segunda-feira, 18 de julho de 2011

Casa dos caracóis, Azeitão

 



Por mais estranho que possa parecer, o que me levou a ir a este estabelecimento comercial na bela localidade de Brejos de Azeitão foram (espantem-se!) os caracóis. E pude confirmar que o nome da casa não engana, o ex-libris da Casa dos caracóis são mesmo os caracóis que, a contar com o número de travessas a circular, pode estar à beira da extinção.

O restaurante/marisqueira tem uma decoração simples mas funcional, coincidente com aquilo que oferece: petiscos variados (desde o pica-pau até ao choco frito), lesmas com carapaças de todos os tamanhos e marisco. Tem uma sala no piso térreo (não quero mentir mas acho que têm outra no segundo piso mas quando lá fui estava fechada) e uma esplanada, ambas as mesmas enormes!! Com espaço para grupos pequenos, médios e grandes e mesmo assim sobrando espaço suficiente entre as mesas para manter alguma sensação de privacidade.




Os caracóis, caracoletas assadas e pica-pau estavam muito bons e, segundo me dizem, o choco frito também não é mau de todo. Para quem for para os lados de Azeitão em passeio, ou depois de um mergulho nas praias da Arrábida, pode sempre acabar o belo dia nesta esplanada. 

Mas atenção que a esplanada e sala têm a tendência para começar a encher no final da tarde e não seria a primeira vez que existia fila de espera (e estranhamente mesmo nos dias de semana...). E esperar que alguém vague uma mesa numa casa deste tipo pode ser demorado...

Dar com a Casa dos Caracóis não é difícil, mas dar com a rua onde se estaciona é poderá dar mais trabalho (o restaurante tem estacionamento na rua paralela à N10). Assim que passarem a placa a dizer Brejos de Azeitão, caminhem pela nacional com atenção e vão ver a Casa dos Caracóis do vosso lado esquerdo (sentido Lisboa-Setúbal) ou direito dependendo do sentido de onde vierem.


Informação
N10 - Brejos de Azeitão
2925-240 Azeitão | Setúbal
Horário: 3ª a Dom | 15h às 24h
Facebook


Joana, come a papa acrescenta:

Finalmente descobri um sítio óptimo para comer caracóis! Reúne várias características muito importantes para mim, a saber:
- caracóis óptimos (o principal...)
- perto de casa
- estacionamento fácil
- amiguinho das crianças (tem sopa, tem cadeiras, tem fraldário...é verdade! isto tudo num só! nem sempre acontece...)
- tem petiscos adicionais também muito bons (pica-pau, linguiça, mexilhões, choco frito)
- tem uma mousse de chocolate "boazinha"

Joana e restante família recomendam vivamente! Estaremos por lá muitas vezes este Verão!! :)))

  
   

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Chá nas Colinas, Odivelas

  


  



A minha ida ao Chá das Colinas veio comprovar que por vezes desconhecemos as coisas boas que existem na nossa própria terra. É verdade que o meu dormitório fica situado no concelho de Odivelas mas enquanto acordado passo o meu dia a cirandar por Lisboa, foi preciso uma estrangeira (ou seja não residente em Odivelas) para saber da existência de uma casa de chá na minha zona. Mas não é para isso que servem os amigos? :-)

Encontrar a casa de chá não é fácil mas se derem com a rua Alfredo Costa, é só percorre-la com calma e tomar atenção às ruas/pracetas que dela irradiam, vão ver que dão com a Praceta Afonso Dinis de Portugal num ápice (se eu consegui toda a gente consegue...).

A decoração do espaço não poderia ser mais ilustrativa daquilo que pretende ser, uma (excelente) casa de chá. As paredes pintadas num tom alfazema, mesas e cadeiras em madeira escura, toalhas com padrão de flores, móveis brancos fazem com que pareça estarmos a entrar numa alegre e pitoresca casa de campo. A diferença é que onde antigamente se viam searas de trigo agora pupulam um sem número de prédios, a que chamaram Colinas do Cruzeiro.


 
  
Depois de estudarmos a ementa com a devida atenção, a escolha do chá é sempre trabalhosa, pedimos um pouco de tudo. Desde sconnes, passando por torradas até aos "fatídicos como o destino" bolos :-) Segundo nos informaram, os bolos vão variando de dia para dia mas sempre de fabrico próprio (não têm aquilo que se poderia chamar pastelaria convencional, como bolas de berlim ou pasteis de nata). No dia em que fomos havia tarte crumble de frutos silvestres, bolo de cenoura e chocolate e bolo vulcão de chocolate e, estranhamente, apenas pedimos fatias dos dois primeiros com respectiva bola de gelado.


