sábado, 25 de abril de 2009

Museu do Oriente ou a carga metida nos contentores

Museu do Oriente..... tanto que havia para dizer mas não temos tempo. Ok, temos um bocadinho de tempo.

O Museu está esteticamente bem conseguido mas falha em pequenos grandes pormenores (expositores sujos, difícil perceber a que objecto se referem as informações, textos escritos por alguém que aprendeu português no Oriente e, o pior, os inexistentes tectos dos expositores) que me fazem crer que tinha ficado chateado, se tivesse pago entrada. Mas como foi de borla até que não desgostei do Museu :-)

De borla? Sim leram correctamente, e não foi especial para mim, todos podem usufruir pois à sexta-feira entre as 18h e 22h o acesso às exposições do museu é gratuito. Mas devo dizer, que o que me levou ao Museu não foi a borla, foi um concerto, mais concretamente de uma cantora de Jazz chamada Stacey Kent, estão a ver a Diana Krall? muito melhor!, que decorreu no auditório do Museu. E devo dizer que o concerto superou largamente as expectativas (quer pela cantora quer pela acústica do auditório)!

Se estão a ficar intrigados pelo facto de estarem a ler um post sobre uma ida a um Museu, ou a um concerto, num blog dedicado à hora da refeição, calma que já esclareço. No topo do edifício existe um restaurante que, supostamente, tem uma vista deslumbrante para o Tejo e comida oriental muito boa. Pronto, get the picture?











Assim, depois de vermos o Museu, rumámos ao último piso do Museu para nos deliciarmos com as iguarias propostas pelo Restaurante do Museu do Oriente.

Primeiro à que falar na tão publicitada vista panorâmica......... se não fossem os contentores a vista seria realmente panorâmica mas, por enquanto, eles estão lá, qual muro berlinesco divisor entre nós e o Tejo. A fotografia com a ponte ao fundo, e o caminho desimpedido, apenas é possível num ângulo muito específico :-) Mas, com um bocadinho de imaginação, pode sempre dizer-se que tem uma vista que cruza o natural com o industrial.

A decoração...... demasiado minimalista e pouco original. Num restaurante associado a uma cultura tão vibrante e colorida como a oriental, esperava mais do que um corredor branco com grandes janelas e mesas de madeira escura. E se não acreditam em mim basta olharem para a fotografia da esquerda.

A comida..... infelizmente ou escolhíamos entre os dois pratos da ementa disponíveis (não perguntámos o porquê de só estes dois, quando na ementa vinham mais) ou podíamos optar pelo menu de degustação (muito caro: 35€). Ficámos pelos dois pratos disponíveis: bife à Marrare e medalhões de peixe (não me recordo da raça do bicho :-). A comida estava óptima, bem confeccionada e saborosa. Em relação às sobremesas, panacotta com molho de tangerina e crumble de maçã com gelado, estavam igualmente boas.

Em suma, a comida é boa, o atendimento simpático e prestável e a vista para os contentores engraçada, mas esperava um bocadinho mais de identidade por parte de um restaurante associado ao Museu do Oriente (especialmente ao nível da decoração do espaço). O custo foi de cerca de 20€ pp.

experimentem pois podem ter outra opinião

Localização
Avenida Brasília Doca de Alcântara (Norte)
1350-352 Lisboa
Telef.213585228
Encerramento: Domingos (Jantares), Terças
Funcionamento: Das 12:30 às 15:00h e das 19:30 às 22:30

quinta-feira, 23 de abril de 2009

The Great American Disaster

Não sei se alguém se lembra de como era o GAD antes da remodelação? É verdade que estava um pouco decrépito e a necessitar de uma obras, mas realmente aquilo que aconteceu foi um grande desastre.

Para mim, o grande atractivo do GAD não era a comida, que nunca foi nada de especial, mas sim a vista. Como a sala era escura, podíamos passar algumas horas, confortavelmente sentados em sofás, na conversa junto à enorme janela a ver passar o trânsito no Marquês de Pombal. E era esse o grande trunfo do GAD, possibilitava aos clientes estarem num ambiente calmo e descontraído, a ver passar a confusão.

Depois das obras, virou dinner americano. O tipo de comida mudou, mas não necessariamente para melhor, existindo agora bifes, hambúrgueres e pizzas. Mas que não são nada de especial, para comer este tipo de comida existem locais muito melhores.

