sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Pão Doce

Há muito que este post deveria ter sido escrito, quiçá poderia ter sido o primeiro deste blog, porque há muito tempo que eu e o Sebastião (e mais recentemente a Joana) somos fãs, frequentadores assíduos e amantes deste templo (ou antro de pecado, escolham) lisboeta.

O Pão doce é uma padaria, não tem sítio para sentar e apenas um pequeno balcão onde podemos comer, o que dependendo da hora nem é aconselhável, pois aquilo fica mais cheio do que um ovo. Por isso aconselho sempre a levar para casa, ou se quiserem, fazer um piquenique na Gulbenkian que fica ali ao lado.

Mas porquê tanto entusiasmo com uma padaria? Nem sei muito bem por onde começar... O pão é muito bom, há o pão tigre (ligeiramente doce), o pão da avó, a mistura escura, a mistura clara, o pão alemão, e um sem número de pães que por ali existem, mas quanto mais tarde chegarem menos variedade existe. E se forem às 8h da manhã, um pão da avó quentinho com manteiga, hummm.

Passando para os salgados existe uma bola deliciosa (e olhem que eu já comi muita bola de Lamego e esta não lhe fica atrás), as merendinhas com queijo a sair para fora e de um tamanho tão simpático, que quase dá para uma refeição, e as fatias de pizza que dão uma refeição muito boa.

Termino com os doces, esta vai ser difícil, acho que no top da lista ficam as bolas de Berlim, que podem vir em diferentes tamanhos e formas (uma das bolas tem forma de cachorro quente), e volto à mesma, e ser for às 8h quando elas acabaram de sair do forno, não existem palavras para descrever. Seguem-se os croissant de chocolate ou de doce de ovos, os folhados de gila ou de amêndoa, os pasteis de feijão, os bolos à fatia, e poderia ficar aqui o resto do dia a enumerar coisas deliciosas que ali se vendem.

Ah, e ía-me esquecendo dos queques gigantes de noz e os bolos de maçã. Os queques até podem ser gigantes e até pode parecer que vai levar dias a comer aquilo tudo, mas acreditem que se começarem, só conseguem acabar quando já não houver mais, podem-se sentir cheios, mas tão satisfeitos. O bolo de maçã é húmido, suave, delicioso, e uma óptima opção para ter em casa quando se serve um chá ou como sobremesa num jantar.

Acho que ao fim desta descrição, nada mais me resta do que me levantar e ir até lá.

Pão Doce
Av. Duque Ávila 56 - D (junto à Av. 5 de Outubro)
Tel: 213141068
Horário: 8h-20h Ter a Dom.
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Não que eu seja especialmente fã do Malato....... mas já fui tão feliz no Pão doce! Quase todos os fins-de-semana estava lá batido, a deliciar-me com o pão com manteiga quentinho e as bolas de berlim acabadas de fazer. Dos pecados presentes no Pão doce, só faltou referir um outro de que gosto muito: os sconnes. No entanto, não aconselho a visita a esta padaria pois correm o risco de ficar viciados (como eu já fui) ou ficarem cheios de saudades (como eu estou agora) porque já não conseguem (podem) visitar com tanta frequência.
Ahhhh, as pessoas que atendem nem sempre primam pela simpatia mas deêm um desconto, pois estar à frente de toda aquela comida e não lhe poder tocar afecta qualquer um ;-)

Sebastião

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Kaffeehaus, Lisboa

  
 

Este 3-em-1 (café, bar, restaurante - conforme a hora e o estado de espírito de quem o visita) localizado no Chiado, junto ao Teatro São Carlos (mesmo em frente ao New Wok), já andava debaixo de olho a algum tempo.

E, estranhamente, foi num dia de nevoeiro smartiano, e em que o objectivo do serão era chegar a um auditório perdido em Benfica, a tempo de ouvir (de forma condensada) a história bíblica, que decidimos experimentar este café situado no Chiado.

Segundo reza a história, o Kaffeehaus foi fundado por dois amigos austríacos, que apaixonados pela bela cidade de Lisboa, decidiram mudar-se para cá de malas e bagagens e abrir um café de inspiração vienense. A marca deste espaço é um enorme quadro com posters de óperas, filmes e peças de teatro austríacas.

A decoração é descontraída, acolhedora e confortável, fazendo com seja fácil prolongar a estadia por várias horas, na amena cavaqueira ou (como reparei em mesas próximas) a ler um jornal, livro ou a teclar no pc. A cultura faz parte da ementa, não faltando revistas e jornais à disposição para folhear.

A ementa do Kaffeehaus é variada indo da tosta (provei a tosta de queijo e posso dizer que nada tem de simples tosta de queijo ;-) até refeições típicas vienenses como escalope de porco panado com salada de batata e guisado de vaca. Para saberem a ementa, tomem atenção a uma grande ardósia sobre o balcão onde figuram a giz as especialidades ou ofertas do dia.
E como se trata de um genuíno vienense, não poderia faltar o sachertorte (bolo de chocolate vienense) ou o apfelstrudel (a célebre tarte de maçã). Provei ambos e gostei de ambos.

Um facto curioso.... O café vem numa travessa acompanhado com um copo de água.


Só houve duas coisas menos atraentes: o chocolate quente e o preço. Sim, se pedirem chocolate quente vem uma barra de chocolate, um copo com leite, uma colher e um batedor de claras. Sou mais fã de chocolate quente espesso e quentinho e não de algo semelhante a Suchard express. O preço é discutível, achei que tendo em vista o local e a oferta não estava mal mas não deixa de ser um pouco elevado.

Nevertheless, excelente ponto de paragem para quem deambula pela zona do Chiado e arredores, sendo um local propício para almoços, lanches e jantares (a comida que circulou à nossa volta tinha muito bom aspecto).

