terça-feira, 27 de outubro de 2009

1640 - Restauração


ou o restaurante fantasma...

Por inúmeras vezes já tentamos ir a este restaurante, mas o mais próximo que tivemos de ir foi dizerem-nos que para essa noite já não tinham vagas.

Entretanto esta semana, decidimos realizar o nosso jantar mais ou menos mensal no 1640 e, ao tentar reservar, o número de telefone ou estava desligado ou toca e ninguém atende. Mandar um mail para as reservas também não funcionou.

E não é que nós gostaríamos realmente de lá ir?!

Por isso se alguém tiver informações sobre o que se está a passar, digam-nos que nós agradecemos muito.

________________________________________________

Acho que neste momento já só quero ir ao restaurante pelo desafio que representa....... será que ele realmente alguma vez esteve a funcionar? será que é um restaurante que só se consegue entrar dizendo uma palavra especial (Abracadabra ou Shazam!?)? será que só funciona para os críticos de revistas e sites  para aparecerem nas notícias (será a Paris Hilton dos restaurantes? só fogo de vista e depois por dentro são paredes vazias..). Estou verdadeiramente intrigado....

Sebastião


Café do rio

Eu que me alongo sempre nos meus post's, acho que desta vez vou conseguir ser sucinto e right to the point. O Café do Rio fica no Parque das Nações, mais concretamente num dos extremos da vasta e, por vezes, confusa Alameda dos Oceanos. Em que extremo? Bem, se fizerem a rotunda da Sport TV conseguem ver o nome do restaurante...

Pondo de lado o atendimento algo desconcentrado, as toalhas molhadas, os acompanhamentos requentados e a sobremesa do Pingo Doce (sou fã dos crepes com chocolate deste supermercado por isso reconheço muito bem um quando o vejo à minha frente), os hambúrgueres são realmente bons.

Talvez estivessem a ter um dia mau quando lá fomos jantar (estava a chover muito....) mas realmente para a localização e aspecto do restaurante (ou hamburgueria gourmet como lhe chamam os donos) esperava algo melhor.

Não sei se tenho coragem de lá voltar para dar mais uma oportunidade, pois fiquei muito desconsolado, mas pode ser que um dia destes me passe a renitência e volte a tentar (talvez num dia em que não chova).

Contactos
Telf. 218945057
Horário: 2ª 12h à 16h e 3ª a Sáb 12h à 16h e das 19h às 23h30
Encerramento: Domingos e Feriados
Local: Alameda dos Oceanos LT 1.01, Parque das Nações


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Apoio à natalidade


Não sei se alguns de vós ouve a Rádio Comercial a horas impróprias para consumo (por volta das 7h da matina), mas existe uma rubrica chamada de Minuto da Natalidade, onde Pedro Ribeiro e companhia passam uma música com potencial para servir de pano de fundo a um acordar animado. E porque é que estou a falar disto? Fiquei com curiosidade em saber se têm algum restaurante que vos venha logo à cabeça (#$%&&/(; - isto sou eu a fazer um esforço para não fazer comentários indecentes às minhas próprias frases) quando querem criar um clima para treinar a natalidade? Se sim, partilhem connosco. Vá lá não custa nada.
__________________________________

Joana acrescenta:

O mais engraçado disto tudo, é que estas duas alminhas conhecem o "Minuto pela Natalidade" por mim, uma vez que sou a única do grupo que, coitadinha, mora longe e portanto....acorda CEDO!!!! O pior é que não há acordares animados porque, meus amigos....a fila da ponte não perdoa! Só se forem levar alguém ao aeroporto é que eles ouvem isto...de resto não estou a ver!! :-)

Por uma questão pessoal, e apesar de não ser restaurante, recomendo o Pavilhão Chinês (nas noites de semana). Restaurantes de momento, lembro-me do Comporta Café, em dia de sol de Inverno, na esplanada (porque só nesta altura do ano conseguem estar, conversar, ouvir, contemplar e partilhar!).

