segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Zé Varunca, Lisboa



Nem que fosse só pelo nome, este restaurante merecia uma visita. Mas não foi por ele que o visitámos, foi mesmo pela comida que, num dia frio e chuvoso, decidimos pôr os pneus a caminho e ir experimentar este restaurante alentejano em pleno coração lisboeta - Rua das Pretas/Rua de S.José.

Qual lança alentejana em Lisboa, assim que se entra no restaurante percebe-se que este se distancia dos restantes que povoam as ruas paralelas à Av. da Liberdade, quer pela comida, simpatia de atendimento ou ambiente castiço (não confundir com aspecto tasca ou de snack-bar).

Não se deixem enganar pela fotografia, a sala é pequena  por isso grupos grandes (mais de três já é uma multidão) devem precaver-se e tentar reservar. Acreditem que com gente nas cadeiras o espaço entre as mesas a modos que se evapora.

Assim que nos sentamos, somos presenteados com uma ementa bem recheada (cada dia da semana tem 4 a 5 pratos diferentes), sendo a sua maioria pratos tipicamente alentejanos. Depois de escolhermos o que queríamos como prato principal (arroz de pato à moda da casa e galinha de campo de cabidela), vieram perguntar se queríamos uma entrada (um prato de barro cheio de pequenas taças com diversas tentações do demo) que, após alguma hesitação, decidimos  recusar. Mas quando a senhora disse: "e pãozinho quente?", a nossa alma de Scrooge lá se derreteu e dissemos que isso ia. E foi uma decisão tão acertada :-) Genuinamente quente (não sabia a quente de microondas) e a saber mesmo a pão - por mim davam-me manteiga, fiambre e marmelada e uma faca e eu almoçava já ali.

Antes que me esqueça, os pratos são muito bem servidos!!!! A não ser que sejam pessoas de muuuuuuuito alimento um prato dá para duas pessoas. Acreditem que se soubéssemos o que sabemos agora só tínhamos mandado vir um prato (deixar ir embora aquele arrozinho de cabidela foi um crime para com todo aquele sangue derramado). Ambos os pratos estavam excelentes!!!!

Como já rebentávamos pelas costuras de tanta comida só conseguimos comer uma sobremesa - cericá com ameixa. Estava muito boa, húmida e esponjosa q.b., e até a ameixa soube que nem ginjas. Foi com grande tristeza que não tivemos capacidade para comer outras sobremesas, igualmente promissoras, que sussurravam por cima do meu ombro: "vá lá só mais uma" :-)

A brincadeira ficou toda por 13€ pp, o que me pareceu mais que justo para o que se comeu (em termos de qualidade e quantidade). Quero lá voltar........ as migas e a encharcada lá me aguardam....

Localização: Rua de S. José, 54, 1150-323, Lisboa, Tel. 213468018, e-mail: zevarunca@hotmail.com


Casanostra

Aleluia, Aleluia... 

Finalmente fui ao original, ao primeiro restaurante do grupo Casanostra. Como adoro os restantes restaurantes tive sempre muita curiosidade de visitar o restaurante mãe, o inicio, o verbo. 

Já vos trouxemos anteriormente os outros dois restaurante o Casanova e a Casad'oro, locais espectaculares para comer uma boa pizza, num ambiente descontraído, que convida a uma boa conversa. Só faltava mesmo o Casanostra.

A razão principal para nunca ter ido ao Casanostra era, vamos admitir, o preço. Nos nossos sites de referência aparece como sendo um restaurante onde se paga cerca de 30 euros pp (lifecooler e a lista de restaurantes da TimeOut), e até o próprio restaurante diz que o preço médio é de 25 euros. Ora um italiano por este preço é um pouco puxado, mesmo com a promessa de que é muito bom. É que italianos há muitos (como os chapéus).

Mas num destes dias, os astros alinharam-se (fome, bairro alto e falta de ideias) e experimentamos o Casanostra. Correndo o risco de ser assassinada com violência, vou assumir, não gostei da decoração, principalmente o verde. Desculpem-me, mas não gosto daquele verde, meio água, combinado com os dourados do armário. As luzes do tecto, apesar de estarem dispostas de uma forma muito engraçada, dão uma luz muito forte e pouco convidativa. Por outro lado, achei a sala dos fumadores muito mais interessante, decorada em tons terra, com uma pitada de oriental, e luzes mais suaves.

