Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Casa de chá

A Chaleira, Carcavelos

Imagem
A Chaleira parece ser uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer. Ao fim de mais de oito anos continua a existir, com altos e baixos certamente, com uns gerentes melhores do que outros, com produtos com maior ou menor qualidade, mas ainda assim de portas abertas. E, para grande alívio da minha alma, sem nunca perder o ambiente que um dia alguém, num momento de grande inspiração, criou.
Certamente que cada gerência lhe acrescentou o seu ponto, o que é perfeitamente natural, mas o facto de conseguirem preservar a essência do espaço dá-me sempre grande alegria quando volto a passar a ombreira da porta.
Para quem nunca ouviu falar, A Chaleira é uma casa de chá que há vários anos abriu portas numa praceta escondida de Carcavelos. O ambiente e a qualidade da sua oferta fez com que rapidamente se tornasse conhecida fora de portas, passando a ser frequentada por muitas pessoas que não eram daquela zona. 
Isto porque encontrar A Chaleira exige algum esforço, não…

Angèle, Avenida da Igreja

Imagem
Definitivamente sou difícil de contentar!!! Este é um daqueles casos que me apetece dizer: much ado about nothing, ou em bom português, nem tudo o que reluz é ouro. 
Na minha vidinha normal faço, pelo menos duas vezes por semana a Avenida da Igreja, e numa destas passagens vi uma nova pastelaria. Os meus olhinhos brilharam, primeiro mais uma oportunidade de post, e depois a decoração exterior e interior da casa convidam a entrar. Ainda passei por lá algumas vezes até ter oportunidade de entrar e experimentar.
No último sábado a oportunidade surgiu, e numa de pequeno almoço tardio decidi entrar. A experiência foi desapontante.  Não sei se foi do avançado da hora, eram 11h, mas a oferta eram croissants franceses e pain au chocolat. Só!!! Mais nada! Havia  ainda alguma pastelaria francesa, mas com ar plástico e pouco convidativo, e duas variedades de pão. Bem, mas lá me sentei, e esperei que me servissem.

O serviço é esforçado, é certo, mas muito desorganizado, o que implicou uma espera ba…

Moinho Dom Quixote, Cabo da Roca

Imagem
Ou simplesmente Moinho...
Era um daqueles sítios que já tinha ouvi falar inúmeras, variadas, paletes de vezes, e como tenho uns amigos simpáticos, sempre com aquela expressão: tens um blog de restaurantes e não conheces o ...?
Então, para colmatar esta minha falha, fui lá duas vezes na mesma semana. A primeira, numa das primeiras tardes quentinhas (e sem chuva) desta invernosa primavera, e a seguinte para jantar. 
O moinho fica para lá de longe, na estrada para o Cabo da Roca, nada prático para dar lá um pulinho, principalmente para quem vive em Lisboa. 
A primeira vez fiquei deslumbrada, a vista sobre a praia do Guincho é fantástica e o ambiente muito descontraído. Dá vontade de ficar ali sentada durante várias horas. 
Na primeira visita consumi uma sangria branca (deliciosa) e uma tosta mista. 
Agora, quando se chega ao moinho, e se fica na esplanada, não se percebe que o moinho é um restaurante de inspiração mexicana. Mas como estava numa das mesas sem serviço de mesa, tive de dir…

Tartine, Chiado

Imagem
Lembram-se do primeiro parágrafo que escrevi sobre a La boulangerie by Stef? Não? Pena... Porque o presente comentário vem comprovar o que escrevi nesse parágrafo.
Mas, como qualquer grande escritor
[para que fique claro, o adjectivo foi utilizado porque sou alto, não porque escreva bem]
de uma série de livros sempre com o mesmo personagem principal
[neste caso "Comida, Boa Comida", que pode vir shaken, stirred, com ou sem olive, desde que saiba bem, vale tudo.... o meu amigo Bond é que é mais esquisito]
é perfeitamente possível ler o comentário do Tartine sem ler o da boulangerie, conseguindo perceber facilmente toda a trama e o final fará sentido (pagar a conta :-).



