terça-feira, 30 de setembro de 2014

Santa Bica, Bica







Como é que este post ainda não está escrito?!? Que falha enorme da minha parte ainda não o ter escrito.

Para mim o Santa Bica foi a descoberta deste verão. Desde que fui a primeira vez, repeti sempre que se proporcionou. Levei lá amigos estrangeiros e qualquer desculpa era uma boa desculpa para voltar lá. 

Ora, o conceito do Santa Bica é baseado numa lindíssima zona exterior e um hotel. Óbvio que as piadas com esta combinação foram mais do que muitas, entre se o jantar correr bem, a festa pode continuar mesmo ali ao lado, ou se alguém beber de mais ao jantar tem onde ficar, e por aí adiante.
 



A comida é tradicional portuguesa baseada em petiscos ou não. Mas para mim, desde que existam petiscos tudo o resto será devidamente ignorado. Os petiscos são fantásticos, os ovos com farinheira, as cascas de batata, os pimentos de padrón, tudo muito bom. 
  
 


O ambiente é o típico lisboeta, com vista de rio (parcial, para se ter vista rio é necessário ter a sorte de ficar numa das duas mesas com vista), muito simples, mas ao mesmo tempo engraçado, com os raladores a servir como candeeiros. 

O atendimento é muito simpático e prestável. Bem, na primeira vez que fomos encetamos conversa e amizade com um dos donos do restaurante, voltando a encontrá-lo algumas horas depois, continuando na amena cavaqueira. A conversa começou com o facto de termos hora de saída da mesa, coisa que para um grupo tão grande como era o nosso tornou-se uma tarefa algo complicada. A solução foi disponibilizar-nos uma sala contínua ao restaurante para permanecermos à conversa. Foi uma atitude muito simpática, até porque no momento da reserva tínhamos sido avisados de que teríamos de libertar a mesa a uma hora específica. 

Relativamente ao preço, nada de escandaloso, paguei sempre menos de 20 euros, o que em grupos grandes nem sempre é fácil de conseguir.









SANTA BICA

Travessa do Cabral Nº39
1200-074 Lisboa
Bica, Portugal
Tel. +351 967 092 128
info@santabica.com









quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lateral, Cais do Sodré







Depois da experiência menos bem sucedida no Wine Up, pelo menos no que concerne à comida, decidimos abrir a app da zomato e procurar entre o near me e a wishlist um local para jantar. A noite já ía adiantada e a fominha já era muita mas ainda assim houve tempo para alguma indecisão e discussão. Decidimos finalmente pelo Lateral que, curiosamente, já tinha estado em cima da mesa como opção para um jantar do blog. Na altura ganhou o Secadegas, um restaurante que há muito queria visitar. 




Lá fomos nós até ao Cais do Sodré em busca do Lateral. Depois da nossa última tentativa em encontrar um restaurante no Cais do Sodré, encontrar o Lateral foi estranhamente (in a good way) fácil. A decoração é moderna, bastante clean e convidativa, num moderno que pega na tradiocional tasca e torna-a menos....tasca. Como é óbvio fui em passo de corrida em direção do sofá, antes que o Sebastião se adiantasse e ficasse com o lugar (já não seria a primeira vez que comeríamos lado a lado, pois ambos somos fãs destes assentos). 

Pedimos um hambúrguer e um prego. A acompanhar, e depois de alguma reflexão e discussão filosófica com os empregados, pedimos batatas fritas "artesanais". 




Ambos os pratos tinham um aspecto fantástico, nem pareciam hambúrgueres. A decoração com bacon estava muito gira, mas deixava um pensamento: como é que vou comer isto? Como é óbvio conseguimos atacar a fera e devorá-la apropriadamente. Para além do aspecto o sabor era também muito agradável, um excelente exemplo dos olhos e barriga ficarem deleitados.
 



No final pedimos tarte de limão merengada (uma das razões que nos levou a entrar) e aqui foi o desapontamento (e também um momento de gargalhadas compulsivas). A fatia era tão fina que passava entre os pingos da chuva (a foto é de meia fatia, mas mesmo juntando as duas metades não dá uma fatia de jeito), era tão fina que.... Quanto ao sabor nada de especial, não estava má mas também não convenceu.

O serviço foi muito simpático e divertido, principalmente o que falava português. A empregada que não falava português, para além de nos retirar os pratos da frente com alguma rapidez desnecessária, visto a casa estar meia vazia, havia uma barreira linguística, o que dificultou a comunicação (mas alegrou a nossa conversa). 

Concluindo, vale bem a visita, mas não peçam sobremesa a menos que estejam de dieta. Se estiverem não se preocupem que o vosso estômago nem vai dar conta.


