segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Compadre Alentejano, Camarate





A ida ao Compadre Alentejano proporcionou-se a convite de um casal incrível. Há algum tempo que a visita estava prometida, mas oportunidade tardou. Tardou, mas não falhou.

Refiro-me pessoas honestas, corretas, simples, em súmula verdadeiras. A vida tem-lhes sido madrasta, colocado provas difíceis de superar. Mas como pessoas fantásticas que são têm se mostrado à altura das circunstâncias. A vida pode ser cruel, mas eles ali estão para a enfrentar, para lutar com toda a força. São para mim um exemplo pela coragem, e pela forma como enfrentam a vida. 

Mesmo antes desta ultima prova, já admirava a capacidade do pescoço do casal (piada antiga: se o homem é a cabeça do casal, a mulher é pescoço, vira o cabeça para o lado que quer) para se relacionar com os outros, a forma como cativa toda a gente, como consegue rodear-se de pessoas, e transmitir-lhes boas energias. Admiro a sua capacidade de apesar dos problemas, que sinto existirem e pelos quais está a atravessar, afasta-os, e tem sempre uma palavra alegre para quem chega. 

Vou assim apreendendo, como se deve encarar a vida e as adversidades inerentes a ela: com a cabeça levantada, um sorriso na cara e uma palavra amiga na boca. 

O Compadre fica (para mim) na mítica e lendária localidade de Camarate. Para quem, como eu, nasceu nos finais dos anos 70 não se lembra de Sá Carneiro, mas cresceu a ouvir falar do caso Camarate. Tanto que, se não me engano, vamos na décima comissão de inquérito da Assembleia da Republica ao caso Camarate, sem que tenha havido uma conclusão final. Assim, Camarate esteve sempre envolta de algum mistério, como o triângulo das bermudas. Quando cheguei, como seria expectável tive uma desilusão, deparei-me com um bairro de casas rasteiras construído nos ano 40/50 (?) .

Ir ao Compadre Alentejano é uma experiência, muito mais que um restaurante, é uma verdadeira tasca alentejana. Só não existem camiões à porta porque a rua é demasiado estreita para camiões, mas doutra forma não tenho duvida que estivessem vários à porta. Por isso nada de cerimónias ou grandes salamaleques. Para abrir as hostilidades foi colocado na mesa um jarro de vinho e uma garrafa de 7Up. Ingenuamente perguntei para que era a garrafa de 7Up. Óbvio, foi a resposta, é para fazeres o traçadinho. Neste momento tive vergonha de demonstrar mais uma vez a minha ignorância e perguntar o que seria um traçadinho. Depreendi pelo comportamento dos restantes comensais que seria vinho com 7Up. As coisas que desconheço!


De seguida foi o momento da especialidade da casa: Molengas acompanhadas de batata frita. As molengas são cubinhos de carne de porco (de preferência de alcatara, pois o lombo fica muito seco) que marinam pelo menos um dia em sal, louro, pimentão e vinho branco, e por fim são fritas em banha de porco. Um pitéu! Óbvio, que eleva o colesterol para níveis incríveis, mas quem é que esta a pensar nisso, é delicioso e isso é o que importa.


Para sobremesa pedimos feno, especialidade da casa que já tentei fazer mas não correu de forma brilhante, mas não havia. Então alguém da mesa lembrou-se de perguntar se tinham fruta. A resposta veio de imediato em forma de terrina com vários tipos de fruta. Era só escolher. Simples e eficiente. Nada de fruta descascadinha e mariquices desse género, terrina de fruta e o cliente escolhe o que quer consumir. 

Quanto ao preço já não me lembro bem, mas ficou por menos de 10 euros.



O Companheiro Alentejano
Rua Gago Coutinho 12 - Camarate
Tel: 219470050

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Risotto, Av. Liberdade




 

A ida ao Risotto (ou, como lhe chamávamos inicialmente, Risoitto) já estava agendada desde tempos imemoriais (ou seja, à mais de dois anos). Desde a noite em que passámos à porta do restaurante e gostámos do que vimos através da janela (tinha uma decoração muito engraçada) e na janela (a ementa e os preços eram interessantes) que falávamos nisso. Mas entre indisponibilidades de tempo, agenda, dinheiro, zangas e esquecimentos, a ida foi sempre sendo adiada para uma altura mais propícia, que tardava a chegar. Eis senão quando, para festejar uma efeméride, nos lembrámos que fazia todo o sentido (finalmente!) ir jantar ao Risotto.