 A minha primeira visita à Tartine foi de fugida, estava ao telemóvel com alguém com quem não falava à muito e não queria interromper (à que aproveitar quando a TMN dá uma borla). Mas entre gestos e frases desconexas (e muita paciência de quem me atendia) ainda consegui sair de lá com uma tarte …

O Chá do Carmo, Chiado

Imagem
"Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio" foi, basicamente, a sensação que tive do Chá do Carmo. Nada tenho a dizer contra este estabelecimento comercial mas, também, não irei maçar os peixes com um sermão sobre as suas virtudes.

Fiquei com a sensação de estar num local para turistas pararem, descansarem a meio de um qualquer percurso que o Top10 aconselha, beberem um chá e depois seguirem viajem. Mas com isto não quer dizer que o chá que bebi fosse mau, pelo contrário, mas nada me ofereciam para além dos comuns sconnes, torradas em pão de forma industrial e bolos caseiros like. Nem a decoração do espaço me encheu especialmente as medidas. Bem, agora que ponho isto por escrito, se calhar estava num daqueles dias... se tivesse trompas de falópio poderia desculpar-me com a ovulação.... mas como não é o caso.... hummm.... já sei! estava num momento de inquietude pessoal, onde tudo à minha volta parecia banal, desprovido de interesse, quando comparado co…

La boulangerie by Stef, Baixa

Imagem
Padarias e etc... As padarias e suas digivoluções, caso ainda não tenham dado conta, estão na moda. E no que me diz respeito, é uma daquelas modas com a qual convivo bem [talvez bem demais...] e da qual, suspeito, não me vou fartar. Por mim, cresçam e multipliquem-se [não precisa de ser como coelhos] mas com qualidade e diversidade [vá lá tentem!], para no fim não se ter muito do mesmo. Por enquanto, todas as que tenho visitado têm características diferentes, o suficiente para que na minha cabeça sejam entidades distintas, mantendo apenas o pão e pastelaria circundante como elo de ligação.
Falando agora da razão do post. La boulangerie by Stef surgiu no meu sonar de uma forma abrupta [qual nuvem de torpedos a dar caça ao Outubro Vermelho], um dia nada sabia sobre a padaria, noutro chovem comentários de amigos, post's em blogs que vou seguindo e reportagens nas (poucas) revistas a que vou dando uma olhadela, todos a falar de como era um local a visitar. Bem, já que toda a gente diz …

Poison D'Amour, Príncipe Real

Imagem
Aproveitando os fantásticos dias de Inverno que temos tido... [dêem-me um cachecol (e um casaco) que eu conquisto o mundo! ou pelo menos Lisboa...]...e sentindo necessidade de preparar o meu sistema operativo para a sobrecarga alimentar a que iria ser sujeito durante o fim-de-semana natalício, decidi ir experimentar uma pâtisserie de que muito se fala, lá para os lados do Príncipe Real.
Prevendo a desgraça que iria ocorrer uma vez entrando na pâtisserie, antes de entrar fomos fazer uma caminhada pelo (algo abandonado) Jardim Botânico, para, como hei-de dizer, abrir o apetite e, naturalmente, rever o Jardim.
Quando já tínhamos andado q.b. [ainda entrámos em algumas lojas na Rua da Escola Politécnica, entre elas uma mercearia gourmet que merece uma segunda ida... nem que seja para ver se fico a saber o nome :-)], eu comecei, qual criança a fazer birra, a dizer tenho fome!... quero sentar!...eu quero! eu quero! [com beicinho e tudo], e assim lá fomos em direcção ao Poison d'Amour.
E si…

