quarta-feira, 26 de março de 2014

Cantinho do Avillez, Lisboa

 
 
Sabe-se lá porquê, mas ambos os três somos pessoas com vidas muito ocupadas e preenchidas... o que levou a que o jantar de Natal do 12h30 tivesse de ser adiado para Janeiro! O local já tinha sido escolhido fazia tempo: o Cantinho do Avillez. Estivémos indecisos entre o Cantinho e o Honra (eu queria este, mas estava sozinha nesta luta, e portanto Cantinho it is!) Como escolhemos um restaurante assim deste género, o jantar teve de ser marcado para depois do dia 21... vá-se lá saber também porquê!!! :) :)

Mas calhou que não houvesse apenas um motivo para celebrar! Afinal havia outro! É verdade... posso aqui anunciar, em primeira mão, que o 12h30 sofreu um pequeno revés! Passo a explicar: os autores deste blog, para quem ainda não se deu conta, trabalhavam todos no mesmo local e almoçavam sempre à mesma hora (ou seja, 12h30, mais coisa menos coisa), e, num belo dia de Maio, surgiu então a tal ideia brilhante, mas não original, de fazer um blog com os nossos bitaites sobre os sítios onde pousamos. O pequeno revés foi que um dos contribuidores do blog ter navegado para outras paragens, e agora, meu Deus, sabe-se lá a que horas a rapariga almoça! Mas não nos vamos prender a ideias feitas, 12h30, 13h00, 13h30, who cares?! O que importa mesmo é almoçar! :)

É verdade! Sininho deixou-nos abandonados, a mim e ao Sebastião a almoçar sozinhos, e vai de se mudar para um sítio à beira-mar (olha, olha, finória!). E nós enfim, aqui continuamos, bem longe do mar... e agora ao almoço somos só os dois (mas, tudo bem, Sebastião, 'tá descansado, que a malta dá-se bem!), e já ninguém fala comigo de sapatos e roupas, e blogs fashion, e cenas assim importantes da vida de uma mulher! :) Fazes falta, Sininho, fazes falta! :) Por isso, o outro motivo de celebração era o tão desejado bater de asas desta fada, tão ansiado e tão sofrido! Mas que se concretizou finalmente! :)

Ora, agora aquilo que realmente vos interessa, o Cantinho! Pois, já é sabido que eu sou fã do chef Avillez. Já o tinha mencionado previamente no post da PizZAria. E portanto tinha grande curiosidade em conhecer este Cantinho. À semelhança da pizaria, este é também um restaurante pequeno (e por isso é importante reservar), com uma decoração simples, num misto de despretensiosa mas cuidada! Tem, quanto a mim, um pequeno defeito: um bocadinho de luz a menos! Era só mais um bocadinho de luminosidade e estava bem! É que havia alguma dificuldade a ler a ementa... (meu Deus, dei-me agora conta ao escrever isto... será um sinal do avançar da idade?!).




Como havia tanta coisa a celebrar, pois que vai de pedir entradas e entrar num estado de loucura consumista! 

O couvert:


Aqui informo já que os cestinhos de pão estão sempre a ser repostos, mas não se paga mais por isso (o couvert já custa 2,85 €/pp). Confesso que essa foi uma das nossas preocupações ao longo do jantar... :)

As entradas: "Farinheira com crosta de broa e coentros" e "Queijo Nisa no forno com presunto e mel de rosmaninho" - tudo bom, muito bom! :) 



Os pratos principais: "Lascas de bacalhau, migas soltas, ovo BT e azeitonas explosivas" (Joana), "Tagine de cordeiro, couscous de legumes e molho de iogurte" (Sininho), "Banh mi de leitão de Negrais com sabores asiáticos em bolo do caco" (Sebastião) e "Vieiras na frigideira com tomate, espargos verdes e batata doce de Aljezur" (B.).







Juro que gostava de pôr as vieiras na horizontal,
mas não consigo...



Todos adoraram as suas comidinhas, menos eu... é verdade! Foi uma verdadeira desilusão para mim. Nem sei bem explicar porquê, mas não gostei mesmo nada do meu prato! Tudo muito solto, pouco cozinhado, sabor blhec, enfim! Devia ter ido para o risotto de cogumelos, mas na última decidi-me por esta e não correu bem! Mas todos os outros disseram maravilhas dos seus pratos (o B. então vinha encantado com as vieiras! Com um bocadinho de fome, mas encantado).

