quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pé Nú Beach Lounge, Costa da Caparica




"aqui vou eu, para a Costa.
 aqui vou eu, cheio de pica,
 de Lisboa, vou fugir,
 vou para o sol da Caparica!"

Peste e Sida, 1993
A vantagem de se morar num deserto é haver sempre um oásis ao virar da esquina...

(não sei como é que é com os outros moradores da margem sul, mas eu não me consigo dissociar desta ideia do deserto...)

S. João da Caparica já foi bom, já desapareceu, e qual fénix renascida das cinzas, aqui estão elas... estas belas praias, com bom areal, bons acessos, bares giros e gente simpática! Pormenor "chatinho": parque pago!



A praia é sempre a mesma mas as opções de bares/restaurantes são várias. A escolha para mim foi: não, não vamos já ao primeiro... viramos à esquerda, mas para não andar muito, ficamos já aqui! E ficámos no Pé Nú ! :)

Depois de um bom fim de tarde na praia, com uma temperatura de água excelente e em que o único desperdício foi a bandeira vermelha, nada como assentar arraias na esplanada para uns petiscos.


No Pé Nú o horário da esplanada para tostas/sandes/hamburgers e afins parece não ser muito linear... não percebi muito bem a explicação, mas tem a ver com o horário dos jantares e não é sempre da mesma maneira, e tal e coiso... mas como estava numa de dolce fare niente (que para chatice já tinha bastado o dia de trabalho), não quis perceber bem, e o B. também já tinha ficado de olho num prato anunciado como especialidade, e então lá decidimos jantar "de garfo".




A especialidade anunciada era uma Zarzuela de peixe e marisco, que foi a nossa escolha, juntamente com um menu infantil (kids rules...). E então, pois aqui temos, a bela da zarzuela:





Peixe, camarão, ameijoa e mexilhão, e umas batatinhas a compôr, com um molho base delicioso! O molho era uma perdição, daqueles que dá vontade de ter um pão de Mafra ao lado e ir devorando tudo ao mesmo tempo! Único senão aqui: o pão que pedimos para acompanhar era uma baguete... ok, neste caso o que interessava era ter pão, mas um pãozinho mais regional ficava bem melhor aqui!

Para sobremesa, e mais para satisfazer o apetite voraz do P., veio uma mousse de chocolate com gelado de nata. Simples mas em consistência perfeita, sendo esta uma conjugação que fica sempre bem! :)




A conta ficou pelos 14 euros/pessoa. Bastante razoável, tendo em conta a localização, a época do ano e o que consumimos.
Posto isto, aqui fica mais uma recomendação para um local ao pé da praia. O único senão é mesmo o pagamento do parque... mesmo quando se entra a partir das 19h ainda se paga 1,20 €! De dia compreende-se, o estacionamento é mais ordenado, não há confusões; à noite, acho desnecessário... não é definitivamente um "valor acrescentado"!
   


  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

The Decadente

 

  
 


Aqui está um restaurante difícil. Difícil quanto ao nome, já lhe chamei Le Decadente, The Decandent e, o nome mais popular, The Descendants, em honra ou porque baralhava o nome do restaurante com o nome do filme, por isso para mim o restaurante vai ficar sempre ligado ao filme. Difícil também porque estava a tentar ir lá há pelo menos um ano mas aconteceu de tudo, chegámos várias vezes e não havia mesa, cheguei a reservar e há última hora aconteceu um imprevisto e não pude ir, sei lá! a ida ao The Decadente parecia embruxada. 


Mas, depois de tantas tentativas falhadas, lá se alinharam os planetas e consegui ir. Para início de conversa fomos informados que o restaurante tem dois turnos de clientes e, por isso, tínhamos de nos despachar até às 22h, vite, vite. Assim, logo de chofre e para abrir o apetite.

Escolhemos, ou melhor escolhi, ficar na esplanada, a sala é muito acolhedora e simpática, mas achei que na rua não haveria tanto barulho e seria mais calmo, esqueci-me foi do pequeno pormenor que são as melgas.

Como entrada pedimos morcela assada.
  


Os pratos escolhidos foram arroz à portuguesa, ou seja,  arroz com camarões e peixe, sendo que os camarões eram tantos que me entretive a contá-los: 3, sim 3 camarões. Eu sei que estamos em crise mas também não é preciso exagerar, é que os pratos não são baratos. O outro prato foram costeletas que, segundo me informaram, estavam muito boas, mas eu, que provei um pouco, não achei nada de especial.

A acompanhar 2 copos de vinho branco, a carta não é muito extensa mas o suficiente para dois grandes especialistas em... coca-cola. 

