terça-feira, 30 de abril de 2013

Comida portuguesa em franchising




Ontem foi dia de almoçar e jantar em centro comercial, e a opção sem ser algo premeditado recaiu em comida portuguesa em "modo franchising"! Ao almoço, na Empadaria do Chef; ao jantar, nas Bifanas de Vendas Novas. Ambas foram excelentes opções e pelo preço, ou um pouco mais, gasto habitualmente num McDonald's ou na Pizza Hut. Nada contra estes últimos, mas estamos num momento em que é importante apostar e promover aquilo que é "nosso"!

Por isso, aqui vai um pequeno resumo dos negócios mais conhecidos de comida portuguesa, que abundam por esses centros comerciais fora. Joana, come a papa e restante família é fã incondicional de: h3, empadaria do chef e bifanas de Vendas Novas.


- Empadaria do chef - http://www.empadariadochef.com/



- Alentejo, pão, azeite e alho - http://www.alentejopaoazeitealho.amawebs.com/

- Sr. Frango da Guia - http://www.srfrangodaguia.com/


Aguardamos sugestões e opiniões!

Boas garfadas,

Joana, come a papa

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Miradouro da Graça, Graça






E com o sol a mostrar (finalmente!) a sua cor, nada sabe melhor que passear pelas colinas de Lisboa e, à sombra de uma bela árvore, aproveitar as vistas panorâmicas. O Miradouro da Graça proporciona o melhor de três mundos: sombra das árvores, esplanada e vista panorâmica. É verdade que a esplanada é um bocado tourist oriented mas para ingerir algo tão simples como um café ou coca-cola é mais do que bom para um nativo (é de notar que a esplanada tem uma oferta variada mas paga-se :-)



O Miradouro da Graça, rebaptizado Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, fica situado no bairro da Graça mesmo à frente da Igreja da Graça, portanto perguntem pela Graça e logo encontrarão o Miradouro. E de onde veio o nome Graça? Descobri duas explicações mas suspeito que existirão outras....
Segundo a lenda, o nome Graça vem de uma estátua de Nossa Senhora da Graça que apareceu na rede dos pescadores em Cascais. No dia seguinte, entregaram essa imagem ao mosteiro, que adoptou seu nome. Outra lenda diz que a mesma imagem anunciou a vitória do exército português na batalha de Aljubarrota, em 1385.
 

E agora em memória desse eterno, e insubstituível, divulgador da cultura portuguesa (cujo gesto mais frequente era a junção dos dedos das mãos como se estivesse a falar de comida italiana) fiquem a saber que:
  • 1147 - A área do Monte de S. Gens, arrabalde mouro conhecido por Almofala, foi o local escolhido para acampamento das tropas de D. Afonso Henriques durante o cerco a Lisboa
  • 1271 / 1291 - construção do convento dos Agostinhos (que em 1305 passa a chamar-se de Nossa Senhora da Graça) cuja igreja podem, com alguma sorte, visitar (atrás da esplanada da Graça)
  • 1373 / 1375 - integração, na cerca Fernandina, de uma grande parte do convento da Graça
  • 1834 - expulsão dos frades Agostinhos do convento da Graça e instalação do quartel
  • 1893 - inauguração do elevador da Graça
  • 1908 - construção do bairro Estrela de Ouro (cujo ex-libris é o Cine Royal, actualmente o mercado da Graça)
  • 1912 - início da construção do edifício da Voz do Operário



       
Do miradouro e possível avistar, por exemplo, o Castelo de São Jorge, a Mouraria, o Martim Moniz, a baixa pombalina, o convento do Carmo e, esse símbolo da cidade, o Rio Tejo.

Adicionando uma voltinha no eléctrico 28 aquando da ida ao miradouro e faz-se uma verdadeira visita turística à cidade.








segunda-feira, 22 de abril de 2013

Quotidiano, Alcântara





Ir jantar ao Quotidiano está na agenda há algum tempo, tendo sido necessária a vinda de Ivan Lins, esse vulto da canção carpideira brasileira, e seu amigalhão Flávio Venturini, esse vulto da canção de cortar os pulsos brasileira, a Portugal para a oportunidade se proporcionar. Apesar de fazer toda a questão de não ir ao concerto destes senhores (se ainda não o perceberam...), agradou-me a ideia de ir ao jantar pré-concerto. Quando me pediram ideias de onde ir jantar, que fosse perto do local do concerto (Espaço Brasil - Lx Factory), o Quotidiano pareceu-me a opção ideal. Para quem não sabe, o Quotidiano fica no início da rua (Largo da Fontainhas) que desemboca na Lx Factory, perto de outro conhecido, o Tanite.
  
