terça-feira, 19 de novembro de 2013

Lizarran, Telheiras







Num destes dias fui almoçar, ali perto do trabalho, ao Lizarran. Nunca tinha experimentado o restaurante, apesar de ser uma profunda conhecedora da oferta gastronómica de Telheiras. Ainda não tinha calhado, também porque o preço é um pouco acima das minhas escolhas mais habituais para almoço e para uma refeição diferente, Telheiras não é a minha primeira escolha. Nada contra, mas há locais mais bonitos na cidade de Lisboa.


O meu gosto por tapas é não é grande, não é que não goste, porque gosto, mas...não é propriamente o meu tipo de comida preferida. Já para a versão portuguesa de tapas, ou seja petiscos, estou sempre pronta. Mas como era convidada, e por alguém com quem não tinha muita confiança, lá fui. 

Para refeição pedimos uma tábua de queijos e enchidos, revueltos com farinheira, polvo e cogumelos estufados com presunto e alho. Tudo acompanhado por um vinho branco. Entretanto, já não me lembro qual foi o vinho selecionado, porque foi preciso mudar tantas vezes de vinho, ou porque não havia, ou porque não era bom, ou porque sei lá, que entretanto perdi-me. Estava tudo bom, mas, não é que não tenha ficado bem, no entanto as tapas é que me deixam sempre com a sensação: então quando é que vem a comida? As sobremesas eram banais, e sem nenhuma marca diferenciadora. 

O melhor, ou pelo menos mais memorável (bem, o mais memorável foi mesmo a conversa, mas isso é assunto para outros blogs) foi o atendimento. Este foi, como direi, irónico, ou seja a senhora que nos atendeu passou a refeição a fazer piadas sarcásticas e com um ar trocista. Este tipo de atitude até tem alguma piada no Sebastião (grande colaborador deste blog), mas na senhora que nos atende num restaurante, não!

Há que fazer ainda uma ressalva para o ambiente e decoração da casa, que estão muito bem conseguidos. O restaurante parece mesmo uma tasca espanhola, no melhor sentido da expressão. 

Quanto à dolorosa, não sei. Percebi que existem menus de almoço, o que deve aliviar um pouco a conta, mas mesmo assim duvido que um almoço fique por menos de 10 euros por pessoa. Já ao jantar, boa sorte!


Lizarran

Rua Poeta Bocage 15B - Lisboa
217 153 696
Seg a Qui - 12h à 01h
Sex e Sab - 12h às 02h
Dom - 12h às 18h


nota: fotos retiradas do site do Lizarran.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mercantina, Alvalade









Na sexta-feira passada o grupo de sempre dos jantares à sexta reuniu-se desta vez num restaurante mais pintarolas do que o nosso habitual, o Mercantina.

O Mercantina nasceu já este mês de novembro na Praça de Alvalade, no renovado Centro Comercial de Alvalade. A entrada para o restaurante faz-se pela rua, mas a casa de banho fica dentro do Centro, que encerra ás 22h. Foi ver o pessoal quase em fila indiana para ir à casinha antes de ela fechar. 

O ambiente é simples mas com estilo, com cozinha aberta para o restaurante e bastante luminoso. O que não é comum em restaurantes italianos.



Para entrada pedimos bruschetta com tomate cherry, e por prato (tábua de madeira) são servidas duas bruschetta. 

Para prato principal, como o grupo era grande, houve de tudo um pouco. Para a mesa veio uma grande variedade de pizzas e uma massa. Um ponto muito positivo, apesar do elevado número de comensais, mais de 10, os pratos foram todos servidos ao mesmo tempo. Pedi uma pizza calzone (óbvio), que estava boa. Confesso que não fiquei maravilhada, mas também não tenho nada a apontar. Já comi melhor, mas já comi bem pior. 




As sobremesas, bem essas provei de tudo o que veio de diferente para a mesa. Estavam muito boas. A verdade é que sou muito mais fácil de contentar no departamento de doces, do que no de salgados. O brownie estava macio e mal cozido, como se querem os brownies. Já o chessecake (foto abaixo) parece panna cotta, sabe a panna cotta, mas é vendida como chessecake, mistérios da vida...




Como qualquer restaurante aberto recentemente o serviço é desorganizado. Um à parte, este é o terceiro espaço seguido do qual me queixo do serviço, começo a pensar que o problema é meu, e ainda falta publicar um post, onde imagine-se, me queixo do serviço. 