E o ambiente, bem esse é de um dinner americano, o que não aprecio muito, mas o que realmente me desagradou foi o excessivo número de luzes brancas, que fazem com que as luzes da rua sejam mais fracas. Assim, quem está no restaurante deixa de ver o Marquês de Pombal, mas quem se encontra nos semáforos tem uma vista privilegiada para o interior do restaurante.

O tipo de clientela desceu pelo menos uns 10 anos, a maioria dos clientes tinham menos de 18, e pareceu-me ser um local bastante apreciado, vá se lá saber porquê, por esta faixa etária para realizar festas de aniversário.

Resultado: comida nada de especial, ambiente farçola, e o que tinha de bom perdeu-se no tempo.

The Great American Disaster
Praça Marquês de Pombal 1 - Lisboa
Telefone: 213161266
Horario: 12h ás 24h
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Realmente é pena que ainda ninguém tenha comprado o GAD para o substituir por um restaurante com bom ambiente e boa comida pois a vista que tem sobre o Marquês é realmente muito engraçada.

Seb.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tejo à Vista

É verdade entre o teaser e o verdadeiro post passou demasiado tempo, peço imensas desculpas, mas aqui vai...

Há algum tempo que andava a chatear o pessoal, principalmente o Sebastião, para irmos ao Tejo à Vista. A informação que tinha parecia ser promissora, restaurante em conta, boa comida e nas fotos parecia ter um aspecto acolhedor. Por isso, após alguma discussão sobre a localização do nosso almoço de Páscoa, houve um argumento que convenceu a Joana: comida madeirense, que nos põe às duas a sonhar com bolo do caco (daquele que se come em Porto Santo).

E lá fomos, marcámos mesa com antecedência, chegámos uma hora após a marcação, mas como o restaurante só tinha 2 mesas ocupadas não houve problema. O local pareceu-me acolhedor, nada de especialmente diferente, mas simpático e agradável. E como já se esperava, pela localização, era necessário subir ao telhado para se poder gritar: TEJO À VIIISTAAA!

Bem, para início de conversa fomos logo informados que não nos aconselhavam nada que estivesse na carta, que o melhor era escolhermos um dos do pratos do dia. Mas, já não havia todos os pratos do dia. Os pratos do dia eram um de peixe, um de carne e outro de massa, mas entretanto a massa original tinha acabado e tinha sido substituída por outra. E ainda, só havia uma pessoa na cozinha, por isso era melhor não fazermos muitas ondas.

Como nós somos teimosos, e na realidade a nenhum de nós lhe interessou os pratos do dia, pedimos pratos da carta, e melhor (pior) especialidades madeirenses. espetada e bife de atum. E para o início das hostilidades: bolo do caco.

Depois, esperámos e esperámos e esperámos, e começámos a pensar que ainda bem que não temos que voltar para o trabalho, e esperámos, e lá veio... o bolo do caco. Não estava mau, mas sinceramente, para mim o melhor bolo do caco é o de Porto Santo e todos os outros sabem-me sempre a pouco. Estávamos a meio do bolo do caco, eis que surge mais um obstáculo..... só havia um bife de atum e nós tínhamos pedido dois. Assim o Sebastião teve que mudar de atum para espetada :-)

Ao fim de mais uma espera vieram as espetadas e o bife de atum, extraordinariamente e contra todas as nossas expectativas naquele momento, estava bom. A carne era de boa qualidade e estava bem confeccionada, ou então foi a fome a falar mais alto, sim porque com tanta espera já deveriam ser umas 15h quando finalmente começámos o prato principal. O bife de atum não provei, mas estava com bom aspecto.

Quando chegou a hora das sobremesas, pois que decidimos que a Zona Doca seria uma boa aposta (que entretanto está fechada para quem, como nós, não saiba). Isto porque durante a nossa espera vimos passar algumas sobremesas, das poucas que existiam, e tinham um tamanho reduzido (deviam estar a acabar :-).

Não sei se foi só a nossa experiência que correu mal e se ao jantar funciona melhor. A comida e o ambiente pareceram-me bem, mas realmente o serviço e o leque de escolhas disponíveis era demasiado reduzido.