E nas sobremesas aventurámo-nos em: "Bolo de chocolate à Cantinho com gelado de morango" (B. e Sebastião), "leite creme de laranja e baunilha" (Sininho) e "Cheesecake enfrascado com framboesas e manjericão" (Joana). Aqui correu bem a todos, e digo-vos que o bolo de chocolate era divinal e o leite creme também! O cheesecake estava também muito bom, mas as outras sobremesas diferenciavam-se mais.





Devo ainda acrescentar que nesta "casa" não se bebem refrigerantes, e por isso quem não quer água ou vinho, tem à sua disposição cocktail's não alcoólicos, como este, que era muito bom! :)





Ora, como seria de esperar, quem come muito, paga muito, certo?! É isso mesmo... e quando chegou a conta, Sininho optou por suavizar a realidade e disse "são 3-5!". Pois, exactamente! 35 euros por pessoa! Dias não são dias! :)


Contactos:

Rua dos Duques de Bragança, 7
1200-162 Lisboa
Tel. 211 992 369

Horário:
Almoço - Seg - Sab - 12:00 - 15:00
Jantar - Seg - Sab - 19:30 - 00:00
Encerra ao Domingo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Viva Lisboa, Lisboa






O Portugal/Lisboa Restaurant Week tem-se tornado numa óptima desculpa para experimentar novos restaurantes que, de outra forma, possivelmente não visitaria. Eu sei que esta pode ser considerada uma forma "menos real" de ir a restaurantes. Ou seja, os pratos são, normalmente, específicos do evento, não figurando na ementa regular do restaurante. E a variedade também é limitada, normalmente pode-se escolher entre duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas. Mas, a meu ver, o cozinheiro é o mesmo e o espaço físico também,  logo desde que eu goste da ementa, por mim tá tudo bem. E gastar cerca de 25€ (a não ser que comam tudo a seco, nunca são só 20€), num restaurante onde eu nunca sairia sem gastar mais de 30€, parece-me perfeito.

Depois de muita troca de emails e conversas, lá saiu fumo branco. Mas em vez de elegermos um Papa, elegemos um restaurante, mais concretamente o Viva Lisboa. As fotos prometiam um restaurante com bom aspeto e a ementa agradou a todos os cardeais (mesmo àqueles que entretanto se tenham esquecido disso :-).

Encontrar o restaurante foi uma luta para alguns (existe Rua de Dona Estefânia de ambos os lados do Largo Dona Estefânia....), o estacionamento foi uma luta para outros (a zona da Estefânia é má de estacionar e a que fica junto ao Hospital não é exceção).




O Viva Lisboa fica localizado no andar térreo do hotel Neya Lisboa, perto do Hospital Dona Estefânia. E aqui reside o único problema que eu tive com o restaurante (e não, não é por ficar junto a um Hospital). Apesar da decoração discreta e agradável, onde se nota que houve um cuidado na escolha das cores e padrões para lhe dar um ar com alguma sofisticação, não deixei de sentir que estava a jantar no restaurante de um Hotel. E isso retirou algum do gravitas ao restaurante.




A ementa era a seguinte:

Entrada | Vichyssoise de coco coberta de pinhão caramelizado riscado com pesto baunizado (para além de se uma palavra que me dá luta em dizer e, ao mesmo tempo, me faz rir, gostei de finalmente ter experimentado uma vixixuaze....) ou Lagostins com lichias e molho de tamarindo sob capa de laranja (excelente! só foi pena ser tão pequeno...acho que fazia uma refeição só com esta entrada...)

Prato Principal | Lombinho de porco preto com crosta de manjericão sobre carpaccio de cogumelos selvagens acompanhado de batata doce panada de cajun e molho de gengibre (fomos todos para o lombinho pois peixe não puxa carroça! e estava óptimo)

Sobremesa | Triffle de creme de limão com biscuito praliné de avelã ou Pavé de caramelo com o seu macarone de baunilha (estava ambas fantásticas!)

Gostámos da comida, gostámos do atendimento e gostámos do espaço. Tirando a sensação de restaurante de Hotel (que, muito possivelmente, raras pessoas vão achar que isto é um ponto negativo), pareceu-me um ótimo restaurante.



Viva Lisboa

Rua de Dona Estefânia 71, 1150 132 Lisboa
T. ( 351) 213 101 801 Horário: 12h – 22h

info@vivalisboa.pt | www.vivalisboa.pt | https://www.facebook.com/VivaLisboa.Restaurante







quarta-feira, 19 de março de 2014

Hamburgueria do Bairro, São Sebastião




 
Já várias pessoas me tinham falado das Hamburguerias do Bairro mas nunca tinha calhado até que, de forma pouco planeada, surgiu a oportunidade de experimentar os tão afamados hamburgueres.


