segunda-feira, 28 de abril de 2014

Alengarve, Mértola




Este post foi escrito nos primórdios do 12h30. Nestes anos que passaram tivémos a oportunidade de revisitar o Alengarve por mais algumas vezes, sempre a caminho de terras algarvias. Nestas recentes férias escolares da Páscoa optámos por almoçar lá na ida e vinda do Algarve. E porquê?! 

Porque o Alengarve é realmente um restaurante bom, que soube não se perder nestes anos que passaram, e tudo o que está escrito abaixo na publicação de 2008 se mantém. O atendimento, a variedade de pratos e a qualidade dos mesmos (recordo o javali estufado que estava uma verdadeira delícia), bem como a quantidade das doses e meias doses que é muito generosa!

Deixo-vos com mais algumas fotos destas últimas incursões. Apenas tenho foto das sobremesas... desta vez levámos connosco dois pequenos seres alarves (os "little 12h30") que ainda não aprenderam que primeiro fotografa-se e só depois se começa a comer... tss, tss, tss....
 

Doce da casa

Mousse de chocolate


 
E Mértola?! Que dizer de Mértola?! Continua bonita, como sempre... :)
 








Aqui fica o que foi escrito em 2008:




Um restaurante agradável, simples e acolhedor! E que nos proporciona aquilo que muitas vezes pretendemos em férias: refeições de qualidade, bem servidas e a preços simpáticos...! Situado na vila de Mértola, tem uma variedade de pratos considerável (mais ao almoço), todos eles com a possibilidade de serem servidos em meia dose (aconselho). A ementa é composta por vários pratos, entre os quais, ensopado borrego, carnes grelhadas com migas, açorda, sopa de cação. As sobremesas também são bastante boas; aconselho a tarte de requeijão. O preço é mesmo muito simpático porque entre entradas (pão, queijo, azeitonas), 2 meias doses, sobremesas e cafés, a conta rondou sempre os 20 €.

Localização e contactos:

Avenida Aureliano Mira Fernandes 20
7750-320 MÉRTOLA
Telefone: 286 612 210




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Las Ficheras, Cais do Sodré






Me gustó mucho Las Ficheras....

"O nome tem origem no ambiente dos cabarets dos anos 30 e 40 onde trabalhavam mulheres que procuravam levar os clientes a consumir mais bebidas. Por cada bebida, recebiam uma ficha e daí surgiu a expressão "ficheras"."

fiquei com Las Ficheras no goto desde o Portugal Restaurant Week onde (infelizmente) foi preterido em detrimento do Viva Lisboa

e desta vez também the odds não estavam a favor mas depois de muita conversa sobre opções e possibilidades, lá atirámos para trás das costas os entraves e pusemo-nos a caminho

estacionar no Cais do Sodré (especialmente às sextas e sábados à noite) é algo complicado. Mas é nestes casos que o facto de ter um carro porta-chaves (não, não é um Smart) tem as suas mais valias... posso sempre usar os lugares imaginários sem verdadeiramente impedir a passagem a peões e outros carros

andámos um bocado às voltas para encontrar Las Ficheras (não termos a certeza do nome da rua ... remoladores... remolares.... e existir uma travessa e rua dos remolares na mesma zona também não ajudou) mas lá acabámos por dar conta do restaurante


quando olhámos para o interior do restaurante tememos que a falta de reserva fosse revelar-se fatal (o espaço estava a vibrar de pessoas) mas conseguimos chegar a um acordo com o maitre d'. Prometemos que nos despachávamos até às 21h30 e assim conseguimos uma mesa

a decoração de Las Ficheras está fantástica! As máscaras de lucha libre mexicana, as paredes de pedra, a iluminação, tudo isto (e muito mais) se conjuga para dar ao restaurante um ambiente alegre, vibrante e fashionably decadent. Parece-me um restaurante ideal para pequenos grupos



para os mais desatentos, Las Ficheras é um restaurante de comida mexicana, com uma ementa baseada em pratos tradicionais de Oaxaca, Puebla e outras regiões do México. Como esperado, as malaguetas fazem parte do DNA da comida mexicana mas, felizmente, existem sempre pratos para os que não sentem gosto em libertar labaredas a cada garfada :-)




depois de pedirmos duas Marguerita Las Ficheras, debruçámo-nos sobre a ementa e escolhemos enchilada de pollo y chorizo con mole de ciruelas (três tortillas recheadas com frango, tomate e chouriço, cobertas com molho de ameixa, gratinadas e servidas com queijo - não picante) e carrillada de cerdo con salsa de chipotle (bochechas de porco estufadas lentamente com molho de pimento chipotle, com puré de feijão preto e arroz - picante)

todos os pratos estavam ótimos! É verdade que quem comeu o prato picante disse não perceber o porquê dos dois diabinhos (escala de picante de 1 a 3), mas como não sou apreciador de picante (longe disso) um diabinho é um diabinho a mais.  


