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Passage to India, Saldanha

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Encontrar restaurantes na zona do Saldanha não é tarefa fácil, nada fácil. Especialmente quando se tem algumas limitações, como tempo (tinha que ser perto do Teatro Villaret) e dar direito a post :-) Mas depois de fazer o reconhecimento da zona quer em termos internéticos, quer em termos pedestres, descobri um restaurante indiano - Passage to India - que me pareceu muito promissor e ficava ali mesmo no epicentro de toda a acção.
O restaurante fica na Avenida Praia da Vitória, junto a esse mítico cinema lisboeta à muito desactivado, o Cine222. Assim que chegámos, fomos logo brindados com a simpatia característica dos indianos (mesmo que nos estejam a mandar à fava) e encaminhados para a mesa reservada.
O restaurante está muito bem decorado, com simplicidade e cuidado, apresentando uma mistura de cores quentes que conferem calor e conforto ao ambiente. O espírito indiano está lá mas de uma forma simples e com bom gosto.
A carta é vasta e variada (com alguns pratos diferentes do habitual), …

The Fifties, Lisboa

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Apresentando-se como um clássico da cultura americana, este dinner situado no Parque das Nações vem providenciar uma opção válida à zona de fast food do Vasco da Gama, que por vezes está tão cheia e intransitável que dá vontade de largar os tabuleiros e vir embora.

A decoração está muito bem conseguida. Tudo com cores garridas e muito plastificado, bem ao estilo dos dinners que surgem com frequência em filmes e séries americanas. Quem conhecer o Great American Disaster vai rapidamente perceber que o The Fifties é um parente muito próximo (mas sem a vista espectacular para o Marquês de Pombal).


E o que é que se come? O que se esperava, comida altamente processada e calórica :-) Hambúrgueres, batatas fritas e milkshakes para toda a gente. O que não tem em vista compensa na comida, apesar de ser um género alimentício que não deveria representar grande problema na confecção, ocorrem com frequência Great Disasters. Não foi o caso do The Fifties, a comida estava boa (até as batatas quase pa…

Fialho, Évora

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Por altura da Pascoa é tradição familiar, quando não vamos "à terra", ir passear por aí. Este ano decidimos voltar a Estremoz, onde todos os Sábados existem duas feiras no mesmo largo, uma de antiguidades e velharias, e outra de tudo o que se possa comer (que pode estar na versão viva ou morta). A visita a ambas as feiras pode ser bastante interessante e lúdica.
Para almoço, decidimos ir experimentar o mui afamado Fialho, em Évora. Este é um daqueles restaurantes incontornáveis, por muitos considerado um dos melhores restaurantes de Portugal, e todos os anos arrecada vários prémios gastronómicos, como por exemplo o  Boa Cama Boa Mesa do Expresso (este ano não foi excepção, garfo de ouro). Por todos estes títulos, pareceu-me ser obrigatória uma visita a tal local sagrado da comida alentejana.
No Fialho existem 3 salas de refeição decoradas à boa maneira alentejana, infelizmente calhou-nos a sala que fica na cave, não que estivesse um dia de sol, mas ter luz natural é uma coisa …

Café Malaca, Cais do Sodré

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Como se está a tornar tradição (ou será maldição?), os nossos almoços de Páscoa são algo atribulados. Se desta vez todos os pratos que constavam na ementa estavam disponíveis, por outro lado mantivemos o considerável atraso na chegada ao restaurante e o nosso entendimento com o atendimento não foi do melhor. O café Malaca fica no piso superior do barracão (não, não me enganei) pertencente ao Clube Naval de Lisboa, no Cais do Sodré.
O que posso dizer sobre o ambiente do Café Malaca.... estranho, diferente, com um ar de sótão que alguém decidiu transformar em restaurante (onde não faltam os barrotes à mão de semear, ou melhor dizendo, à cabeça de semear :-), utilizando objectos que recolheu de viagens por terras longínquas (ou mesmo aqui ao lado, em Alfragide, na Ikealand). O Tejo desta vez está à vista mas é necessário ir até à única janela do restaurante para o ver, sentados nas cadeiras apenas vislumbramos o céu (que miraculosamente estava azul apenas com alguns farrapos de nuvens).
A…

Sofisticato, Lisboa

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Cada vez me convenço mais que a zona de Santos não é o Design District mas sim o Restaurant District de Lisboa, tal é a quantidade, qualidade e variedade da oferta de restauração na zona.

O restaurante Sofisticato é mais uma destas ofertas na zona de Santos. O nome do restaurante já indicia aquilo que se espera encontrar assim que se passa pela porta e se vislumbra o interior, sofisticação. Existem três salas, cada uma delas com um ambiente e decoração diferente, criando espaços para todos os gostos. Uma das salas fica num pátio interior sob um telhado de vidro, com uma parede de ardósia com escritos a giz e mesas redondas com cadeiras desirmanadas - ambiente moderno mas descontraído. As outras duas salas apresentam uma decoração mais clássica, exibindo paredes de pedra iluminadas, lustres e candelabros, sofás e cadeiras de veludo, em tons neutros que jogam com pretos, cinzas, dourados e roxos - ambiente mais cosy and classy.


Ficámos sentados na primeira sala, junto à parede de pedra i…

Chaminés do Palácio

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Já andava com esta fisgada há algum tempo mas devido a constrangimentos de horários (o restaurante só serve almoços) ainda não tinha sido possível fazer uma visita ao Chaminés do Palácio.
"O Palácio da Independência, anteriormente conhecido por Palácio dos Almadas, Palácio do Rossio ou Palácio de S. Domingos, foi assim baptizado por ter sido neste local que D. Antão de Almada e os 40 Conjurados planearam a revolução que deu origem à Restauração da Independência de Portugal, no dia 1 de Dezembro de 1460, com o derrube do jugo filipino e com a aclamação a rei de D. João IV."





Este restaurante encontra-se escondido dentro do Palácio da Independência (palacete ao lado do Teatro D. Maria II, no início das Portas de Santo Antão), e sim escondido é realmente a palavra chave. Para chegar ao restaurante temos que passar por um guarda (é só dizer que querem ir ao restaurante, e ele até vos indica como lá chegar - acreditem que não é óbvio :-), subir uma escadarias e então, por fim, chega…

Quinoa, Chiado

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Há muito que devia ter escrito este post, mas a minha veia "poética" anda um pouco em baixo, não é que hoje esteja muito melhor, mas o peso na consciência e o medo de me esquecer de alguma informação/opinião importante foi mais forte.
Logo para começar, a porta vermelha do Quinoa faz-me lembrar a primeira (e única, snif, snif) vez que estive em Londres, e descobri que lá se fala uma outra língua em nada semelhante ao Inglês. Então, acabadinha de chegar a Londres e sem perceber como ia distinguir as duas linhas de metro que paravam na mesma plataforma pedi ajuda, a resposta que obtive foi um enigmático "the rat door". Pois, por momentos ainda pensei que fosse aparecer um metro com ratos desenhados ou algo pior, até que apareceu (felizmente) uma composição com portas vermelhas. Desde esse dia portas vermelhas têm um significado especial.
Voltando ao Quinoa, e deixando as viagens na maionese, esta casa é ao mesmo tempo padaria, casa de chá e restaurante. Não conheço a v…