quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Leitaria Gourmet

  
  
 
Há quem vá de férias, há quem escreva em blogues... Este é o mês com mais posts, com a excepção do primeiro, desde a criação do blog.


A Leitaria Gourmet deu luta, pelo menos para nós, os não residentes ou frequentadores das zonas menos populares do Parque das Nações, ou seja a leitaria não é fácil de encontrar. O problema é que a Alameda os Oceanos tem muitos quilómetros, e isso do condomínio Portucalle não me diz nada. Depois de muitas voltas e algumas tentativas frustradas, lá demos com aquilo, e até é muito fácil, fica mesmo ao lado da loja CR7 :-) Para quem, como eu, não conhece a loja, as direcções são as seguintes: ir em direcção à torre Vasco da Gama e na rotunda a seguir à bomba da gasolina, virar à esquerda, e 100 metros depois encontra-se a leitaria.

Como devem imaginar pela descrição da localização, a casa de leitaria só tem o nome. Apesar de ter um balcão com mármore a imitar os balcões antigos, a decoração toda em branco contrastando apenas uma parede em chocolate não ajuda ao ar vintage. Isto não quer dizer que não gostei da decoração, estava muito gira e bem pensada, gostei particularmente do logótipo e da utilização do azul, só não tem muito a ver com uma leitaria.

O que por lá se consome? Bem, nós fomos ao lanche, mas também servem almoços e algumas das tostas pareceram promissoras, principalmente para quem gosta da mistura de sabor doce e salgado. Além de terem o incontornável ovos mexidos com alheira, que também não provamos.

Então, afinal o que é que provamos? O chá frio, que pode vir em copo, meio litro ou litro, que estava bom e fresquinho. Provamos também os scones, e aqui foi a desgraça, os scones estavam frios, mas por outro lado a manteiga vinha meio derretida, estranho, muito estranho...
Um ponto muito positivo, o cheesecake estava delicioso, pareceu-me ser feito com requeijão e o amargo deste contrastava no ponto exacto com o doce que se encontrava por cima. O bolo de chocolate também estava bom, com a consistência correcta, ou seja meio liquido.

Os preços não me pareceram exagerados, não é especialmente barato, mas isso também não se espera de uma casa fashion. Para casa de chá, os preços pareceram-me aceitáveis.
Resumidamente, se estiverem por aquelas bandas ou se viverem por lá, experimentem. Se não, não me pareceu ter argumentos suficientes que justifiquem uma deslocação.

Leitaria Gourmet
Alameda dos Oceanos Lote 4.43.01 Condomínio Portucalle - Lisboa
Tel - 218380000
(não percebo o que se passa com este site, mas nem sempre o consigo abrir)

   

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Bota Feijão, Olivais


Há já algum tempo que ando a chatear o Sebastião, e também a Joana, para irmos ao Bota Feijão. Isto porque um dia li na Time Out uma crítica a este restaurante que me deixou muito, mas mesmo muito, curiosa em visitar tal estabelecimento. Aqui vos deixo algumas citações que me despertaram o interesse:

"anti-El Bulli"

"Tive um amigo que a última vez que foi avistado foi enquanto procurava o Bota Feijão, nas backstreets de Moscavide."

"O local parece mais apropriado a apanhar uma doença venérea de um maquinista da CP do que para comer uma bela refeição"

"Se não gosta de leitão, esqueça. Há, numa gaveta, uma lista. Mas é só para enganar (ou para encomendas). Sobremesas, há muitas e boas."


E, ao fim de algum tempo, lá os convenci a irmos almoçar ao Bota Feijão, sim porque o restaurante não abre para jantares, só por marcação.

Começando pelo início, quem conhecer minimamente Moscavide ou se der ao trabalho de ver o mapa antes de ir para o restaurante, rapidamente se apercebe que ninguém se perde para lá chegar, basta apanhar a Estrada de Moscavide, seguir em frente, e já está. Sair é ainda mais fácil, pois a rua vai desembocar junto à estação do Oriente.

É muito fácil perceber onde é o restaurante, é só seguir o bando de gravatas que se dirigem para uma casa de um só piso, avermelhada, e com o nome do restaurante escrito de forma esbatida e muito discreta (deve ser para a ASAE não descobrir a localização, sim porque se ela descobre...).