Finalmente, para sobremesa, seguimos a recomendação da senhora que nos atendeu, que por sinal era muito simpática, e quase apagou a má impressão que tínhamos dela por ter atendido muito antes os "camones" que estavam ao nosso lado deixando-nos à seca, e por minha insistência provamos os creme de arroz doce, que é servido num flute, e nada de especial.
    
  
    

O preço ficou por 22 por pessoa.

Confesso que não achei nada de especial, a comida estava boa, mas não fiquei maravilhada. Continuo sem gostar desta mania dos turnos de clientes. Quando vou jantar fora, quero estar descansada, se demorar mais meia-hora temos pena, não quero o pessoal do restaurante a atirar-me olhares mortíferos porque me avisaram que tinha de me pôr na alheta até às 22h. Really!?!

 


E para digerir o jantar (e pessoalmente a conta): fomos ver os aviões, não, não os barcos.





The Decadente
Rua de São Pedro de Alcântara 81- Lisboa
Tel: 213461381
www.theindependente.pt

  

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amorino, Baixa




 

 
Como vivemos num país
[actualmente fico sempre na dúvida se devo colocar acento em palavras que dão para os dois lados... realmente o novo acordo ortográfico perturba-me a escrita (e, já agora, a leitura) pois parece ter sido feito para exacerbar a dificuldade que o comum dos portugueses tem em si de se fazer entender... por outro lado temos mais razões para dizer "Oi!" quando estamos a ler]

onde tudo é versátil e amplamente maleável
[mais do que o corpinho da Nadia Comaneci a fazer tabelinha nas barras assimétricas... uma piada do Relvas também ficaria aqui bem mas já está muito batido (já está tão batido que virou merengue) e assim pude utilizar um dos poucos nomes da área de desporto que me ficou de jogar sempre o mesmo Trivial Pursuit]

decidi dar alma à minha veia de cantautor plagiador e gritar em plenos pulmões
[não se assustem que o post está em modo mute e não, não sou youtubeogénico (ainda pensavam que era um vídeo da Al-Qaeda a reivindicar algum atentado) por isso também não há vídeo... terão que usar a vossa imaginação]

uma versão muito própria do refrão da mítica canção dos Fúria do Açúcar "Eu gosto é do Verão", ou como eu passei a chamar "Eu gosto é de gelados". Aqui vai:
"Eu gosto é do Verão
De passearmos de gelado na mão,
sentarmos na Avenida da Igreja a comer uma conchanata.
De andar e apanhar um escaldão,
com um cone do Santini na mão.
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol no Cais das Colunas
agarrado a um cone com duas bolas da Fragoleto.
 
(...)
 
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol no Jardim da Estrela
Acompanhado por um Pinguim da Artisani.
Acompanhado por um Pinguim da Artisani."
[se tentarem cantar o refrão tenham em atenção à respiração, ela terá que ser escassa para se conseguir dizer tudo.... eu não tenho problemas pois vivo em constante apneia (será que com o novo acordo se escreve aneia ou apeia? bem vou deixar como aprendi)]

Acho que já perceberam que o que me trás por cá são gelados :-)


Recentemente, em plena Rua Augusta, abriu portas mais uma geladaria artesanal (neste momento o coro Sto Amaro de Oeiras ergue-se e canta "A todos um Bom Natal") mas desta feita de cariz internacional. O people mais viajado já  se cruzou, possivelmente, com a marca Amorino, visto esta estar representada em inúmeras cidades europeias (p.ex. Barcelona), em Nova Iorque e na Nova Caledónia (quem deu conta da Amorino nesta cidade é favor não partilhar comigo essa informação... a inveja que vou sentir põe em risco a integridade física do meu ecrã). A Amorino nasceu em 2002, tendo sido criada por dois amigos de infância, Cristiano Sereni e Paolo Benassi.


E os gelados são bons? São, sim senhor! Mas não façam é aquela pergunta terrivelmente desleal...
 

"E são melhores que os do Santini? (versão maistream) E são melhores que os da Artisani (versão eu conheço outra gelataria para além do Santini e tu não! nha nha nha) E são melhores que os da Conchanata (versão eu conheço uma gelataria bué antiga em Alvalade, onde fui uma vez e depois nunca mais a consegui encontrar aberta) E são melhores que os da Fragoleto (versão eu estou-me a armar ao pingarelho e a dizer nomes que não fazem sentido só para dar a impressão que conheço profundamente o submundo dos gelados), E são melhores que os da Olá? (versão só costumo comer gelados em centros comerciais ou em casa)"


....pois cada um tem as suas preferências ou, melhor, ordem de preferências. Todos os gelados atrás mencionados marcham que nem cerejas (eu sei a forma correcta da expressão mas odeio ginjas! excepto se estiverem devidamente alcoolizadas e em copo de chocolate) mas, perante a pergunta de qual se gosta mais, temos sempre um clube na ponta da língua (Benfica!).


