sexta-feira, 30 de abril de 2010

Storik

Depois de um dia atarefado, após alguma discussão sobre qual restaurante experimentar, e antes de eu bater com o nariz na porta do Indie (quem é que acha que consegue bilhete para a abertura do Indie 15 minutos antes? só mesmo eu) fomos ao Storik. 

Desde a primeira vez que ouvi falar do Storik que o queria experimentar. A permissa parecia-me interessante, pizzas que não são pizzas, são flammes, mas em tudo semelhante a pizzas. O que é sempre um bom argumento a utilizar com o Sebastião quando ele diz: "italiano, outra vez?" (com um ar de seca). Não é italiano e não são pizzas, é francês (região da Alsácia) e são flammes.

E então flammes são exactamente o quê?

Em bom português, pizzas com massa ainda mais fina do que as pizzas com massa fina. O que é bom para quem está preocupado com o consumo de hidratos de carbono, pelo menos na massa não ingerem muitos. Provamos duas flammes, uma tex-mex e outra de frango. Estavam muito boas, apesar de a minha não ter picante, o que ficou a faltar, principalmente porque se chama tex-mex. Um pormenor, para a mesa vem uma tábua de madeira com metade de cada flamme. O objectivo do restaurante é que a flamme não arrefeça, por nós pareceu-nos boa ideia pois permite a partilha com menor dificuldade.
Para sobremesa, depois de vermos uma flamme que se chamava Black and White, não houve hipótese para nenhuma das outras possibilidades, que até pareciam promissoras. Esta flamme, que tem por base queijo mascarpone, é barrada com chocolate preto e salpicada com pedaços de chocolate branco.
No final, 12 euros por pessoa, mas nós também não nos alargamos muito, além das flammes só consumimos uma água.
Gostei da decoração em tons de madeira e terra, e da ideia de existirem várias salas, uma para fumadores, outra para não fumadores, e ainda um espaço lounge. O restaurante tem muitos recantos e em vários pisos. A comida é boa e recomenda-se, e o atendimento solícito q.b. Dito isto, tenho a acrescentar que não fiquei maravilhada, não encontrei nada que me surpreendesse. Se me importo de lá voltar, não. Mas, também se não o fizer, não me faz diferença.


Storik
Rua do Alecrim 30 B/C - Lisboa
216040375
Dom-Qua,12:00 às 24:00 - Qui-Sab, 12:00 às 03:00

terça-feira, 27 de abril de 2010

Adega das Gravatas, Lisboa


Após uma tentativa falhada de provar as iguarias tradicionais da Adega das Gravatas (era segunda-feira!), lá consegui mas desta vez, com outra companhia. 

Adega das Gravatas está localizada na zona antiga de Carnide, uma zona muito promissora nestes assuntos de bem comer! Foi criada em 1908 como uma simples tasca e carvoaria e bastante mais tarde, a pedido do dono, os clientes começam a deixar as suas gravatas com um autógrafo. Neste momento, segundo consta, a colecção tem cerca de 3000 gravatas! 

Não pude confirmar se são realmente cerca de 3 mil, mas posso garantir que são muitas! Estão penduradas por todo o lado do restaurante, com destaque para a sala da foto ao lado! De referir que existe uma gravata emoldurada de uma mesa do Benfica; portanto, isto é "gente boa"!

O restaurante tem esta sala principal bastante espaçosa (o único defeito é realmente o barulho!) e um pátio interior que deve ser bastante agradável em dias quentes. Tem uma decoração simples, onde as imensas gravatas marcam o espaço.


As opções de refeição são várias, tudo com um cariz tradicional e regional. Entradas muito variadas, vários pratos do dia de carne e peixe (não apenas 2 ou 3....são muitos) e uma lista de sobremesas também bastante composta. As nossas escolhas foram para Pato assado no forno com castanhas e esparregado e Favas com entrecosto. Ambos muito bons (o molho do meu pato era uma delícia) e numa quantidade astronómica (eu devia ter meio pato na minha travessa, e o tacho de favas era suficiente para duas pessoas). Com isto tudo, não sobrou mesmo espaço para a sobremesa (aliás não conseguimos acabar os pratos principais). 


Por isso, a minha sugestão para se conseguir chegar a um pouquinho de cada da ementa é: uma entrada, um prato principal e depois uma ou duas sobremesas! Senão, não se consegue!
Relativamente a contas, pagámos por pão, azeitonas, dois pratos, duas bebidas...22 euros. Não é caro tendo em conta o que foi servido; no entanto, a conta rapidamente pode ascender a muito mais com uma sobremesa e entrada. Por isso, a minha sugestão também é boa para não se pagar muito no final!