Para início das hostelidades foi-nos servido, cortesia da casa, um creme de espargos que estava muito bom, e é sempre simpático que nos sirvam comidinha de graça.
O prato principal estava muito bom, comi um fettucine com limão e açafrão e o Sebastião comeu sparghetti à carbonara. Ambos estavam muito bons, bem servidos e muito bem temperados. Mas já percebi, pelas criticas que entretanto li, que falhamos as especialidades da casa (Rotolo di Riccota e Spinaci e Trofie al Pesto), talvez para a próxima. Para sobremesa um clássico italiano, Tiramisu. Que apesar de a fatia não ser muito grande (mas para mim quase todas as sobremesas são pequenas), estava bastante húmida e deliciosa.
No final, a conta foi 12 euros por pessoa. É verdade! Se calhar fomos muito poupados, mas comemos dois pratos, uma sobremesa, e uma garrafa de água. Ainda na semana passada fiz um consumo parecido no La Finestra e a conta rondou o mesmo preço, e os restaurantes estão normalmente classificados em patamares bastante diferentes. Provavelmente, se fossemos para as trufas a conta subiria, mas o que vos posso deixar é que é possivel ir ao Casanostra e não deixar lá uma boa maquia. 

Como conclusão, é um bom italiano, mas não fiquei maravilhada, se calhar as expectativas estavam demasiado altas e esperava que fosse algo extraordinário. A cor da sala, essa sim, foi turn off enorme.

Casanostra
Travessa do Poço da Cidade, nº 60 Bairro Alto 
21 342 59 31
Aberto todos os dias, excepto sábados e feriados ao almoço

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Alcaxete, Alcochete


Em tom de comemoração antecipada do Dia dos Namorados (sim, porque o Dia dos Namorados é como o Natal....quando o Homem quiser ou então...quando a irmã leva o nosso filho a passar a noite de sexta na casa dela!) resolvemos experimentar o Alcaxete, restaurante já várias vezes recomendado pela imensidão de colegas que moram em Alcochete e arredores.
 
O Alcaxete está situado na marginal de Alcochete, num antigo lagar de azeite, todo remodelado e que manteve peças alusivas à utilização. A sala tem uma decoração clássica, muito bem conseguida, e que resultou num espaço amplo e onde é agradável estar.

 
A ementa é composta de variedades de peixe e carne, a atirar para o tradicional. Nós optámos por duas sugestões do dia: filetes de linguado e ovas de peixe-espada, ambos acompanhados de arroz de tomate. Uma escolha que correu muito bem; tudo com sabor e aspecto muito bons. Para a sobremesa existem uma quantidade de opções muito razoáveis, tais como, bolo de chocolate, tarte de pêra, doce da casa, mousse, etc, etc. Nós ficámo-nos por um
strudel de maçã (disseram-nos que estava mesmo a sair do forno....não se podia perder uma coisa destas!). E então o strudel estava também muito bom, ainda morninho, acompanhado de uma bola de gelado de baunilha....do melhor!
 

A conta no final ficou-se pelos 20€/pp, mas atenção, que facilmente atinge valores mais elevados (não bebemos vinho e café). No entanto, pareceu-me um valor justo para o que nos foi servido, principalmente por comparação com outros locais já por nós visitados e referidos aqui no blog.
Entretanto, tive também oportunidade de me informar que o Alcaxete também serve refeições para grupos até 30 pessoas, com menus predefinidos e que incluem entradas, um ou dois pratos, sobremesas, cafés e bebidas.

Alcaxete
Avenida Dom Manuel I, 8
2890-014 ALCOCHETE

Tel.: 212 348 500
Encerra às terças

 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Empório do Chá

 
 
Sem fazer a mais pequena ideia para onde estava a ser levado, foi com agradável surpresa que fui apresentado a esta pequena mas muito engraçada casa e loja de chá - Empório do Chá. Nada como ter amigos que, para além de nos aturarem as conversas, gostam de proporcionar material para a escrita de posts no blog :-) Muchas gracias my friend A.A.