A entrada é como o prometido, uma tasca, onde um dos empregados se encontra a receber os clientes com o livro das marcações (sim, é melhor marcar antes de ir). O restaurante tem 2 salas, ambas muito pequenas e com muito mais mesas do que eu pensaria que pudessem lá caber. A nós, felizmente, calhou-nos um lugar na esplanada, que apesar de ter também mais mesas do que o recomendável, é mais arejado e tem vista para a linha dos comboios. A linha mais próxima deve ficar a 5 metros do restaurante, o que permite ver os comboios passar, e sentir a trepidação, enquanto comemos. Ah! Ia-me esquecendo, para chegar à esplanada é necessário passar por uma sala/cozinha onde são partidos os leitões.

Continuando no assunto dos leitões, pois aquilo que aqui se come são leitões. Eu não me lembro de ter-mos pedido nada para além das bebidas, sentámo-nos e pouco tempo depois apareceu uma travessa com leitão, e depois as batatas e salada. O serviço é muito rápido, até porque devem estar habituados a clientes que têm apenas uma hora para almoçar, por isso todo o serviço é realizado com muita ligeireza. A única coisa que pedimos foi a conta, tudo o resto ou apareceu na mesa ou vieram-nos perguntar o que queríamos.

Em relação à comida, o leitão estava bom, não ficava atrás do da Mealhada, e as batatas fritas ainda estavam melhor, cortadas às rodelas e estaladiças, hummmm… Em relação às sobremesas fomos avisados que já não havia muita variedade, pois na sexta-feira seguinte o restaurante fechava um mês para férias, mas comemos encharcada de pão e mousse de manga, que estavam boas.

Após os cafés veio a dolorosa, e foi um pouco, é verdade que estamos num restaurante de leitão e isso normalmente dá cabo da conta, mas estava à espera que fosse um pouco mais simpática, 17 euros por pessoa sem vinho. Ai! Doeu um pouco, e pareceu-me um pouco caro para um restaurante de almoço de dia de trabalho, e com tão poucas comodidades.

Bota Feijão
Rua Conselheiro Lopo Vaz, 5 (Moscavide)
Tel: 21 853 2489
Aberto: 10h-15h (Segunda a Sexta)

Para quem tiver curiosidade de ler o comentário deste restaurante realizado pela Time Out, mas tem preguiça de o ir procurar, é só clicar Bota Feijão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Louro & Sal, Bairro Alto

  
  



Bairro Alto, labirinto de ruas estreitas com casas baixas e grafitadas, onde existem restaurantes para todos os gostos e feitios. No entanto, num domingo à noite, a escolha pode encontrar-se um pouco reduzida pois muitos locais de restauração escolhem este dia para o descanso do pessoal. Mas, para minha surpresa, as opções ainda eram muitas, o que originou numa caminhada ainda longa pelas ruas do Bairro Alto (agravando o estado de fomeca) até conseguir ficar limitado a duas opções: Império dos Sentidos e Louro & Sal (restaurantes a poucas portas de distância um do outro).


Como o título do post assim o indica, a escolha recaiu sobre o Louro & Sal apesar de já ter ouvido falar muito bem do Império dos Sentidos. E o que fez pender a balança? Bem a ementa pareceu boa (e com bons preços) mas, sobretudo, foi a decoração do restaurante que fez com que o Louro & Sal fosse o eleito (julgo que depois de olharem para as fotos em baixo vão concordar comigo).



Como qualquer restaurante do Bairro Alto, espaço não é o atributo que se espera encontrar mas também ninguém se senta no colo do vizinho do lado. Depois de sentados e escolhidos os pratos com que nos iríamos deliciar (galinha com gengibre e batata doce assada e alheira de caça com batata doce assada e salada - ok, não fiquem a pensar que como acompanhamento só existe batata doce assada, fui eu que pedi para trocarem o meu acompanhamento inicial por batata doce :-) foi possível absorver o ambiente do restaurante, enquanto se punha a conversa em dia.

O restaurante tem uma decoração bem conseguida, onde aliaram o aspecto rústico com o moderno (as paredes de pedra jogam com o mobiliário moderno e com as restantes paredes em azulejo castanho escuro), conseguindo um espaço acolhedor e algo romântico.

Voltando à comida, o Louro & Sal é um restaurante de cozinha portuguesa com mistura de ideias de outras culturas (gengibre, batata doce...), em que o resultado final é muito bom! Ambos os pratos pedidos estavam óptimos, quer em quantidade quer em qualidade. É de salientar que o couvert também era óptimo, quer em relação ao pão apresentado quer aos três produtos de lambuzamento do pão :-)

A escolha de sobremesas recaiu sobre: Maria maçã (uma digivolução de crumble de maçã, que em vez de utilizar açucar amarelo/mascavado utiliza bolacha) e Folhado de banana com gelado de sésamo, e não desapontaram.

