quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Don Vito, Lumiar






A culpa de termos acabado no Don Vito foi da Joana, ponto! Ela é que o descobriu, nos levou até lá e nos fez entrar sob a ameaça velada de que nos deixaria abandonados no meio da Alta de Lisboa se não o fizéssemos. E contra isto nada pudemos fazer senão entrar :-) 

Agora a sério. Foi realmente a Joana (come a papa) que descobriu esta pequena pizzaria perdida no meio da Alta de Lisboa, e não estou a exagerar quando digo pequena (tem apenas uma mesa, simbólica eu diria, pois o Don Vito funciona como take-away) ou perdida (só mesmo uma procura ativa, como foi o nosso caso, ou conhecendo a urbanização é que se poderia saber da existência desta pizzaria).




Como não sabíamos muito bem o que íamos encontrar, a ideia de onde iríamos efetivamente comer a pizza foi sofrendo ajustes consecutivos e em tempo real. Inicialmente pensámos que seria uma pizzaria com mesas logo business as usual, quando chegámos à pizzaria percebemos que não era bem esse o espírito da coisa e começámos logo a pensar onde poderíamos realizar um picnic improvisado, no fim abancámos na única mesa disponível e fizemos um picnic dentro da própria pizzaria. Não somos senão pessoas flexíveis :-)


 


Apesar de sermos três cabeças com gostos diferentes, conseguimos chegar a um consenso na pizza que iríamos pedir. Aqui tive que fazer uma concessão, que no fim se revelou bastante ajuizada mas que na altura me fez franzir o nariz, ao escolhermos massa integral para a base da pizza. Escolhemos então uma pizza grande Don Vito com mozarela, azeitonas, cogumelos, presunto e ovo estrelado e para entrada pão de alho.

Segundo dizem uma imagem vale mil palavras...





....mas como se há coisa que não me faltam é palavras, vou complementar as imagens com palavras merecidas de louvor e satisfação. Quer a entrada, quer a piza estavam excelentes! Massa fina e estaladiça (tal como eu gosto), tendo sido agradavelmente surpreendido com a massa integral do qual fiquei fã. Todos os ingredientes estavam presentes, em quantidades generosas e de excelente qualidade, como todas as pizzas deveriam ser.

Não houve oportunidade para experimentar as sobremesas (delícia de maçã e delícia de nutella) mas outra visita ficou já apalavrada por forma a colmatar essa falha. O atendimento foi muito simpático e paciente com todas as nossas questões sobre as pizzas... e as massas... e os ingredientes... e as entradas. A entrada e a pizza ficaram prontas num ápice mas, em abono da verdade, não tínhamos ninguém a competir connosco, por isso não posso dizer que esta rapidez possa ser mantida com mais clientes.

Que mais posso dizer do que sortudos são aqueles que moram na Alta de Lisboa e têm um acesso fácil a tão excelentes pizzas!





Rua Helena Vaz da Silva nº9, Loja 2, Lumiar, Lisboa 1750-441


Horário | 3ª a Dom - 12h às 15h30 / 19h às 22h30

Encerra à segunda

Tlf | 308 803 748
Facebook




Don Vito Pizzaria Tradizionale Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fábrica Lisboa, Baixa






A Fábrica Lisboa fez-me pensar no tempo e na sua inexorável passagem, fez-me pensar em pessoas e em pedaços de uma vida que podia jurar recente mas que as contas de cabeça aos anos fazem, afinal, crer que foi noutra vida.

Assim que passei a soleira da porta, rapidamente os olhos se fixaram na parede, entre a porta e o balcão, hipnotizados pelo conteúdo das prateleiras que a cobrem e onde figuram caixas, caixinhas e caixotes, balanças, televisões, máquinas de escrever, ventoinhas e um sem número de outras peças que me fizeram recuar no tempo. E pensar que convivi com várias dessas peças, tenho a sensação que isto me deveria pensar que estou (sou) velho mas a alegria de as voltar a ver e as boas recordações que me trouxeram, fazem-me ignorar essa ideia. Pensar que vi o primeiro Indiana Jones numa televisão a preto e branco, idêntica à que está numa das prateleiras, faz certamente de mim um dinossauro aos olhos de muita gente, but who cares? Not me :-)

Mas deixe-mo-nos de lamechices e pieguices e outras ices, não há tempo para essas coisas e tenho uma reputação a manter, gelo corre nas minhas veias Uuuurrrrrrrrgh!

Portanto, acho que já deu para perceber que fiquei rendido ao local, mesmo que me dessem pão duro e leite azedo, eu diria que valia a pena a visita. A decoração retro vintage é, como diz a minha frequente companhia nestas aventuras, deliciosa!





