segunda-feira, 29 de junho de 2015

Stanislav, Lisboa






Adorei! Não conheço especialmente bem a cozinha russa e até ir ao Stanislav apenas conhecia a Tapadinha. A última vez que fui ao Tapadinha já foi há alguns milénios, no tempo dos dinossauros (o ultimo filme do Jurássico Park não conta). 

Há muito que queria conhecer o Stanislav, estava na lista dos "a visitar", mas demorou a proporcionar-se a visita. Esta oportunidade chegou com a minha vontade enorme de ver o António Zambujo (Tó Zé para os amigos, dos quais infelizmente não me incluo) e o Miguel Araújo juntos e ao vivo no Cinema S. Jorge. Já agora, o espectáculo foi muito agradável. Funcionam muito bem juntos, talvez por isso muita gente os confunda. 

O restaurante 
Se a Tapadinha é um restaurante escuro, em tons de preto e vermelho, o Stanislav é o contrário. As paredes são em tons de branco, com muitas rendas e um ar muito cozy e bubblyMal comparado, e tentem não me condenar muito pelo que vou dizer, se a Tapadinha parece saída dos tempos da URSS, o Stanislav saiu do tempo dos Czares, onde imagino eu era tudo mais romântico. 




O atendimento
Muito, muito simpático. Outro preconceito meu: tenho ideia dos russos como pessoas frias e pouco simpáticas. Mas aqui nada disso: o atendimento foi caloroso e sempre preocupado com o nosso bem estar. Mesmo as pessoas que apareciam sem mesa reservada eram tratadas com toda a simpatia e saiam de lá com um cartão, para que da próxima vez não se esquecessem de reservar.




A comida
O menu está assim mais ou menos em russo, ou melhor o nome dos pratos estão em russo traduzido para o alfabeto romano, depois em russo e de seguida existe uma pequena explicação do prato em português e inglês. Ainda assim a explicação não foi suficiente, e por isso perdemos algum tempo a ver os pratos servidos nas outras mesas, como fonte de inspiração para o nosso pedido. 

Para entrada pedidos um Meshochek, ou seja um saquinho de massa chocante recheado com frangos e cogumelos.




Como pratos principais escolhemos o Golubsi, que significa rolos de couve lombares recheados com arroz e carne picada e Frango à Kiev. Como é óbvio não provei o prato com couve lombarda, só de pensar em tal alimento tenho um pequeno refluxo. Já o Frango estava muito bom, talvez um pouco seco, mas quem pede peito de frango não deveria esperar um final diferente. 






As sobremesas tinham tão bom aspecto que tivemos de pedir duas, de forma a conseguirmos provar o maior número de sobremesas possível. Assim pedimos o Bolo Napoleão, bolo folhado com creme de nata e o Shapka Gugutse, que são crepes recheados com ginjas cobertos com natas batidas. Ambos excelentes!! 






A conta
Pois, barato não seria, quando nos espalhamos em entradas, vinho, pratos principais e sobremesas. Ainda assim a festa ficou por 55 euros para duas pessoas. Nada mal! 


A conclusão
Se a Rússia é assim vou já comprar o bilhete de avião. Entre a simpatia, o ambiente e a qualidade dos pratos é difícil de escolher o que gostei mais. Tudo!!




Stanislav

Rua de São José, 182
213530140
Seg a Sab 12:00 a 15:00, 18:30 a 23:00

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Casa Nepalesa, Lisboa






Há noites memoráveis, daquelas que não se esquecem durante anos e anos, e esta foi uma delas. Foi memorável por várias razões: o jantar, a companhia, por ter sido a noite anterior a ir de férias (não tinha dez dias de férias seguidos há quase dois anos) e por tantas outras razões. 

O restaurante 
A 26 de maio de 2011 o sebastião já tinha escrito um post sobre a Casa Nepalesa. Agora a convite do Zomato foi a minha vez de experimentar. 

O ambiente e decoração estão fantásticos, a começar na porta imponente de madeira que contrasta com as paredes de pedra. A decoração não me leva para um ambiente tradicionalmente nepalês, mas ainda assim é muito agradável.

