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Trigo Latino, Lisboa

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     Ficar parado (por vezes estagnado) numa qualquer rua de Lisboa por um tempo quase infinito, em que nenhuma estação de rádio, cd ou mp3 toca uma música que apazigue o nervoso miudinho (para não dizer irritação) em que nos encontramos, e nada acontece à nossa volta digno de nos fazer abstrair (onde estão os assaltos, homicídios, suicídios e acidentes com muito sangue quando precisamos deles? hem?) pode, por vezes, revelar-se útil e proveitoso.   Foi o que me aconteceu um destes dias, estava eu no pára arranca em frente ao Museu do Fado a emitir vitupérios contra a imobilidade do trânsito, quando o meu olhar se cruza com o olhar fixo de um  peculiar manequim, que despertou o meu interesse. Quando olhei com mais atenção percebi que o manequim era parte integrante da decoração, não de uma loja dos chineses ou de roupa em segunda mão, mas sim de um restaurante de seu nome Trigo Latino.  Passado algum tempo surgiu (finalmente) a oportunidade de visita...

Cabana do Pescador, Meco

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       Situado no topo da falésia, com uma vista espectacular, onde se pode apreciar um pôr-do-sol fantástico, o "Cabana do Pescador" é uma da muitas opções para se comer peixe fresco e marisco no Meco. Neste caso, à qualidade da comida, alia-se a já referida soberba vista! :) Situado por cima da Praia das Bicas e ao lado da pista de voo livre, dispõe de uma esplanada e sala interior. Eu recomendo fortemente a esplanada (desde que o tempo o permita...) porque a sala interior não fica a dever nada à beleza e ao conforto...quanto a mim, uma reviravolta urgente é necessária no interior (para um maior conforto, um ar mais clean , mais intimista, e um maior desfrutar da vista). No dia em que fomos, apesar do sol intenso, o vento tornava a esplanada proibitiva para quem se fazia acompanhar de duas crianças... mas fica a promessa de lá voltar em dias mais quentes para um petisco de fim de tarde! :) A oferta varia entre os pratos de peixe e de marisco. Nós começámo...

Torricado, Lisboa

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      "O Torricado é uma grossa fatião de pão caseiro torrada em lume de vides e depois esfregada com alho e azeite. É uma criação culinária que glorifica o ex-libris ribatejano - o Campino - e o trabalhador rural alentejano - o Ganhão. " in www.torricado.com Posto isto, o Torricado assume-se como um restaurante de cozinha assente em raízes tradicionais, nomeadamente na cultura ribatejana. A cozinha está a cargo do chef Luís Suspiro, sobejamente conhecido (ouvi dizer que aparece a fazer uns petiscos num programa à tarde na TV...) e compõe-se de pratos "do mar e da terra" tais como pastéis de massa tenra, arroz de pato, arroz de polvo, chocos assados, etc, etc...   O restaurante tem dois espaços interiores e uma esplanada...nós fomos no Inverno...e portanto, esplanada não aproveitámos; depois houve uma pikena confusão em qual espaço interior estávamos, ou seja metade do grupo estava num lado, metade no outro (uma baralhação dos funcionários...) e ...

Cantinho Alentejano, Amora - Seixal

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   Para os apreciadores de comida tradicional, para os que gostam de ter sempre em mente um local onde podem planear um almoço de família daqueles com 9 ou 10 pessoas, para os que gostam de se perder em ruas de sítios que não conhecem....tcharaaaan.... eis o "Cantinho Alentejano"! O "Cantinho Alentejano" já me tinha sido recomendado em tempos por esta artista a propósito de uma conversa sobre refeições para famílias e boa comida. Mas entretanto não tinha surgido a oportunidade... eis se não quando... é domingo, malta muito cansada, pouco tempo, pouca vontade, aproveitar o sol que espreita entre as nuvens e passear as crianças, não gastar muito dinheiro... lembrei-me desta recomendação.    O restaurante fica na Amora...numa rua perfeitamente anónima, daquelas que só quem lá mora sabe onde é (e mesmo assim...). Portanto a primeira recomendação é: liguem o GPS, de outra maneira acho difícil lá chegarem! Depois o restaurante é mesmo um cantinh...

Castella do Paulo, Baixa

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      Ora aqui está um local que realmente ou se gosta de paixão ou então.... não. Podem argumentar que esta frase é aplicável a qualquer local gastronómico a que já fomos e aqui partilhámos mas, não sei explicar porquê, nesta ocasião parece-me fazer mais sentido. Pelo menos foi essa conclusão a que cheguei depois de ter ido conhecer este local tão falado e ter ficado sensivelmente desiludido. Como por vezes digo, nada especialmente contra mas também nada a favor. O Castella do Paulo fica na Rua da Alfândega (muito perto do Café do Rio , Terreiro do Paço e Campo das Cebolas), ocupando um espaço que apesar de pequeno está bem aproveitado e decorado, apresentando uma mistura entre o típico português (com as suas paredes com azulejos com aspecto antigo até meio da parede) e influências asiáticas (desde as toalhas ao serviço de chá). Parece que o actor principal desta companhia teatral é o Pão de Castella . Como não morro de amores por pão-de-ló, e o ex-libris d...

Casa do Alentejo, Portas de S. Antão

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     Quando uma pessoa faz anos é obrigatório festejá-los. Ponto! Não precisa ser no próprio dia (a premissa é válida até onde nos levar o coração ou a vontade...) e mesmo que não represente uma necessidade para o aniversariante (normalmente a vontade de fazer festa é inversamente proporcional ao número que figura nas velas, especialmente se for uma aniversariante). A malta quer é jantaradas para conviver e qualquer desculpa é válida para o fazer (e precisamos de desculpas? não, não precisamos mas se tivermos melhor ainda). Como já perceberam, isto tudo para dizer que a visita à Casa do Alentejo resultou da necessidade premente e incontornável de festejar o aniversário de alguém que não o queria festejar :-) Pronto fez-se difícil no início mas depois até foi a própria aniversariante a fazer a reserva (à última da hora mas no fim correu tudo bem :-). Nunca tinha visitado a Casa do Alentejo apesar de j...

Água & Sal, Expo'98

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Era noite e chovia. Era noite e chovia a potes. Era noite e chovia desalmadamente como se não houvesse amanhã. Era noite e chovia chuva molhada fria, muito fria, para a qual não havia chapéu que lhe fizesse frente. Era noite e chovia em proporções bíblicas, de tal forma que se Noé estivesse entre nós teria começado a acartar animais para dentro da arca (ou talvez para um catamarã, se fosse português, ou um Yatch, se fosse russo :-) pensando que vinha aí o dilúvio. E foi nesta noite amena e calorosa que decidimos marcar um jantar para festejarmos o regresso a Portugal (ainda que breve) de uma grande amiga e intrépida exploradora da estepe africana :-) A escolha do restaurante foi um pouco difícil (as ideias não surgiam e a convidada tem gostos particulares…) mas, já não sei bem quem, se lembrou do Água e Sal. O restaurante fica no Parque das Nações, mais concretamente no rés-de-chão do Oceanário, à volta do qual já tínhamos andado a cirandar (figurativamente e na realidade) mas...