Darwin's Café - Lisboa

Imagem
Uma das criticas que me é dirigida mais frequentemente pelos outros dois colaboradores deste blog, é que ando desaparecida, por isso decidi surpreendê-los com posts em dias consecutivos (óbvio, que a grande surpresa seria mesmo pôr em dia os 539 posts que tenho em atraso). Mas diga-se de passagem que o Nadal e o Djokovic também não estão a facilitar nada esta tarefa, grande final do US Open!
Algures em Agosto, e antes das minhas férias, estes vossos amigos decidiram juntar-se e irem lanchar ao Darwin's Café. Ora, poderia parecer uma missão fácil, combinar um lanche entre três pessoas que trabalham na mesma instituição e com horários semelhantes. Mas, não. Tudo acontecia, surgia sempre alguma coisa, o que levou a que este evento demorasse mais de um mês a conseguir realizar-se. Mas um belo dia, todos os astros se alinharam e lá fomos nós, em direcção ao pôr-do-sol ou como quem diz, Belém.
Compreendo que a arquitectura do edifício não agrade a todos, e eu normalmente não gosto muito d…

Chá nas Colinas, Odivelas

Imagem
A minha ida ao Chá das Colinas veio comprovar que por vezes desconhecemos as coisas boas que existem na nossa própria terra. É verdade que o meu dormitório fica situado no concelho de Odivelas mas enquanto acordado passo o meu dia a cirandar por Lisboa, foi preciso uma estrangeira (ou seja não residente em Odivelas) para saber da existência de uma casa de chá na minha zona. Mas não é para isso que servem os amigos? :-)
Encontrar a casa de chá não é fácil mas se derem com a rua Alfredo Costa, é só percorre-la com calma e tomar atenção às ruas/pracetas que dela irradiam, vão ver que dão com a Praceta Afonso Dinis de Portugal num ápice (se eu consegui toda a gente consegue...).
A decoração do espaço não poderia ser mais ilustrativa daquilo que pretende ser, uma (excelente) casa de chá. As paredes pintadas num tom alfazema, mesas e cadeiras em madeira escura, toalhas com padrão de flores, móveis brancos fazem com que pareça estarmos a entrar numa alegre e pitoresca casa de campo. A diferenç…

Castella do Paulo, Baixa

Imagem
Ora aqui está um local que realmente ou se gosta de paixão ou então.... não. Podem argumentar que esta frase é aplicável a qualquer local gastronómico a que já fomos e aqui partilhámos mas, não sei explicar porquê, nesta ocasião parece-me fazer mais sentido. Pelo menos foi essa conclusão a que cheguei depois de ter ido conhecer este local tão falado e ter ficado sensivelmente desiludido. Como por vezes digo, nada especialmente contra mas também nada a favor.
O Castella do Paulo fica na Rua da Alfândega (muito perto do Café do Rio, Terreiro do Paço e Campo das Cebolas), ocupando um espaço que apesar de pequeno está bem aproveitado e decorado, apresentando uma mistura entre o típico português (com as suas paredes com azulejos com aspecto antigo até meio da parede) e influências asiáticas (desde as toalhas ao serviço de chá).
Parece que o actor principal desta companhia teatral é o Pão de Castella. Como não morro de amores por pão-de-ló, e o ex-libris desta casa de chá não é mais do que …

Empório do Chá, Pç Londres

Imagem
O Empório Contra-Ataca! Desde o momento em que ouvi o nome desta casa de chá que tinha o desejo secreto de fazer esta piada (para a grande maioria de vós considerada seca ou desesperada, mas enfim estou habituado a ser incompreendido :-) mas como não fazia muito sentido resisti ao impulso...até agora!
Depois de um longo período de obras, considerado por muitos longo demais, o Empório do Chá  reabriu na Avenida de Paris mas, como diriam os Deolinda, na porta ao lado. Esta mudança de porta veio colmatar um dos principais (e  talvez único) problemas desta casa de chá, poucas mesas disponíveis para a procura que tinha. 
Entretanto passaram a existir dois pisos para se poder sentar e desfrutar os magníficos chás e (não menos importantes) acompanhamentos. Digam lá se a bela fotografia do bolo de chocolate que assassinámos (talvez com menos perícia que o Dexter, mas enfim...) não merece destaque? Já para não falar do cheesecake e da tarte de maçã e leite condensado que igualmente vieram para a…