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tavi, Porto

  
 

Este meu fim de semana no Porto foi muito proveitoso, por várias razões, mas também porque me permitiu revisitar várias casas. E esta é uma das minhas preferidas para brunch, lunch ou tea durante o fim de semana. É um espaço óptimo para relaxar, conversar, ler o jornal, etc, enquanto se olha o mar.

Além da vista espectacular há ainda a qualidade da comida, as sandes são deliciosas e o coulant com mousse de chocolate acompanhado de gelado de limão é divinal. Só de pensar nisso fico com água na boca.

Não provei nada do que estava nas montras, mas fiquei com muito vontade de provar quase tudo, o aspecto dos salgados, dos doces, e dos bombons era maravilhoso. Ainda bem que não vivo à beira :).

Tavi
Rua Senhora da Luz, 363 - Porto
Tel: 226 180 152 / 226 100 691
Segunda a Domingo das 07h30 às 20h00 (no Verão fecha às 24h)
  
 

Casad'oro, Porto


Durante o último fim de semana tive oportunidade de revisitar uma velha conhecida, a pizzaria Casad'oro. Esta pizzaria é irmã da Casanova de Lisboa (ver post de 2 de Setembro), por isso partilham o menu, os preços e a qualidade das pizzas. Apesar de o restaurante também oferecer massas, nunca provei, fico sempre pelas pizzas, mais especificamente pelas calzones, são divinais.

Como visitei as duas casas num espaço de 2 dias (a de Lisboa na Quarta, e a do Porto na Sexta), tenho alguma facilidade em compara-las, e a diferença que verifiquei foi no atendimento. Enquanto que a de Lisboa tem um atendimento atencioso e mais ou menos rápido (a casa por vezes está muito cheia, e o atendimento é compreensivelmente mais lento), na do Porto, e apesar do restaurante ser muito mais pequeno, o serviço é lento, pouco prestável, e não muito simpático.

Um ponto muito positivo da Casad'oro é a localização, o restaurante fica literalmente sobre o Douro, o que faz com que de noite, e imagino que de dia também, tenha uma vista soberba. Os preços são iguais aos da Casanova, o que quer dizer mais ou menos 15 euros pp, isto se não se meterem muito no vinho branco com sabores, delicioso mas encarece a conta.

A Casad'oro tem ainda um restaurante, onde o ambiente é mais calmo, mas os preços praticados são mais elevados. Nunca experimentei, talvez numa outra visita.

Casad'oro
Rua do Ouro, nº 797 - Porto
Aberto todos os dias
(a pizzaria não aceita reservas)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Café Buenos Aires

Para chegar ao Café Buenos Aires existe de hard way e the easy way.
A forma mais exigente fisicamente (aka hard way) de chegar a este restaurante é, como não podia deixar de ser, a mais colorida. Uma vez que envolve subir as resmas de degraus que constituem as  escadinhas do Duque (na verdade calçada) como também cumprimentar os vários senhores com uma ementa aberta, a tentar aliciar-nos a entrar no restaurante a que pertencem (qual Portas de Santo Antão ou a extinta Feira Popular), e contornar verdadeiros palanques periclitantes onde sentar para comer parece ser mais um desporto radical (queda livre comes to mind) que um pacífico momento de lazer. A forma mais fácil (para gente cansada ou mulheres com sapatinho catita), consiste em descer a calçada do Carmo até chegar à rua do Duque e depois fazer esta última até ao fim, o restaurante fica na esquina.

Como já brilhantemente concluíram, o Café Buenos Aires fica entre o Largo do Carmo e as traseiras da estação de comboios do Rossio. Em caso de dúvida, perguntem a um qualquer turista que ande por esta zona pois eles parecem dar com o local como as abelhas dão com o pólen.

Uma vez chegando à porta do Café Buenos Aires percebe-se de imediato que o nome escolhido não poderia ter sido melhor. O interior do restaurante emana inegavelmente um calor sul americano, quer através da cor das paredes, das fotos, posters e outros artigos pendurados, quer através do mobiliário de madeira (algum com formas bem engraçadas).