A comida
Fantástica!!! Muito, muito boa. A começar no nan simples, passando pelo nan com queijo e a terminar nos pratos principais. Como se tratava de um convite do Zomato foi-nos servido o menu de degustação e por isso a escolha dos pratos ficou a cargo do chef, que diga-se fez uma óptima selecção.

A conclusão
A voltar sem dúvida! Creio que o preço é um pouco acima do normalmente praticado pelos restaurantes que servem este tipo de comida, no entanto a qualidade compensa os euros que eventualmente se pagam a mais.


Casa Nepalesa
Avenida Elias Garcia 172A
Todos os dias: 12:00 a 15:00, 19:00 a 23:30
http://www.casanepalesa.pt/


nota: a foto foi retirada do fantástico blog - 12h30.blogspot.com

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Nut'Chiado






Depois do pico febril veio a convalescença.




Se no fim de semana em que o Nut'Chiado abriu só conseguiu experimentar quem tinha (a) uma dose generosa de paciência, (b) um desejo sobre-humano de comer nutella, (c) um leão social a rugir dentro de si que só se apaziguava depois de poder dizer "eu estive lá e tirei uma foto", (d) nada mais para fazer e estava divertido com a situação. O 12h30 esteve lá no dia da abertura mas acabou por decidir pela alínea (e) não temos paciência para filas, voltamos mais tarde.

Assim o decidimos, assim o fizemos.

E veio a comprovar-se que foi uma sábia decisão. Agora que passou a loucura, entrar no Nut'Chiado é fácil, sem grandes filas ou confusões, tudo muito normal e pacífico. A confusão no fim-de-semana de estreia tornou-se muito mais fácil de entender assim que, depois de entrar e percorrer um estreito corredor, cheguei ao espaço propriamente dito do Nut'Chiado. 

O espaço é pequeno (diminuto), tendo meia dúzia de mesinhas (três ou quatro) e um balcão consideravelmente grande para o espaço onde está metido. Este balcão produz (muito) calor - ele é crepes, ele é churritos, ele é waffles, ele é kebabs, mas se este calor pode saber bem nos dias de inverno, nos dias de verão é como saltar da frigideira para a fogueira (ou de Caifás para Pilatos, como preferirem). Devo dizer que me aconteceu esta última situação, por isso assim que me deram o que pedi dei corda aos sapatos (mas se calhar fui num dia em que se avariou o ar condicionado...).

Devo dizer que fiquei algo desiludido com o espaço (ou a falta dele) mas fiz rapidamente o luto e concentrei a minha atenção nas várias opções disponíveis - ele é crepes, ele é churritos, ele é waffles, ele é kebabs, tinham era de acabar lambuzadas em Nutella. Decidi então pedir algo que me permitisse comer em andamento ou, pelo menos, que me permitisse caminhar até um local agradável (fresco), por isso atirei-me aos churritos!

 


Podem dizer que a minha opção não tinha muito por onde correr mal por isso é natural que tenha gostado. Discordo. Se há coisa que a comida (e a vida) me tem ensinado desde que nasci, na mais simples confecção gastronómica cai a nódoa. E, neste caso, bastava que a massa dos churritos fosse muito doce, pouco doce, mole, muito rija (como barra de ferro) para eu ter comido a Nutella com os dedos. Mas tal não aconteceu :-) Gostei da massa, gostei da combinação, gostei da inveja nos olhos das pessoas por quem eu passava na rua, gostei de me sentar nos Terraços do Carmo a comer os meus churritos gulosamente besuntados em Nutella, gostei de lamber os cantos da boca, os dedos, o cantinho do cartucho tentando prolongar ao máximo o momento Nutella - percebe-se muito que sou fã de Nutella? Sim? Boa, porque é verdade :-)




Nut'Chiado podia ser melhor? Podia. Podia. Podia. Podia. Bastava ter um espaço menos claustrofóbico e (sonhar não custa) uma bela esplanada para ser 2,5x10^5 melhor do que é agora. Mas temos pena, não parece que vá acontecer, pelo menos para já.

Mas gostei dos churritos e tenciono voltar à carga, escolhendo agora um crepe, waffle ou kebab para ver se o meu contentamento se esbate ou não. Acho que o facto da Nutella estar sempre envolvida no produto final torna difícil uma avaliação objectiva da minha parte, tudo fica bom besuntado com Nutella (Sra Ministra francesa experimente vai ver que fica logo menos azeda).