Quis o destino que, num destes fins-de-semana cheios de sol, estivesse perto do Corte Inglés e, pior ainda, esgalgado de fome - eram três da tarde e o pequeno almoço era uma memória longínqua (e tinha sido light.... very light). Em boa hora me lembrei de ir tentar a minha sorte na Hamburgueria do Bairro, que fica ali mesmo ao pé, antes de me começar a direcionar para o meu Cheers (conhecido pelo resto do mundo como Padaria Portuguesa da Elias Garcia), onde ninguém sabe o meu nome mas eu gosto de lá ir na mesma.


Já tinha passado à porta algumas vezes e visto resmas de pessoas à espera, presumo eu de uma mesa..., facto que desanima qualquer um (a mim especialmente.... visto ter um longo historial de virar costas nas lojas e restaurantes por ter de ficar à espera). Neste caso, percebi eu posteriormente, existem duas razões para esta espera: a Hamburgueria do Bairro está na moda e o espaço é para lá de reduzido (se estivéssemos a falar de cuecas, seria um fio dental). Mas como eram três da tarde decidi tentar a minha sorte. E sorte é realmente a palavra certa.

Cheguei e tive logo uma mesa só para mim (no entanto a Hamburgueria estava à pinha) mas rapidamente a minha solidão acabou (durou cinco minutos, se tanto), tendo-se sentado outras pessoas na minha mesa. Como já disse, a Hamburgueria de São Sebastião é pequena, promovendo o espírito de sentar, pedir, comer, pagar e sayonara. Atenção, ninguém faz qualquer tipo de pressão para vagar o lugar (pelo menos eu não senti), simplesmente não é um sítio confortável para se estar a fazer sala (mesas/cadeiras altas, muito pouco espaço entre mesas, muito barulho), é simplesmente um local para se comer um hambúrguer e ir fazer a digestão para a Gulbenkian.

 

 
Existem várias opções na ementa (é engraçado ver as pessoas a pedirem... quero um T3 e um Xoné sff). Eu entreguei-me a um Caco de alma e coração, mas a escolha ainda demorou alguns minutos pois o Camone e o Alfacinha ainda me fizeram tentar.... mas o bolo do caco acabou por vencer (o que eu gosto deste pão! e ainda não fui à Madeira.... o que se calhar é bom, a minha fasquia é mais baixa do que quem já foi).




Não sei se foi da fome ou do hambúrguer mas soube-me que nem cerejas (que eu cá não gosto de ginjas)! O raio do hambúrguer estava mesmo bom e as batatas fritas também não estavam nada más. Comi tudo, tudinho, num abrir e fechar de olhos, não deixando rasto de hambúrguer ou batatas. Os comentários que tinha ouvido não me faziam crer que fosse gostar assim tanto... mas como tenciono voltar (a este ou a um dos outros) logo se vê. Para já fiquei muito satisfeito.

Não posso deixar de admirar quem atende nesta Hamburgueria do Bairro. Os corredores de passagem são mínimos (assim como o balcão e, muito possivelmente, a cozinha) e devem passar a vida a levar cotoveladas, encontrões e pontapés de quem se empoleira naquelas cadeiras. Por isso, perdoei alguma desatenção ou desconcentração no atendimento. No verão é bom que tenham um bom AC pois vai fazer calor dentro do restaurante, ai vai, vai.

No fim, hambúrguer e bebida ficaram pouco acima dos 8 euros, algo perfeitamente aceitável.
Venha a próxima Hamburgueria que eu estou preparado :-)

 
Hamburgueria do Bairro
Rua Ramalho Ortigão, nº 47-A

http://www.hamburgueriadobairro.pt
https://www.facebook.com/HamburgueriaDoBairro/
info@hamburgueriadobairro.pt
T: 213860445
2ª a Dom: 12h - 24h



terça-feira, 18 de março de 2014

Honorato, Parque das Nações







Estive quase para fazer apenas uma adenda ao post já feito sobre o Honorato mas não resisti à tentação de criar uma nova entrada no blog. E porquê? Não, não é por razões puramente estatísticas mas sim por razões sentimentais.

Estão a ouvir a balada? A música de puxar a lágrima ao canto do olho? Então é melhor irem ao médico pois estão a ouvir coisas. Aqui o termo sentimental é para ser lido de uma forma mais majestática.... simplesmente não gostei tanto deste novo Honorato como gostei do da Avenida Liberdade. É este o sentimento de que vos queria falar.