Para sobremesa pedimos tostadas dulces blanco y negro....




.... que caíram mesmo bem sobre o prato principal. Saciaram a gulodice que havia em nós sem fazer transbordar o buxo já de si cheio.


A conta veio ao encontro ao esperado. Não é um restaurante barato (22€ pp) mas que vale bem o dinheiro que se paga. Gostei, gostei muito e espero lá voltar em breve.





"Estamos abiertos todos los dias desde las 11h00 hasta las 02h00"
Rua dos Remolares 34, 1200 371 Lisboa
T. 213 470 553 | T. 925 184 900
book@lasficheras.com | info@lasficheras.com
http://www.lasficheras.com/
www.facebook.com/LasFicheras




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cantina da Estrela, Estrela




 E a culpa de quem foi? Das batatas doces, minha cara, das batatas!


  
 
Tudo começou com fungos e acabou em batatas. A ideia inicial era ir comer fungos, lá para os lados da Feira da Ladra, mas valores gastronómicos mais altos se levantaram, acabando nós a comer batatas doces na Estrela. E a troca foi positiva? Só depois de ir aos fungos é que poderei falar com maior propriedade mas para já os fungos ganham....

Surgiu então uma necessidade imperativa de mostrar a uma emigrada, desse país longínquo onde nasceu Viriato, a que sabiam as batatas doces. Segundo me venderam, e que eu prontamente comprei (realmente não é um acompanhamento com que me tenha deparado com frequência), restaurantes que sirvam pratos com batata doce não são comuns e a Cantina da Estrela não só tem um, polvo grelhado com batata doce, como é o prato que mais vendem. E o facto de ser altamente recomendada, um pouco por toda a netesfera, deu o empurrão final para irmos experimentar a Cantina da Estrela.

Uma vez encontrando a Rua Saraiva de Carvalho (rua tímida e low profile que vai do Rato até Campo de Ourique - traseiras do cemitério inglês), o Hotel da Estrela (onde fica o restaurante) e a Escola de Turismo de Lisboa não são difíceis de encontrar. Estes sobressaem, quer em termos de arquitetura quer de preservação, de entre os restantes edifícios da rua (especialmente a Escola).

A Cantina da Estrela fica então integrada no Hotel da Estrela, por isso não é de estranhar que para chegar ao restaurante se entra no Hotel, diz-se a quem está na receção que vimos comer à Cantina e é nos indicado que para tal devemos descer umas escadas (ou ir de elevador, your choice).




A decoração da Cantina balança entre elementos a fazer recordar os tempos de escola da outra senhora (os quadros de ardósia, são um dos exemplos mais gritantes), mobiliário a lembrar os tempos da avó da outra senhora (louceiros, aparadores e cadeiras que poderiam ter vindo da casa de muitas avós) e por fim mobiliário do tempo do filho da outra senhora (as cadeiras, mesas e loiça com ar mais moderno). Todos estes elementos juntos funcionam, e funcionam muito bem.

O restaurante parece estar dividido entre uma dinâmica mais descontraída, mais ligada à ideia de escola, que ocupa grande parte do espaço, e uma dinâmica mais "adulta" (em termos de decoração) circunscrita a uma zona junto às janelas, com mesas para grupos. Enquanto esperávamos pelos pratos entrámos numa discussão sobre se o espaço tinha potencial para jantar romântico, naturalmente que sendo várias cabeças, várias sentenças, mas a maioria achou que nem por isso. Apesar da iluminação e decoração poder ser a adequada falta o aconchego do recanto, do espaço que aproxime e dê palco às palavras tolas sussurradas pelos românticos, ou seja tem espaço a mais para filmes românticos. Para quem vai jantar como fazendo parte de um filme cómico, dramático ou de acção, está nas sete quintas, tem muito espaço para dar largas à imaginação.

Vamos então à ementa. A forma como é apresentada a ementa é outra das particularidades deste restaurante. A Cantina da Estrela é um restaurante-escola (associado à Escola de Turismo de Lisboa) onde se pretende recriar o ambiente e a filosofia de uma verdadeira escola. Por isso os alunos que estão na cozinha e no serviço às mesas, tal como nas salas de aula, vão ser avaliados mas, não só pelos professores, pelos clientes. Os clientes podem pagar o que acharem mais justo, dento do intervalo de preços proposto para cada prato.