Até aqui tudo bem. O pior foi encontrar o dito restaurante. Viemos a descobrir, da pior maneira possível, que demorámos tanto tempo a  concretizar a ida ao restaurante que ele mudou de local e nós nem nos apercebemos. Sim, leram bem, mudou-se.

Então não foram ver se ele ainda existia antes de pensarem em ir lá jantar? - pergunta o caro leitor. 
Fomos, sim senhor. Melhor, reservámos uma mesa e tudo. - respondemos nós com ar envergonhado.
Então não percebo.... Como não deram conta? - pergunta o leitor intrigado.
Bem.... Como nos atenderam o telefone, ficámos descansados em relação a estarem abertos. O que ninguém ligou foi para a morada. Nós sabíamos perfeitamente onde ficava o restaurante... - respondemos com um ar de quem tem não tem culpa.

Mas qual não foi o nosso espanto quando (finalmente!) chegámos "à porta" do restaurante e estava lá outro no seu lugar. Intrigados, descemos a rua, não fosse a memória ter-nos pregado uma partida. E nada. Onde raio se meteu o restaurante?!

Então, mas não pegaram no telemóvel e viram onde afinal ficava o restaurante? Ou ligaram para o restaurante a saber onde ficava? - indaga o leitor já a ficar irritado com tanta idiotice.
Pois.....nenhum de nós tem smartphones... só dumbfones. E não levámos o número de telefone do restaurante connosco. A nossa opção foi desatar a ligar a amigos e familiares que nos pudessem ajudar, e ao fim algumas tentativas lá uma alma caridosa nos conseguiu ajudar. - respondemos cada vez mais envergonhados. 

Fossem a outro! - exclama o leitor.
Os únicos que nos pareciam interessantes estavam cheios. E, a partir de determinada altura, tornou-se ponto de honra (quase a virar ponto de rebuçado) em ir ao restaurante que tínhamos pensado ir, desse por onde desse (óbvio que se ninguém tivesse ajudado, ou a nova localização fosse na conchichina, teríamos que nos resignar mas nunca sem dar luta!) - exclamamos nós de peito inflamado (de gripe muito possivelmente....).

 
Felizmente o restaurante tinha-se mudado para uma rua próxima. Lá fomos nós em passo acelerado, com esta brincadeira já eram quase 22h, senão ainda nos habilitávamos a bater com o nariz na porta ou, pelo menos, a encontrar a cozinha fechada. 

Quando chegámos, esbaforidos e esfaimados, perguntámos logo se ainda serviam (disseram logo que sim) e, quase sem ganhar fôlego, perguntámos se o restaurante tinha mudado de sítio ou estávamos baralhados. Fomos agraciados com a pergunta "Foram ao sitio antigo?" logo seguida com uma bela gargalhada com sotaque brasileiro. 

Esta gargalhada poderia ter sido o início de uma grande inimizade mas, na verdade, fomos atendidos rapidamente e com muita simpatia (devemos ter instilado um certo sentimento de pena...) sendo difícil levar a mal a risota.... nós próprios, quando finalmente assentámos arraiais, nos fartámos de rir com a nossa aventura.


A mudança de local ditou uma mudança na decoração do restaurante. O espaço tem uma decoração simples mas alegre, conjugando o branco, o roxo (alfazema, rosa seco.... dependendo do olho que vê) e fotografias florais. Confortável e com muito espaço entre as mesas (arejamento acentuado pela decoração), permitindo que estivesse um jantar de mais de dez pessoas no restaurante e que tal não tivesse grande impacto nos jantares das restantes mesas (sugerindo que é um bom restaurante para jantares de grupos).

A comida, julgo que não será surpresa para ninguém tendo em vista o nome do restaurante, é de inspiração italiana com um  foco maior no risotto. Depois de algum browsing pela ementa (uns durante mais tempo que outros) e alguma indecisão (uns mais que outros) decidimo-nos por lasanha (com bolognese de carne, queijo taleggio, tomate seco e creme de mandioca) e um risotto de codorniz (com farinheira, grelos, aipo, manjericão, alho e salsa). Enquanto aguardávamos pelos pratos principais, fomos atacando o "cesto" do pão, molhando-o no azeite, e, talvez pelo desgaste da aventura, soube que nem ginjas!