A sala em si promove calor, mais concretamente calor humano (e julgo que em dias de Verão deverá ter um ambiente verdadeiramente caliente) pois as mesas encontram-se encavalitadas umas nas outras, fazendo com que uma simples ida à casa de banho envolva todo um número de gincana digna de um episódio dos Jogos sem Fronteiras (ou para os mais novos, um Salve-se Quem Puder ou TGV). Mesas a mais ou espaço a menos, you choose.


E quem ficar nas mesas junto ao corredor de passagem, sentirá sempre um certo vento provocado pela deslocação dos empregados, mas há que encarar estes pormenores com a descontracção que o ambiente pede e usufruir do mais importante, a comida.

A comida envolve todo um mundo de interacção com quem nos atende, uma vez  que só os nomes dos ingredientes que compõem os pratos não chega para se perceber o resultado final. A proximidade entre as mesas (e da cozinha) também ajuda na escolha do prato principal pois dá para vermos o que outros estão a comer, e saber se nos parece bem, ou dá para apontar desenvergonhadamente para o prato alheio e dizer a quem nos atende "o que é aquilo?" ou "quero um igual" :-)

Nesta primeira visita, escolhemos um prato que não era difícil de perceber (1/2 bife argentino) e outro algo diferente (milaneza de mozarela - rectângulos de mozarela panados) que vimos na mesa ao nosso lado e nos pareceu muito bem. E se bem pareceu melhor o soube!! A mozarela estava óptima e o bife fantástico (1/2 bife argentino faz um bife normal português por isso atrevam-se a pedir um bife inteiro apenas se tiverem mesmo muita fome...). As batatas fritas e as saladas que acompanharam estavam igualmente muito boas.

Para uma próxima visita, ficam sem dúvida as saladas e as entradas pois pareceram muuuuuuuuuuuito promissoras mas a carteira e o estômago não dão para tudo.

A sobremesa...............bem não sei como explicar..... não sei se conhecem um conceito gastronómico muito tuga chamado "roupa velha"? Não? Então perguntem aos vossos pais ou avós pois devem saber. A sobremesa era uma amálgama de várias sobremesas (bolo de chocolate, gelado, suspiros partidos, frutos vermelhos, chantilly) tendo como resultado um verdadeiro vulcão calórico e maravilhosamente delicioso (então se o gelado não tivesse já um bocadinho de gelo, teria sido perfeito) que dá para duas pessoas muito glutonas ou três pessoas "normais".

A conta não foi nada de arrepiar cabelo, cerca de 18€ pp, que para a quantidade e qualidade de comida ingerida pareceu-me mais que justo.

Para o fim deixo um conselho (caso não tenham ainda percebido pela descrição inicial): a reserva de mesa é mesmo obrigatória, não é eufemismo. E já agora, o restaurante não tem multibanco por isso é melhor precaverem-se de notinhas pois a polícia é já ali ao lado :-)

La QUEIXA........o atendimento não é brilhante, parecendo não conseguir dar conta do movimento do restaurante (a sala é pequena mas existe uma esplanada em frente, que pertence ao restaurante - sinceramente metade da experiência do restaurante é a sala e o seu ambiente latino, na esplanada é apenas mais um igual a tantos outros). Mas o pior do atendimento foi levarem o dinheiro para pagar a conta e assumirem que o dinheiro que sobrava era gorjeta!!!! Não se faz. É suposto trazerem o troco (nem que seja 5 cêntimos) e somos nós que optamos deixar (ou não) gorjeta. Espero que tenha sido apenas uma distracção. O resultado foi terem que trazer o troco e não ficarem nem com 1 cêntimo de groja.

Localização
Calçada Escadinhas do Duque 31 B
1200-155 Lisboa
Distrito: Lisboa
Tlf: 213420739
Encerramento: Domingos
Horário: 2a a Sáb. das 18h00 à 01h00