No entanto, já ocorreram duas incursões a este restaurante, uma ao almoço outro ao lanche, mas como não se marcaram pela positiva decidimos ignorar a sua ocorrência. E porquê voltar a tentar? A resposta é igual à de um(a) teenager quando lhe perguntam porque vai a um concerto do Bieber/Selena Gomez.... é tão giro(a)!

Quem pensou na estética do Quotidiano esteva num dia inspirado, tendo conseguido criar um ambiente que balança entre o medieval e o contemporâneo, onde se tem vontade de estar sem controlar o tempo que se demora [o que é óptimo quando se janta com pessoas que demoram tempo a comer :-)]. E é por esta razão que queria dar mais uma oportunidade ao restaurante, e ainda bem que o fiz pois não me deixou ficar mal.

 
Conseguimos mesa sem reservar mas porque chegámos mesmo às 20h, a sala ainda estava vazia, mas se tivéssemos chegado mais tarde a história poderia ter tido um final infeliz (Burguer Ranch para toda a gente!) pois rapidamente encheu.

Após alguma divagação sobre o que comer lá nos decidimos por bacalhau com broa, medalhão de porco recheado com queijo de cabra e tornedó à chef. Éramos quatro mas havia pessoas que tinham lanchado à pouco tempo e, estranhamente, não tinham muita fome :-) Essas pessoas (no qual me incluo) partilharam o bacalhau, que deu e bem para os dois.

A comida estava óptima! Bem confeccionada, boa apresentação e em quantidades mais do que suficientes. De tal ordem que quando chegou a hora da sobremesa toda a gente se recusou. Entretanto, palavra puxa palavra, vou dando uma olhadela ao local das sobremesas e algo me desperta a atenção. Tinham acabado de sair dois cheesecakes da cozinha com muito bom aspecto e, não vou de modas, peço uma fatia. Entretanto sou traído por quem nos atende, que cometeu a injúria de trazer quatro garfos! Todos roubaram um naco da minha bela fatia de cheesecake e lamberam os beiços (estava muito bom).

A conta não foi uma desgraça por aí além (14€ pp) mas também houve quem dividisse o prato e apenas se comeu uma sobremesa. Com tudo a que se tem direito, a conta rapidamente se aproxima dos 20€.

Apesar de comentários menos positivos que entretanto encontrei na internet, gostei do restaurante, da comida e de quem me atendeu. Ou eu tive sorte ou os outros azar :-)



Quotidiano

Largo das Fontainhas 7 | 1300-255 Lisboa
Horário: 10:30 às 24:00. De quinta a sábado até às 02:0
Domingo - 5ª 19h30 - 24h00 | 6ª e Sábado 19h30 - 2h00
FB



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Taberna Maria do Correio, Alvalade


 



Pois é caros ouvintes, apesar desses malditos troikanos que por aí pupulam, mantivemos acesa a longa tradição do almoço de Páscoa do 12h30 (que vai fazer bodas de madeira!). Com o passar dos anos conseguimos quebrar com o enguiço que tivemos nos primeiros almoços (só me vem à mente o defunto Tejo à Vista :-), e este ano talvez tenha sido um dos melhores! Quando começámos a pensar onde iríamos almoçar, houve desde logo a preocupação de descobrir algum sítio que ainda não tivéssemos ido pois, especialmente nos tempos que correm, não se podem desperdiçar as poucas oportunidades que surgem de se fazer um post. A ideia surgiu da joana, a sininho fez companhia e eu escrevo o post, portanto é um post team building (quase tão eficaz como um Harlem Shake).

A taberna Maria do Correio fica em pleno Bairro de Alvalade, passando perfeitamente despercebida no meio de tantas outras casa comerciais (muitas delas restaurantes) que ainda sobrevivem nas ruas deste bairro. Mas nada como tomar nota do nome da rua e o número da porta para se dar com o local, podendo ser mais preocupante encontrar lugar para estacionar o bólide (não que nos possamos queixar pois encontrámos um lugar quase à porta do restaurante).

Não se assustem (como nós) com a entrada do restaurante, parece que vamos comer encavalitados uns em cima dos outros de tão pequena que é a entrada. Bem... podem não se assustar mas preocupem-se pois pode acontecer caso a sala das traseiras (um bocado mais espaçosa) esteja cheia.