As nossas escolhas recairam sobre o polvo grelhado com batata doce e bife do lombo suuuuper tenro com molho de framboesa. E gostámos dos nossos pratos? Vamos pôr assim, ficaram muito aquém das expectativas. Os tentáculos de polvo estavam bons, nem todos tiveram sorte com as rodelas de batata doce que lhes calharam (as minhas estavam ótimas!) mas ambos tivemos direito a algo que deveriam ser grelos (??), que fariam a minha mãezinha levantar-se e ir à cozinha espancar quem serviu aquilo, inmastigáveis. Quem comeu o bife disse que não colocaria tantos u's em super (na verdade tirava a palavra por inteiro) e não apreciou a conjugação bife/framboesa. Mas todos gostámos de usarem livros antigos como base para os recipientes onde serviam a comida.





A fase seguinte foi a escolha das sobremesas. Depois de alguma divagação e jogo do empurra (vá lá come lá isto para provarmos..... come tu! não que eu quero comer aquele outro.... Rrrrrrrrrrrauf!, portanto o normal :). Acabámos por nos ficar pelo crumble de frutos vermelhos e maçã com gelado de yoghurt e caramelo e atira-me para cima (tiramisú) de torta de Azeitão e moscatel. Quem pediu este último foi claramente o vencedor pois estava bom, muito bom. E é justo pois tinha sido a quem tinha corrido pior o prato principal.





No fim lá preenchemos a folha com o valor que queríamos pagar pelo que nos foi servido e pelo atendimento. No fim, pagámos 18€ pp e, tendo em vista, o que nos foi servido, foi mais que justo. Espero realmente que tenha tido azar no dia em que viemos à Cantina, que se tivéssemos ido um dia antes ou depois tudo seria diferente (para melhor). Se é sempre assim então não é para mim.




Morada: Rua Saraiva de Carvalho 35 | 1250 241 Lisboa
Telefone: 211900100
www.hoteldaestrela.com




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Fábrica do Pão, Avenidas Novas







Este post é dedicado a quem por vezes me irrita e a quem eu consigo tirar do sério, porque isto de trabalhar com pessoas tem muito que se lhe diga.

Desde o momento em que enviei um mms com a foto de um croissant de alfarroba com recheio de gila e doce de ovos, que tenho estado under siege. Tenho sido pressionado, ameaçado, coagido e [quase] fisicamente compelido a divulgar onde é que o comi. Tudo isto feito com a desculpa de que as pessoas com costelas algarvias não devem ser privadas de comer tudo o que tenha alfarroba. Pois....

... mas sendo eu uma pessoa obstinada [ou teimosa, como as pessoas preferem dizer], resisti a todos as investidas, qual Temístocles a enfrentar Artemísia [vá,comparar-te à Eva Green merece pontos].

O chamado espírito do contra, que tantas vezes me assola, levou-me a gritar em plenos pulmões [num sms]: apenas irei divulgar o nome do local num post. Eu sei, eu sei, sou terrível :-) Não me chamo Ivan, mas podia.

E assim, para que não digam que o local onde comi o tal croissant não vingará porque quem lá vai não divulga, aqui vai toda a informação sonegada.

Estás preparada? Mesmo, mesmo? Bem, caso ainda não tenhas lido o título do post, ou a imagem com que o inicio, o local onde comi o fantástico croissant de alfarroba foi [soem os tambores!]..... a Fábrica do Pão. E sabes onde existe uma Fábrica do Pão? Não? Mesmo pertinho de nós...... em Telheiras vê lá tu! Mas calma, não me vazas já um olho pois, em minha defesa, só descobri este facto quando andei à procura de informação para escrever este post.

Isto porque a primeira Fábrica do Pão a que fui [a tal do croissant] fica naquela zona por onde eu ando muito, sim essa, as Avenidas Novas. O meu plano nesse dia era ir até à Padaria Portuguesa comprar pão para um jantar com amigos. Mas, enquanto eu matutava se o sms que me tinham enviado a dizer para trazer "pão e/ou cacaoetes" queria dizer pão e/ou amendoins ou pão e/ou cacetes, dei por mim à porta de um estabelecimento com uma "bandeira" a dizer Fábrica do Pão.


Lounge

My foodie senses fizeram-me parar e olhar para o interior. Como não conseguia perceber muito bem o que afinal consistia esta Fábrica, apenas via um corredor que mais fazia lembrar um lounge de um Hotel (com sofás e pequenas mesas redondas), decidi entrar. Ao fim do corredor lounge, cheguei finalmente a uma sala mais coincidente com o que se espera de uma fábrica que se diz do pão: pão, bolos and everything in between! Ah! e também mesas e cadeiras e pessoas simpáticas para atender.

A decoração do espaço está interessante, denotando uma preocupação em ter uma decoração consistente entre as diferentes Fábricas do Pão (castanhos, betão e madeira) mas não eliminando a individualidade de cada um dos estabelecimentos (entretanto já fui à Fábrica do Pão de Telheiras). No entanto, acho a decoração um pouco tristonha, gostava de ver um bocadinho de cor algures para aligeirar o espaço.