Mas (felizmente) a Fábrica Lisboa não vive apenas de ambiente e decoração, muito pelo contrário. Tendo em vista que tem fabrico próprio, saem regularmente fornadas de pão e croissants e outras obras do Demo, todas tão deliciosas como o cheiro que libertam quando se abrem os fornos.

E digo já, aqui à frente de todos. O croissant de amêndoas da Fábrica Lisboa é o melhor que já comi em Lisboa e arredores, e olhem que já provei muitos. Normalmente, a gula leva-me a pedir o croissant de amêndoas sempre que lhe ponho a vista em cima mas, invariavelmente, chego ao fim entre suavemente ou declaradamente enjoado. De todo, em todo não foi o caso. Não sei se já disse, delicioso.
Os croissants simples são igualmente excelentes, podendo pedir-se para virem recheados com cenas salgadas (fiambre, queijo, etc..) ou doces (nutella, nutella ou compota). Sandes em pão tradicional, torradas, tostas e saladas fazem igualmente parte do menu, ou seja, tem à disposição tudo o que precisam para fazerem um delicioso lanche. Pelo menos foi isso que fizemos, duas vezes seguidas :-)
 


 
 



Os preços são perfeitamente adequados ao que nos é servido, e onde nos é servido, e o atendimento foi muito simpático e atencioso.

Só para o caso de ainda não o terem percebido, merece sem dúvida uma visita. Não deixem que apenas os turistas usufruam deste espaço :-)



Rua da Madalena, 121, 1100-319 Lisboa

Horário: 3ª a 6ª - 8h às 20h | Sáb - 9h às 19h | Dom - 9h às 17h
Encerrado às Segundas-feiras

fabricalisboa@hotmail.com




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dogtown Burguer Joint, Bairro Alto




Se um dia se virem em pleno Bairro Alto a pensar que o que era mesmo, mas mesmo bom eram uns belos hambúrgueres para saciar a larica instalada, então não pensem duas vezes façam uma visita ao Dogtown Burguer Joint.




O nome do restaurante é algo peculiar, especialmente para pessoas que nada sabem sobre desportos radicais, fazendo com que se instale alguma dúvida sobre se realmente se vai comer hambúrgueres ou se afinal são cachorros (Dogtown.... Hotgdog.... you catch my drift...). Mas garanto-vos é mesmo uma hambúrgueria. O nome peculiar, ficámos depois a saber, vem de um documentário (Dogtown and Z-Boys) e filme (Lords of Dogtown) sobre um influente grupo de skateboaders que revolucionaram o desporto, lá para os lados da Califórnia. Para além do nome, este grupo serviu de inspiração para a decoração do espaço e, até, para a escolha dos nomes dos hambúrgueres.

O Dogtown Burguer Joint fica algo fora das ruas mais populares ou, melhor dizendo, mais turísticas do Bairro Alto mas, apesar de ficar num local mais recatado, não implica que seja difícil de encontrar. O facto de ficar praticamente em frente à esquadra da polícia do Bairro Alto tem o condão de facilitar a procura. Por outro lado, aqui que ninguém nos ouve, deve ter também o condão de afastar alguma clientela mais... como dizer... extrovertida. O que para nós foi excelente pois não tivemos que lutar por uma mesa nem ouvir falar (ou gritar) outra língua que o português. 




A decoração do espaço não é o seu ponto forte. Se não fossem os letreiros junto à porta, da rua diria que estava perante um café ou restaurante de bairro, onde me iriam servir comida tipicamente portuguesa, da bifana ao bitoque, do bacalhau à sardinha, nunca me passando pela cabeça que estava perante uma hambúrgueria. No entanto, depois de atravessar a ombreira da porta, fica mais fácil de se perceber que não se está propriamente no café do sr. Neves, com várias fotografias a preto e branco de Dogtown and Z-Boys a dar o tom do restaurante: descontraído e amigável.






Da ementa constam hambúrgueres de vaca e vegetarianos, todos eles com nomes de alguma forma associados com Dogtown e Z-Boys. Como somos mais dados à carnucha, decidimos pedir um Stacy Peralta (espinafres, tomate, queijo, bacon, ovo) e um Z-Boys (rúcula, tomate, queijo, caril de manga e cogumelos) que veem acompanhados por batatas fritas aos palitos. A simpatia (e paciência) de quem nos atendeu foi impecável, tendo ouvido que ambos estávamos indecisos entre o Stacy Peralta e o Z-Boys perguntou se queríamos que os hambúrgueres viessem partidos ao meio, ao qual respondemos prontamente que sim, que seria excelente. E, quando vieram os pratos, não só os hambúrgueres vieram partidos ao meio, como cada prato já veio com uma metade de cada. Volto a dizer, Impecável. A foto com o hambúrguer intacto foi de outra visita que fiz ao espaço (querem melhor indicador de que fiquei fã? ;-), tendo escolhido o hambúrguer especial da Rota dos Hambúrgueres, uma verdadeira torre de resmas de coisas fantásticas que merecia passar a fazer parte da ementa regular.