Paguei 2,8€ pelos meus churritos (havia opção com mais churros e eram 5,30€) com creme de cacau&avelã, valor que não me pareceu obsceno, sendo mais um factor que me leva a querer voltar.




Calçada do Sacramento, 20, Chiado, Lisboa

Horário | Dom a 5ª -
 10h às 20h | 6ª e Sáb 10h às 23h


terça-feira, 23 de junho de 2015

Barbatana, Amoreiras






O Centro Comercial das Amoreiras tem (finalmente) a zona de alimentação renovada e numa primeira inspecção, antes de uma sessão de cinema, vi o Barbatana. Um dos empregado ao ver-me interessada convidou-me a entrar e conhecer o local. Aí explicou-me que o restaurante pertence ao grupo do Porto de Santa Maria. 

Fiquei de voltar com tempo e assim o fiz. 

O restaurante
O Barbatana encontra-se dividido em 2 espaços, o balcão com bancos altos e onde existem 5 a 6 lugares sentados e uma sala de jantar. A entrada do restaurante está decorada em tons de branco com imagens de peixes, o que indica o alimento de destaque do restaurante. 

A sala de refeições tem um ar sofisticado, em tons de branco e dourado, com vista para o "campo de golfe" i.e. o baldio junto às Amoreiras. 

Não tive coragem de experimentar a sala de refeições até porque estava sozinha e seria um desperdício não partilhar a experiência, por isso contentei-me com o balcão.




A comida
A carta do balcão é um pouco mais contida, a nível de preço e de variedade, e por isso mais convidativa. Aqui o peixe e mariscos são Reis. Existe um ou dois pratos de carne "só para disfarçar" ou para contentar alguém que ali vai por engano. Pedi um dos pratos especiais do chefe, wrap de sapateira com guacamole que estava fantástico, com texturas diferentes e frescas. Óbvio, como se pode ver pelas fotos, a fome não pode ser muita. Ainda assim os sabores criados eram diferentes e foi uma excelente opção. 

A conclusão
Excelente experiência! Agora vou agoirar um pouco: o conceito é giro, a comida excelente e claramente de autor, mas não sei se vai pegar. Os lugares ao balcão (mais acessíveis) são muito reduzidos e por isso a grande aposta é a sala de refeições, e não sei até que ponto este conceito funciona bem dentro de um centro comercial. 






segunda-feira, 22 de junho de 2015

Hamburgueria 21, Av. Roma







And now for something completely different....Vamos lá conhecer uma hamburgueria... mas só um bocadinho! (Monty Python e Marta Gautier na mesma sentença... perdoem-me)

Mas antes de falar da Hamburgueria 21, quero partilhar uma pergunta que me assola...do androids dream of electric sheep? não, não é esta. Ah! já sei.... Será que as vacas não se encontram perigosamente à beira da extinção? É que com a quantidade de hamburguerias a nascer em Lisboa (e resto do país), é bom que a taxa de natalidade das vacas não tenha a mesma tendência que a natalidade da população portuguesa, sempre a descer. É que sem reforma uma pessoa até se aguenta mas sem hamburgueres é que não :-)

Bem, parvoíces à parte, vamos lá falar do que interessa. 
A Hamburgueria 21 deve (penso eu de que) parte do seu nome à avenida onde fica situado, a Avenida João XXI. A H21 fica depois da Caixa Geral de Depósitos e antes do cruzamento com a Avenida de Roma.

A Hamburgueria 21 fazia parte da minha food list desde que passei à porta e vi o resultado final das obras que, ao longo dos meses, tinha vindo a acompanhar. No entanto, como normalmente utilizo mais esta zona para lanchar (Confeitaria Lx...Frutalmeidas...drooling...) do que para jantar, demorei algum tempo até conseguir fazer a prometida visita, mas finalmente aconteceu.

