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Nicolau Lisboa, Baixa

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Se existe frase que merece ser escrita numa t-shirt é "nunca ninguém disse que a vida era suposto ser fácil". Este último ano tem sido algo confinado a determinados espaços e passos, a projetos e aventuras, que fizeram com que o tempo passa-se a correr e, eis que senão quando, cá estamos nós de volta ao Natal e apenas com meia dúzia de entradas no blog.
A ida ao Nicolau Lisboa foi uma das primeiras vezes, ao fim de vários meses, que pude espairecer sem sentimentos de culpa, sem pensar que tinha aquilo e aquilo e aquilo e aquilo e aquilo para fazer. E esteve quase para não acontecer. Como era o primeiro dia de liberdade não queria vê-lo manchado por uma má aposta, por isso pensava em jogar pelo seguro e ir a um qualquer local já velho conhecido, com créditos firmados. Mas (felizmente) fui convencido a experimentar este novo local.
O Nicolau Lisboa fica na Rua de S. Nicolau, perto da interseção desta rua com a Rua do Fanqueiros. Não é difícil de dar conta do local, com a espla…

Fábrica Lisboa, Baixa

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A Fábrica Lisboa fez-me pensar no tempo e na sua inexorável passagem, fez-me pensar em pessoas e em pedaços de uma vida que podia jurar recente mas que as contas de cabeça aos anos fazem, afinal, crer que foi noutra vida.

Assim que passei a soleira da porta, rapidamente os olhos se fixaram na parede, entre a porta e o balcão, hipnotizados pelo conteúdo das prateleiras que a cobrem e onde figuram caixas, caixinhas e caixotes, balanças, televisões, máquinas de escrever, ventoinhas e um sem número de outras peças que me fizeram recuar no tempo. E pensar que convivi com várias dessas peças, tenho a sensação que isto me deveria pensar que estou (sou) velho mas a alegria de as voltar a ver e as boas recordações que me trouxeram, fazem-me ignorar essa ideia. Pensar que vi o primeiro Indiana Jones numa televisão a preto e branco, idêntica à que está numa das prateleiras, faz certamente de mim um dinossauro aos olhos de muita gente, but who cares? Not me :-)
Mas deixe-mo-nos d…

La fabbrica della felicità, Baixa

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E se pensaram que os festejos ficaram apenas pelo cone da Fábrica dos Gelados, desenganem-se. Aqui vem mais um esplêndido cone!




E este é um elogio (à loucura) à perseverança! De quê? De quem? De todos os raios de sol que nos últimos tempos nos têm permitido realizar aquela fotossíntese pelo qual à muito esperávamos (e desesperávamos).
e agora entra a música, fade in...

"Here comes the sun | And I say | It's all right
Little darling | It's been a long cold lonely winter | Little darling
It feels like years since it's been here
Here comes the sun
And I say | It's all right"
...fade out




E se umas ficam em locais escondidos, que só se descobrem (muito) por acaso ou porque alguém nos indicou que existiam, já outras geladarias estão em locais que só mesmo os mais distraídos não dão contam.

É o caso da Gelato Therapy - La fabbrica della felicità. Se a primeira parte do nome desta geladaria não me encanta por demais (a sua ausência no título deste texto foi propositada),…

Desatino, Chiado

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só quando escrevia o título é que me dei conta da ironia

Neste dia a capacidade de decisão estava algures entre o Castelo Branco ["Não sei se pense, não sei se diga, não sei se fale"] e o António Variações ["Porque eu só quero ir / Aonde eu não vou"], não se sabendo muito bem o que é se queria comer (torcendo o nariz a cada ideia) ou só querendo ir jantar a sítios que ficavam demasiado longe para serem viáveis. Portanto, um desatino.
Depois de algumas voltas pelo eixo Baixa/Chiado (e o tempo a passar.... e o espectáculo quase a começar... e a fome a apertar...), o acaso (e a exasperação) levou-nos até à porta do Desatino. Ainda foi necessário alguma luta para conseguir sair do "não sei..." mas a situação conspirou para que ganhasse o entrar.
No entanto, enquanto a luta de desenrolava (mesmo à porta do restaurante), comecei a ter a sensação que o espaço ocupado pelo Desatino me devia dizer alguma coisa mas só quando entrei (e a arquitectura do espaço "…

Sabores da Madeira, Baixa

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Longe estava eu de pensar que acabaria o meu dia a jantar no Sabores da Madeira e, ainda mais surpreendente, que me encontraria no meio de uma turbe de gente a tentar lutar pela vida. As sexta-feiras 13 são tramadas...