Lateral
Travessa do Remolares, 41 - Lisboa
Tel: 211 344 448
https://www.facebook.com/lateralcaisdosodre


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Wine Up, Chiado



Wine up, wine up
As if you have a choice 
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder, louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

(Light Up - Snow Patrol)





Já foi há alguns anos que ouvi os Snow Patrol a cantar esta música no parque da Bela Vista. Mágico! 

O que é que o Wine Up tem haver com os Snow Patrol? O nome desta casa faz-me lembrar o início do refrão da música. O que me leva a cantá-la e consequentemente a estragá-la para todos os que me rodeiam. 

O pessoal sempre simpático da Zomato ofereceu-me um convite para experimentar o Wine Up. Para completar a experiência convidei o Sebastião a acompanhar-me. É necessário neste momento um esclarecimento, não sou grande conhecedora de vinhos, estou naquele grupo de pessoas que gosta de vinhos, e classifica-os em duas categorias: gosto e não gosto. 

Quando chegamos ao Wine Up estavam alguns turistas na pequena esplanada. Depois de procurarmos alguém para nos atender, apareceu uma senhora muito simpática que nos foi explicando e dando a provar vários vinhos, para a escolha final do vinho que iríamos consumir. Como referia o convite teríamos direito a tapas. E estas apareceram. Mas para nossa decepção, e visto estarmos na hora do jantar, eram alguns queijos e gressinos. Talvez seja este o acompanhamento adequado para degustar um bom vinho, mas nós estávamos com larica da boa.




Durante a degustação foi-nos entregue uma caixa com diferentes aromas que compõe os vinhos para adivinharmos. Tenho a reportar que não acertamos em nenhum. Vá por vezes acertávamos que era um fruto. 

Assim sendo, o Wine Up parece-me uma boa experiência para conhecedores e apreciadores de vinho que queiram experimentar a preços mais interessantes bons vinhos, acompanhados de aperitivos. 

Contactos
Rua do Alecrim, 49 - Chiado
Horário: 12h00 às 4h00

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Bun's - o atelier do burger, Marquês de Pombal



Vi as horas no telemóvel. Saquei do papel meio amarfanhado onde tinha escrevinhado alguns sítios, de comida relativamente rápida, que gostaria de experimentar. E tentei perceber quais eram as minhas opções para almoçar, às três da tarde, num sábado sem carro.

Logo Bun's - o atelier do burger

Bun's acabou por ser o escolhido.
Bun's fica na Rua Braamcamp, caught between the Moon (ou Marquês de Pombal) and New York City (ou Largo do Rato). I know it's crazy, but it's true.

Sábados à tarde e domingos, turista é rei, lisboetas são miragem. Por isso, não é de admirar que grande parte das pessoas sentadas no Bun's tivessem ar de estrangeiras, com o seu tom avermelhado tão característico.



Não é difícil dar-se conta do Bun's, mesmo os mais distraídos,  com os seus toldos pretos e a sua convidativa esplanada sobranceira à Braamcamp. Para além da simpática esplanada, existem muitas mesas (mesmo muitas) por onde escolher quando se passa a ombreira da porta.

Admito que não estava à espera de um espaço tão amplo. Então temos: (a) uma zona de mesas logo na entrada; (b) descendo uns degraus temos outra zona de mesas (mesas corridas separadas por "muros") e também o balcão e a cozinha; (c) subindo umas escadas junto ao balcão, chegamos a uma mezzanine onde, espante-se, temos mais mesas. Portanto falta de espaço (e de mesas) não temos :-) A decoração é simples e sóbria, predominando o branco, preto e amarelo cereal, ao nível das paredes (com o ocasional elemento bovino), e castanho em termos de mobiliário.






Depois de namorar a ementa por algum tempo, decidi-me por um burguer Rústico (hambúrguer de bovino com queijo de São Jorge, cogumelos salteados com tomilho e alho, alface fresca, chutney balsâmico de cebola caseiro e molho Bun’s com tomilho) servido com batatas fritas e molho especial.




Quando colocaram à minha frente a tábua tabuleiro com o meu pedido, fiquei a pensar - este pacote consegue conter todas as peças que compõe o lego que eu pedi? Bem só mesmo desembrulhando é que saberei. E a conclusão? Sim, tinha tudo, muito bem encaixado e arrumadinho por alguém que, certamente, já trabalhou no IKEA (até o embrulho do burguer estava impecável, anos luz do Mac ou King). E estava bom? Estava, sim senhor. O chutney balsâmico de cebola fez-me voltar atrás no tempo, fazendo-me lembrar do primeiro local onde comi um hambúrguer - Abracadabra do Rossio - onde fui tantas vezes feliz. Outro elemento que sobressai é o pão do hambúrguer, que apesar de ser não o é.... como explicar... sabe ao que o pão de hambúrguer deveria saber no início e não no pseudopão que os Mac's deste mundo nos impingem. Mas... o tamanho do hambúrguer fica aquém do esperado, independentemente da qualidade dos produtos que os constituem, o preço faz esperar um bocadinho mais de diâmetro no burguer. As batatas fritas estavam óptimas assim como o molho especial (que felizmente veem em quantidade suficiente para completar o diâmetro que falta).