À entrada da Hamburgueria 21 temos uma primeira zona, com um bar e vários sofás (e duas motas?!?), não sendo propriamente um local de refeição, pareceu-me mais um local onde se pode esperar por uma mesa (não havendo o risco de nos babarmos para cima de quem está a comer, nem quem está sentado levar com a pressão negativa de quem espera mesa), esperar pela companhia para comer, ou simplesmente pedir uma bebida no bar e chilax :-). 

A sala de refeição propriamente dita é espaçosa (fazendo uma espécie de L), muito bem iluminada (para contrabalançar a ausência de luz natural) e com um extenso uso de pinho (mesas, cadeiras e painéis nas paredes), dando ao espaço a luminosidade que necessita para nos fazer esquecer que estamos numa cave.

A minha relação com o pinho é algo bipolar, se por um lado não sou (mesmo nada) fã do pinho em ambiente doméstico, por outro lado quando me deparo com a sua utilização na decoração de espaços comerciais sinto sempre uma sensação de conforto e bem estar (deve ser o meu gene nórdico a falar). Na Hamburgueria 21, senti isso mesmo, espaço agradável, confortável q.b, com o pinho a criar um ambiente entre o rústico e o moderno.

O espaço entre as mesas (quer sejam as mesas altas ou baixas) é óptimo, algo que por vezes não ocorre em algumas Hamburguerias, que optam por ter mais mesas e muito pouco espaço entre elas (o que se pode tornar desconfortável).


(imagens retiradas do FB da Hamburugeria 21)
 



Tínhamos várias mesas à nossa disposição, tendo acabado por escolher uma mesa junto à parede (a malta gosta de bancos corridos pregados à parede, o que se vai fazer?). Como precisávamos de um compasso de espera (faltava uma pessoa) pudemos olhar com calma para a ementa e para a sala. A ementa existe sob duas formas: nos individuais que cobrem as mesas e num quadro preto junto à porta da cozinha/balcão (onde figuravam alguns hambúrgueres novos que ainda não estavam na ementa).

Depois de questionarmos quem nos atendia sobre alguns pormenores dos hambúrgueres, decidimo-nos por um Italiano, Guloso e Sem Cerimónia. Impossível não rir quando se diz isto em voz alta, a quem toma nota do pedido :-)

Italiano (mozzarella, tomate e pesto)/Guloso (bacon, cogumelos, cebola caramelizada, tomate e agrião)/Sem cerimónia (bacon, ovo estrelado, queijo cheddar, cebola roxa, tomate e rúcula).


Italiano

Guloso

Sem cerimónias


Dos três, a única pessoa que ficou menos satisfeita foi a que comeu o Italiano (too many jokes....). Bem, realmente quando os hambúrgueres chegaram à mesa era o que tinha o ar mais.... saudável blagrh! Isso nunca é bom num hambúrguer :-)

Do meu Sem cerimónias só tenho a dizer bem, desde as estaladiças batatas fritas às rodelas com casca (para mim hambúrguer não "pede" batata frita aos palitos, desde que estejam estaladiças podem vir), o pão de hambúrguer (muito pouco adocicado e torrado, melhor que isto só se for bolo do caco), e o hambúrguer em si (pedi mediamente passado e, espantem-se, veio um hambúrguer rosado por dentro sem estar cru, o meu conceito de médio). 

Quem comeu o Guloso garantiu-me que tinha ficado muito satisfeita com o hambúrguer que pediu, o facto do prato ter ficado limpinho (só mesmo alguns restos mortais de batata frita) levou-me a crer que tinha realmente gostado. Ou isso ou a fome era negra.




No fim, pedimos uns potezinhos para nos adoçar a boca (formato que me fez lembrar o Frankie), mais concretamente um pote com mousse de Oreos e dois com doce da casa. A mousse de oreos estava doce q.b. permitindo sentir o sabor a oreos, já o doce da casa... Vamos pôr desta forma, um diabético entraria em coma se comesse um potezinho destes :-) Mas se calhar é um problema meu pois só não vi um dedo (ou língua) a raspar o interior do pote, para remover todos os resquícios do doce da casa, essencialmente por vergonha porque vontadinha não faltava.

No fim, pagámos 11€pp valor perfeitamente justo tendo em vista a quantidade, qualidade e serviço prestado (estando este valor dentro do praticado por outras hamburgerias do mesmo género). Só posso acrescentar que o atendimento foi muito simpático e prestável.