Quando chegou a vez de pagar a conta, não foi muito assustador (19€ pp) tendo em vista o que se comeu e se bebeu :-)

Um senão, o atendimento é simpático mas um pouco desconcentrado, por isso vão imbuídos de alguma paciência, mas que esta advertência não vos faça pensar duas vezes em prestar uma visita ao restaurante pois o ambiente e a comida compensam este pequeno senão.

Estacionamento................. o restaurante fica no Bairro Alto....... que mais se pode dizer?


Localização
Rua da Atalaia 53, Bairro Alto, Lisboa

Horário: 19h às 24h
Encerramento: 3ª feira
Telf. 21 347 6275

    

Pastelaria Pão Quente, Arganil

Para o caso de se perderem no Portugal profundo e interior, nada como estar munido de informação sobre locais preciosos que nos permitem manter a barriguinha composta! A pastelaria-padaria Pão Quente em Arganil é um daqueles locais em que nos deparamos logo com uma grande contrariedade....como escolher alguma coisa no meio daquelas montras de produtos tão apelativos?! Não é fácil, acreditem! Aquilo que nos passa logo pela cabeça é...e se fosse um destes e outro destes e....mas enfim, há que ser racional e escolher!

Num grupo de 8 pessoas houve de tudo: croissants, pão de leite, delícia folhada, queques, sandes, bolas de berlim, mil-folhas, etc, etc. Nem todos foram consensuais quanto à qualidade dos bolos, atenção! Mas nestas coisas é sempre difícil agradar a todos. Pela minha parte, garanto que o mil-folhas estava óptimo! Ficou-me na memória um palmier coberto para a próxima! Lá está, tive de escolher! De realçar também a montra de bolos tipo aniversário para levar para fora: divinal! Bolos recheados e cobertos de chantilly e fruta muito apetitosos! Como o nome indica, é também uma padaria por isso é só pedir um saco cheio de pãozinho quentinho para levar para casa!

Pastelaria-Padaria Pão Quente
R. Comendador Saul Brandão
ARGANIL, COIMBRA 3300-035
Tel.: 235204734

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lisboa menina e moça

  
  
Aproveitando esta Primavera que atravessamos, com o Verão sempre prometido para o início da próxima semana, porque não dar numa de turista e ir dar uma passeata por Lisboa?

Primeiro podem percorrer a Rua Augusta, absorvendo a diversidade de pessoas que por lá andam e entrar numa loja ou outra só para ver como param as modas. E como andar abre o apetite, cheguem-se ao balcão do Restaurante NéNé (último restaurante com esplanada antes de chegarem ao Arco da Rua Augusta) e comam uma gauffre fantástica com cobertura à vossa escolha, existindo várias opções (as minhas preferidas são chocolate ou mel). Com a gauffre na mão, andam mais uns passinhos e estão na Praça do Comércio. Sentem-se e desfrutem da gauffre e da vista (infelizmente terão que contornar o estaleiro das obras para conseguirem ver alguma coisa).

Depois de despachada a gauffre, podem ir dar uma volta pela Rua do Ouro, entrar no Museu do Design e da Moda (MUDE) ou ir aos armazéns do Chiado. E como andar de um lado para o outro faz calor, começa a apetecer um geladinho...

Tenho que admitir que sou um consumidor satisfeito dos Swirl's e Scoop's da Olá mas com a melhor gelataria a oeste de Génova, segundo o guia Lonely Planet, em plena Baixa Pombalina, parece pecado não dar uns passinhos até lá :-)
A gelataria dá pelo nome de Fragoleto e fica numa das principais ruas da Baixa, na Rua da Prata (junto à Praça do Comércio). É pequena por isso é preciso irem atentos pois podem passar por ela sem dar conta :-) Existem resmas de sabores, alguns deles um pouco extravagantes, o que só torna a ida a esta gelataria ainda mais interessante (gelado de açafrão ou gelado de pêra e chocolate foram dois que já provei e aprovei).