Voltando ao Mercantina, à segunda ou terceira tentativa de nos tirarem os copos da frente, alguém da mesa insurgiu-se e quase houve porrada. Não foi bem assim, mas contado desta forma é um pouco mais colorido. A verdade é que ainda havia garrafas de água na mesa, e nós até gostaríamos de conseguir colocar a dita dentro de um recipiente para a consumirmos. Estávamos a ser um burgueses, bem que podíamos beber da garrafa. 

No final, ficou por 17 euros por pessoa. 

Em resumo, não fiquei maravilhada mas também se alguém sugerir ir ao Mercantina não vou colocar de parte. No entanto, parece que está a espalhar-se a nova moda de restaurantes de aspeto apelativo com um excelente branding, mas depois, a comidinha que é o que interessa não surpreende. É mais do mesmo.  





Nota: creio que nenhuma das fotos foi tirada por mim, mas como foi com a minha máquina, vou apropriar-me delas.


Mercantina
Centro Comercial de Alvalade
Praça de Alvalade
21 796 03 13
91 071 36 07
http://mercantina.pt/
Seg a Qui 10h-24h 
Sex e Sab 12h-02h

domingo, 10 de novembro de 2013

Quinta das Conchas, Lumiar







Aproveito o mesmo post e trago aqui dois restaurantes que partilham localização, o Jardim da Quinta das Conchas e do Lilases (vulgo, Quinta das Conchas), e a empresa que os explora, o grupo Alfredo de Jesus.

O Jardim da Quinta das Conchas e dos Lilases foi construído no espaço das duas quintas, e tem uma superfície de 26 hectares. A Quinta das Conchas remonta ao século XVI, tendo sido instalada por Afonso Torres. Após ter passado por várias famílias de proprietários é adquirida, em 1899, por Francisco Mantero, que adquire também a Quinta dos Lilases. Tendo feito fortuna enquanto proprietário de várias roças de café em São Tomé e Príncipe, Mantero converteu o edifico existente na Quinta dos Lilases numa mansão de estilo colonial, enquanto o lago foi guarnecido com duas ilhas arborizadas, que simbolizam as ilhas de São Tomé e Príncipe (adaptado do wikipédia).

À parte da introdução história, a Quinta das Conchas é um jardim muito simpático, ótimo para umas corridas de fim de tarde (a volta mais longa ao recinto são 2 km, que eu já experimentei), para as famílias com miúdos, ler um livro, conversar com amigos, ou mesmo para ficar esparramado na relva a ver o tempo passar. Há ainda durante o verão o cineconchas e concertos variados, é uma das localizações por excelência das atividades de verão da CML.

O restaurante Conchas fica junto à entrada norte do jardim e na fronteira entre a Quinta das Conchas e a dos Lilases. Ao almoço o restaurante Conchas disponibiliza um buffet com preço fixo (5.90 euros). O buffet é composto por entradas variadas, que inclui saladas e salgados, prato de carne, e de peixe.

No dia que visitei “O Conchas”, como me estiquei nas entradas, só experimentei o bacalhau com natas, que estava delicioso. No final, ainda pedimos uma sobremesa. Não foi particularmente fácil de escolher entre o bolo de bolacha e o leite-creme, ambos com excelente aspeto. Mas ganhou a o leite-creme com açúcar queimado (como se existisse outro).

No departamento da dolorosa, como o buffet tem um preço tão simpático, óbvio que carregam no resto, mas nada de escandaloso. No final ficou por pouco mais de 10 euros por pessoa.


Mais a sul, e junto à entrada do Lumiar fica o café/restaurante/quiosque de revistas. Não sei como se chama, e se quiserem encontrar as revistas vão ter de se esforçar, só as encontrei porque decidi ir à casa de banho.

Este espaço está mais vocacionado para café e refeições rápidas. Tem uma esplanada muito simpática com vista privilegiada para o jardim (o restaurante também tem esplanada, mas como fui lá num dia de chuva passou mais despercebida), e onde se pode passar uma tarde ou um almoço de forma descontraída.

As refeições rápidas consistem em hambúrguer e outro tipo de sandes, como bifana ou prego, acompanhados de batata frita ou sopa. Já experimentei os hambúrgueres com batata frita, por diversas vezes, e estavam sempre muito bons. Apenas um senão o serviço é lento, ou seja, a comida demora muito a aparecer, principalmente quando estamos a falar de refeições “rápidas”. Dá a sensação que não estão preparados para servir almoços e quando existem vários pedidos, chegam rapidamente ao limite da capacidade.




O Conchas
Parque das Conchas
217 594 552
Encerra à Segunda-Feira