Gostei bastante e pretendo voltar para experimentar outras das possibilidades do menu.



Avenida João XXI, 45A, São João de Deus, Lisboa
Contacto | 21 8400562

Horário | 2ª a Sáb - 12h às 23h30 | Encerra ao Domingo

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quinta-feira, 18 de junho de 2015

FIB - Il Vero Gelato Italiano, Areeiro





Com o calor a despontar, ainda que com alguma timidez mas prometendo tornar-se desavergonhado nos próximos dias, decidi que era altura de ir experimentar mais uma geladaria. Bem, se é para ser realmente honesto a decisão final de ir ao FIB não foi verdadeiramente minha, coloquei em cima da mesa várias opções e adeixei que escolhessem o nosso destino. E revelou-se uma escolha muito acertada.

Lisboa parece estar a ser invadida por todos os lados, são as invasões bárbaras (ou de turistas), são as invasões da côdea e do miolo (ou de padarias e pastelarias), são as invasões americanas (hamburguerias, hamburguerias, hamburguerias) e as invasões italianas (pizzarias, gelatarias, pizzarias, geladarias), e todas parecem estar para durar. E ainda bem.

A invasão de gelatarias com alma italiana é então uma realidade que parece não vir a esmorecer nos tempos mais próximos, como a abertura do Felicidade Interna Bruta (FIB) - Il Vero Gelato Italiano evidencia.

FIB... demorei algum tempo a descobrir o que significava este acrónimo e, como hei-de dizer de forma que menos magoe, preferia que tivessem assumido o nome que escolheram do que promoverem um acrónimo demasiado próximo a outro, que nos tempos que correm, tem uma conotação visceralmente negativa, o PIB. :-)

Felicidade Interna Bruta fica muito perto da rotunda do Areeiro (a.k.a. Praça Francisco Sá Carneiro), estando localizado mais ou menos a meio de uma das avenidas que sai desta mesma rotunda, a Avenida Padre Manuel da Nóbrega.



O cor de laranja é a palavra de ordem no Felicidade Interna Bruta o que, de certa forma, permite localizar a geladaria a alguma distância. Ele é toldos laranja, ele é cadeiras e mesas de esplanada laranjas, ele é logotipo laranja, tudo contribuindo para dar alegria e vivacidade ao espaço. A esplanada fica no passeio, a todo o comprimento da loja, tendo um número razoável de mesas e cadeiras para comermos os belos gelados, crepes ou waffles que compramos no interior da loja.

 


O interior é maior do que esperava, conseguindo ter, para além dos balcões frigoríficos, quatro ou cinco mesas redondas com espaço suficiente entre elas para não nos sentirmos sardinhas em lata ou alguém enfiar a colher de gelado na boca errada.

A decoração...parece ter havido algum esforço mas algures durante o caminho alguma coisa falhou e ficámos com algo um bocadinho desarticulado. No entanto, achei curioso as latas antigas de leite (onde me sentei enquanto esperava a minha vez) e a mistura de azulejos que decora uma das paredes. Na verdade, a decoração do espaço nada impede de nos sentirmos confortáveis enquanto nos deliciamos com o gelado escolhido e damos dois dedos (lambuzados) de conversa.

Os sabores são diversificados indo dos sabores mais clássicos como o chocolate, framboesa ou maracujá até sabores mais diferenciados como limão e hortelã, lima e gengibre, maçã reineta com mel e canela ou caramelo de flor de sal.

 


Como não estávamos com grande espírito de aventura pedimos sabores mais "normais", gelado de café (bica) e de chocolate para um, gelado de maracujá e de caramelo com sal para outro. Com excepção do caramelo (demasiado salgado), todos os restantes sabores estavam excelentes, especialmente o de café cujo sabor me fazia lembrar os kopikos, esses rebuçados demoniacamente viciantes.




A relação qualidade, quantidade, preço é um dos grandes trunfos desta geladaria. Só temos que escolher o tamanho do cone ou copo - pequeno (2€), médio (3€) ou grande (3,5€) - porque o número de sabores é o que quisermos e o cone ou copo aguentar :) Portanto ao darmos 3,5€ por um cone temos a garantia de sermos bem servidos quer em termos de qualidade (os gelados são óptimos) como em termos de quantidade, o que só faz com que queiramos voltar outra vez.