Com o gelado na mão, podem começar a subir a rua da Madalena e irem até ao Terraço. O Terraço é um bar esplanada no topo do Mercado do Chão do Loureiro, com uma vista fantástica sobre Lisboa!! Têm puff's, sofás, cadeiras e espreguiçadeiras para poderem recostar-se e desfrutar do ambiente descontraído e vista fantástica. Ideal para apanhar sol à tarde e, caso hajam, refrescar as quentes noites de verão com sumos naturais e cocktails. A comida é simples mas boa (a sandes de atum em pão polar estava muito boa!). Julgo que mais internacional que este terraço só mesmo o Centro Comercial da Mouraria, tal é o número de estrangeiros que pululam pelo terraço fora.

Como o Terraço não tem grandes sobremesas.... podem sempre descer até à Sé e visitar as austríacas que dinamizam o Pois, Café e comer um Apfelstrudel ou outra sobremesa fantástica que esteja disponível.

Depois das sobremesas austríacas, começa a ser hora do regresso e nada como uma caminhada até à boca do metro ou da porta do carro para ajudar a fazer a digestão (dizem que a Coca-cola também ajuda :-) E assim se acaba um dia de turismo em Lisboa.

Fragoleto: Rua da Prata 80, Lisboa, 218877971

Terraço: Calçada do Marquês de Tancos 3 (Mercado do Chão do Loureiro), 1100-340, Lisboa, blog: oterraco.blog.com/

Pois, Café: Rua S. João da Praça 93-95, 1100-517, Lisboa, site: www.poiscafe.com

    

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quadrante, CCB

"Mas a música erudita
não faz grande efeito em mim:
do CCB, gosto da vista;
da Gulbenkian, o jardim." Deolinda

Lamento Dona Deolinda, mas permita-me discordar de si..... Da Gulbenkian também gosto das duas cafetarias (e de uma exposição ou outra) e do CCB gosto da Quadrante (e, enquanto for de graça, do Museu Berardo).

"Como uma janela rasgada sobre o brilho único do rio Tejo, o Quadrante permite repousar o olhar sobre o horizonte e respirar todo o encanto da capital." Que bonito!! Li num livro (na verdade foi no site do CCB, mas o efeito nostálgico desta frase é bem melhor) e achei que realmente descreve esta esplanada lisboeta.

O Quadrante fica no Jardim das Oliveiras do Centro Cultural de Belém, com uma vista fantástica sobre o Tejo, tornando-se num local muito agradável para beber uma Coca-cola, ler um livro, estudar, conversar, etc.... Em suma, haja uma nesga de sol, quer de Verão ou de Inverno, e a esplanada do Quadrante é um excelente local para se estar!

Comida..... Bem, servem almoços self-service muito bons, um bocadinho para o caro quando se pensa em self-service mas vale a pena pois a qualidade da confecção é excelente e a sala de refeições tem uma vista de excepção. Durante a tarde, tem pastelaria normal e gelados. Sim, não é um local para descobertas gastronómicas mas aqui até o café sabe melhor.

Qual é o senão? Turistas e a sua prole. Como hotspot turístico que é, existem sempre peles vermelhas a cirandar pelo CCB, incluindo no Jardim da Oliveiras, mas com um pequeno exercício de abstracção consegue-se contornar este pequeno precauço.

Quando quiserem deixar de olhar o Tejo ou passear pelo Jardim podem sempre visitar o Museu Berardo, a Arte Periférica, a giftshop do CCB, os pastéis de Belém ou o Starbucks.

Horário de Inverno: de segunda a sexta das 10h às 20h; aos Sábados e Domingos, das 10h às 21h.
Horário do resto do ano: todos os dias das 10h às 22h.
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P.S. Para pessoas corajosas, nada como ir comprar uma caixa de pastéis de Belém e depois ir comê-los na sala ou esplanada do 1º piso do Starbucks acompanhado por um Frapuccino mocca ou outra bebida starbuckiana.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Colcci Café

 
  
Há muito que deveria ter escrito este post, mas não me estava a apetecer...

O Colcci Café é um dos "bares" da moda, no Chiado. Se realmente fosse um bar, eu até perceberia o conceito, mas como fecha às 19h30 (mesma hora que encerra a loja, que fica no piso de baixo) parece-me que o horário não se encontra adequado ao tipo de casa que pretende ser.

Não fiquei especialmente fã da decoração, e como diria o Sebastião, se houver uma falha de energia pelo menos ninguém se perde, nem bate contra as paredes, graças às riscas fluorescentes que existem nas paredes. Tinha também outra coisa que me incomoda, um ecrã onde estão a passar vídeos de música (quando lá estivemos estava a dar um concerto do Justin Timberlake), mas a música ambiente é outra completamente diferente, faz-me alguma espécie.