Aconselho vivamente.



Localização
Rua Anchieta 3, 1200-023 Lisboa
Tlf: 210956828
Horário: 3a a 5a - 11:00 às 24:00 | 6a e Sáb - 11:00 às 02:00 | Domingo - 11:00 às 20:00

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cinemateca Portuguesa, Lisboa

   
 
Por vezes (re)descobrem-se pequenos prazeres.

Quando tentava imaginar o que queria (poderia) fazer numa tarde de inverno chuvosa e cinzenta, ir ao cinema foi logo o que me ocorreu. Mas enfiar-me nos centros comerciais do costume, estava-me a custar.

Assim, estava eu a percorrer, com pouca vontade, esse site imprescindível para qualquer cinéfilo regular - o Cinecartaz Público, quando vi que o Seven (Brad Pintas num dos seus desempenhos mais desempoeirados, conseguido graças à mestria de quem o acompanhava - Morgan Freeman e Kevin Spacey) estava em reposição na Cinemateca Portuguesa. Tcharam!

Matei três coelhos com uma só cajadada: fui à cinemateca (com o Quarteto encerrado, único local onde se consegue ver um filme em escuridão absoluta, tão necessário para ver um filme como Seven ;-), revi um filme fantástico (com um ambiente semelhante ao que estava no exterior do edifício) e lanchei na cafetaria da cinemateca (local acolhedor e com atendimento simpático).

Ok, não existe uma variedade assombrosa de opções para lanchar mas o espaço é engraçado (os cadeirões são confortáveis q.b. para se passar os olhos por umas quantas páginas de um livro ou para dois dedos de conversa) e a esplanada (em dias mais quentes e secos) tem muito potencial para fins de tarde, ou mesmo noites, de veraneio.

Por isso ide, ide ver um bom filme no escurinho do cinema (e na cinemateca é realmente possível ver o Chico Valentino e a Deborah Kerr ;-) e depois comam um muffin enquanto discutem o final da película.

Bar e restaurante - Horário: 2a a Sáb 12h30 às 00:30

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

New Wok, Lisboa

"Start spreading the news, Im leaving today
I want to be a part of it - new wok, new wok
These vagabond shoes, are longing to stray
Right through the very heart of it - new wok, new wok"
(versão Chinatown)

New Wok. Quando finalmente descobri o nome do restaurante (o que só aconteceu durante o jantar), a primeira coisa que me veio à cabeça foi esta música do Frank Sinatra ;-)

Location, Location, Location. Fica situado na Baixa lisboeta, não......... desculpem! no Chiado, em frente ao governo civil e ao lado de outra potencial vítima deste blog, o Kaffehaus. Quem conhece o local sabe, à partida, que só há dois tipos de estacionamento: assalto à carteira (Parque de estacionamento do Largo do Camões) ou assalto à paciência (percorrer as ruas do Chiado à procura de um lugar vago). Apesar de não ser muito paciente, normalmente, utilizo o segundo tipo de estacionamento que, com alguma persistência, acaba por dar resultado. O metro será o transporte ideal ;-)

Interior Design. De fora parece que vamos entrar num cenário de 2001: Odisseia no Espaço, não porque existam pessoas vestidas com fatos espaciais, mas devido à decoração minimalista baseada em formas direitas e tons claros (essencialmente branco e verde água), que fazem sobressair a cor escura das mesas corridas, paralelas ao balcão. Aqui reside o meu único ponto negativo no restaurante: as mesas. Mais concretamente, os bancos que estão associados às mesas. São grandes (são bancos corridos), pesados, algo desconfortáveis e dificultam o movimento quando o restaurante fica cheio. Mas nada que um "com licença" e um "desculpe" não resolvam. Os que gostam de ambientes modernos clean cut (ou seja, sem grandes elementos decorativos) têm aqui um bom restaurante.

Food. Como o nome do restaurante indica, o wok é o artista principal. Mas, caso não apreciem, existem opções que não o envolvem. Após alguma divagação pela ementa, ficámos pelos noddles - Pad Thai (com frango, camarão, amendoim, sumo de lima, etc...) e pelo arroz - New Wok Rice (ananás, frango, etc...) feito no wok. E estavam muito bons! O meu, os noddles, estava excelente, especialmente porque se sentia o sabor da lima (sou fã do vinagre balsâmico). Os talheres por defeito são os pauzinhos (o que faz com a refeição seja longa e pausada ;-) mas podem sempre pedir para vos darem faca e garfo (buuuuuuuu!).

D'zrt. Crumble maçã e frutos do bosque e panacotta de côco com cobertura de maracujá foram as sobremesas escolhidas. Estavam os dois muito bons apesar da estranheza das combinações. Haviam outras alternativas, como o sempre presente bolo de chocolate, que vi passar e me pareceram terem potencial.

Café e a conta. Muuuuuuuuuuuito tempo depois de termos bebido o café (fomos dos primeiros a chegar ao restaurante e dos últimos a sair), veio a conta: 18€ pp. O que se revelou uma excelente surpresa, apesar de termos pedido entrada (Gyoza - "pastel" chinês com um ar de lesmas gigantes ;-), o que faz com que se consiga ir a um restaurante todo estiloso, com excelente comida e ainda pagar um valor justo pelo pacote.

Comments. Aconselho vivamente uma visita a este restaurante e se levarem uma excelente companhia (como foi o meu caso) vão definitivamente passar um bom serão.

Onde
. Rua Capelo 24 (junto ao Teatro S. Carlos), 1200-087 Lisboa

Telf.213477189
Encerramento.Domingos (Almoços)
Horário.2a a 4a - 12:30 às 23:00. 5a a Sáb - 12:30 às 00:00