Mas verdade seja dita, a montra tem toda a cor que realmente precisamos. A dita montra necessita que se olhe com alguma atenção (especialmente quando se é um visitante novo). Não basta reconhecer para o que estamos a olhar, é também preciso ter em atenção a composição do dito (usam coisas como beterraba e alfarroba para confecionar bolos e outras cenas). Foi então, depois de perder o meu devido tempo a ler as tabuletas que dei por mim indeciso entre um croissant de alfarroba com chocolate ou gila e doce de ovos. Ganhou o último :-)


E.T. found home!



De repente dou por mim com um livro aberto, um croissant e um café, num belo sofá. Não estou habituado ao sabor da alfarroba mas depois deste contacto estou mais que disposto a habituar-me. Gostei, gostei muito. De tal ordem que já fui à Fábrica de Telheiras comer o pão de alfarroba com pepitas de chocolate :-)


Não sei o que a zona da Avenida da República tem que faça com se abram padarias em cada esquina mas, por mim, podem continuar que nada tenho a opor. No entanto, só mesmo se possível, que tal abrirem noutros sítios... estilo Baixa (fill in the gap deixado pela Boulangerie).



E pronto, cara pessoa aqui tens a informação que tanto procuras....




Avenida Miguel Bombarda, 21A, 1050-161 Lisboa
R. Padre Américo, 27B, 1600-864 Telheiras,Lisboa
Estrada da Luz, nº136 B, 1600-162 Benfica, Lisboa



2ª a Dom 7h30 - 20h00 (não tenho a certeza)

21 726 0908
fabricadopao.2013@gmail.com
https://www.facebook.com/fabricadopao2013


...e até à próxima descoberta com que te vou atazanar o espírito.





segunda-feira, 7 de abril de 2014

L’Atelier by Stef, Lisboa





 

É mesmo verdade, verdade, verdadinha, daquelas mesmo verdadeiras, a notícia de que La Boulangerie by Stef foi desta para melhor. Mas não se assustem (ou tentem saber para onde mandar as flores), que a ideia não morreu, mudou-se. A Boulangerie abriu noutro local, com outro nome (L’Atelier), mas sempre by Stef.

Como o anterior projecto by Stef, L’Atelier fica numa zona histórica, desta feita junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, mais concretamente no topo do Largo Doutor José Figueiredo (Rua do Olival). Desde já alerto que para o encontrar é preciso saber de antemão onde fica o Atelier ou então é-se turista e descobre-se por acaso... isto para tentar dizer que o L’Atelier passa despercebido mas com alguma perseverança (e esforço físico... up, up and away!) encontra-se.


Se possível (nada de fazer cara feia) vão a pé ou de transportes públicos, compensa a todos os níveis. Isto porque, se existe local em Lisboa onde estacionar não só é uma arte, como também um acto de fé, é aqui. É preciso ter fé que vamos encontrar um lugar para o carro, de que o vamos voltar a ver no mesmo estado e no mesmo local onde o deixámos. Lá está, não compensa.

Em relação à decoração do L’Atelier, bem... tenho alguma dificuldade em manter-me imparcial. As comparações com a Boulangerie são inevitáveis e, infelizmente, L’Atelier não ganha, muito pelo contrário. O espaço é apertado, muito apertado, com tectos baixos e fraca luz natural. Tudo isto complementado com muita informação visual e mobiliário desporpocionado ao espaço existente. Numa sala ampla com tecto alto, possivelmente, a decoração ficaría bem (criando todo um ar vintage/kitsch engraçado) mas aqui cria um ambiente ligeiramente claustrofóbico.

Em termos de comida, a oferta continua a ter a mesma qualidade que a oferecida na Boulangerie. Portanto muito bom. O brunch estava óptimo e tinha comida mais do que suficiente para uma pessoa que se consumiu a percorrer as exposições no Museu de Arte Antiga. O atendimento foi simpatiquíssimo e tentou satisfazer todas as pequenas alterações que pedimos no nosso brunch.

Acredito que para quem mora nesta zona, L’Atelier tenha sido uma aquisição bemvinda. Passando a ter um local interessante com bom pão e pastelaria, onde se podem abastecer para comer em casa ou passar momentos de descontracção enquanto atacam um pain au chocolat. Para os não residentes torna-se difícil de usufruir com tanta frequência das produções da Stef, e eu gostava tanto da Boulangerie...



L’Atelier by Stef

Rua do Olival 46, Lisbon, Portugal
T | 936 155 742
laboulangerie.bystef@gmail.com | Facebook
3ª a Sáb | 10h às 20h - Dom | 11h às 17h