segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mercado dos Bolos, Algés





Após uma reunião (daquelas) em Algés decidimos fazer uma pequena pausa e fomos até ao Mercado de Algés. 

Como estou perpétuamente de dieta normalmente fico-me por uma torradinha, mas quando os meus olhos bateram na montra do Mercado dos Bolos, o meu cérebro parou e a minha vontade intrínseca de comer doces falou mais alto. Eu queria todos, para mim naquele momento era um de cada. Escolhi em poucos segundos: um cheesecake, um bolo de bolacha e uma pavlova. Depois de respirar fundo lá consegui raciocinar um pouco e perceber que se comesse aquilo tudo iria ficar muito mal disposta. Assim, arranjei uma parceira de crime e partilhámos um cheesecake de frutos silvestres e um bolo de bolacha.

O chessecake estava bom, a base estava crocante e a cobertura doce qb.




A questão colocou-se com o bolo de bolacha. Ambas somos experts em bolo de bolacha, tanto como fazedoras como ingestoras compulsivas. Por isso somos muito exigentes, tal críticos da Michelin. Avaliámos a consistência e qualidade da bolacha, textura e sabor do creme: o bolo falhou redondamente. A bolacha parecia borracha e o creme estava bonzinho.

Por um acaso, o responsável pelo Mercado dos Bolos passou pela nossa mesa e perguntou a nossa impressão. Não podíamos ocultar e demonstrámos o nosso desagrado.

Prontamente, e apesar dos nossos protestos, apareceu um novo bolo de bolacha. Não podíamos fazer desfeita e provámos o bolo. Muito melhor! A bolacha tinha uma consistência muito mais agradável.  A razão que nos apresentaram para a diferença foi o bolo inicial estar na montra e a refrigeração desta não ser a ideal para a conservação destes bolos.




A conclusão
Não fiquei maravilhada! São bons, mas não o suficiente para estragar a dieta. No entanto, mantenho a vontade de numa próxima visita experimentar a Pavlova.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Porto






Este fim de semana vou voltar à Invicta, desta vez na companhia de colegas de trabalho que me pediram umas dicas sobre restaurantes no Porto. 

Compilei uma pequena lista (é só um fim de semana), para vários gostos e carteiras, que aqui deixo.




Restaurante a não perder (e a deixar por lá o ordenado)
Casa de chá da Boa Hora - Matosinhos
http://ruipaula.com/web/boa-nova/menu/


Tascas típicas portuenses
Tasca da Badalhoca - Ramalde
http://boacamaboamesa.expresso.sapo.pt/porto/tasca-badalhoca-19622482

Casa Guedes - Baixa
http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189180-d2093056-Reviews-Casa_Guedes-Porto_Porto_District_Northern_Portugal.html


​Para uma boa francesinha
Cufra - Av. Boavista
https://www.zomato.com/pt/porto/cufra-pinheiro-manso

Café Santiago - Baixa
http://caferestaurantesantiago.com.pt/pt


Clássicos do Porto que nunca falham
Casa Aleixo - Campanhã
http://restaurantecasaaleixo.pai.pt

​O antigo carteiro - Lordelo
https://www.zomato.com/pt/porto/o-antigo-carteiro-lordelo

​Cafeína - Foz​
http://www.cafeina.pt/pt/cafeina






segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ilhas Gregas, Madragoa





A desculpa para ir ao Ilhas Gregas foi isso mesmo uma desculpa. E como todos sabemos qualquer desculpa é valida para uma reunião de amigos. 

Assim, de forma a comemorar 2 mês de termos ido à Grécia, o grupo que em Setembro se juntou e foi ao casamento de um amigo, reuniu-se à volta da mesa para relembrar os bons velhos tempos. Já tínhamos saudades de uma boa salada grega, prato indispensável em qualquer refeição na Grécia. 

A comida

Entre tanta escolha que tínhamos à disposição, decidimos ser lambareiros e pedir o menu de degustação. Esta decisão foi a demonstração dolorosa de: ter mais olhos que barriga. Como queríamos provar de tudo o que tínhamos tido oportunidade de comer na Grécia, escolhemos tudo. O que revelou ser um exagero.




O menu de degustação inclui 4 entradas frias, 3 entradas quentes, pão pita à descrição, salada grega, prato de carne grelhada, moussaka e doce. Nem esta descrição nos alertou para o facto de que talvez fosse comida a mais.

O pão pita era divinal, veio sempre quentinho e com uma camada fina de azeite, o que permitia comer mesmo assim ou em conjunto com as entradas. Como a fome já era muita, os cestos de pão iam desaparecendo e sendo substituídos por novos a uma velocidade menos dietética. 




As entradas frias incluíram Tzatziki (iogurte grego com pepino), Hoummus e Tirosalata (feta, queijo branco, peperoni e condimentos). Todos deliciosos! Não sou especial apreciadora de pepino, mas o Tzatziki estava muito bom. 