Em relação à comida, lanchámos por lá, os sumos eram muito bons, o meu de ananás e hortelã estava delicioso, as tostas/sandes (pedimos uma tosta veio uma sandes, devem-se ter esquecido de pôr o pão na tostadeira), e doces à fatia estavam bons, mas nada de especial, ou digno de referência.


O preço, bem meus amigos, é um bar da moda, por isso vão ter de pagar por isso.

Em resumo, com o KaffeeHaus mesmo ali ao lado, os meus passos continuarão a dirigir-se para lá. A Colcci vai continuar a ser uma marca de roupa bem gira, algo cara, e que na maioria das vezes só fica bem à Gisele Bündchen (cara da marca).


Colcci Café

Rua Ivens 59 - Lisboa

Tel - 210991613
Encerra aos Domingos | Horário: 10h30-19h30

 

2780 Taberna



A ida ao 2780 Taberna é um clássico exemplo de como o alinhamento astrológico tem grande impacto nas nossas vidas....... Numa tarde perfeitamente anónima, e depois de algum browsing mental e iphoniano, para desencantar opções de restaurantes onde ir jantar, surgiu a ideia de telefonar para este restaurante para saber se ainda tinham mesa e (milagre!) não é que tinham!?!?

Como podem perceber, um factor importante para poderem ir jantar a este restaurante é sorte (ou uma reserva muito atempada). Enquanto esperávamos que a comida começasse a fluir surgiu um casal, que tal como nós no passado, se aventurou nas entranhas de Oeiras para vir jantar à Taberna, sem primeiro reservar (só há 30 lugares). Pobrezitos, levaram um sorriso benevolente de quem atende, um cartão do restaurante com o telefone para ligarem antes de se deslocarem e aquela palmadinha no ombro de quem diz, reservem se querem cá comer :-)

Mas continuando, com a sorte do nosso lado, lá fomos nós até Oeiras, subimos o Everest e perdemo-nos pelas ruas dos Himalaias, desculpem, Oeiras mas, graças às novas tecnologias, conseguimos encontrar o simpático restaurante mais rapidamente do que em outras tentativas (nada como um telefone com Google Maps). O estacionamento não é difícil, pelo menos ao jantar.

É uma tasca? É um snack-bar? É uma cervejaria? É o Super-Homem? Não, nada disso. É um restaurante pequeno com um ambiente moderno mas acolhedor, onde toda a ementa e bebidas estão escritas na ardósia que cobre uma das paredes. Na parede oposta à da ardósia, encontra-se outro elemento decorativo muito engraçado, várias filas de garrafas de groselha iluminadas que parecem suspensas no éter.
E o que serve? Cozinha experimental, por um preço relativamente acessível, num ambiente descontraído e que apela a uma boa conversa entre pares.

Assim, depois de chegar e sentar, é preciso recostar e tentar descobrir, através da parede ardósia, o que a Taberna tem reservado para nós. O conteúdo da ementa do dia pode estar disponível no blog do restaurante, mas também pode não estar, por isso a ida a este restaurante é um acto de fé (de que os pratos com que nos vão presentear são do nosso agrado). Isto porque só é possível escolher a bebida e a sobremesa, os pratos que compõem o menu de degustação estão definidos pelo chef e, como estava escrito na t-shirt de quem nos atendeu, é comer e calar. No entanto, o menu pode ser alterado a qualquer hora ao sabor da criatividade do chef.

E o que comemos nós? Gaspacho de melancia e morangos (líquido estranho mas, para quem gosta de melancia, não era mau de todo), Figos com presunto e queijo da ilha em brioche (muito boa a ligação salgado do presunto com o doce do figo), Atum com compota tomate e pistachio, Triologia de choco (a colherzinha de arroz que acompanhava o choco estava excelente), e Lombinho de porco, brás de enchidos e crumble de ameixa (excelente!). Atenção! Não se deixem enganar pelo número de pratos, porque apesar de serem cinco a comida que cada um deles contém é algo simbólica (o saciamento vem do acumular dos cinco pratos :-)

É de salientar que, antes do primeiro prato chegar, as hostilidades foram iniciadas com um cesto de pão quentinho e três patê’s diferentes (atum, queijo e enchidos) que caíram do céu tal era a fominha. Em termos de bebidas, existem vinhos e mais vinhos que tanto podem vir a copo como em garrafa.