Bolo cenoura com cobertura chocolate | Tarte crumble de frutos silvestres

Desde os chás, passando pelos sconnes quentinhos e acompanhados com compota caseira até aos bolos com sabor a caseiros, tudo estava óptimo!! Foi um banquete digno de acompanhar toda a algazarra que se desenrolou na nossa mesa durante todo o lanche:-)

O atendimento não poderia ter sido mais prestável e célere, tornando a visita ainda mais agradável e deixando vontade de voltar. Só para dar ideia, um menu de chá completo (chá, 2 sconnes com manteiga e compota, fatia de bolo) foi 4,20€, tudo em quantidades generosas.

Vale a pena a visita!
    


Informações
Praceta Afonso Dinis de Portugal, Lote 8, Loja A, Zona 3
Colinas do Cruzeiro, 2675-632 Odivelas

Horário: 3ª a Dom | 10h00 às 20h00
Tlf.219 340 405
Facebook



  
  
  

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Páteo do Petisco

   
    
 



Este é um daqueles restaurantes para locais, porque um lisboeta que tente ir vai precisar de GPS, mapa e ainda tem de pedir direcções. Mas se por mero acaso conseguir lá chegar e conseguir estacionar à primeira (eu tenho um smart e mesmo assim tive de dar algumas voltas, em estradas de largura duvidosa, para arranjar um cantinho onde enfiar a viatura), primeiro vai apostar no euromilhões e depois vai ter uma agradável surpresa.

O Páteo do Petisco é isso mesmo um restaurante de petiscos, dentro do mesmo conceito da Taberna/Petisqueira Ideal, e outros tantos que vão abundando por aí. Reza a lenda que também têm pratos, mas quem é que chega aos pratos com entradas tão boas? Então na mesa apareceram pimentinhos de padrón, ovos mexidos com alheira, ovos mexidos com espargos, pica-pau, cogumelos salteados, isto só para nomear alguns. Todos fantásticos e maravilhosos. E sangria, muita sangria, branca e preta, todas fresquinhas e muito boas.

Um pormenor, como também praticado noutros restaurantes, este tem a leva de clientes das 20h e a das 22h, como nós pertencíamos à das 22h, alguns pratos já tinham acabado ou estavam quase, o que é mau, especialmente quando queríamos mais uma dose daquele que estava fantástico. Situação que também aconteceu nas sobremesas.

Por falar nas ditas, muito boas, pena foi que já não havia serradura, que supostamente é divinal. Ficamos sem saber.

Uma nota final, não se deixem enganar pela localização, neste restaurante é preciso reservar e com algum tempo de antecedência, isto se quiserem ir com um grupo. E pela confusão, é mesmo um restaurante de grupos.


Páteo do Petisco

Travessa das Amoreiras, 5
Cascais
21 482 0036
Ter-Dom 12.00-23.30 (sex e sáb até à 00.00)
Facebook

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Restaurante Melita, Malveira

  
  
   



A julgar pelos últimos post's colocados no blog, parece que estamos a passar por uma fase de descentralização, tendo realizado várias incursões a restaurantes fora da nossa confort zone chamada Lisboa.
Desta vez fui almoçar a um restaurante na Malveira com o objectivo de comemorar algo que (infelizmente) foi adiado para segunda núpcias... uma pessoa supersticiosa poderia dizer que comemorar algo que ainda não aconteceu dá azar mas a gente tem de comer certo?!

O restaurante fica no centro da Malveira, junto ao largo onde se realiza a feira semanal da freguesia, e segundo me foi dito tem alguma fama na região saloia. Devido à proximidade com o recinto onde se realiza a feira, o que deve gerar confusão e tornar difícil o acesso ao restaurante, está fechado à quinta-feira. Refiro isto porque achei quinta-feira um dia pouco usual para descanso do pessoal, que normalmente é ao domingo ou segunda-feira.
 
A decoração não poderia ser mais tradicional. O aquário que se encontra mesmo à entrada do restaurante talvez seja o elemento menos tradicional, pois em vez de lagostas ou sapateiras empilhadas de tal forma que só conseguem mexer as antenas (qual contentor cheio de imigrantes ilegais) estava pejado de nemos, dorys, estrelas do mar, anémonas e outros bichos do mar. Obviamente que as crianças, verdadeiras ventosas, não desgrudavam do vidro.