Não sei como nem porquê, quando me perguntaram se queria ir ter à Baixa e dar um giro pela Vogue Fashion Night Out, eu disse ok. Em abono da verdade até correu relativamente bem (e até foi engraçado ver os bandos de pássaros e aves raras que migravam de um lado para o outro pelo eixo Chiado/Avenida da Liberdade), até termos virado para a Rua Garrett... fez-me lembrar o Optimus Alive.... não se via o que se pisava (ou quem)... e para mexer era preciso alguma persitência e insistência. Nada que um encontrão aqui, uma pisadela acolá e uma cara de quem morde se não me deixam passar não resolvesse. O Sabores da Madeira, surgiu no início da noite, quando estávamos a pensar onde íamos jantar mas não nos queríamos meter na entupida Rua do Carmo. Atalhámos caminho pela rua do O…

Amorino, Baixa

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Como vivemos num país [actualmente fico sempre na dúvida se devo colocar acento em palavras que dão para os dois lados... realmente o novo acordo ortográfico perturba-me a escrita (e, já agora, a leitura) pois parece ter sido feito para exacerbar a dificuldade que o comum dos portugueses tem em si de se fazer entender... por outro lado temos mais razões para dizer "Oi!" quando estamos a ler]
onde tudo é versátil e amplamente maleável [mais do que o corpinho da Nadia Comaneci a fazer tabelinha nas barras assimétricas... uma piada do Relvas também ficaria aqui bem mas já está muito batido (já está tão batido que virou merengue) e assim pude utilizar um dos poucos nomes da área de desporto que me ficou de jogar sempre o mesmo Trivial Pursuit]
decidi dar alma à minha veia de cantautor plagiador e gritar em plenos pulmões [não se assustem que o post está em modo mute e não, não sou youtubeogénico (ainda pensavam que era um vídeo da Al-Qaeda a reivindicar algum atentado) por isso t…

O Chá do Carmo, Chiado

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"Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio" foi, basicamente, a sensação que tive do Chá do Carmo. Nada tenho a dizer contra este estabelecimento comercial mas, também, não irei maçar os peixes com um sermão sobre as suas virtudes.

Fiquei com a sensação de estar num local para turistas pararem, descansarem a meio de um qualquer percurso que o Top10 aconselha, beberem um chá e depois seguirem viajem. Mas com isto não quer dizer que o chá que bebi fosse mau, pelo contrário, mas nada me ofereciam para além dos comuns sconnes, torradas em pão de forma industrial e bolos caseiros like. Nem a decoração do espaço me encheu especialmente as medidas. Bem, agora que ponho isto por escrito, se calhar estava num daqueles dias... se tivesse trompas de falópio poderia desculpar-me com a ovulação.... mas como não é o caso.... hummm.... já sei! estava num momento de inquietude pessoal, onde tudo à minha volta parecia banal, desprovido de interesse, quando comparado co…

La boulangerie by Stef, Baixa

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Padarias e etc... As padarias e suas digivoluções, caso ainda não tenham dado conta, estão na moda. E no que me diz respeito, é uma daquelas modas com a qual convivo bem [talvez bem demais...] e da qual, suspeito, não me vou fartar. Por mim, cresçam e multipliquem-se [não precisa de ser como coelhos] mas com qualidade e diversidade [vá lá tentem!], para no fim não se ter muito do mesmo. Por enquanto, todas as que tenho visitado têm características diferentes, o suficiente para que na minha cabeça sejam entidades distintas, mantendo apenas o pão e pastelaria circundante como elo de ligação.
Falando agora da razão do post. La boulangerie by Stef surgiu no meu sonar de uma forma abrupta [qual nuvem de torpedos a dar caça ao Outubro Vermelho], um dia nada sabia sobre a padaria, noutro chovem comentários de amigos, post's em blogs que vou seguindo e reportagens nas (poucas) revistas a que vou dando uma olhadela, todos a falar de como era um local a visitar. Bem, já que toda a gente diz …

Fragoleto, Baixa Pombalina

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Já em 2009 falei acerca desta gelataria mas, aproveitando a mudança de local e de imagem da loja, julgo ter chegado a altura desta casa de gelados ter um post em nome próprio. Bem o merece :-)
A mudança ocorrida na loja não foi tanto em termos de geografia (mantém-se na rua da Prata, a curta distância da loja original) mas mais em termos de espaço e decoração. Passou a ter um aspecto mais moderno e aumentou significativamente o espaço interior disponível, possivelmente para poder fazer frente ao golias Santini e ao mesmo tempo aproveitar a nova moda das gelatarias, mas não perdendo (felizmente!) a qualidade dos gelados.    
Caso não queiram desesperar nas filas absurdas da Santini mas querem um gelado excelente só têm de continuar a passear mais uns minutos até à Rua da Prata, para se deliciarem com uma bola de gelado de mel com gengibre ou amendoim :-) Não reparei se ainda servem o canecão de gelado, que era basicamente uma caneca de cerveja (de plástico vermelho) com quatro bolas de g…