Todo este processo demora o seu tempo, permitindo apreciar a comida e uma boa conversa, não existindo nenhum pressing para acabar de jantar para dar lugar a outro. É neste ponto que a 2780 Taberna e Taberna Ideal se encontram, o tempo is on your side.

Sobremesas……. Viva o Eusébio!!! O bolo de chocolate “Eusébio” com bola de gelado com Peta Zetas estava no ponto. O crumble de Nectarina não estava mau mas….. tinha falta de crumble :-(

Depois de um Nespresso, veio a dolorosa…. E se doeu (27€pp)!!!! E valeu a pena? Sem dúvida. É diferente, com comida bem confeccionada e onde a apresentação é tida em conta. Não é um restaurante para ir com frequência (apenas devido ao custo) mas num dia especial é sempre uma excelente possibilidade. Experimentem!

Localização
Avenida Carlos Silva 9C
2780-354 Oeiras
Telef.210998700
Encerramento: Domingos, Segundas
Blog: http://2780taberna.blogspot.com/

À Margem, Belém



Esta esplanada situada à beira-rio em Belém, junto ao Padrão dos Descobrimentos e Museu de Arte Popular, é versátil o suficiente para ser óptima de Verão e de Inverno. Já experimentei as duas versões. No Verão o imenso toldo permite abrigar do sol e refrescar com a brisa do rio/mar (não fiquem na zona coberta permanentemente porque tem algum efeito de estufa). No Inverno, a esplanada está aquecida com aquele invento maravilhoso que são os aquecedores a gás de exterior, e se conjugada com um dia de sol torna tudo ainda mais relaxante. Com uma decoração minimalista em tons de branco, o ambiente torna-se sereno e clean.

As possibilidades de refeição são variadas entre almoço, lanche e jantar. Existem várias opções na carta: saladas, sandes enormes de pão saloio, petiscos, sobremesas, chás, sumos, batidos, etc, etc. Já experimentei as sandes, uma bruschetta, e vi um crumble de maçã que tinha uma dimensão considerável (!!) e um óptimo aspecto. Os sumos e os batidos são também muito bons!

Recomendo vivamente para repousar, conversar, namorar... deixar passar suave e indolentemente o tempo por nós! Tão bom!

À Margem
Doca do Bom Sucesso
1400-038 Lisboa
Telef. : 918225548

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Pois, que eu e o Sebastião podemos confirmar que o crumble de maça é grande (deu para os dois) e muito bom. Quero só acrescentar que o À Margem é relativamente caro, talvez não se espere outra coisa devido à sua localização, mas de qualquer forma, não vão ao engano, é muito fácil deixar ali 10 euros sem perceber muito bem como. 

sininho

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À Margem tem também grande potencial para um jantar despretensioso, onde uma tosta, uma bebida e uma sobremesa são os elementos pretendidos. A vista nocturna do Tejo é excelente e com as noites de Verão (que finalmente chegaram) é realmente um local muito bom para se estar.

Sebastião

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Barrete Verde, Alcochete


Depois de várias vezes ter ouvido falar deste restaurante (são ainda alguns os colegas e amigos "novos-residentes" em Alcochete) decidimos experimentar e tirar as nossas conclusões. Para começar posso dizer desde já que é um restaurante de comida tradicional portuguesa, sem nada inovador, mas com muita qualidade. Aquilo que fiquei sem perceber foi: porquê tanto "barulho" acerca deste restaurante? O restaurante é bastante antigo em Alcochete, propriedade de família da vila e intrinsecamente ligada à tauromaquia. O ambiente é...como poderei definir....castiço! Muitos, muitos ícones ligados aos touros, touradas, largadas e afins! Algo a que eu não sou realmente sensível.
Relativamente à comida, experimentámos lombo de porco recheado com farinheira e pataniscas de bacalhau com arroz de feijão. Ambos generosamente servidos (meu Deus, digam-me quem é capaz de comer 8 pataniscas...!?) e bem confeccionados. A escolha da sobremesa recaiu num típico Doce da Casa (que estava doce qb). Os preços rondam os 13€/pp, sem vinhos. Adequado à qualidade e tipo de restaurante.
Passem por lá e espreitem. O restaurante fica na zona antiga de Alcochete mesmo junto ao rio. Vale a pena para saborear o ambiente tauromáquico que se vive no restaurante.

Restaurante O Barrete Verde

Rua José André dos Santos, 26
2890-082 Alcochete
Telef: 212340154
Encerra à 3.ª feira.