Se os pratos tinham um aspecto delicioso a quando da sua chegada à mesa (a lasanha tem um look pouco convencional), após as primeiras garfadas comprovou-se que não era só aspecto. Ambos os pratos estavam ótimos! De tão cheios, devido ao couvert e o prato principal, não comemos sobremesa (bem... também não vi nada que me apelasse à gula). A brincadeira ficou por 20€pp (com sobremesa devia chegar aos 25€), o que não é barato mas dias não são dias. 


Risotto

2ª a 6ª | 12:30 - 15:00 | 19:30 - 23:00
Sáb: 19:30 - 23:00
Rua Rodrigues Sampaio nº 94 C, 1150-281 Lisboa
Telef | 213 150 233
restaurante@riso8.pt
https://www.facebook.com/Riso8
  


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Via Graça, Graça




Nunca tinha ouvido falar do restaurante Via Graça apesar de já existir à largos anos (desde 1988) e ficar num bairro ao qual não sou estranho, o bairro da Graça (Feira da ladra forever!). Suspeito que o facto de os preços serem um pouco (muito) acima do que normalmente tenciono (quero) pagar por uma refeição, contribuiu (muito) para este estado de ignorância. As minhas pesquisas de locais onde jantar são, especialmente nos tempos que correm, scroogescamente parametrizadas.

Mas (felizmente) calhou não ser eu a propor opções para jantar e, de repente (tchram!), o Via Graça surgiu como uma das possibilidades. Assim que vi as fotos do restaurante, gritei em plenos pulmões (mandei um mail): eu quero ir! quero ir! quero ir! quero ir! quero ir!




Entrar no restaurante foi um exercício interessante. Não foi difícil encontrar o prédio onde fica o restaurante, isso com o auxilio do Sr. Google maps foi relativamente fácil, mas acreditar que estávamos à porta de um restaurante e não de um clube noturno, onde as senhoras se despem de preconceitos para senhores vestidos de dinheiro, foram outros quinhentos. Houve mesmo um momento de paragem em frente ao que tudo indicava ser (em grandes letras douradas e prateadas) a porta do restaurante. A conjunção localização geográfica, prédio a precisar de obras, entrada de restaurante onde apenas se vê uma porta guardada por um senhor de fato, tornou difícil acreditar que era ali que ficava o restaurante cujas fotos tínhamos visto na net.

Mas lá nos dirigimos à porta e, tal como se entrássemos para o guarda-fatos, abriu-se um mundo completamente diferente ao deixado para trás (mas sem feiticeira ou leão). Tudo decorado com bom gosto, decoração clássica mas não ostensiva, pesada ou a cheirar a mofo, mas também o que é que isso interessa quando se tem aquelas janelas. A vista sobre a cidade é algo de fenomenal. É o miradouro da Graça mas ainda melhor. Impossível ficar indiferente ao que os nossos olhos alcançam, o castelo, as colinas iluminadas, o Tejo, e tudo e tudo e tudo e tudo.... a outra vez que fiquei assim embasbacado foi no La Paparrucha.
 
  


E a comida? Boa, muito boa. Desde a entrada (tartelete de queijo da serra com mel e outras cenas), passando pelos pratos principais (hambúrguer de novilho maturado com cebola crocante e foie gras e risotto de cogumelos selvagens com abóbora caramelizada) até à sobremesa (torta de laranja), tudo estava excelente. Mas com uma vista daquelas até ovos mexidos saberiam a presunto pata negra.

Duas críticas a fazer, o atendimento e a proximidade das mesas. O atendimento não foi muito mau mas também não foi brilhante (quando se enganam na conta, fica sempre um amargo de boca) e as mesas ficam demasiado em cima uma das outras para que se possa criar um ambiente verdadeiramente singular (ou seja, conversarmos e ouvirmos a conversa singularmente das pessoas com quem vamos jantar...). É verdade que muitas das mesas estavam ocupadas por estrangeiros, portanto não entendíamos grande coisa, mas não deixam de entrar na nossa bolha e cansar o espírito. Mais ainda, este facto diminui significativamente o potencial romântico de um restaurante que, de resto, tem tudo para o ser.