Recomendo vivamente para uma boa refeição com amigos (também fazem refeições para grupos com ementas pré-definidas).

Adega das Gravatas
Travessa do Pregoeiro, 15
Carnide 1600-587 Lisboa
Tel. 217 143 622
Encerra às segundas


terça-feira, 20 de abril de 2010

Restaurante Tanite


Quem me conhece, e os que não conhecem ficam a saber, eu adooooooooooooooooro francesinhas, de todas as formas e feitios. É muito raro ir ao Porto e não provar tal iguaria da culinária portuguesa. Mas porque é que será que tenho de fazer 300 km ou 3 horas (e o molho, não se deixem enganar que a CP não tem horários, tem publicidade enganosa) de comboio, para comer uma francesinha? Não haverá casas em Lisboa que façam francesinhas tão boas, como no Porto? Mesmo antes da reportagem na Time Out pus-me em busca da Francesinha em Lisboa, e já experimentei dois restaurantes, este apesar de ter sido o último a ser experimentado, teve direito a ser o primeiro post.

Depois de ler elogios no Roteiro das Francesinhas (blog sobre restaurantes com francesinhas em Lisboa) e na Time Out sobre este restaurante e a qualidade das francesinhas, tinha de o experimentar. Mas como só está aberto à hora de almoço, demorou algum tempo até que a oportunidade se apresentasse.

O restaurante/pastelaria tem uma decoração anos 70/80, sendo um pouco a dar para a tasca. Mas se a qualidade da comida for boa, a decoração da casa é irrelevante. O problema foi esse mesmo, depois de tão rasgados elogios, a francesinha deixou muito a desejar.

O aspecto é realmente bom e o tamanho generoso, mas apresentava duas grandes falhas numa francesinha, estava apenas morninha e não tinha uma pinga de picante.

O que é isto? Uma francesinha sem picante é o mesmo que sei lá, uma francesinha sem picante. Que existam restaurantes que façam molho para as pessoas que não gostam de picante, tudo bem, mas uma francesinha tem de ter picante, se não, não é uma francesinha. 

Fiquei muito decepcionada, e no final 9 euros por pessoa. Teria achado o preço mais aceitável se tivesse gostado da francesinha.

Tanite
Largo das Fontaínhas, 15 - Alcântara, Lisboa

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Sebastião acrescenta....

Partilho da paixão assolapada da sininho por francesinhas (e sim, ir ao Porto e não comer francesinhas é algo que me deixa triste e irritado mas acontece). 
Realmente com as críticas tão positivas que teve esta francesinha estava à espera de melhor, muito melhor. Sem picante (acrescentar depois de chegar à mesa não é uma opção, tem de vir de origem), molho pouco espesso e pouca variedade de carnes. Gosto quando torram o pão antes de fazerem a francesinha, assim o pão não se torna em açorda tão facilmente, o que não aconteceu no Tanite. Não foi mau mas realmente não deixou saudades. 
Melhor que a da Cascata mas inferior à de outra casa de francesinhas lisboeta cujo post vai surgir dentro em breve :-)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Passage to India, Saldanha





Encontrar restaurantes na zona do Saldanha não é tarefa fácil, nada fácil. Especialmente quando se tem algumas limitações, como tempo (tinha que ser perto do Teatro Villaret) e dar direito a post :-) Mas depois de fazer o reconhecimento da zona quer em termos internéticos, quer em termos pedestres, descobri um restaurante indiano - Passage to India - que me pareceu muito promissor e ficava ali mesmo no epicentro de toda a acção.

O restaurante fica na Avenida Praia da Vitória, junto a esse mítico cinema lisboeta à muito desactivado, o Cine222. Assim que chegámos, fomos logo brindados com a simpatia característica dos indianos (mesmo que nos estejam a mandar à fava) e encaminhados para a mesa reservada.

O restaurante está muito bem decorado, com simplicidade e cuidado, apresentando uma mistura de cores quentes que conferem calor e conforto ao ambiente. O espírito indiano está lá mas de uma forma simples e com bom gosto.

A carta é vasta e variada (com alguns pratos diferentes do habitual), e enquanto comíamos um pão Nan com alho e ervas escolhemos os nossos pratos (escolha sempre demorada em restaurantes com tantas possibilidades desconhecidas). Infelizmente não consegui reter os nomes dos que escolhemos, mas posso garantir vos que estavam todos muito bons, mesmo bons (até o que envolvia elevada quantidade de espinafres estava excelente).