Caso não tenham espaço na esplanada para se sentarem, e não queiram ficar dentro da geladaria, podem sempre caminhar até ao Jardim Fernando Pessa (acesso a partir da Avenida de Madrid) ou até ao jardim na Praça Afrânio Peixoto (em frente da estação de comboios Roma-Areeiro), onde se podem sentar a comer o gelado.

Depois de acabar o gelado tem-se uma Felicidade Interna Garantida ou seja chamamos-lhe um FIG(o).






Avenida Padre Manuel da Nóbrega, 13E, São João de Deus, Lisboa
(pertinho do Areeiro/estação dos comboios)
Horário | 3º a 5ª - 12h30 às 20h | 6ª e Sáb - 12h30/14h às 23h | Dom - 14h às 20h
Encerra à segunda-feira



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Frankie, Campo Grande








Frankie foi o local escolhido para festejarmos algo extraordinariamente trivial, conseguirmos ir almoçar fora durante a semana.

Para mim e para a Joana, os almoços fora nos dias de semana são um evento raro, em real perigo de extinção (como se de um lince ibérico se tratasse). Por isso é natural que quando conseguimos tal proeza tentemos escolher um local engraçado onde possamos festejar o acontecimento de forma modesta mas (muito) sentida.

A escolha do Frankie como local para festejarmos a nossa "vitória", o nosso Marquês de Pombal, foi fácil (o que, convenhamos, nem sempre acontece) porque ficava perto do nosso ponto de partida, não precisava de reserva, tinha estacionamento (parquímetros mas ainda assim estacionamento), era economicamente sustentável, e oferecia uma espécie de fast food ainda pouco explorada por nós - os hot dogs - e tudo o que víamos na internet fazia crer que seria uma boa aposta.

E unanimemente concordámos (essa legião de três pessoas) que fizemos uma excelente aposta.

O Frankie fica em plena Cidade Universitária (Campo Grande), às portas do Colégio Moderno, na Rua Dr. João Soares. Não tivemos grandes dificuldades em estacionar, foi chegar, colocar moedinha no parquímetro e seguir em frente para a batalha, mas acredito que haverá alturas em que o estacionamento não será assim tão fácil (muito jovem universitário nas redondezas). Uma vez na Rua Dr. João Soares, rapidamente se dá conta do toldo preto com Frankie em letras brancas, easy peasy.

Chegados à entrada do Frankie, rapidamente se percebe que foi dada grande importância à decoração do espaço e não somente à ementa. O espaço tem um ambiente moderno e trendy (mas em bom), inteligentemente adequado ao que se pressupõe ser o seu público alvo - adolescentes, jovens adultos e adultos com espírito jovem (onde nos tentamos incluir), ou não estivesse o Frankie à porta do Colégio Moderno e colado à Cidade Universitária. Apetece-me dizer (estejam à vontade para discordar) que o Frankie tem uma certa hipster vibe, tendo uma decoração retro mas moderna, com as suas mesas altas com tampos de mármore, bancos corridos de cabedal (ou cabedal like), chão parcialmente coberto por azulejos a formar um padrão retro, entre outros elementos decorativos que ajudam a criar essa vibe.

A surpresa, em termos de espaço, surgiu no fantástico pátio nas traseiras do restaurante. Anormalmente espaçoso, com dois patamares, e um ambiente a suspirar dias de sol e de férias graças às suas paredes vermelhas, o verde das plantas e o mobiliário de terraço. Haja sol e facilmente vamos sentir que estamos no verão, independentemente da altura do ano em que nos encontremos.

