbinos para duas pessoas. Não percebi a diferença, em termos de quantidade, entre os secretos para uma pessoa e a posta para duas, por isso posso afirmar com alguma convicção que não servem nada mal nos Columbinos. Em termos de confecção, não podiam estar melhores!! As batatas a murro estavam excelentes (ligeiramente estaladiças e ainda com algum sal por fora.... se pudesse não parava de as comer) assim como os secretos e a posta, a faca quase não tinha resistência por parte da carne. A comida estava no ponto! A título de curiosidade, os pratos onde vinham estas iguarias eram muito engraçados, todos cheios de estilo. Quem disse que a comida portuguesa tem de vir numa travessa de inóx :-)

O último acto, ao contrário do que disse no início, pode, de certa forma, ser considerado uma pequena tragédia...... As sobremesas vieram literalmente ter connosco. Veio um carrinho com as diferentes sobremesas disponíveis e foram-nos explicadas cada uma delas, tendo escolhido tiramisú e charlotte de café. As sobremesas estavam, como hei-de de dizer...... normais a caminho do fraquinho, para além de terem sido um bocadinho forretas nas fatias que cortaram (não peço o bolo inteiro mas pelo menos uma fatia que dure mais que duas colheradas :-). Se existe, na minha opinião, alguma coisa neste restaurante que poderia ser sujeito a uma melhoria, seria sem dúvida as sobremesas.

Depois do café, e de alguma conversa sobre o que iriamos fazer a seguir, pedimos a conta: 22€ pp. Posso afirmar que para aquilo que se comeu e bebeu (vinho e água) foi um excelente preço, especialmente se pensar que se tivessemos em Lisboa não pagaria menos de 30€ :-)
Por isso já sabem se estiverem perto de Felgueiras, Amarante, Penafiel e afins e queiram comer bem aqui fica uma alternativa vivamente recomendada.

Localização
Lugar da Estradinha - Friande
4610-311 Felgueiras
Porto
Telef.255925534
Encerramento: Domingos (Jantares)
Horário: 12h às 15h e das 20h às 22h

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pizzeria Casanova, Lisboa

Esta bela pizzeria fica situada no Cais da Pedra em Sta. Apolónia, num alinhamento muito promissor (Deli Delux para os lanches, Bica do Sapato para os dias mt mt mt especiais...). Esta pizzeria tem um ambiente simples, confortável, familiar, agradável. A entrada faz-se por um "mini-labirinto" por onde podemos ver todo o processo de confecção das belas pizzas que nos vão confortar o espírito e o estômago dali a pouco. Dali a pouco, ou não...! Não são aceites reservas logo o tempo de espera é algo imprevisível. Numa sexta à noite, por exemplo, por volta das 20h já há fila de espera! Imagino que à hora de almoço também possa haver algum tempo de espera. É preciso alguma persistência, mas vale a pena! Uma coisa que funciona sempre bem é terem amigos que vão primeiro para a fila, e depois vocês aparecem airosamente quando eles já estão sentados... ;)!
A pizzeria tem dois espaços distintos: a esplanada e a sala, ambas com mesas corridas ao estilo cantina. A sala tem janelas enormes, que permitem apreciar a vista para o rio e, por cima de cada mesa, existe uma lâmpada que nós acendemos quando queremos chamar os empregados (obvía aquele problema frequente na nossa restauração, que são os empregados com palas nos olhos, que nós nos esforçamos por chamar e não conseguimos!). Na esplanada existem toldos, que nos protegem do sol durante o dia, mas não existem luzes por cima das mesas (substituídas por dois empregados em permanência na esplanada)....e perguntam vocês agora....então e nas noites frias de Verão, que também as há, e nas noites de Inverno sem chuva, o que nos aconchega na esplanada!!!????
MANTAS POLAR !!!!!! Desculpem o entusiasmo, mas é proporcional à alegria que sentimos quando percebemos que elas existiam e estavam disponíveis para nós...nós, que estávamos qual boneco de neve, a pensar que teríamos mesmo de ir embora e procurar um sítio mais quentinho para estar à conversa (isto porque a nós calhou-nos uma noite menos amena de Verão). Portanto, se por acaso lá forem em condições climatéricas menos amenas, não hesitem...peçam uma mantinha para vos aquecer! A partir da manta tudo se tornou maravilhoso e pudémos então ficar na conversa até às tantas e ser os últimos a sair da esplanada!