Quem nos estava a atender (presumo que seja o gerente/dono) entabulou conversa connosco enquanto esperávamos pelos nossos hambúrgueres, tendo-nos explicado então de onde vinha o nome do restaurante, qual era o espírito do restaurante e de algumas características dos hambúrgueres (os quentes e os frios ficam sempre separados por uma barreira de pã para não cozerem, por exemplo). Acho que apenas discordámos nas cascas de batatas (eu sou fã), de resto via-se que era alguém que partilhava o meu prazer em comer bem, o que foi o primeiro passo para nos descansar que iríamos ser bem tratados. 

E que dizer dos hambúrgueres? Excelentes. Assim que vi que o pão dos hambúrgueres não era brioche, caco ou o normal pão de hambúrguer mas sim pão escuro (o meu favorito) fiquei conquistado. A partir daqui foi sempre a subir. A carne estava no ponto, tudo o que nos foi prometido estava presente no hambúrguer e com excelente qualidade e sabor, garantindo assim um momento de verdadeiro prazer gastronómico. Ah! já me ia esquecendo, as batatas também estavam excelentes.





Quando chegámos ao fim dos nosso hambúrgueres ficámos na dúvida se ainda teríamos forças para uma sobremesa. Acho que a sensação era que tínhamos subido o Everest, gostado muito da vista mas não sabíamos se tínhamos forças para descer.

No entanto, fomos dito que tínhamos de comer o brownie, tínhamos mesmo pois era fantástico. E como tinhamos mesmo, mesmo que provar não podemos dizer que não :-)




Não sei se a foto lhe faz jus mas posso assegurar que este brownie era mesmo um brownie à séria, denso e com intenso sabor a chocolate, como já não comia à muito tempo. Digamos que depois deste brownie estava pronto para descer o Everest e voltar a subir.


No fim, pagámos por volta dos 12€ pp e valeu cada pennie que demos. Pode não ter uma decoração tão trabalhada como muitas das hambúrguerias que pupulam um pouco por toda a Lisboa, sendo no entanto agradável e descontraída, mas é excelente nos dois pontos que fazem com que valha a pena entrar - excelente comida e excelente atendimento. Merece uma visita.








Travessa Água da Flor, 42, 1200-010 Bairro Alto
Tlf - 912 773 916 / 96 944 90 52 | dogtownburgerjoint@gmail.com

Horário: 2ª a 5ª - 19h às 2h | 6ª e Sáb - 19h às 3h
Encerra ao Domingo








terça-feira, 22 de setembro de 2015

Rambóia, Costa da Caparica






Após descobrir que o responsável pela Hamburgueria do Bairro tinha aberto um restaurante na Costa da Caparica impôs-se uma visita. Assim na primeira oportunidade, que surgiu na forma da comemoração do aniversário Pai Sininho, prestei uma visita a este novo local.

A Costa da Caparica há muito que é negligenciada e a abertura de novas casas que venham dinamizar a cidade, e atrair um novo público são sempre de louvar. 

O Restaurante
O Rambóia fica na avenida junto às praias que sai do centro da Costa (vulgo a Rua dos Pescadores) e se estende por uns 2 ou 3 quilómetros. Tradicionalmente esta avenida tem vários restaurantes na sua maioria chineses de qualidade duvidosa. Mas agora com a abertura do Rambóia e outros espaços a oferta está a mudar.

O restaurante é composto por uma parte interior e uma ampla esplanada. Como estava um dia de calor optámos pela esplanada. Como na Hamburgueria a decoração e a imagem do restaurante é extremamente bem cuidada, o que se percebe logo pelo menu.




A comida
Apesar do dia quente pedimos uma francesinha (até porque, como diz no menu, o chefe é do Porto - carago!) e um Tacho com choco, camarão, feijão, ovo e coentros. A mistura pareceu-me improvável por isso só poderia ter bom resultado.

Ficou para uma próxima visita a Rabada e outros pratos de tacho, que prometiam ser excelentes iguarias. 

Ambos os pratos estavam deliciosos, especialmente o Tacho. Este estava no ponto, a combinação do ingredientes funcionava na perfeição, estava apurado como se quer de um prato de tacho.




Apenas uma pequena nota na francesinha, o molho não era picante, ou melhor picante como um verdadeiro apreciador de francesinhas gosta. De resto, a francesinha estava impecável, principalmente num ponto que muitas pecam que é na qualidade dos ingredientes. Como a francesinha tem muitos sabores, muitos restaurantes aproveitam para utilizar carnes de qualidade inferior, mas aqui o bife e as restantes carnes poderiam ser servidas em separado da francesinha que não envergonhariam ninguém.