Sobremesas dos restaurantes indianos nunca são especialmente apelativas.... se formos para as sobremesas típicas indianas são todas muito doces, mas se formos para as "normais" corremos o risco de sermos presentados por produtos plenamente industriais. Por isso (e porque o tempo urgia), pedimos café e conta (14€pp).

Dos vários restaurantes indianos que já frequentei, este está no top five de preferências, fazendo com que queira mesmo lá voltar com mais calma para usufruir não só da comida mas também do espaço, sem stress. Excelente comida, excelente atendimento, excelente ambiente e (nunca é demais referir) excelente companhia, fizeram com que este jantar tenha corrido muito bem.

Localização
Av. Praia da Vitória, No. 45, 1000-246 Lisboa
Telef 21 354 40 73
Horário: 12:00 às 15:30 e das 19:00 às 23:00

terça-feira, 13 de abril de 2010

The Fifties, Lisboa


Apresentando-se como um clássico da cultura americana, este dinner situado no Parque das Nações vem providenciar uma opção válida à zona de fast food do Vasco da Gama, que por vezes está tão cheia e intransitável que dá vontade de largar os tabuleiros e vir embora.

A decoração está muito bem conseguida. Tudo com cores garridas e muito plastificado, bem ao estilo dos dinners que surgem com frequência em filmes e séries americanas. Quem conhecer o Great American Disaster vai rapidamente perceber que o The Fifties é um parente muito próximo (mas sem a vista espectacular para o Marquês de Pombal).


E o que é que se come? O que se esperava, comida altamente processada e calórica :-) Hambúrgueres, batatas fritas e milkshakes para toda a gente. O que não tem em vista compensa na comida, apesar de ser um género alimentício que não deveria representar grande problema na confecção, ocorrem com frequência Great Disasters. Não foi o caso do The Fifties, a comida estava boa (até as batatas quase pareciam verdadeiras :-) assim como a sobremesa (brownies para manter o espírito americano).

O atendimento é um bocadinho desconcentrado e lento mas simpático. A conta fica pelo 15€ pp se fizerem uma refeição completa.

Local:
Av Dom João II, Lt 1.17.02 loja B
1990-083 Lisboa, Portugal
Telf. 309 727 919


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fialho, Évora

Por altura da Pascoa é tradição familiar, quando não vamos "à terra", ir passear por aí. Este ano decidimos voltar a Estremoz, onde todos os Sábados existem duas feiras no mesmo largo, uma de antiguidades e velharias, e outra de tudo o que se possa comer (que pode estar na versão viva ou morta). A visita a ambas as feiras pode ser bastante interessante e lúdica.

Para almoço, decidimos ir experimentar o mui afamado Fialho, em Évora. Este é um daqueles restaurantes incontornáveis, por muitos considerado um dos melhores restaurantes de Portugal, e todos os anos arrecada vários prémios gastronómicos, como por exemplo o  Boa Cama Boa Mesa do Expresso (este ano não foi excepção, garfo de ouro). Por todos estes títulos, pareceu-me ser obrigatória uma visita a tal local sagrado da comida alentejana.

No Fialho existem 3 salas de refeição decoradas à boa maneira alentejana, infelizmente calhou-nos a sala que fica na cave, não que estivesse um dia de sol, mas ter luz natural é uma coisa que me agrada. A sala de entrada também não deve ser de fácil permanência, pois é aí que a grande fila de pessoas espera, além da barulheira é ter pessoas a olhar para o nosso prato com ganas. Por isso, se lá forem recomendo que peçam uma mesa na sala onde fica a casa de banho.

A comida como é óbvio é alentejana, para inicio das hostilidades existem várias entradas na mesa, presunto pata negra, queijo amanteigado, polvo, feijoada, e mais uns quantos pratinhos que praticamente cobrem a mesa. Ouvimos várias pessoas a pedir empadinhas para entrada, devem ser uma especialidade, mas não provamos, isto porque já nos tínhamos entupido com farturas gigantescas, quentinhas e baratíssimas em Estremoz. Comemos apenas o queijo com pão (alentejano), só para ir entretendo.

Os pratos escolhidos foram bacalhau assado no forno com batatinhas e ensopado de borrego. Como prometido estava tudo muito bom, o molho e o pão sabiam mesmo a borrego, e este estava delicioso, desfazia-se e não tinha as gorduras indesejáveis que dão aquele sabor demasiado forte ao borrego. O bacalhau estava também muito bom, apesar de ter ouvido que tinha um pouco de azeite a mais, mas nada que diminuísse a qualidade do prato.