E agora relativamente ao que nos confortou o estômago: para entrada duas bruschettas, para pratos principais três pizzas e um calzone. Tudo muito bom! Pizzas finas e estaladiças, muito bem apetrechadas; a dificuldade é escolher! Estão ainda disponíveis vários pratos de pasta, mas nós ficámo-nos mesmo pelas pizzas. Para beber, escolheu-se vinho branco com morango (existe vinho com uma imensidão de sabores de frutas) e chá gelado da casa. Nas sobremesas escolhemos tiramisú, panacotta e granizado de café. Estava tudo bem, apesar de a panacotta não sobressair muito relativamente a outros locais. Existem, segundo consta, umas coisas maravilhosas que são as pizzas doces (pizza com nutella parece que é muito boa), que nós não provámos por uma falha de comunicação no grupo (uma queria, outros não ouviram, outros não viram na ementa). Enfim, uma falha que parece grave mas que dá o mote a outra visita...:)!

Aqui fica uma sugestão de um local muito agradável e em que podemos comer por um preço simpático (se saltarem entradas é ainda mais agradável). Nós pagámos 19,5 €/pp; mas para ficarem com uma ideia, as pizzas rondam os 11-13 euros (bom para uma família com adolescentes famintos...estavam lá algumas). A experimentar da próxima vez à hora de almoço.

Pizzeria Casanova
Av. Infante D. Henrique - Cais da Pedra
Armazém 7 Loja B
1900 Lisboa
Aberto todos os dias das 12:30h às 01:30h (horário contínuo)
Não aceita reservas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Leitaria Gourmet

  
  
 
Há quem vá de férias, há quem escreva em blogues... Este é o mês com mais posts, com a excepção do primeiro, desde a criação do blog.


A Leitaria Gourmet deu luta, pelo menos para nós, os não residentes ou frequentadores das zonas menos populares do Parque das Nações, ou seja a leitaria não é fácil de encontrar. O problema é que a Alameda os Oceanos tem muitos quilómetros, e isso do condomínio Portucalle não me diz nada. Depois de muitas voltas e algumas tentativas frustradas, lá demos com aquilo, e até é muito fácil, fica mesmo ao lado da loja CR7 :-) Para quem, como eu, não conhece a loja, as direcções são as seguintes: ir em direcção à torre Vasco da Gama e na rotunda a seguir à bomba da gasolina, virar à esquerda, e 100 metros depois encontra-se a leitaria.

Como devem imaginar pela descrição da localização, a casa de leitaria só tem o nome. Apesar de ter um balcão com mármore a imitar os balcões antigos, a decoração toda em branco contrastando apenas uma parede em chocolate não ajuda ao ar vintage. Isto não quer dizer que não gostei da decoração, estava muito gira e bem pensada, gostei particularmente do logótipo e da utilização do azul, só não tem muito a ver com uma leitaria.

O que por lá se consome? Bem, nós fomos ao lanche, mas também servem almoços e algumas das tostas pareceram promissoras, principalmente para quem gosta da mistura de sabor doce e salgado. Além de terem o incontornável ovos mexidos com alheira, que também não provamos.

Então, afinal o que é que provamos? O chá frio, que pode vir em copo, meio litro ou litro, que estava bom e fresquinho. Provamos também os scones, e aqui foi a desgraça, os scones estavam frios, mas por outro lado a manteiga vinha meio derretida, estranho, muito estranho...
Um ponto muito positivo, o cheesecake estava delicioso, pareceu-me ser feito com requeijão e o amargo deste contrastava no ponto exacto com o doce que se encontrava por cima. O bolo de chocolate também estava bom, com a consistência correcta, ou seja meio liquido.

Os preços não me pareceram exagerados, não é especialmente barato, mas isso também não se espera de uma casa fashion. Para casa de chá, os preços pareceram-me aceitáveis.
Resumidamente, se estiverem por aquelas bandas ou se viverem por lá, experimentem. Se não, não me pareceu ter argumentos suficientes que justifiquem uma deslocação.

Leitaria Gourmet
Alameda dos Oceanos Lote 4.43.01 Condomínio Portucalle - Lisboa
Tel - 218380000
(não percebo o que se passa com este site, mas nem sempre o consigo abrir)

   

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Bota Feijão, Olivais


Há já algum tempo que ando a chatear o Sebastião, e também a Joana, para irmos ao Bota Feijão. Isto porque um dia li na Time Out uma crítica a este restaurante que me deixou muito, mas mesmo muito, curiosa em visitar tal estabelecimento. Aqui vos deixo algumas citações que me despertaram o interesse:

"anti-El Bulli"

"Tive um amigo que a última vez que foi avistado foi enquanto procurava o Bota Feijão, nas backstreets de Moscavide."

