quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Por Terras do Grande Lago



Apesar de sair um pouco fora do âmbito do blog, não quero deixar de partilhar convosco o nosso passeio pela região do Alqueva. Para nós foi a primeira vez por estas paragens, e devo dizer-vos que ficámos muito bem impressionados! A imensidão de água que se "apoderou" do Alentejo transformou a paisagem e teve um resultado final muito bonito! :)



Monsaraz


Apenas ficámos por lá 3 dias (sábado-segunda), mas deu para conhecer razoavelmente bem a região e algumas povoações. Visitámos também o Museu da Luz, que é pequenino, mas está alojado num edifício muito bonito, e tem um espólio muito interessante. Está sempre a passar um vídeo a contar a história da construção da barragem, da submersão da Aldeia da Luz e da mudança para a nova aldeia. Para mim, que sempre estive a léguas de distância (física e mentalmente) de toda esta problemática, e que nunca percebi muito bem o porquê de tanto "sururu" acerca deste assunto, fiquei a perceber um pouco melhor o ponto de vista dos habitantes da antiga aldeia. O processo de mudança correu bem, mas imaginar que toda uma aldeia se mudou é realmente algo estranho; dos mortos aos vivos, todos se mudaram para a nova aldeia.


Museu da Luz

Tivémos oportunidade de visitar: Monsaraz, Mourão, Amieira, Aldeia da Luz, Évora. Ficou-nos a faltar a aldeia da Estrela, que dizem também ser muito engraçada.


Mourão - vista do castelo
A caminho de Mourão

Ficámos alojados no Vila Planície, que não sendo o mais bonito da região, é o que constitui a melhor oferta para famílias (qualidade/preço). E reservámos um passeio de barco pelo Alqueva, que também vale imenso a pena, mas não é propriamente barato...


Alqueva
Amieira Marina - barcos-casa


Isto tudo para resumir que esta região tem um elevado potencial turístico, e que é certamente um local a visitar por todos nós, tendo em mente que este ano o "vá para fora cá dentro" será uma realidade cada vez maior! :)



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Feitiço da Moura, Monsaraz


Vou fazer aqui uma pequena "intro" para perceberem melhor o drama e a nossa apreensão ao ficarmos neste restaurante para jantar...

Então é assim: pequena S., na sua bela idade de 2 anos e meio, normalmente menina bem-comportada, que come pouco mas não chateia ninguém, andava possuída pelo 666! O raio da miúda portou-se tão mal, tão mal, nesta viagem que eu só me apetecia colocá-la na aldeia da Luz, mas na antiga! Birras a torto e a direito, porque sim e porque não, transformando a nossa escapadinha alentejana numa tortura, fazendo-me até amaldiçoar a ideia e lamentar o dinheiro que estávamos a gastar (coisa que nunca faço!). Para ajudar à festa, havia ainda o lindo P. que também gosta de alguma agitação... Espero que percebam o contexto deste quadro familiar para melhor compreenderem a nossa angústia! :)

Como penso já ter dito, faço sempre uma pesquisa de locais para refeições e tinha visto o restaurante da Horta da Moura (vi também como turismo de habitação, mas fica um pouco caro para famílias de 4), tinha achado engraçado e gostei muito do nome (perco-me com os nomes dos restaurantes...). E portanto pensei neste sítio para jantar no domingo, já que o jantar de sábado já estava destinado ser no Sem-Fim. Mas não pesquisei muito mais além disto... não tinha ideia dos preços, do ambiente do restaurante, etc, etc!

Lá fomos nós, meninos bem arranjados e bem-dispostos, entrámos no Horta da Moura, encontramos o restaurante, entramos, ficamos numa antecâmara/recepção, vem uma funcionária ao nosso encontro com ar simpático, dizemos "somos 4" e aí damos conta do ambiente do restaurante... e já não havia como voltar para trás! :)

Tudo em média luz, preto e branco, muitos talheres, muitos copos, cadeiras forradas em pele, cerca de 10 pessoas lá dentro e nem um sussurro se ouvia, e nós acompanhados destes pequenos terrores que já tinham "pintado a manta" nos restaurantes anteriores e no barco (sim, até no barco...)! Sentámo-nos e eu disse-lhes apenas, em tom baixinho mas ameaçador, "não vos quero aos gritos, não se levantam da mesa, e não falam alto!" Isto no tom mais nazi que consegui! Pois que não sei o que aconteceu, parece que foram envolvidos pelo ambiente, até se portaram bem! Aliás foi o sítio onde se portaram melhor nestes três dias!