A sobremesa
(ou a parte mais importante da refeição)

A escolha foi algo difícil, mas após alguma conversa foi deliberado que seria a pavlova e o leite creme.




A Pavlova estava divinal, mas mesmo divinal, o sabor doce da Pavlova e o ácido dos frutos silvestres fizeram uma combinação perfeita.




O leite creme veio servido num prato de sopa o que lhe conferia um aspeto de papas de criança, como é óbvio houve direito a risota. Tinha apenas um senão, o açúcar não estava queimado na perfeição e por isso sentiam-se os grãos. 

O preço
O almoço ficou 22 euros por pessoa, com sangria, entradas, sobremesa e cafés. A menos que vão para as costeletas de novilho ou algum vinho mais caro dificilmente o valor da refeição fica mais caro. 

A conclusão
Quando é para voltar? 



Rambóia
Avenida General Humberto Delgado, 7D (Costa da Caparica), Almada
21 405 9612
Seg a Dom -  12h00 às 24h00



sábado, 19 de setembro de 2015

Honorato, Chiado







Eu sei que o Honorato não é propriamente uma novidade gastronómica, muito pelo contrário. Mas, o Honorato tem algo que o mantém interessante e digno de nota - cada espaço que abre sob a chancela Honorato tem uma identidade própria e, regra geral, sempre com bom gosto.

O Honorato no Chiado não foge à regra, ocupando dois pisos em pleno Largo Rafael Bordallo Pinheiro. A área de mesas é considerável, permitindo que grupos de todos os tamanhos e feitios se possam juntar sem perturbar significativamente os outros, existe espaço para todos.

A decoração da sala (tenho ido sempre à de cima) faz-me pensar que estou numa cantina de um qualquer complexo industrial que foi reaproveitada para ser um restaurante (um bocado ao espírito da Lx Factory), tendo como expoente máximo de decoração uma parede, situada logo à entrada, artisticamente esburacada pelo Vhils.




A decoração moderna e jovem destes Honorato reflecte a zona onde está inserido, sendo uma excelente alternativa para jantar para as resmas de pessoas que rumam em direcção ao vizinho Bairro Alto e, de uma forma mais majestática, ao Cais de Sodré. 


 


Os hambúrgueres são os nossos já conhecidos de outros Honoratos, o que para mim é um ponto positivo pois regra geral gosto do que escolho. Mais ainda, quase já não tenho de olhar para a ementa para decidir o que quero, já tenho a minha lista de favoritos, acelerando a etapa de selecção. 




O atendimento foi simpático e eficiente, permitindo ser atendido com rapidez e sem grandes problemas.

Em suma, é bom saber que se pode contar com algo bom e a preço justo numa zona onde, graças às marés de turistas, se pode tornar caro ter uma refeição fora do centro comercial.





 



Largo Rafael Bordallo Pinheiro, 12, Chiado, Lisboa
Horário | Dom a 5ª - 12h às 24h | 6ª e Sáb - 12h às 2h














quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Nut's Cascais







Este post é o que se poderia chamar uma rapidinha bloguesca.

O Nut's Cascais em nada difere do Nut's Chiado, ele é crepes, ele é churritos, ele é waffles, ele é kebab's tudo com o potencial de ser regado com essa ambrósia a que chamam Nutella. Mas o Nut's Cascais tem dois elementos diferenciadores importantes de salientar - espaço (até esplanada tem) e uma melhor localização (menos escondida). E se o segundo elemento é passível de ser negligenciado, já o primeiro é extremamente importante pois comer waffles na rua ou em andamento não é para todos.
 

 


E não pensem que eu falo (e gosto) do Nut's só devido a esta minha fixação (suavemente patológica) por Nutella, eu gosto igualmente da massa com que fazem os churritos e os waffles. De outra forma, preferia comprar um frasco de Nutella e comê-la à colher do que estragá-la com um mau acompanhamento.

A localização do Nut's Cascais é excelente, mesmo no centro de Cascais e a pouco metros desse incontestável ponto de referência da gelataria portuguesa chamado Santini, permitindo aos indecisos comprar um waffle com Nutella no Nut's e adicionar-lhe duas bolas de gelado no Santini :-) Eu é só boas ideias.




Desde já lamento que as fotos mostrem marcas (significativas) de devoração mas já íamos a meio de tudo - do caminho, da waffle e dos churritos - quando nos ocorreu que não tínhamos tirado uma foto da nossa sobremesa. Parámos logo junto a um ponto de luz e tirámos fotos ao que ainda restava.... mais um bocadinho só vos mostrávamos como lindas eram as embalagens.
 





Avenida Valbom 9, Centro Cascais (mesma rua que o Santini)
Horário | 2ª a 5ª - 14h às 24h | 6ª e Sáb - 14h à 1h
Dom - Encerra