"O local parece mais apropriado a apanhar uma doença venérea de um maquinista da CP do que para comer uma bela refeição"

"Se não gosta de leitão, esqueça. Há, numa gaveta, uma lista. Mas é só para enganar (ou para encomendas). Sobremesas, há muitas e boas."


E, ao fim de algum tempo, lá os convenci a irmos almoçar ao Bota Feijão, sim porque o restaurante não abre para jantares, só por marcação.

Começando pelo início, quem conhecer minimamente Moscavide ou se der ao trabalho de ver o mapa antes de ir para o restaurante, rapidamente se apercebe que ninguém se perde para lá chegar, basta apanhar a Estrada de Moscavide, seguir em frente, e já está. Sair é ainda mais fácil, pois a rua vai desembocar junto à estação do Oriente.

É muito fácil perceber onde é o restaurante, é só seguir o bando de gravatas que se dirigem para uma casa de um só piso, avermelhada, e com o nome do restaurante escrito de forma esbatida e muito discreta (deve ser para a ASAE não descobrir a localização, sim porque se ela descobre...).

A entrada é como o prometido, uma tasca, onde um dos empregados se encontra a receber os clientes com o livro das marcações (sim, é melhor marcar antes de ir). O restaurante tem 2 salas, ambas muito pequenas e com muito mais mesas do que eu pensaria que pudessem lá caber. A nós, felizmente, calhou-nos um lugar na esplanada, que apesar de ter também mais mesas do que o recomendável, é mais arejado e tem vista para a linha dos comboios. A linha mais próxima deve ficar a 5 metros do restaurante, o que permite ver os comboios passar, e sentir a trepidação, enquanto comemos. Ah! Ia-me esquecendo, para chegar à esplanada é necessário passar por uma sala/cozinha onde são partidos os leitões.

Continuando no assunto dos leitões, pois aquilo que aqui se come são leitões. Eu não me lembro de ter-mos pedido nada para além das bebidas, sentámo-nos e pouco tempo depois apareceu uma travessa com leitão, e depois as batatas e salada. O serviço é muito rápido, até porque devem estar habituados a clientes que têm apenas uma hora para almoçar, por isso todo o serviço é realizado com muita ligeireza. A única coisa que pedimos foi a conta, tudo o resto ou apareceu na mesa ou vieram-nos perguntar o que queríamos.

Em relação à comida, o leitão estava bom, não ficava atrás do da Mealhada, e as batatas fritas ainda estavam melhor, cortadas às rodelas e estaladiças, hummmm… Em relação às sobremesas fomos avisados que já não havia muita variedade, pois na sexta-feira seguinte o restaurante fechava um mês para férias, mas comemos encharcada de pão e mousse de manga, que estavam boas.

Após os cafés veio a dolorosa, e foi um pouco, é verdade que estamos num restaurante de leitão e isso normalmente dá cabo da conta, mas estava à espera que fosse um pouco mais simpática, 17 euros por pessoa sem vinho. Ai! Doeu um pouco, e pareceu-me um pouco caro para um restaurante de almoço de dia de trabalho, e com tão poucas comodidades.

Bota Feijão
Rua Conselheiro Lopo Vaz, 5 (Moscavide)
Tel: 21 853 2489
Aberto: 10h-15h (Segunda a Sexta)

Para quem tiver curiosidade de ler o comentário deste restaurante realizado pela Time Out, mas tem preguiça de o ir procurar, é só clicar Bota Feijão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Louro & Sal, Bairro Alto

  
  



Bairro Alto, labirinto de ruas estreitas com casas baixas e grafitadas, onde existem restaurantes para todos os gostos e feitios. No entanto, num domingo à noite, a escolha pode encontrar-se um pouco reduzida pois muitos locais de restauração escolhem este dia para o descanso do pessoal. Mas, para minha surpresa, as opções ainda eram muitas, o que originou numa caminhada ainda longa pelas ruas do Bairro Alto (agravando o estado de fomeca) até conseguir ficar limitado a duas opções: Império dos Sentidos e Louro & Sal (restaurantes a poucas portas de distância um do outro).


Como o título do post assim o indica, a escolha recaiu sobre o Louro & Sal apesar de já ter ouvido falar muito bem do Império dos Sentidos. E o que fez pender a balança? Bem a ementa pareceu boa (e com bons preços) mas, sobretudo, foi a decoração do restaurante que fez com que o Louro & Sal fosse o eleito (julgo que depois de olharem para as fotos em baixo vão concordar comigo).