Nas  entradas quentes tivemos direito a Dolmadakia (folha de videira recheada com arroz), e queijo feta grelhado. Descobri o Dolmadakia neste viagem à Grécia e fiquei maravilhada. A textura da folha de videira não é para todos os paladares, mas quem gosta, fica convertido.



O queijo feta grelhado era algo que ainda não tinha tido oportunidade de provar, mas também não fiquei convencida. O sabor do queijo feta cozinhado é bastante forte. 




A sala grega é um clássico, que não poderia falar na nossa mesa. Não sou grande apreciadora, pois não gosto muito de tomate e pepino e se retirarmos ambos de uma salada grega, fica muito pouco. Vá, posso sempre pescar cubinhos de queijo feta. Noticia de ultima hora: viajamos por vários pontos da Grécia e não encontramos uma salada grega com cubinhos de feta, todas com uma substancial fatia de queijo por cima da salada. 




Quando finalmente chegou o prato principal já não havia fome. Nenhuma! Nada! Até foi um pequeno sacrifico comer a mossaka e a carne grelhada. Na verdade não consegui apreciar convenientemente, mas pareceram-me bons. 




A sobremesa

Os gregos não são conhecidos pelas sobremesas e há razões para isso. Na maioria dos restaurantes gregos a sobremesa é cortesia da casa e invariavelmente é iogurte grego com mel. No Ilhas Gregas deram-nos um bolo húmido com gelado. Se o prato principal já foi de difícil ingestão, a sobremesa muito mais. Não fiquei impressionada e não o voltaria a pedir. 




A conta

Sendo que o menu é 16,90 euros por pessoa, e que bebemos várias garrafas de vinho grego (sim, é tão mau quanto soa), a conta ficou pela módica quantia de 26 euros por pessoa. Esta doeu! Doeu fundo!

A conclusão

Este é um verdadeiro restaurante grego. A visitar por quem queira conhecer a gastronomia ou matar saudades daquelas férias fantásticas na Grécia. Mas, conselho de amiga, peçam uma entrada e um prato, não se atirem ao menu, que esse doí a vários níveis. 



Ilhas Gregas
Rua das Trinas, 22, Madragoa, Lisboa
21 0993288
http://www.ilhasgregas.eu/
Terça a Sexta: 19h30 - 24h30
Sábados e Domingos: 12h30 – 15h30 e 19h30 - 24h30




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Conversafiada, Príncipe Real





Já não é a primeira vez que falo aqui sobre os múltiplos jantares de despedida de amigos que emigram para melhores paragens. Desta vez foi uma baixa de peso, uma grande amiga decidiu partir para terras de Sua Majestade por isso, para esta despedida, impunha-se uma festa "à séria".

O local escolhido para iniciar as hostilidades foi o Conversafiada, um pequeno restaurante no Príncipe Real que serve, essencialmente, petiscos. No entanto, na ementa também existem pratos para quem não seja dado aos petiscos (ainda não conheci alguém com essa condição, mas deve existir).


O restaurante




O restaurante é pequeno mas mesmo assim ainda acolheu mais de 10 comensais numa só mesa. Tem como principal característica, uma parede e um balcão de ardósia decorado com desenhos e palavras escritos a giz. 

A restante decoração cria um ambiente confortável e acolhedor, com um candelabro, mesas e cadeiras vintage


A comida




Como o grupo era grande houve oportunidade de pedir vários pratos. Assim vieram para a mesa os já tradicionais, e deliciosos, ovos com farinheira, polvo à galega, croquetes de alheira e pica pau.




Acompanhado mais tarde por pimentos de padrón, chouriço assado (um clássico do grupo em questão, não há ajuntamento nosso que não tenha um belo chouriço assado, independentemente do que a OMS tenha a dizer sobre a questão), pataniscas de bacalhau e peixinhos da horta.

Tudo deliciosamente cozinhado, irrepreensível. 




Para sobremesa experimentámos um belo crumble com gelado de nata. 




O atendimento

O atendimento é muito atencioso e simpático. Iniciou-se logo na marcação de mesa, a mesa foi marcada para 10 pessoas com mais de 15 dias de antecedência. Numa casa com capacidade de pouco mais do dobro foi uma grande coragem aceitar uma reserva meio estranha feita com tanta antecedência.

Durante o jantar o atendimento foi sempre solícito e divertido, o que enriquece a experiência. 


O preço

A conta foi simpática e pagámos pouco mais de 10 euros por pessoa, incluindo vinho e sangria. 


A conclusão

A repetir sem dúvida. Estava tudo fantástico, a comida, a decoração, o atendimento e o preço. Foi uma aposta bem sucedida.

Para tornar a noite memorável, terminámos nesse antro de decadência que é o Jamaica.





Conversafiada
Travessa da Palmeira, 44/46, Príncipe Real, Lisboa
914882288/962485777
Horário: seg-sab 19:00 a 24:00