Não gosto por aí além da decoração (o painel pseudo beachiano realmente não me enche as medidas) e a mousse ficou aquém da que comi da última vez. Nevertheless os hamburgueres continuam bons (apesar de achar que encolheram desde a última vez que os comi....) e o atendimento continua simpático e muito prestável.

A esplanada é, muito possivelmente, a mais valia deste Honorato. Grande e cheia de mesas podendo vir a ser um óptimo local para jantar nas noites quentes de verão. Sim porque continuo a gostar da comida e bebida que servem.








Admito que se calhar estes meus sentimentos (menos positivos) possam estar um pouco relacionados com o facto do concerto ao qual ia nesse dia ter sido adiado novamente (e desta vez por tempo indefinido). Por isso tenciono voltar ao Honorato no parque das Nações para confirmar os meus sentimentos :-)



Honorato

Alameda dos Oceanos Lote 2.11.01
Fracção H/I 1990-225 Lisboa
T: 218 967 207 / 932 561 524

Horário: 2ª a Dom 12h às 24h

https://www.facebook.com/HonoratoHamburgueresArtesanais





segunda-feira, 17 de março de 2014

Strudel, Av. Novas






E dando largas ao alcoviteiro que existe em mim (e em vocês também, não pensem...), vamos lá falar do vizinho. O tal que fica a dois passos da Fábrica dos Sabores ou, se quisermos ser mais preciosistas, ao virar da esquina.

 O Strudel tem um aspeto muito aprumadinho, com muito pinho e muito branco, sem, no entanto, nada que o faça sobressair por aí além (para o bem e para o mal). Se tivesse mesmo que apontar algo ligeiramente distintivo, seriam as cadeiras enormes (e pesadas) e os candeeiros/lâmpadas. Mas se as lâmpadas até são engraçadas e úteis, já as cadeiras ocupam muito espaço e, quando está muita gente, dificultam a movimentação (mas que são estáveis e dão bom apoio às costas, especialmente a quem é alto, sem sombra de dúvida que dão). Apesar de perceber que quanto mais lugares, mais clientes podem ter (e o mar não está para peixes), acho que exageraram ou no tamanho dos mobiliário ou no número de mesas, tornando o espaço entre mesas um pouco escasso (à hora de almoço não deve ser fácil a mobilidade entre mesas).

Outro aspeto do qual não sou fã é de mesas corridas, especialmente quando parcialmente ocupadas, pois dão direito a muita cotovelada, pisadela e pedidos de desculpa a torto e direito. Mas, felizmente, no Strudel para além de mesas corridas, temos a opção de mesas individuais e mesas com sofás, portanto dá para todos os gostos e feitios. Obviamente que na minha primeira ida ao Strudel tive que ficar numa mesa corrida (todas as outras versões de mesas estavam ocupadas) mas como era toda para nós correu pelo melhor (não lesionei ninguém). Mas, se tiverem opção, fiquem nos sofás (gostei mais).





Antes de se sentarem, passem pela montra (ou vitrine) para ver o que têm disponível para comer. Especialmente se, como eu, têm a tendência para lancharem depois das 17h.... é sempre um momento triste ver os espaços em branco...onde estiveram iguarias não mais ao nosso alcance... snif snif... Eu sei, fosse mais cedo. Mas pronto tal não é possível portanto há que seguir com a vida.

Entre strudel, croissant de amêndoas, croissant com chocolate, aquele cena dos ingleses e que agora não me ocorre o nome....sconnes!é isso!, outros bolos, torrada, já experimentei um pouco de tudo. O strudel, iguaria que dá o nome à casa, é realmente bom. Sendo acompanhado por um creme, o qual apelidei de arroz doce sem arroz, que para além de ir bem com o strudel, também vai bem com outras cenas (só é preciso é de gostar de fazer mixórdias.... com torrada soube-me muito bem). Para além do strudel, tudo o resto que comi estava relativamente bom (admito que detesto que me aqueçam as coisas no microondas e que eu dê conta disso, não no sentido de ver a colocarem no dito equipamento mas de sentir a consistência borrachosa de sconnes aquecidos em microondas).
 
Admito que não fiquei maravilhado com o Studel enquanto estabelecimento comercial (mas gostei muito do strudel versão bolo), apesar de já lá ter ido algumas vezes. Possivelmente irei lá mais vezes se estiver com vontade de comer um strudel, se quiser uma esplanada (pequena mas resguardada o suficiente para ser pertinente no verão) ou não houver mesas no Fábrica de sabores.