Entrada


A decoração (um menino da lágrima! napperons!), o estuque das paredes, os tectos baixos, o frio das casas do antigamente fazem com que nos sintamos mesmo numa taberna ou, melhor, numa casa de pasto perdida algures numa vila desse Portugal profundo e ostracizado. Tivesse chão de terra batida e pipas de vinho e estávamos lá :-)
  
Sala das traseiras

Decidimos comer entradas e petiscos em vez de um prato formal. Entre as iguarias que comemos figurava um queijo coberto com compota/mel e amêndoas laminadas, morcela com doce de figo, queijo fatiado, ovos com farinheira, alheira grelhada com verdes, mistura fria de cogumelos e chouriço, enchidos às fatias e pão, muito pão. Isto dos petiscos é sempre uma situação de absorção ao contrário. Os pratinhos, as tacinhas e todos os restantes inhos induzem a falsa sensação de que se calhar não vão chegar (especialmente para três pessoas) e portanto diz-se sempre aquela velha frase "pedimos isto e depois logo se vê o que pedimos mais". A realidade é que rapámos os inhos todos e ficámos plenamente satisfeitos. No entanto, ainda deu para meter mais um bocadinho de Rossio na Rua da Betesga. De entre as sobremesas disponíveis, a escolha recaiu sobre torta de laranja e arroz doce. Se a primeira estava boa, a segunda (segundo a joana) estava mesmo no ponto, vindo ainda quente dava a sensação de se estar a comer arroz doce directamente do tacho.

Em suma, o almoço foi um sucesso. A comida, o atendimento, o espaço e (o que poderíamos chamar a cereja no topo do bolo) uma conta final bastante simpática (11€pp) levaram a uma recomendação unânime do restaurante (e olhem que unanimidade entre os três nem sempre é fácil).


Taberna Maria do Correio

FB
Horário: 3ª a Sáb 12h00 às 15h00 | 19h00 às 22h00
Domingos das 12h00 às 15h00 | Encerramento: Segunda
Rua Acácio Paiva 5 D
1700-003 Lisboa


terça-feira, 9 de abril de 2013

Recuerda Amor, Linda-a-velha






Primeiro que tudo, tentem não levar muito a peito o nome do restaurante. Eu sei que o nome sugere um local para casais de pombos agitarem as suas penas, fazerem os seus ninhos e chocarem os seus ovos,  mas desenganem-se pois não é um restaurante com tendências românticas, pelo contrário. Verdade seja dita, apenas dei conta do nome do restaurante quando olhei para a conta. Acredito que o nome estivesse escrito em toda a parte (sou só eu, ou de repente começou a ouvir-se os Ornato Violeta e o Vítor Espadinha?) mas o meu google translater mental traduziu sempre para Restaurante Dominicano (ambos começam por R....).

É preciso assinalar que para chegar a este restaurante ou se conhece bem a zona (o que foi o caso) ou então levem o GPS, iCoiso ou mapa para não se perderem. A parte positiva é que vale a pena o esforço em localizarem o restaurante. O restaurante está engraçado, o atendimento é óptimo e a comida é boa de se comer.


Em termos de decoração e ambiente tem aquilo que se espera de um restaurante com raízes caribenhas: alegre e festivo! Vermelho e azul espalhado por toda a parte juntamente com elementos decorativos alusivos ao país (sol, praias e palmeiras).

Os pratos giram em torno de três elementos principais, a mandioca, a batata doce e a banana pão. Os pratos têm nomes curiosos, em que Mofongo foi o que me ficou na memória (e no estômago), e a ementa explica quais os ingredientes envolvidos em cada um dos pratos (algo que, infelizmente, alguns restaurantes não fazem).

No entanto tudo vos será explicado... apenas não se assustem quando virem uma senhora dirigir-se a vocês com uma bruta banana na mão. Ela é vossa amiga pois, para além de ser muito simpática, é incansável a explicar a origem dos pratos e como são confeccionados, dando assim a conhecer um pouco da cultura gastronómica do país, e é ela que vai receber os vossos pedidos. E ficam também a saber que o baseball é um desporto que tem grande importância para os dominicanos.

Depois de alguma indecisão, pedimos entradas e dois pratos. Para entrada pedimos pasteis de mandioca recheados com carne picada e batatas fritas de banana pão, para além de uma espécie de grissinos que também vieram para a mesa. Muito bom para estar na conversa e sempre a petiscar.


Mofongo de Frango
Boca Chica












Mofongo de frango (banana-pão frita às rodelas intercalada com frango) e Boca Chica (polvo com batata doce [a nosso pedido, em vez de batata assada] e molho de laranja) foram os pratos pedidos. Estavam óptimos! O polvo desfazia-se na boca e o Mofongo tinha um sabor e textura muito bom. Não conseguimos chegar às sobremesas, deixámos para uma próxima incursão. A comida não é picante e não tem um sabor intenso, ou diferente do que estamos habituados, que possa amedrontar os menos aventureiros, em termos gastronómicos. 

O cozinheiro dominicano vem regularmente à sala para saber se está tudo bem e se gostámos (pelo menos acho que é isso que ele diz pois não é fácil de perceber dominiquês :-), o que torna o restaurante ainda mais friendly. A conta foi muito simpática, não chegando a 15€ pp,tendo em vista tudo o que se comeu. Gostaria muito de voltar.