A sobremesa, oh! a sobremesa. Durante a refeição fui ouvindo os empregados a descrever algumas sobremesas e aquilo era música para os meus ouvidos, por isso quando chegou a parte da escolha da sobremesa foi fácil, já estava a salivar por aquela há uma boa meia hora. E então o que era? Algo criado pelos Deuses, ou por bons cozinheiros, Doce de ovos, com cobertura de açúcar queimado, e umas gotas de sumo de limão para cortar o doce. Divinal! E realmente o limão estava lá, sentia-se e cumpria a sua função. 

Um outro ponto forte do restaurante é o atendimento, muito atencioso e simpático, os dois empregados que estavam naquela sala era incansáveis e nunca ficávamos muito tempo sem ser atendidos, mas ao mesmo tempo também não nos pressionavam para nos despacharmos. Conseguiam um equilíbrio muito interessante entre rapidez de atendimento e deixar o cliente à vontade. Alem disso, ambos atendiam todas as mesas da sala, não havia aquela coisa da divisão das mesas, se um estava ocupado, o outro aparecia para nos servir.

Finalmente, la dolorosa, que era uma das minhas principais preocupações com este restaurante e que me manteve afastada até agora, 24 euros por pessoa, com vinho e sobremesas, mas não nos alargamos nas entradas. Este é um daqueles restaurantes que se não se tiver algum cuidado a conta chega rapidamente aos 30 euros pp, principalmente se o grupo for grande. É um pouco puxado, mas vale a pena, nem que seja só uma vez, principalmente porque a comida é realmente muito boa.

Fialho
Travessa dos Mascarenhas, 16 - Évora
Tel: 266 70 30 79 (a reserva pareceu-me muito importante, principalmente se não querem ouvir: só temos mesa às 15h)

Nota: as fotos foram retiradas de http://www.restaurantefialho.com/. Infelizmente as minhas ficaram inutilizadas pois o rolo partiu dentro da Lomo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Café Malaca, Cais do Sodré


Como se está a tornar tradição (ou será maldição?), os nossos almoços de Páscoa são algo atribulados. Se desta vez todos os pratos que constavam na ementa estavam disponíveis, por outro lado mantivemos o considerável atraso na chegada ao restaurante e o nosso entendimento com o atendimento não foi do melhor. O café Malaca fica no piso superior do barracão (não, não me enganei) pertencente ao Clube Naval de Lisboa, no Cais do Sodré.

O que posso dizer sobre o ambiente do Café Malaca.... estranho, diferente, com um ar de sótão que alguém decidiu transformar em restaurante (onde não faltam os barrotes à mão de semear, ou melhor dizendo, à cabeça de semear :-), utilizando objectos que recolheu de viagens por terras longínquas (ou mesmo aqui ao lado, em Alfragide, na Ikealand). O Tejo desta vez está à vista mas é necessário ir até à única janela do restaurante para o ver, sentados nas cadeiras apenas vislumbramos o céu (que miraculosamente estava azul apenas com alguns farrapos de nuvens).

A ementa do restaurante está exposta num quadro de ardósia que se encontra à entrada. Têm que ouvir atentamente quem vos atende para perceberem o que consiste cada um dos pratos de forma a poderem fazer uma decisão informada. Não é tarefa fácil, muita informação e pressão para fazer uma escolha. Nada como uma ementa para cada um (ou até uma para todos, que não nos importamos de partilhar), com uma breve descrição dos ingredientes, para tornar a escolha mais fácil ou, pelo menos,  para não termos alguém a pressionar-nos para escolher. Infelizmente os donos do restaurante não partilham esta opinião.

Para entrada experimentámos crepes Vietnam, o que se revelou uma escolha algo decepcionante. Não que estivesse mal confeccionado mas parecia que estávamos a comer salada embrulhada em papel de óstia com camarões lá pelo meio.

Em termos de pratos principais ficámo-nos pelo Caril Verde, Caril Porta do Dragão e o Rendang. Das informações recolhidas até ao fecho desta edição, todos gostaram do prato que comeram (eu que andei a provar de todos, concordo com este assessment :-), indicando que estavam muito bons. As sobremesas, bem foram algo diferentes to say the least :-) Fuku (bolinhas de gelado de diferentes sabores embrulhados em papel, desculpem em massa de arroz), gelado de queijo com castanhas (sabor estranho, em que as castanhas estavam um pouco perdidas) e bolo de chocolate com gelado (comido e imediatamente esquecido, não deixa memórias, nem boas nem más).