Apesar de chegarmos sem reserva, não tivemos que esperar muito por uma mesa. Na verdade só esperámos porque queríamos ficar numa mesa redonda, de outra forma teríamos nos sentado assim que entramos no restaurante. Mas se forem almoçar ao fim-de-semana e a horas normais (só chegámos ao restaurante por volta das 14h...) reservar talvez seja uma boa ideia, pareceu-me ser um restaurante com um número de clientes salutar.
Escolhemos aba de vitela no forno (para duas pessoas) e alheira de caça como pratos principais. Enquanto esperávamos atacámos o cesto do pão (óptima broa!! de tal forma que tive que lutar por um bocado com a outra criança na mesa :-) e as entradas que nos foram postas na mesa (azeitonas, queijo fresco, queijo cabra, paio, patê). Quando acabámos com as entradas percebemos que já nos sentíamos quase almoçados mas ainda não tinham vindo os pratos principais  :-) A fomeca tens destes desvarios.

Como podem ver pelas fotos, a comida não só tinha óptimo aspecto como veio em quantidades generosa e, acima de tudo, soube divinamente bem (quase como se tivesse sido feito por uma mãezinha)!


Sem grande hesitação, perguntámos o que havia para sobremesa e por entre a oferta escolhemos tarte de limão merengada, doce da casa e tarte de requeijão com morangos. Estavam todas excelentes, mas foi unânime considerar que o doce da casa foi aquele que menos impacto causou (existe em todos os restaurantes mais ou menos com a mesma composição e sabor), enquanto que as duas tartes apenas causaram pena por acabarem :-)
 

 

Não podia deixar de salientar que desde a entrada no restaurante até ao fim da refeição, a simpatia e atenção no atendimento foi a nota dominante.

Se se virem na região saloia sem saber onde ir comer, aqui vos deixo um local muito simpático, com excelente comida e onde se faz uma refeição de 14€ pp (imaginem se não tivéssemos atacado as entradas como se não houvesse amanhã...).
 
Informação
Largo da Feira, 21 A
Malveira, Mafra
2665-228
Tel.219662727

Horário: 12:30 às 14:30 | 19:30 às 22:30
Encerramento: Quartas (Jantares), Quintas
  
  

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Padaria Portuguesa, Lisboa






A primeira Padaria Portuguesa abriu em Novembro de 2010 na Avenida João XXI, em Lisboa. Admito que pensei que fosse apenas uma moda e que rapidamente entraria na corrente do esquecimento, tal era o burburinho em volta de uma simples Padaria.

Mas enfim, apesar do burburinho ter acalmado, a Padaria não só continua de pedra e cal na Avenida João XXI como já disseminou a semente por Campo de Ourique e Vila Franca de Xira.
  
E o que tem de diferente esta Padaria de tantas outras padarias e pastelarias por essa Lisboa a fora? Na minha opinião, uma combinação bem sucedida entre um bom produto alimentício e uma decoração de loja bem conseguida. Nota-se que toda a decoração foi pensada de forma a interligar linhas modernas com gostos de outros tempos, criando um ambiente ao mesmo tempo contemporâneo e tradicional. A confirmá-lo está o chão de mosaico em tons de castanho e laranja, igual a tantos outros que se pisavam por esse Portugal fora; os dispensadores de guardanapos forrados; os sacos do pão em pano prontos a serem levados para casa; e, um dos meus favoritos, as redes a tapar cestos com pequenas delicatessen como mini-croissant ou fatias de bolo para prova :-).

Ah! Quase me esquecia.... a música ambiente é fantástica! Desde o inverno em Nova Iorque do José Cid, passando por todos os beijos que o Herman José precisa para ficar satisfeito, até deixar rir o Jorge Palma, são várias as músicas que flutuam no éter e servem para acentuar o ambiente nostálgico da Padaria. Para os que gostam das baladas de outros tempos como eu, não vão parar de cantar baixinho...
  