Ao mesmo tempo que apreciávamos a decoração do espaço, fomos tentando perceber quais eram as nossas opções gastronómicas e como era a dinâmica do restaurante. Admito que o sistema de pré-pagamento do Frankie, levar algumas coisas comigo e depois vão-me entregar a comida à mesa, não é o esquema que mais me agrada. Se é espírito self-service/pré pagamento então é para receber tudo de uma assentada, se é para sentar e esperar que me venham trazer a comida então faz-me mais sentido serviço de pedidos à mesa/pós pagamento (menos perda de tempo). Ainda para mais, Frankie parece querer ser algo na onda das hamburguerias gourmet, como Honorato e afins, e não de um fast food joint de centro comercial mas depois espeta com um pré-pagamento e uma espécie de serviço de mesa. Como estávamos em modo Happy, não nos ressentimos muito com o tempo que passou entre fazer os pedidos e o cachorro surgir à nossa frente, mas se tivéssemos o tempo contado teríamos rosnado um bocadinho.

 




Continuemos então. Depois de esmiuçarmos a ementa, acabámos por pedir três hot dogs: Chimichurra, Tuga, Sweet mango, tendo dois vindo com batata frita e um com batata frita Frankie, e bebemos dois chás do Frankie e uma limonada de morango. Alguns de nós ainda andaram a balançar entre o wrap ou o corn dog mas ninguém conseguiu resistir ao apelo dos cachorros.



Quando os tabuleiros com os cachorros foram colocados à nossa frente, a expressão nas nossas caras era idêntica e indiciava o mesmo pensamento "Como é que vou comer isto?". Mas após o susto inicial todos arranjámos as estratégias necessárias para comer os belos cachorros que nos puseram à frente. É que os hot dogs no Frankie são algo mais complexos que o normal cachorro de barraca de feira, a salsicha e o pão estão lá na mesma, é verdade, mas o que os cobre vai muito para além da mostarda, ketchup e batata palha. Guacamole, ovo estrelado, manga foram alguns dos ingredientes com que nos deparámos mas existem mais, sendo na junção (feliz) destes ingredientes que reside o segredo do sucesso.

E sim, os três cachorros fizeram sucesso. Todos gostámos da raça de cachorro que escolhemos.

Em termos de acompanhamentos, experimentámos as duas variedades de batatas fritas, as normais e as Frankie. A diferença entre elas está no queijo e bacon que cobrem as batatas fritas Frankie, fazendo com que estas possam ser acompanhamento ou um excelente appetizer. As duas variedades de batatas estavam bem fritas, com um tamanho próximo da batata palha, tendo sido o acompanhamento perfeito para os hamburgueres. Único senão... podiam estar um bocadinho mais quentes mas ainda não tinham atravessado a linha que as colocaria na categoria blagh!
Ao fim de muita conversa, risota e fotos (muitas fotos) decidimos que era altura de atacarmos as sobremesas: Cheasecake oreo e salame especial. Colocar um sem número de sobremesas, umas sobejamente conhecidas (cheasecake, tarte de limão merengada ou mousse) outras não, em frascos pareceu-nos uma excelente ideia :-) A quantidade pareceu-nos perfeita, não é tão pouca que nos faça gritar Forretas! nem em demasia que nos faça dizer entre dentes Estou tão enjoado! Sim porque estas sobremesas são doces mas, pelo menos para nós, não em excesso.
 



Caso ainda tenham dúvidas, gostámos muito do Frankie, especialmente quando, no fim da refeição, pensámos no que tínhamos pago (9€pp) e o que tínhamos comido, chegámos à conclusão que o saldo foi positivo para nós. O atendimento foi sempre simpático e solícito quando necessário.

Existem algumas coisas a melhorar mas não o suficiente para me afastar de outra visita.Espero que realmente o Frankie tenha sucesso e consiga espalhar-se por outros locais para, quem sabe, atenuar o monopólio dos hamburgueres.







Rua Doutor João Soares, 8B, Campo Grande, Lisboa

Horário | 12:00 às 24:00| 2º a Sáb
Encerra ao Domingo

Telefone | 21 4003781
https://www.facebook.com/hotdogsfrankie














sexta-feira, 12 de junho de 2015

Espaço Edla, Sintra






O Espaço Edla foi uma descoberta fantástica, filha do acaso e, neste caso em particular, do desânimo e desespero. Isto porque tínhamos planeado voltar ao Café Saudade para poder finalmente escrever um comentário sobre este espaço (faltam-me fotos que ilustrem o tamanho dos sconnes :-) e, igualmente importante, matar saudades. Mas azar, estava fechado. Tinha um papel a indicar o motivo, visto não ser o dia normal de encerramento, mas o desânimo foi tanto que apaguei da memória o que dizia o dito papel (e também não é relevante, fechado é fechado).