E, tendo em vista, o que se paga no final da refeição (25€ pp porque fomos forretas, senão facilmente chegava aos 40/50€ pp), a nossa bolha deveria ter todo o direito de não ser rebentada.

O Via Graça vale a pena numa noite especial (de preferência sem chuva, nevoeiro ou granizo) porque no fim (apesar de mais leves na carteira) fica-se saciado a todos os níveis.


Via Graça

Rua Damasceno Monteiro 9-B, 1170-108 Lisboa
Telefone | (+351) 21 887 08 30 - 21 887 03 05
Email | geral@restauranteviagraca.com

Segunda a Sexta-feira | 12.30h às 15.00h e 19.30h às 23.00h
Sábados e Domingos | 19.30h às 23.00h
http://www.restauranteviagraca.com/




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Farol, Cacilhas



Com várias opções na cabeça para um jantar de celebração de 12 anos de casamento, mas com um tempo horrível (chuva, frio e muito vento), foi necessário escolher algo perto de casa e que não nos obrigasse a passar muito tempo na estrada! As outras opções ficaram em standby, aguardando por dias de temperaturas mais amenas!

Já andávamos há algum tempo com "desejos" de comer marisco; numa rápida pesquisa descobri uma cervejaria, o Farol (pelos vistos muito conhecida), em Cacilhas, aberta a uma segunda-feira (querer comemorar coisas à segunda à noite é sempre chato), e com estacionamento perto e fácil (chovia muito...).




Se bem o pensámos, melhor o fizémos! Cacilhas, aí vamos nós! A cervejaria fica mesmo junto ao cais dos barcos, ao pé do farol! :)




Na cervejaria existem várias opções (pratos tradicionais, marisco à dose, peso, prato, etc), mas nós decidimos dar largas à imaginação e vai de atacar uma travessa mista de marisco, a Especial Marisco 2 pessoas! Alarves!!! :)




Só vos posso dizer que estava tudo excelente, e que ficámos completamente saciados (ligeiramente entupidos, até...)! 

Entre pão, bebidas e marisco gastámos cerca de 60 euros. Obviamente que não sendo tão "brutinhos" a comer, as doses dão pelo menos para mais uma pessoa. :)



Restaurante O Farol
Largo Alfredo Dinis, 1
Cacilhas 2800-252 Almada
Tel. 212 765 248
restaurante.farol@sapo.pt 
Largo Alfredo Dinis,1
Fotos: Joana, come a papa, The Lisbon Connection, Almada Intemporal

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cais da Pedra, Santa Apolónia

 




Por vezes, o local onde fomos almoçar, lanchar ou jantar fica marcado na nossa memória não só porque gostámos (ou não) do que comemos mas também por ter acontecido algo marcante nesse mesmo dia. No caso do Cais da Pedra, não diria que o que aconteceu tenha sido marcante mas que deu direito a muitas gargalhadas, nesse e nos dias que se seguiram, sem sombra de dúvida que deu. Ainda hoje, quando penso nisso, não consigo deixar de sorrir e abanar a cabeça em jeito de "aconteceu comigo mas mais parecia para os apanhados". Apenas posso dizer que envolveu uma sandália e muita correria :-)

Ninguém se consegue lembrar (com elevado grau de certeza) quem teve a ideia de ir ao Cais mas alguns de nós já tinham ouvido falar sobre o restaurante e ficado com curiosidade em visitar, por isso lá fomos.


Chegar ao Cais da Pedra não foi difícil, fica mesmo em frente à estação de Santa Apolónia, e estacionar, estranhamente, também se revelou fácil..... mas, dita-me a experiência de outras visitas, que foi realmente sorte pois não costuma ser fácil estacionar na zona de Santa Apolónia à tarde, durante a semana.





O Cais da Pedra veio juntar-se a uma correnteza de restaurante já velhos conhecidos, quer por já os ter visitado várias vezes (como o Casanova e Deli Delux), quer por saber que existem, e que dificilmente irei visitar, como é o caso do Bica do Sapato. 

O Cais da Pedra tem uma decoração que em muito faz lembrar o Casanova, talvez por culpa de ocuparem armazéns idênticos, com esplanadas idênticas. Mas, acalmem-se as hostes, existem diferenças suficientes para os distinguir e ver que têm identidades próprias, um pouco como dois irmãos, partilham os traços fisionómicos mas têm personalidades distintas.