Há pão quente a sair várias vezes ao dia e, segundo consta, são mais de 30 variedades de pão. Para além das sandes típicas (queijo, fiambre, manteiga...), existem outras mais elaboradas como carne assada com cogumelos e mostarda de coentros. Outros mimos são o pão com chouriço, o pão com azeitonas e o pãozinho com farinheira (com tanta saída que é melhor reservar!). Os bolos são outra desgraça...o pão de Deus, os caracóis, as bolas de Berlim... hummm haveria tanto mais para dizer mas ainda não consegui provar tudo :-)

 
Padaria Portuguesa - João XXI

As duas lojas de Lisboa têm esplanada, sendo a da João XXI a que tem mais mesas e espaço de manobra (o interior da loja é igualmente maior), o que as torna num excelente local para parar, sentar, descansar e lanchar. Devido à sua localização geográfica, as duas Padarias lisboetas acabam por ter ambientes diferentes, uma encontra-se virada para a João XXI, umas das principais artérias de Lisboa, e a outra tem vista para o jardim da Parada. Mas não escolham, façam como eu e vão às duas :-)

Apenas tenho três dicas: não se esqueçam de tirar a senha assim que entram, o que elimina as confusões de quem chegou primeiro ao balcão; quanto mais tarde forem menor a escolha; e não se deixem levar pela gula (preferível voltarem mais vezes do que experimentar tudo de uma só vez) :-).

   

Padaria Portuguesa - Campo Ourique


Informação
Padaria Portuguesa - João XXI
Avenida João XXI, nº 9 Lisboa
(mais concretamente a meia dúzia de passos do Areeiro)

Padaria Portuguesa - Campo Ourique
Rua 4 de Infantaria, nº 30 Campo de Ourique, Lisboa
(mais concretamente no Jardim da Parada)

Padaria Portuguesa - Vila Franca Xira
Rua Alves Redol, nº 109

Encerramento: não encerra
Horário: 08:00 às 20:00
Facebook


  

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MasterChef

Começa no Sábado à noite na RTP1 a versão portuguesa do MasterChef.

http://rtpblogs.blogspot.com/search/label/MasterChef

E pelo menos eu já tenho um concorrente favorito ;)

Nota:
apesar do sebastião me dar na cabeça numa base diária, tenho estado muito parada, mas a inspiração tem faltado.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Claras em Castelo, Lisboa

    
 
Se há coisa que me prende imediatamente num restaurante/café/"sítio para comer" é um nome giro, engraçado e com um trocadilho à mistura! Talvez por ter uma imaginação zero, admiro sempre quem tem ideias giras...e por isso, quando pesquisei no Google "restaurantes" "castelo" e me aparece um com o nome de "Claras em Castelo"...pronto, adorei, já está, escolhi! Depois li também as opiniões no Tripadvisor, e como todos pareciam ter gostado muito, ainda mais convencida fiquei. Foi só confirmar que não encerrava à segunda-feira (era perfeitamente possível...).


O Claras em Castelo é da Guida e do Stephane (um francês), que têm este pequeno espaço, muito bem decorado, mesmo ao lado da entrada do Castelo de S. Jorge, onde apostam na cozinha tradicional portuguesa.


A Guida é a nossa chef, fazendo umas refeições deliciosas, com um ar caseiro e um sabor ainda melhor! O Stephane vai atendendo às mesas, num português carregado de sotaque e de "francesismos", é extremamente simpático e prestável, e explica tudo tudo sobre a refeição. De notar que, sabe-se lá porquê, vão ali muitos franceses comer (o passa-palavra é uma coisa espantosa), onde deve ser um grande alívio ouvir uma explicação pormenorizada na língua-mãe. E olhem que ele não se faz rogado! :)

Então, iniciámos o nosso belo repasto com um delicioso sumo de morango, meloa e limão e um couvert composto de pão, azeitonas e paté de sardinha (caseiro e excelente!).

o sumo era mesmo uma delícia! :)

E depois prosseguimos com frango assado com molho de mel e laranja e lombo de porco recheado com farinheira. Ambos acompanhados de arroz branco, salada e umas batatinhas assadas no forno fantásticas! :) E tudo com a indicação de que, caso não fosse suficiente, estaríamos à vontade para pedir mais...mas não foi preciso! Quantidade mais que suficiente para um almoço! :)


Nas sobremesas também não houve nada, nada que nos desiludisse...muito pelo contrário! :) A saber: bolo mousse de chocolate (mas bem derretido no interior...uma delícia) e morangos com molho de frutos vermelhos e sorvete de limão (talvez um dos melhores sorvetes de limão que já comi, ou seja, no ponto certo entre o doce e o ácido!). E a mistura destas duas sobremesas...nem vos digo nada! Do melhor! :)


O restaurante tem ainda uma exposição de bijuteria e imensas indicações e dicas para turistas (espectáculos, exposições, etc, etc).