Depois dos cafés, veio a dolorosa... 22€ pp, que em proporção ao que foi comido foi um bocadinho over the top. Admito que fui o principal impulsionador para irmos ao Café Malaca. Não sei porquê fiquei com curiosidade em conhecer depois de tudo o que tinha lido sobre ele. Não correspondeu às expectativas mas não deixou de ser uma experiência interessante, onde a comida era boa e o ambiente diferente. O atendimento deixou um bocadinho a desejar, tendo-se gerado uma certa incompatibilidade entre nós e quem nos atendeu.

Localização
Entrar no barracão que diz Clube Naval de Lisboa, subir as escadas íngremes que se encontram à vossa esquerda e chegam ao sótão :-)
Cais do Gás Armazém H 1º Clube Naval Lisboa, 1200-109 Lisboa
Telef. 213477082
Encerramento: Segundas (Almoços)
Horário: 12:30 às 15:00 e das 19:30 às 23:30
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Joana, come a p
apa acrescenta:

É verdade! ... a acessibilidade é fraca, muito fraca! nem pensem em levar pessoas de mobilidade reduzida (do tipo crianças em carrinhos, ou alguém com uma perna partida...pode ser dramático!). Juro que estive mesmo para levar a minh
a nova companhia...mas felizmente uma avó caridosa intercedeu e não tive de correr risco de vida a subir ou descer as escadas com um "ovo às costas"!
Relativamente à comida, realço o prato principal que estava muito bom (Caril Verde). No resto, faço minhas as palavras do Sebastião. O preço é realmente um "pouquinho" além do merecido.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sofisticato, Lisboa

Cada vez me convenço mais que a zona de Santos não é o Design District mas sim o Restaurant District de Lisboa, tal é a quantidade, qualidade e variedade da oferta de restauração na zona.

O restaurante Sofisticato é mais uma destas ofertas na zona de Santos. O nome do restaurante já indicia aquilo que se espera encontrar assim que se passa pela porta e se vislumbra o interior, sofisticação. Existem três salas, cada uma delas com um ambiente e decoração diferente, criando espaços para todos os gostos. Uma das salas fica num pátio interior sob um telhado de vidro, com uma parede de ardósia com escritos a giz e mesas redondas com cadeiras desirmanadas - ambiente moderno mas descontraído. As outras duas salas apresentam uma decoração mais clássica, exibindo paredes de pedra iluminadas, lustres e candelabros, sofás e cadeiras de veludo, em tons neutros que jogam com pretos, cinzas, dourados e roxos - ambiente mais cosy and classy.



Ficámos sentados na primeira sala, junto à parede de pedra iluminada, onde fomos presenteados com as ementas em molduras douradas.

O mais engraçado desta sofisticação toda é que não faz sentir deslocado, ou seja, por vezes acho que me vou sentir deslocado com todo este meu ar de classe média a entrar num restaurante todo pipi, mas a verdade é que as pessoas à nossa volta tinham também um ar super descontraído (ninguém ia de fraque ou vestido de gala :-) e o atendimento não poderia ter sido mais simpático ou prestável.

A ementa já estava pré-estabelecida, entrada: almôndegas panadas com queijo fumado (picante q.b.e muito estaladiças), pratos principais: risotto com chocos frescos (estava no ponto! o choco desfazia-se na boca) e papardelle com ragú de javali (bom! mas a pergunta que se impunha é como se consegue diferenciar javali e outra carne quando vem picada?), sobremesa: panacotta com molho de frutos vermelhos (sou fã desta sobremesa italiana e posso vos dizer que estava muito boa, nata cozida no ponto certo).

Para a mesa trouxeram azeite balsâmico e pão para entreter enquanto aguardávamos pela entrada,o que soube muito bem pois já estávamos com alguma fome :-)

A conta no final ficou por 16€ pp (mas com voucher da Time Out) porque de outra forma não teríamos saído do restaurante sem deixar perto de 30€ cada um. Gostei muito do ambiente (acolhedor, propício para uma amena conversa), da comida (apesar de não ser transcendental, estava boa) e do atendimento (divertido e atencioso q.b), mas o preço real dos pratos torna difícil pensar em lá voltar anytime soon. 

Localização
Rua São João da Mata 27, 1200-846 Lisboa
Tel. 213965377
Horário: 18:30 às 24:00
Encerramento: Segunda-feira