Como tinha outros planos, não comi sobremesa, tendo pago 11,7€ pelo que vocês veem na imagem mais um café.




Rua Braamcamp, 62 - Marquês de Pombal
T. 213 860 316
2ª a Sábado | 12h às 15h30 | 19h às 22h30 
(entre as 15h30 e as 19h o Bun's está aberto mas a cozinha fechada.... por isso no burguers!)
http://www.buns.pt/



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vélocité café, Avenidas Novas








Bicicletas? Eu? Não, obrigado. Lanchar no meio de bicicletas? Sim, pode ser.


Eu, em cima de uma bicicleta, sempre deu origem a desastre, por isso, após várias desilusões e (muitas) esfoladelas, decidimos partir cada um para seu lado, sem mágoa ou ressentimento, convictos que demos o nosso melhor na relação mas simplesmente não tinha pernas para andar (só rodas...).

Mas o facto de não saber andar de bicicleta (nem fazer tensões, nos tempos mais próximos, de vir a aprender) não implica que tenha algum problema de estar no meio delas. Mais, não tive qualquer problema em escolher um local onde (literalmente) se respira bicicletas para fazer um brunch (muito) tardio.

Vèlocité café é isso mesmo, um local onde se respira bicicletas (é uma bike shop, com acessórios e aluguer de bicicletas, oficina, livraria da especialidade) e ao mesmo tempo um local descontraído onde se pode estar, ler, beber, conversar, comer... um café, um ponto de encontro, uma galeria de arte, um local de lazer.

O espaço é realmente único. Conseguindo incorporar duas vertentes (bike shop/café) sem prejuízo de nenhuma, muito pelo contrário, é o facto de a bike shop partilhar o mesmo espaço físico com o café que dá a autenticidade e originalidade ao Vèlocité. Vamos pôr as coisas desta maneira, se alguém for alérgico a bicicletas, ao entrar no Vèlocité tem um choque anafilático ツ

A montra e a esplanada chamam a atenção mas nada faz prever a dimensão do espaço interior. A sala de entrada, que é possível ver da rua, é relativamente pequena, fazendo crer que o espaço é pequeno mas ao entrarem (e avançarem pela ciclovia) dão de caras com uma sala grande onde existe um balcão quadrado central, a oficina, resmas de artigos "ciclísticos" (bicicletas por todo o lado!) e uma zona de mesas.



from Diários de Lisboa


from Rui Gaiola


"Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas (...) tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!" Já sei! Onde fica afinal o Vèlocité? Nas Avenidas Novas, mais concretamente no local onde a Avenida Duque Ávila desagua na terra dos dois Marqueses: Rua Marquês da Fronteira e Rua Marquês Sá da Bandeira (ou seja, junto ás novas saídas do metro de S. Sebastião). E haveria local mais indicado? Mesmo juntinho a uma ciclovia ツ

E o que se come, então? Podemos escolher entre sopa, hamburgueres, saladas e tostas (com um pequeno desvio pelos pregos e bifanas), não esquecendo os brunch (infelizmente já tinha pedido o meu hambúrguer quando vi passar dois brunch.... pareceram-me muito bem... talvez para a próxima).

Eu fiquei-me pelo hambúrguer de frango. Deem-me doce e salgado num mesmo prato (hambúrguer de frango com queijo camembert, compota e rúcula) e é meio caminho andado para ser aquele que escolho. E não me arrependi da escolha que fiz pois estava bom... preferia batatas fritas aos palitos quentinhas (uma pessoa começa a habituar-se a certas mordomias) mas não posso dizer que não tenha comido as que me foram servidas e não tenha gostado (especialmente lambuzadas com a nhaca branca que vinha no prato).
 



Para sobremesa, deu-me para pedir uma fatia de bolo de banana. Admito que depois de o pedir tive um momento de arrependimento, devido ao receio de me apresentarem uma fatia de bolo maçuda, seca e sem graça (como já me aconteceu quando pedi fatia de bolo caseiro), mas já estava (ajoelhou...) e há que dar o benefício da dúvida (etc...etc...). No fim correu bem, muito bem na verdade. Estivesse eu em casa e de certeza que não me teria ficado apenas por uma fatia....

A conta não foi nada que já não estivesse à espera (10€), estando dentro do esperado num local como o Vèlocité. Tenho a dizer que foi uma boa descoberta, passando a ter mais um local onde ir lanchar ou "brunchar" depois de uma volta pela Gulbenkian ツ




Avenida Duque Ávila 120A, 1050-084 Lisboa
+351 21 354 5252

Encerra às Terças | 2ª a Dom: 10h - 20h

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