Por isto tudo pagámos 16 €/pp. Não considerei caro tendo em conta a localização, a imensa qualidade de tudo o que nos foi servido, e a simpatia e amabilidade do Stephane e da Guida! :) Recomendo vivamente! Num belo dia de sol, apanhem o eléctrico 28, façam um dos mais bonitos passeios por Lisboa, vão ao Castelo de S. Jorge, e não deixem de experimentar as "claras em castelo"!

Notas Importantes:
- o restaurante é pequeno - no total tem capacidade para 16 pessoas, e portanto chegar e ter mesa, é um pouquinho de lotaria;
- o restaurante não serve sopa (ou normalmente não está disponível); portanto não vão com uma criança pequenina a contar que vai haver sopa no restaurante...porque não há! adivinhem quem foi?!


Informações:
Rua Bartolomeu de Gusmão, n.º 31
1100-078 Lisboa
Tel.: 218 853 071
Encerra às quartas

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Trinca Espinhas, Praia de São Torpes, Sines




Há anos a ouvir falar neste sítio, não poderíamos deixar de passar por lá na vinda do Algarve. Como decidimos fazer um regresso a parar em "todas as estações e apeadeiros" da Costa Vicentina, a paragem em S. Torpes revelou-se bastante acertada no tempo. Tomámos um pequeno-almoço tardio no Atomik e chegámos a S. Torpes só por volta das 14h, ainda a tempo de um almoço e de um descanso retemperador (estava uma brasa...)!

O Trinca Espinhas tem uma localização fantástica, mesmo sobre a praia de S. Torpes, com uma esplanada enorme separada em duas zonas distintas (refeições e apoio ao bar). A decoração do interior está também muito bem conseguida: tudo a apelar ao mar, confortável e bastante agradável, em tons de azul e branco. Tem uma zona de estar onde se pode aguardar pela mesa, nós chegámos já às 14h mas mesmo assim tivémos de esperar um pouco.

     
Como o pequeno-almoço tinha sido tardio e algo "potente", pedimos apenas pão para ir entretendo as crias enquanto não chegava a comidinha, que iria ser Massinha do Mar.
 

Entretanto a nossa pequena S. ainda come sopinha própria, que nós pedimos para aquecer (o costume... sempre a mesma informação, 1 min, microondas...); pois que a sopinha da S. parecia que se tinha sumido em algum buraco negro na cozinha! Passados uns bons 15 minutos lá vem a sopinha com um pedido de desculpas ("nunca mais me lembrei"), pois nós reparámos, mas pelo menos foi honesta... quem leva crianças sabe como é importante dar-lhes o comer antes de nós próprios estarmos a comer (tudo em simultâneo pode não ser boa ideia), mas sistematicamente isto acontece! Não percebem que se uma pessoa não estiver descansada, não conseguirá nunca apreciar devidamente o que lhe estão a servir!?

Quando finalmente chegou a nossa Massinha, verificámos com agrado que vinha uma porção bem generosa, com bastante caldo, e muito bem composta de peixe e do marisco "básico"! A Massinha do Mar estava efectivamente boa! :)

Não poderíamos sair daqui sem opinar sobre as sobremesas e lá fizemos o grande esforço de pedir uma Charlotte de chocolate...pois que sim, que estava fantástica, quase divinal! :) Valeu bem a pena o esforço! :) Também já tinha visto passar algumas para as mesas que me pareceram muito bem, entre elas, o cheesecake de frutos silvestres. A experimentar!

O atendimento deixa algo a desejar tendo em conta a lozalização, a fama e o tipo de restaurante...pouquinha simpatia, desorganizado, lento...a melhorar também as condições para as crianças! Não costumo ligar muito a isto, mas estes sítios são frequentados por famílias...sem fraldário, só com uma cadeira para bebés, e a esquecerem-se da sopa deles na cozinha...a melhorar mesmo!

A conta revelou-se simpática para nós: 18 euros/pp. Mas relembro que só vieram para a mesa, o pão, prato para duas pessoas, uma sobremesa e cafés. Se nos estendermos um pouco mais pelas entradas e pelas sobremesas, é bem possível atingir os 25 €/pp.

De qualquer maneira, sempre que quiserem um sítio para almoçar numa bela praia que parece ter água sempre aquecida...aqui está: vão ao Trinca Espinhas!


Informações
Praia de S. Torpes
7520 Sines
Tel.: 269 636 379
Encerra à Quinta-feira