Poison D'Amour, Príncipe Real

Aproveitando os fantásticos dias de Inverno que temos tido... [dêem-me um cachecol (e um casaco) que eu conquisto o mundo! ou pelo menos Lisboa...]...e sentindo necessidade de preparar o meu sistema operativo para a sobrecarga alimentar a que iria ser sujeito durante o fim-de-semana natalício, decidi ir experimentar uma pâtisserie de que muito se fala, lá para os lados do Príncipe Real.
Prevendo a desgraça que iria ocorrer uma vez entrando na pâtisserie, antes de entrar fomos fazer uma caminhada pelo (algo abandonado) Jardim Botânico, para, como hei-de dizer, abrir o apetite e, naturalmente, rever o Jardim.

E sim, veneno de amor é realmente o nome perfeito... Sei que me mata um bocadinho sempre que como estas coisas mas é amour e, pelo menos até virar diabético insulinodependente sem alguns dedos dos pés, julgo que a chama da paixão vai continuar a arder no meu coração nos tempos mais próximos.
A escolha do veneno foi difícil, tendo necessitado a ajuda da jovem simpática [e paciente] que nos estava a servir para fazer uma escolha informada de dois gateaux para mim [só um era impossível]. Foi algo como escolher a Miss Universo no meio de dezenas de candidatas com grande potencial.
Mas calma. Ainda nem sequer falei do espaço e ambiente do Poison d'Amour. Bem, posso afirmar com toda a convicção que me assiste que gostei do espaço. A decoração está fantástica, desde o preto do tecto e chão, o branco das paredes e o azul celeste das cadeiras e bancos, tudo faz pendant, com um ar moderno a "cheirar" a clássico. Os focos de luz e as cadeiras (muito confortáveis) foram os elementos de que mais gostei. Apesar do frio que se faz sentir [e da chuva que um dia há-de vir], o tempo quente voltará certamente e o Poison d'Amour tem um terraço, que parece retirado de um palacete, com vista para o Jardim Botânico, mesmo a pedir um lanche num dia morno de Primavera.
![]() |
Entrada |
![]() |
Sala grande |
![]() |
Sala pequena |
![]() |
Terraço |
E nem a banda sonora é deixada ao acaso, com la chanson française a reforçar o espírito francês que se quer fazer transmitir neste espaço [reconheci La Bohème de Charles Aznavour que por sua vez me fez lembrar a versão da Mafalda Arnauth, e da qual gosto bastante].
Depois de tudo isto, não gostei de quê? [pausa para efeito dramático] De tudo! Bem, na verdade o que aconteceu foi que criei expectativas diferentes do que depois encontrei... Esperava algo mais clássico, com candeeiros elaborados, papel de parede, dourados.... algo mais Louis XIV e menos Philippe Starck. Esperava ter o recanto com a Marie Antoinette espalhado por toda a pâtisserie :-)
Obviamente que a qualidade dos mimos com que me presenteei ajudou a cimentar o gosto pelo Poison d'Amour :-). O chá [e sim, fui eu que bebi o chá.... não sei porquê acham sempre que o chá é para mulheres... porque não umas chávenas mais másculas, com o símbolo do Benfica por exemplo?], capuccino, croissant (fantasticamente estaladiço... eleva a fasquia de dificuldade para pôr a manteiga mas no fim faz com valha a pena o esforço) e os três bolos (eheheheh) estavam todos fantásticos. Os bolos foram de diferentes áreas de gulodice, um Erisson [chocolate, com chocolate, sobre chocolate... até sentem as borbulhas a aparecer na cara só de ler? imaginem se comerem! comerem não, sentirem o chocolate a desfazer-se na boca], um Religieuse [perdoem-me o sacrilégio, mas parece um profiterole gigante com cobertura e recheio de café] e uma Bavaroise [menos doce do que os outros, para desenjoar, mas fresca e com um recheio fantástico].
No fim, o que se pagou (10€ pp) não me pareceu excessivo tendo em vista a qualidade do que se comeu e onde se comeu. E, mais ainda, o tamanho dos bolos é salutar pois já paguei o mesmo por gulodices bem mais pequenas.
Localização
Rua da Escola Politécnica, 32
Príncipe Real, 1250-102 Lisboa
Tel: 213 476 032
Comentários