Como qualquer restaurante do Bairro Alto, espaço não é o atributo que se espera encontrar mas também ninguém se senta no colo do vizinho do lado. Depois de sentados e escolhidos os pratos com que nos iríamos deliciar (galinha com gengibre e batata doce assada e alheira de caça com batata doce assada e salada - ok, não fiquem a pensar que como acompanhamento só existe batata doce assada, fui eu que pedi para trocarem o meu acompanhamento inicial por batata doce :-) foi possível absorver o ambiente do restaurante, enquanto se punha a conversa em dia.

O restaurante tem uma decoração bem conseguida, onde aliaram o aspecto rústico com o moderno (as paredes de pedra jogam com o mobiliário moderno e com as restantes paredes em azulejo castanho escuro), conseguindo um espaço acolhedor e algo romântico.

Voltando à comida, o Louro & Sal é um restaurante de cozinha portuguesa com mistura de ideias de outras culturas (gengibre, batata doce...), em que o resultado final é muito bom! Ambos os pratos pedidos estavam óptimos, quer em quantidade quer em qualidade. É de salientar que o couvert também era óptimo, quer em relação ao pão apresentado quer aos três produtos de lambuzamento do pão :-)

A escolha de sobremesas recaiu sobre: Maria maçã (uma digivolução de crumble de maçã, que em vez de utilizar açucar amarelo/mascavado utiliza bolacha) e Folhado de banana com gelado de sésamo, e não desapontaram.

Quando chegou a vez de pagar a conta, não foi muito assustador (19€ pp) tendo em vista o que se comeu e se bebeu :-)

Um senão, o atendimento é simpático mas um pouco desconcentrado, por isso vão imbuídos de alguma paciência, mas que esta advertência não vos faça pensar duas vezes em prestar uma visita ao restaurante pois o ambiente e a comida compensam este pequeno senão.

Estacionamento................. o restaurante fica no Bairro Alto....... que mais se pode dizer?


Localização
Rua da Atalaia 53, Bairro Alto, Lisboa

Horário: 19h às 24h
Encerramento: 3ª feira
Telf. 21 347 6275

    

Pastelaria Pão Quente, Arganil

Para o caso de se perderem no Portugal profundo e interior, nada como estar munido de informação sobre locais preciosos que nos permitem manter a barriguinha composta! A pastelaria-padaria Pão Quente em Arganil é um daqueles locais em que nos deparamos logo com uma grande contrariedade....como escolher alguma coisa no meio daquelas montras de produtos tão apelativos?! Não é fácil, acreditem! Aquilo que nos passa logo pela cabeça é...e se fosse um destes e outro destes e....mas enfim, há que ser racional e escolher!

Num grupo de 8 pessoas houve de tudo: croissants, pão de leite, delícia folhada, queques, sandes, bolas de berlim, mil-folhas, etc, etc. Nem todos foram consensuais quanto à qualidade dos bolos, atenção! Mas nestas coisas é sempre difícil agradar a todos. Pela minha parte, garanto que o mil-folhas estava óptimo! Ficou-me na memória um palmier coberto para a próxima! Lá está, tive de escolher! De realçar também a montra de bolos tipo aniversário para levar para fora: divinal! Bolos recheados e cobertos de chantilly e fruta muito apetitosos! Como o nome indica, é também uma padaria por isso é só pedir um saco cheio de pãozinho quentinho para levar para casa!

Pastelaria-Padaria Pão Quente
R. Comendador Saul Brandão
ARGANIL, COIMBRA 3300-035
Tel.: 235204734

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lisboa menina e moça

  
  
Aproveitando esta Primavera que atravessamos, com o Verão sempre prometido para o início da próxima semana, porque não dar numa de turista e ir dar uma passeata por Lisboa?

Primeiro podem percorrer a Rua Augusta, absorvendo a diversidade de pessoas que por lá andam e entrar numa loja ou outra só para ver como param as modas. E como andar abre o apetite, cheguem-se ao balcão do Restaurante NéNé (último restaurante com esplanada antes de chegarem ao Arco da Rua Augusta) e comam uma gauffre fantástica com cobertura à vossa escolha, existindo várias opções (as minhas preferidas são chocolate ou mel). Com a gauffre na mão, andam mais uns passinhos e estão na Praça do Comércio. Sentem-se e desfrutem da gauffre e da vista (infelizmente terão que contornar o estaleiro das obras para conseguirem ver alguma coisa).

Depois de despachada a gauffre, podem ir dar uma volta pela Rua do Ouro, entrar no Museu do Design e da Moda (MUDE) ou ir aos armazéns do Chiado. E como andar de um lado para o outro faz calor, começa a apetecer um geladinho...