Um dos trunfos desta gelataria é a originalidade com que colocam o gelado no cone, em vez da clássica bola ficamos perante uma obra de arte floral. Outro trunfo é que o número de sabores que se pode escolher é infinito (dentro de certos limites) numa mesma flor. Mas atenção (e falo por experiência) se exagerarem na escolha de sabores deixam de perceber o que o que e ficam com uma pastilha tridente com um ponto de interrogação, sabe a algo mas não se sabe bem ao quê.


Boas lambidelas (sem malícia...)


Link
Rua Augusta 209 1100 Lisboa
Seg - Dom: 11h / 23h30


sábado, 11 de agosto de 2012

Museu do Arroz, Comporta

  
  
Ainda na sequência deste fim-de-semana em Tróia, que se iniciou com um belo almoço na Tasca da Fatinha em Setúbal, fomos experimentar este restaurante tão falado e onde há muito queríamos ir...


O Restaurante Museu do Arroz fica na Comporta, nas instalações de uma antiga fábrica de descasque de arroz. É possível visitar o museu, onde se fica a conhecer as várias etapas deste processo bem como um pouco da identidade da região. Eu, por mim, quando oiço falar em arroz, Sado, Comporta, fico sempre com isto na cabeça:





O restaurante tem um cariz tradicional, com alguns apontamentos de cor que lhe conferem um ar mais "leve" e contemporâneo. Não tem muitas mesas... por isso, não sei muito bem como será em fins-de-semana de maior afluência na região. Eu não tive qualquer problema, fomos num domingo e chegámos cedo ao restaurante. De qualquer modo, parece-me conveniente reservar!





E como não podia deixar de ser aqui o arroz é Rei!

Começámos pelos Bolinhos de Arroz:




E para prato principal... decisions, decisions... escolhemos arroz de lingueirão. Eu, a contragosto, porque não sou muito apreciadora dos bichos em questão, mas como o B. é fã... ok, 'tá bem!

E aqui está ele:



E posso dizer-vos que esta gente sabe mesmo fazer arroz!! :-)

O arroz estava uma verdadeira delícia... carregadinho de lingueirão, naquele ponto certo de cozedura que nem sempre se consegue em casa (falando por mim, claro...), a espessura do caldo, o tempero... tudo impecável! Foi mesmo dos melhores pratos de arroz que comi nos últimos anos! :)
E a quantidade... bem, como podem ver pela foto, é mais do que suficiente para 3 pessoas! Nós comemos e comemos arroz, até não conseguirmos mais, porque era um desperdício ficar lá (era tão bom...) e não era propriamente barato (ou seja, novo desperdício...)!

Com isto tudo, como podem facilmente imaginar, não conseguimos comer sobremesa! Ainda vi a carta, mas também confesso que não havia lá nada que me chamasse muito a atenção... e estava tão cheia!!

O único senão neste almoço foi mesmo a conta final... quando os pratos de arroz para duas pessoas andam logo nos 30-40 euros, não há grande coisa a fazer... bolinhos de arroz, pão, sumos, cafés e o arroz de lingueirão fizeram uma conta de 51 euros!

Localização
Est. Nacional
Carvalhal, Comporta
Tel: 265 497 555
Fax: 265 497 600
E-mail: museudoarroz@sapo.pt





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Unik Lounge, Praia da Mata, Costa da Caparica

 
 
 
O Unik Lounge é mais um daqueles sítios giros de praia... tem uma praia boa, tem puffs almofados, espreguiçadeiras, musiquinha boa, etc, etc... Este é o restaurante de apoio da Praia da Mata, mas que na entrada da praia fica do lado esquerdo após percorrer uma passadeira de madeira (eu acho que no "meu tempo" isto era chamado praia da Matinha, mas já não tenho a certeza...).

Aqui as cores são o laranja e o branco:







Nós fomos almoçar após uma bela manhã de praia. A oferta é semelhante a outros restaurantes já aqui falados: uma sopa do dia, tostas em pão sueco, sandes, saladas, sumos naturais, etc.

O atendimento foi muito simpático e solícito, a sopinha de legumes estava muito boa e as tostas são enormes e fantásticas! Quando digo enormes, estou mesmo a falar a sério... eu dividi uma com o P. que é um menino com 6 anos cheio de apetite, e chegou perfeitamente! Não comemos sobremesa porque começou a ficar muito vento (mesmo!) e tivemos de comer o geladito noutro sítio, por isso nem sei muito bem o que existe disponível!

O Unik Lounge também promove estas Sunset Party, que me parecem muito bem! :) e vejam, a próxima é já no domingo (12/08)! :)




Também organizam alguns eventos privados, como podem ver na página deles do Facebook.

Por isso, aproveitem o tanto que ainda há de Verão e passem por lá!