Depois lembrei-me de uma casa de chá que ficava ali pertinho (uma rua abaixo) chamada A Raposa. A Raposa foi das primeiras casas de chá a que fui, ainda no tempo em que as casas de chá estavam conotadas com senhoras de certa idade com cabelo sustentado por (resmas de) laca, por isso estava bastante contente por saber que ainda existia e, à medida que nos aproximávamos da entrada, tudo parecia indicar que estava aberta.

No entanto, quando entrámos e tentámos abrir a porta que daria acesso ao salão de chá esta teimou em não dar de si. Segundo o horário afixado na porta devia estar aberto, segundo o Facebook devia estar aberto, segundo a Zomato deveria estar aberto, segundo as luzes ligadas da entrada, a música ambiente e a primeira porta devia estar aberto. Mas a maçaneta da porta interior, que teimava em não abrir, e a ausência de vida no interior do salão (mesmo depois de quase termos arrombado a porta) indicavam o contrário. The walk down memory lane teve que ficar para outra visita.

E assim nos vimos a braços com um problema, onde raios íamos nós lanchar? Entretanto a minha companhia de aventura lembrou-se de ter lido algo sobre uma casa de chá chamada Alba, Elba, Elda ou qualquer coisa semelhante que lhe tinha parecido ter muito potencial. Toca de sacar do smartphone e descobrir afinal quem era esta senhora. E pasmem-se, não é que a senhora Edla (por esta altura já tínhamos descortinado o nome correto) "morava" a meia dúzia de passos do local onde estávamos? E assim que chegámos à porta foi possível confirmar que era realmente uma casa de chá com excelente aspecto (e que estava aberta).
 
 


A decoração do Espaço Edla é algo singular, conseguindo ter duas decorações muito diferentes num mesmo espaço mas que, de alguma maneira, conseguem funcionar lindamente em conjunto. À entrada do Espaço Edla temos uma primeira sala com uma decoração, ainda que estilizada, com um certo pendor aristocrático, com várias mesas de pé de galo brancas e cadeiras castanho claro com estofos brancos. Neste espaço destaca-se uma mesa com duas cadeiras de costas altas, que dominam o espaço, que parecem estar à espera da Marie Antoinette Louis XVI.

Mas à medida que vamos explorando o resto do espaço damos de caras com um salão de chá do século XXI, com pinturas modernas nas paredes e um mobiliário mais actual mas, ainda assim, sempre com um certo toque de romantismo.

Decidimos ficar na zona mais moderna do salão de chá. Depois de namorar os diferentes bolos expostos na montra e de esmiuçar a ementa e os diferentes chás nela contidos (existem chás para todos os gostos...), decidimo-nos por uma torrada, um sconne com manteiga e compota e uma hipermegafatia de bolo de chocolate. Se os primeiros dois estavam dentro do expectável (bons mas sem sobressair), a fatia de bolo de chocolate estava soberba, espetacular, fantástica (e era grandeeeeeeeeee).

     



Enquanto nos deliciávamos com o nosso lanche, não pudemos deixar de comentar como todo o nosso infortúnio tinha acabado de uma forma extremamente positiva. Acabámos por descobrir um espaço com um ambiente e decoração muito engraçados, um atendimento super simpático e uma oferta gastronómica variada e de qualidade.
No fim, veio a cereja na forma de conta, pagámos cerca de 10€ por todo o lanche. Que mais poderíamos querer?

Por isso meus caros, quando forem a Sintra não pensem apenas em Piriquita, existe vida para além de travesseiros e queijadas :-)


Rua Dr. Alfredo da Costa, nº 52 | 2710-523 Sintra
Horário | 09h00 às 19h00 | 2ª a Dom

Telemóvel | (+351)925970130/31 | E-mail: espacoedla@gmail.com

http://www.espacoedla.pt/

Algumas das imagens foram retiradas do site do Espaço Edla, do TripAdvisor e Booking. Para mais fotos ver a reportagem neste link - http://www.vidadebairro.pt/?p=1044