Tenho que admitir que sou um consumidor satisfeito dos Swirl's e Scoop's da Olá mas com a melhor gelataria a oeste de Génova, segundo o guia Lonely Planet, em plena Baixa Pombalina, parece pecado não dar uns passinhos até lá :-)
A gelataria dá pelo nome de Fragoleto e fica numa das principais ruas da Baixa, na Rua da Prata (junto à Praça do Comércio). É pequena por isso é preciso irem atentos pois podem passar por ela sem dar conta :-) Existem resmas de sabores, alguns deles um pouco extravagantes, o que só torna a ida a esta gelataria ainda mais interessante (gelado de açafrão ou gelado de pêra e chocolate foram dois que já provei e aprovei).


Com o gelado na mão, podem começar a subir a rua da Madalena e irem até ao Terraço. O Terraço é um bar esplanada no topo do Mercado do Chão do Loureiro, com uma vista fantástica sobre Lisboa!! Têm puff's, sofás, cadeiras e espreguiçadeiras para poderem recostar-se e desfrutar do ambiente descontraído e vista fantástica. Ideal para apanhar sol à tarde e, caso hajam, refrescar as quentes noites de verão com sumos naturais e cocktails. A comida é simples mas boa (a sandes de atum em pão polar estava muito boa!). Julgo que mais internacional que este terraço só mesmo o Centro Comercial da Mouraria, tal é o número de estrangeiros que pululam pelo terraço fora.

Como o Terraço não tem grandes sobremesas.... podem sempre descer até à Sé e visitar as austríacas que dinamizam o Pois, Café e comer um Apfelstrudel ou outra sobremesa fantástica que esteja disponível.

Depois das sobremesas austríacas, começa a ser hora do regresso e nada como uma caminhada até à boca do metro ou da porta do carro para ajudar a fazer a digestão (dizem que a Coca-cola também ajuda :-) E assim se acaba um dia de turismo em Lisboa.

Fragoleto: Rua da Prata 80, Lisboa, 218877971

Terraço: Calçada do Marquês de Tancos 3 (Mercado do Chão do Loureiro), 1100-340, Lisboa, blog: oterraco.blog.com/

Pois, Café: Rua S. João da Praça 93-95, 1100-517, Lisboa, site: www.poiscafe.com

    

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quadrante, CCB

"Mas a música erudita
não faz grande efeito em mim:
do CCB, gosto da vista;
da Gulbenkian, o jardim." Deolinda

Lamento Dona Deolinda, mas permita-me discordar de si..... Da Gulbenkian também gosto das duas cafetarias (e de uma exposição ou outra) e do CCB gosto da Quadrante (e, enquanto for de graça, do Museu Berardo).

"Como uma janela rasgada sobre o brilho único do rio Tejo, o Quadrante permite repousar o olhar sobre o horizonte e respirar todo o encanto da capital." Que bonito!! Li num livro (na verdade foi no site do CCB, mas o efeito nostálgico desta frase é bem melhor) e achei que realmente descreve esta esplanada lisboeta.

O Quadrante fica no Jardim das Oliveiras do Centro Cultural de Belém, com uma vista fantástica sobre o Tejo, tornando-se num local muito agradável para beber uma Coca-cola, ler um livro, estudar, conversar, etc.... Em suma, haja uma nesga de sol, quer de Verão ou de Inverno, e a esplanada do Quadrante é um excelente local para se estar!

Comida..... Bem, servem almoços self-service muito bons, um bocadinho para o caro quando se pensa em self-service mas vale a pena pois a qualidade da confecção é excelente e a sala de refeições tem uma vista de excepção. Durante a tarde, tem pastelaria normal e gelados. Sim, não é um local para descobertas gastronómicas mas aqui até o café sabe melhor.

Qual é o senão? Turistas e a sua prole. Como hotspot turístico que é, existem sempre peles vermelhas a cirandar pelo CCB, incluindo no Jardim da Oliveiras, mas com um pequeno exercício de abstracção consegue-se contornar este pequeno precauço.

Quando quiserem deixar de olhar o Tejo ou passear pelo Jardim podem sempre visitar o Museu Berardo, a Arte Periférica, a giftshop do CCB, os pastéis de Belém ou o Starbucks.

Horário de Inverno: de segunda a sexta das 10h às 20h; aos Sábados e Domingos, das 10h às 21h.
Horário do resto do ano: todos os dias das 10h às 22h.
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P.S. Para pessoas corajosas, nada como ir comprar uma caixa de pastéis de Belém e depois ir comê-los na sala ou esplanada do 1º piso do Starbucks acompanhado por um Frapuccino mocca ou outra bebida starbuckiana.