Strudel
Av. Miguel Bombarda, 5A
1000-207 Lisboa
2ª - 6ª | 7:30 - 19:30
Sáb - Dom | 8:00  - 19:00

  
  
  

domingo, 16 de março de 2014

Fratelli, Lumiar




Quando comecei a escrever o post tinha ido uma vez ao Fratelli entretanto já fui, pelo menos, três vezes. Esta poderá ser uma boa indicação sobre a minha opinião relativamente ao restaurante. 

É público, e largamente divulgado neste blog, que sou fã incondicional de francesinhas. Na busca da francesinha perfeita já fiz vários quilómetros, sacrifícios pessoais, e ... Posto isso, como é possível haver um restaurante em Lisboa que serve francesinhas e eu não conheça? Felizmente fui alertada para a existência desta casa com tanto potencial.

O Fratelli fica perto do trabalho, numa rua onde passo todos os dias a caminho de casa, mas como está um pouco escondido, nunca tido conhecimento que existe um restaurante que faz as francesinhas do Capa Negra (gosto mais da francesinha da Cufra mas uma francesinha à moda do Porto é sempre uma mais valia).







É necessário referir que o restaurante tem outro tipo de pratos principais mas não tive curiosidade em experimentar. As francesinhas vêm em duas modalidades, com ou sem picante. Sendo que o picante é fraquinho, muito longe de picante à séria, daquele que faz vir lágrimas ao olhos.

O Fratelli não ganha o meu prémio de melhor francesinha de Lisboa, mas fica com um honroso segundo ou terceiro lugar. Estou indecisa entre esta e a do Marco. Recai sobre mim o pesado fardo de voltar a experimentar ambas de forma a chegar a um veredicto final. 

No departamento das sobremesas experimentei o crumble de maçã e a tarde de laranja ambos muito bons.

O atendimento é simpático e prestável (finalmente estou a elogiar o atendimento). 



Dolce Fratelli
Rua Manuel Marques 16M (em frente ao Pingo Doce na Quinta do Lambert) - Lisboa
937 781 757



domingo, 9 de março de 2014

Fabrica dos Sabores, Lisboa








O Sebastião deu o mote no post do Honorato, quando falou sobre as modas... A última moda é realmente a das hamburguerias mas a das padarias ainda se mantém acesa.

No passado dezembro abriram duas novas padarias a uma distância de 20 metros ?!? Isto já para não falar que existe uma Padaria Portuguesa mesmo ali ao virar da esquina e que o Choupana fica do outro lado da rua. Estou a referir-me à Fabrica dos Sabores (à qual este post é dedicado) e o Strudel que ficará para uma próxima oportunidade.

A Fabrica dos Sabores é perto de casa e, para variar um pouco da Padaria Portuguesa (onde sou sempre bem acolhida e onde vou com tanta frequência que já sabem como gosto do café), já lá fui umas quantas vezes, normalmente à tarde. No entanto, também já experimentei ao almoço. 

Tudo o que provei era muito bom. Os bolos, sobremesas (como a que está na foto, uma mousse de chocolate, mesmo de chocolate, com creme de bolacha por cima... divinal!), e o pão é muito bom.

Ao almoço experimentei a tosta de frango acompanhada de uma pequena salada de rúcula. O tamanho da tosta é tão grande que tive dificuldade em terminar, mas muito boa. Suculenta, com tomate e no ponto de tostado.

O ponto mais negativo é o atendimento. Não se pode dizer que fui mal atendida, nunca ninguém foi antipático comigo, e até já fui bem atendida. Mas no geral, o atendimento é desorganizado, os empregados (que me parecem em número superior ao necessário) andam por ali a mexer no ipad divertidos, sem olhar para os clientes ou prestarem-lhes grande atenção. Depois podemos ser atendidos por vários, que não se coordenam, e no final, com tanta tecnologia, quando vamos pagar não está tudo inserido no sistema. 

A decoração está muito bem conseguida, a0 estilo das novas padarias ou padarias da moda. Algo semelhante ao Choupana, ou na mesma onda, mas com um ponto a favor: as mesas e cadeiras (do Ikea) são confortáveis e têm todos os pés assentes no chão.

Os preços são simpáticos, nada de chocantemente caro, na média... ligeiramente mais caro que as pastelarias tradicionais, mas nada que nos afaste.


Fábrica dos Sabores
Avenida Defensores de Chaves, 55
Todos os dias das 8.00 ás 20.00
https://www.facebook.com/afabricadossabores