Se existe sítio em Lisboa onde uma casa de chá faz todo o sentido será, sem dúvida, na Praça de Londres. O Empório do Chá fica num recanto da Avenida de Paris, mesmo antes desta desembocar na Praça de Londres. Povoado por uma clientela heterogénea, desde senhoras de outros tempos, com os seus casacos de pele e penteados "cabeção", até pessoas mais deste século, com portáteis abertos para mostrar apresentações powerpoint :-)

O espaço é pequeno (é preciso sorte para encontrar uma mesa vazia) mas muito simpático e acolhedor. Quem entra depara-se com as mais de 100 latas dispostas em estantes que contem chá de variadíssimos países do mundo, podendo abrir-se e cheirar cada uma delas. Existem variadíssimos chás, infusões e misturas para provar, podendo acompanhar com biscoitos, scones, fatia de bolo caseiro ou torradas.

Eu que ganhei alguma intolerância ao chá (mas sou aficionado em casas de chá, especialmente devido aos acompanhamentos - bolos, bolinhos, tostas, torradas e scones :-), fiquei muito agradado com o que escolhemos para acompanhar os nosso scones e a fatia de tarte de maçã com leite condensado. Sítio muito propício a pôr a conversa em dia ou apreciar um pouco de me time.

Claro que se gostarem do vosso chá o podem levar para casa e, aproveitando a deixa, escolher mais uns quantos para quando vos apetecer uma chávena de bom chá, pois o Empório é também uma loja.
O Empório do Chá está na rota do Bookcrossing. Quem quiser pode levar ou deixar livros e dar continuidade à corrente.

Localização
Avenida de Paris 19, 1000-229 Lisboa
Telef.211911941
Encerramento: Segundas
Horário: 3a a Domingo, das 10:00 às 20:00

   

Vertigo Café, Lisboa





O Vertigo Café fica situado nessa mui nobre e cosmopolita parte da cidade de Lisboa chamada Chiado, zona pródiga em cafés quase restaurantes ou restaurantes quase cafés, casas de chá ou something in between. Naturalmente que digo isto sem ponta de sarcasmo (pronto, pronto com uma farpazinha de sarcasmo), pois o que precisamos nesta nossa cidade à beira de água plantada é variedade. O Vertigo Café  não é propriamente um restaurante, embora sirvam refeições ligeiras e outros materiais como tostas, sandes e afins (infelizmente deixam acabar o pão às 18h ..... tststs not cool, dude!). 



Mas apesar da falta de pão :-), Vertigo Café é um local muito acolhedor e confortável onde apetece estar horas esquecidas na conversa ou simplesmente a folhear uma revista ou livro. Ou ainda, sentar numa mesa junto às janelas a ver passar navios..... sendo uma zona com tendências alternativas, os navios, fragatas e botes que por ali passam captam a atenção e quando damos por isso já se passaram longos minutos ou horas de contemplação.

Decorado com antiguidades e velharias, um tecto em vidro pintado ao estilo art nouveau, iluminação baixa e difusa, paredes em pedra nua, paredes cobertas de fotografias dos anos 30 e 40, que no seu conjunto dão um ar vintage muito engraçado ao espaço. A decoração do Vertigo Café transmite a sensação de se estar confortavelmente na sala de alguém que viveu noutros tempos, dá uma sensação de, quando passamos a ombreira da porta, entrarmos noutra época. Dica: se virem os sofás livres não os deixem escapar (atirem as malas, mochilas, casacos ou alguém para marcar o lugar)  e só depois se dirigem ao balcão para fazerem o pedido.

E como qualquer café que se preze tem um bolo de chocolate e, meus senhores e senhoras, que bolo! Muuuuuito bom, depois de algumas garfadas já nem nos lembrávamos de que deixaram acabar o pão :-)



Vale a pena uma visita, e depois outra e mais outra..... Mas o espaço é pequeno por isso é não é preciso muito para chegar à porta e voltar a sair porque as mesas estão todas ocupadas (especialmente nas épocas de mais turistas).

 

Localização
Travessa do Carmo 4, Lisboa (ou seja, na rua entre o Largo do Carmo e o Teatro da Trindade)
Telef. 213433112
Encerramento: não encerra
Horário: 10:00 às 00.00