Recuerda Amor

3ª a Sáb: 12h00 - 15h00 | 19h30 - 23h00 
Domingo: 12h00 - 15h00 | Encerra à Segunda
Av. 25 de Abril de 1974, nº5 Loja A
2795-197 Linda-a-Velha
Contacto: 214193550 | 967234707



segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Bolo da Marta, Lx Factory



Admito que Marta, Marta só mesmo aquela que atende o telefone sempre que se liga para uma determinada seguradora. Até que num fatídico almoço de trabalho, a sininho e a Joana desatam a falar dos bolos da Marta, de como têm um aspecto fantástico, de como dá vontade de atacar o ecrã, etc.... Obviamente que fiquei intrigado e com vontade de comer os bolos da Marta. Demorou apenas uma semana até ser arrastado amigavelmente pela sininho até à LX Factory para então provar os tais bolos.


Desde já admito, porque hoje estou num dia de admissões, que não sou grande fã da Lx Factory na sua forma física mas não deixo de pensar que o conceito está bem pensado e que esteticamente algumas lojas estão muito engraçadas (eu sei, não faz sentido mas é assim). O bolo da Marta fica no piso superior da Livraria Ler Devagar, enfiado dentro da enorme máquina rotativa, verdadeiro gigante adormecido, dos tempos em que aqui funcionava uma tipografia, e que ocupa um espaço de destaque dentro da livraria.

Existem mesas à volta da máquina, onde se pode sentar e comer os bolos da Marta. No entanto, se forem em dia de enchente preparem-se para estar na fila, para desesperarem por uma mesa [a malta abanca e permanece mesmo depois de já ter acabado... o que é muitíssimo legítimo especialmente se formos nós os abancados, senão toca de atirar olhares lancinantes para ver se alguém cede ou morre fulminado, tanto faz :-)] e para levarem com alguns encontrões de pessoas, little people ou acessórios [malas, etc...] caso tenham o azar de ficar nas mesas junto ao corredor. Em dias calmos, a coisa deve ser mais simpática.


E os bolos? Pois realmente as fotos correspondem ao que nos é apresentado na vitrina. A escolha foi fácil pois só tínhamos duas hipóteses: morangos com nutella ou frutos silvestres. Venha uma de cada para a mesa encostada ao balcão sff! E vieram sim senhor. Gostei mas admito (eu avisei), e aqui a opinião é unânime, que os bolos são muito doces, mesmo muito doces, devido à conjunção entre a massa de suspiro (bué doce) com a cobertura como nutella (doce). São tão doces que senti cáries a serem criadas em vários dos meus dentes :-) No entanto, volto a lembrar que gostei e pretendo lá voltar (num dia de semana) para provar outros bolos (o com merengue ficou-me na retina) e confirmar que o meu pâncreas consegue produzir insulina suficiente para dar cabo de tanto açúcar.



O Bolo da Marta
Rua Rodrigues Faria, 103, Alcântara 1300-501 Lisboa
LXFactory - 1º andar Livraria Ler Devagar
91 892 96 54
obolodamarta@hotmail.com

Livraria Ler Devagar
Horário
3ª a 5ª | 12h-24h
6ª e Sáb | 12h-2h
Domingo | 11h-22h




domingo, 7 de abril de 2013

Café Buenos Aires na Fábrica, Chiado







Como diriam os Deolinda "estamos numa casa ali ao lado" quando se trata deste segundo Café Buenos Aires. Não abriu muito longe do primeiro e manteve aquilo que torna o Café Buenos Aires um local a revisitar sempre que possível: a comida e o ambiente. 

Mas não quero dizer que algo não tenha mudado, o ambiente continua caloroso e convidativo mas algo diferente do primeiro Buenos Aires, talvez uma consequência de se ter mais espaço para movimentar. O primeiro é pequeno e atulhado (no bom sentido) de mesas, pessoas e elementos decorativos, dando-me a sensação de um restaurante para jovens boémios num bairro trendy da cidade, já este segundo Buenos Aires apesar de promover o mesmo espírito boémio, fá-lo de uma forma mais madura, mais adulta, quase se espera ver o Humphrey Bogart a dizer play it again Sam enquanto agarrado à Ingrid Bergman para ela não fugir de avião.

A comida continua excelente. A salada Boyard (com alface, tomate, batatas fritas às rodelas, queijo azul, beringela grelhada ou presunto, e ovo a cavalo) continua a ser a minha favorita e não me deixou ficar mal novamente. Não houve oportunidade para sobremesa, estávamos a ficar atrasados para um espectáculo no Estúdio Mário Viegas, tendo pago 15€ por pessoa.





Contacto

Escadinhas do Duque, nº 31-B, 1200-155 Lisboa, Portugal
Encerramento: Domingo
Contacto: 213420739
Horário: 2ª a Sáb | 18h00 à 01h00