A vista é a que se espera... ora se fica a olhar para um megacruzeiro, propiciando sonhos de viagens idílicas pelo Mediterrâneo a fora, ou dá-se de caras com um espelho de água a que deram o nome de  Mar da Palha e, lá mais ao fundo, vislumbra-se a margem sul, que um dia foi chamada injustamente deserto. Nos dias em que o sol consegue enganar as nuvens e surgir despido de preconceitos, comer e beber tendo os reflexos do Mar da Palha como pano de fundo é realmente formidável.



E o que se come no Cais da Pedra? Algo que está muito na moda: Hambúrgueres. Existem para todos os gostos e feitios. Vegetarianos, carnívoros, piscívoros, toda as dietas parecem encontrar eco nesta ementa, sendo apenas necessário ter apetite e tcharam! E não me posso deixar de fazer referência às batatas fritas.... fantásticas! Se ficasse mais em caminho, acho que ia com frequência ao Cais só para comer uma dose de batatas fritas :-) O hambúrguer comido estava ótimo e os que passavam à nossa volta também tinham bom aspeto (fiquei com curiosidade pelo bolo do caco de alfarroba... na próxima visita talvez....).


Em relação às sobremesas, a experiência já não foi tão boa. O crumble de maçã e o brownie de chocolate não estavam maus mas o arroz doce.... mau, muito mau. E foi unânime no desagrado. E isto num grupo de gulosos é um verdadeiro balde de água fria.
  


Em termos de preços... tenho a perfeita noção de que apesar de serem hamburguers são feitos segundo Sá Pessoa e isso paga-se (mínimo 9€ | máximo 20€). Por isso, contem com, pelo menos, 20€ pp por uma refeição. Se evitarem as sobremesas, conseguem um preço razoável :-)


Joana, come a papa acrescenta:

Vou já começar pelo que não gostei! As mesas corridas no exterior! Pois, eu sei, está na moda, e tal e coiso, até existe um restaurante dedicado ao efeito "mesa corrida", mas eu detesto! Se for um grupo de 4 ou mais pessoas, ainda vá porque a pessoa vira-se de lado e para dentro do seu grupo, e em princípio não tem de lidar com a pessoa do lado. Indo a dois, para mim é o caos! Perde-se toda e qualquer privacidade, se estiverem vários grupos de duas pessoas seguidas faz lembrar um speed dating, é para esquecer! Não sei se já consegui entretanto passar a mensagem que não gosto mesmo disto... :) No Casanova, a disposição das mesas ainda se perdoava, era novidade, enfim,..., agora a mesma gracinha neste também, não se aguenta! Será que tem a ver com a localização?! (A Bica do Sapato se calhar também tem mesas corridas...lol)




Relativamente aos ditos hamburgers, pois aqui sim, gostei muito! Aliás gostámos todos muito! :) Uma enorme variedade disponível, bem servidos, bem confeccionados, 5 estrelas! Provámos o "Bacon & Ovo", "Vegetariano", "Frango" e "Salmão". Também gostámos muito do couvert! Os croquetes vinham quentinhos! :)

O simpático couvert!


Salmão - em bolo do caco de alfarroba

Bacon & Ovo

Ao fundo, hamburger de frango; o outro, hamburger vegetariano (grão e cenoura, (blhec!),
mas segundo parece estava bom).


Dado que os hamburgers são bem servidos, ninguém se aventurou pelas sobremesas! Por estarmos cheios, e porque o Sebastião já lá tinha ido primeiro que eu, e como podem ler no seu texto, a opinião não era das mais favoráveis! 

E sim, não se sai de lá com menos de 20 euros (vá, 18 €, numa onda bem poupadinha!), mas recomendo! :)



Cais de Pedra
Avenida Infante Dom Henrique Cais da Pedra Armazém B, Loja 9, 1900 264 Lisboa
(ou seja à frente de Santa Apolónia)
Encerramento | não encerra
Horário | Segunda, terça e quarta - 12h às 24h
Quinta, sexta e vésperas de feriados - 12h às 02h
Sábado das 10:00 às 02:00 | Domingos e feriados - 10h às 24h
Fone - 218871651 | FB - www.facebook.com/CaisDaPedra (de onde vieram as fotos)



(pergunta que se me pôs..... o que veio primeiro, as letras ou alarme?)