Agora quanto ao que interessa! Passado este choque inicial, lá nos ambientámos também ao espaço, que é sem dúvida muito bonito! Não é um restaurante tradicional, está longe disso, mas tem realmente uma decoração muito bonita que resulta do contraste do branco e preto, que é intemporal, é simples, e fica sempre bem!




Os pratos são todos confeccionados no momento, o que leva a um tempo de espera um pouco superior ao desejável (sim, esta foi mais uma acha para a nossa fogueira...), e são inspirados na gastronomia alentejana. Apesar de ser fã não houve nenhum prato que me "saltasse à vista" e portanto acabei por escolher Fusilli com camarão (shame on me) e o B. já foi um bocadinho mais regional e decidiu-se por secretos de porco preto. Aqui não há aquela opção muito boa para as famílias que é as crianças petiscarem do prato dos pais... não, vem tudo empratado em pratos individuais e portanto as crianças têm que ter prato próprio. Como tal, lá tivémos de pedir um prato para as crianças (fizémos valer a ideia de que as crianças dividiam um prato).






Com a descrição que vos fiz não sei se não estarão a imaginar já o nível de preços que aqui se pratica... caros amigos, isto não é o Portugal profundo, isto é um sítio "benzoca" na capital! Pratos do menu infantil = 11 euros; refrigerantes = 2 euros; pães pequeninos = 2 euros; pratos principais a partir de 15 euros. Tudo o que veio para a mesa tinha uma qualidade irrepreensível, tanto na apresentação como na confecção, mas é efectivamente um sítio "a atirar" para o caro! E como tal, não experimentámos as sobremesas. Vimos passar algumas para as outras mesas, não nos pareceram nada de especial, e os preços começavam nos 5 euros! Achámos mais proveitoso ir com as crianças comer um gelado a Monsaraz.

Para couvert, 3 pratos principais e bebidas a conta ficou-nos em 51 euros. Se optarem por sobremesas e vinhos, a conta terá certamente uma escalada tão vertiginosa como o IRS em Portugal...

No entanto, se estiverem numa escapadinha romântica e quiserem um sítio mais especial e diferente para celebrar algo, aconselho vivamente o Feitiço da Moura! Contem apenas que não será um sítio económico! :)


Hotel Rural Horta da Moura
Monsaraz
Tel. 266 550 100
GPS: 38º 26m 08.45 N 7º 23m 19.42 W


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Restaurante Amieira Marina, Alqueva



Para começar devo dizer que a infraestrutura designada por Amieira Marina, logo ao chegar, me surpreendeu pela positiva! :)
O sítio no seu global está muito bem conseguido, muito bem mantido (o que sabemos nem sempre acontecer por terras lusas...), e está englobado numa paisagem fantástica, que só teve a ganhar com o "Grande Lago".

A nossa escolha do restaurante Amieira Marina teve a ver essencialmente com o facto de a seguir ao almoço termos agendado um passeio de barco pelo Alqueva. 

O restaurante tem uma varanda panorâmica, de onde se pode apreciar a extensa paisagem do Alqueva, em todo o seu esplendor! Claro que para conseguir mesa na esplanada convém chegar cedo, ou em alternativa, reservar! Nós não fizémos nem uma coisa nem outra... e por isso ficámos na sala interior, que também é bastante agradável e quase panorâmica! :) O restaurante tem amplas janelas que permitem também apreciar a agradável paisagem.




A decoração do restaurante é bastante contemporânea, com pequenos apontamentos tradicionais, sendo o ambiente bastante agradável. Mas claro que, estar neste restaurante no Alqueva ou noutro em Lisboa ou noutro sítio qualquer, é quase a mesma coisa! Ou seja, é muito giro, mas pouco típico!



Depois de começarmos por "atacar" o couvert, optámos por escolher uma Açorda de Bacalhau e Alho e um Folhado de Bacalhau Gratinado. A açorda de bacalhau é talvez o prato alentejano preferido do B. e que ele come sempre que lhe é possível! Esta não ficou aquém das expectativas! O meu folhado de bacalhau também estava excelente! Para completar este repasto alentejano, escolhemos um pudim de queijo fresco; estava bom, mas nada de transcendente!



Aqui, e à semelhança do que foi dito para o Sem-Fim, os preços não são propriamente baratos... semelhante a um restaurante em Lisboa, o que neste caso se situou mais ou menos nos 21,0 €/pp (a sorte foi os pequenos se terem empanturrado com o peq-almoço do hotel e portanto... não tinham fome, e petiscaram dos nossos pratos!).




E de seguida, fomos dar um belo passeio de barco pelas águas plácidas do Grande Lago, ouvir um pouco de história da região, e aturar uma grande birra da S. (kid's rules!). Aqui ficam algumas fotos:



Amieira Marina
Amieira 7220-999
Tel. 266 611 175