Tejo à Vista
Avenida 24 de Jullho 84 A - Lisboa
Telefone:
917300774
Encerra: Segunda ao jantar, Sábado ao almoço e Domingo

domingo, 12 de abril de 2009

A quinta-feira negra ou the great disaster


Pois é, a última quinta-feira foi tudo menos santa. Tanto o almoço como o jantar estiveram repletos de fracassos, mau atendimento e comida sem qualidade. Por isso, ao bom estilo da Time Out e ao contrário do estilo deste blog, os próximos 2 posts não vão ser muito favoráveis aos restaurantes que fomos.
Ao almoço, com o pretexto de pré comemoração do aniversário da Joana, que hoje está de Parabéns, e como almoço de Pascoa, os 3 autores deste blog foram ao Tejo à Vista.
À noite fui ao Great American Disaster e realmente o nome faz jus à qualidade do local.
Esperamos por melhores garfadas!

Boa Páscoa!

domingo, 5 de abril de 2009

Porco Preto, Lisboa

Não têm ideia onde vão jantar? Não fizeram reserva? Não conseguem aceder ao blog? Então dirijam-se à Praça das Flores que de certeza vão encontrar um bom restaurante com uma mesa à vossa espera :-) A oferta é variada, neste blog já falámos de vários que ficam ou na Praça ou em ruas muito próximas, e mesmo sem se fazer reservas (embora possa dificultar) consegue-se uma mesa num bom restaurante (não garanto é que seja logo no primeiro que tentarem). Esta foi a brilhante conclusão a que cheguei quando no sábado tentei ir jantar fora (sem ideias e sem reservas) e só nesse oásis da restauração chamado Praça das Flores encontrei quem nos desse abrigo e alimento.

Bem, primeiro foi o eterno problema do estacionamento, pois quando não se tem um Smart e vem para zonas de ruas estreitas e íngremes é sempre complicado. Mas tentem na Praça, na rua de S.Bento e noutras ruas próximas que mais cedo ou mais tarde conseguem. Depois de estacionarmos, começámos o périplo pelos restaurantes, tendo levado tampa no primeiro que tentámos (Charcutaria francesa - o senhor que está à porta para receber os comensais deu-nos logo um cartão para na próxima vez reservar) e quando estávamos a pensar tentar o Flôr de Sal reparámos no restaurante que fica por cima deste, o Porco Preto. Vimos a ementa, o espaço parecia interessante e existiam umas quantas mesas vagas. Decidimos tentar.......tocámos à campainha.......vieram atender........perguntámos se havia mesa.....disseram que sim.......e entrámos!

Conseguimos uma mesa à janela, o que permitia ter uma vista quer para a praça quer para o interior do restaurante (na verdade ficámos na mesa de onde foi tirada a foto que vos mostro :-). O restaurante tem um ambiente calmo, quase lounge (não fossem os presuntos pendurados na parede), com paredes em cinza metálico e mesas de madeira com cadeiras de verga.

Na ementa, o artista principal é, pasmem-se, o porco preto! Mas existe a possibilidade de trocarem o porco por pato, frango ou novilho. Sim, é um restaurante de carnucha, por isso vós que sois vegetarianos ou peixianos é melhor esquecerem este restaurante. A nossa escolha recaiu sobre plumas de porco preto com mel, mostarda e vinagre balsâmico e peito de pato com mel e vinagre balsâmico. Enquanto esperávamos, fomos comendo o pão (muito bom) com a manteiga ou o queijo gratinado e doce de ginja que compunham o covert.

A comida estava muito boa! As plumas estavam excelentes, levemente caramelizadas e a desfazerem-se na boca, acompanhadas por batata frita melhor que a do h3 e puré de castanha . O peito de pato disseram-me que estava igualmente muito bom.

Para sobremesa, comemos crumble de maçã com natas batidas e semi-frio de ananás com creme de limão. Estavam boas mas nada de surpreendente.

Últimas adendas.... o atendimento é simpático e atencioso, a comida estava muito boa mas, apesar de valer a pena, a conta é um pouco para o pesada (24€ pp). Recomendo mas preparem a carteira.

até breve

Localização
Rua Marcos Portugal 5 - Praça das Flores
1200-256 Lisboa
Tel.213964895
Parking: Estacionamento da Assembleia da República, gratuito a partir das 19:00.
Horário: 12:30 às 15:00 e das 20:00 às 00:00.
Encerramento: Sábados (Almoços), Domingos