segunda-feira, 22 de março de 2010

Chaminés do Palácio

Já andava com esta fisgada há algum tempo mas devido a constrangimentos de horários (o restaurante só serve almoços) ainda não tinha sido possível fazer uma visita ao Chaminés do Palácio.

"O Palácio da Independência, anteriormente conhecido por Palácio dos Almadas, Palácio do Rossio ou Palácio de S. Domingos, foi assim baptizado por ter sido neste local que D. Antão de Almada e os 40 Conjurados planearam a revolução que deu origem à Restauração da Independência de Portugal, no dia 1 de Dezembro de 1460, com o derrube do jugo filipino e com a aclamação a rei de D. João IV."






Este restaurante encontra-se escondido dentro do Palácio da Independência (palacete ao lado do Teatro D. Maria II, no início das Portas de Santo Antão), e sim escondido é realmente a palavra chave. Para chegar ao restaurante temos que passar por um guarda (é só dizer que querem ir ao restaurante, e ele até vos indica como lá chegar - acreditem que não é óbvio :-), subir uma escadarias e então, por fim, chegar à porta do restaurante.
A primeira coisa que reparei foi que a cozinha do restaurante é debaixo das  chaminés que dão nome ao restaurante, o que torna pouco provável terem o restaurante cheio de fumo e cheiros, posso estar enganado mas estas chaminés parecem-me ter uma grande capacidade de extracção (estas e as que existem em Sintra :-).

Podem escolher entre ficar na sala (pequena mas agradável e com uma decoração simples, a puxar para o moderno, mas sem colidir com o edifício que o alberga) ou ir para um pátio solarengo com as paredes que o circundam cobertos por azulejos (parece-me um excelente local para dias de sol.... infelizmente nos últimos tempos não temos tido muitos).


E a comida? Bem a ementa é variada e cheia de pratos de cariz tipicamente português, nada de grandes floreados e nomes xpto, bem servidos e, pelo menos o meu, muito bem confeccionados. Fiquei-me pelo frango recheado com farinheira, arroz e salada, que estava no ponto! Não cheguei às sobremesas - nem quis saber o que tinham a oferecer - a carne é fraca e podia não ter forças para recusar um docinho (e quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga).

Depois de beber o meu café (não sendo Nespresso, era muito bom), lá pedi a dolorosa - 11€ (bebida, prato e café). Para mim foi um preço honesto, fui bem servido (quem atendia era simpático e prestável q.b.) e com qualidade.

O facto de ser preciso saber que o restaurante existe faz com que se torne um oásis no meio dos restaurantes desta zona, sempre cheios de portugueses e estrangeiros (que assim que aparece um raio de sol, parece que nascem do chão), onde é possível comer uma refeição em paz, a desfolhar uma revista ou na amena cavaqueira.

Palácio da Independência, Largo de S. Domingos, 11 (Rossio)
tel. 21 324 1470
Aberto para almoços de 2ª a 6ª feira
Para eventos e/ou jantares de grupo o restaurante abre em exclusivo a partir de 12 clientes. O Palácio dispõe igualmente de várias salas onde podem ser servidos jantares com diferentes ambientes. 


quarta-feira, 17 de março de 2010

Quinoa, Chiado

 
 

Há muito que devia ter escrito este post, mas a minha veia "poética" anda um pouco em baixo, não é que hoje esteja muito melhor, mas o peso na consciência e o medo de me esquecer de alguma informação/opinião importante foi mais forte.

Logo para começar, a porta vermelha do Quinoa faz-me lembrar a primeira (e única, snif, snif) vez que estive em Londres, e descobri que lá se fala uma outra língua em nada semelhante ao Inglês. Então, acabadinha de chegar a Londres e sem perceber como ia distinguir as duas linhas de metro que paravam na mesma plataforma pedi ajuda, a resposta que obtive foi um enigmático "the rat door". Pois, por momentos ainda pensei que fosse aparecer um metro com ratos desenhados ou algo pior, até que apareceu (felizmente) uma composição com portas vermelhas. Desde esse dia portas vermelhas têm um significado especial.

Voltando ao Quinoa, e deixando as viagens na maionese, esta casa é ao mesmo tempo padaria, casa de chá e restaurante. Não conheço a vertente de restaurante, mas posso afirmar que tanto como casa de chá, como padaria é um óptimo local.

A vitrine dos doces tem coisas com tão bom aspecto que é um autentico desafio conseguir escolher entre as diferentes propostas, principalmente porque muitas vão de encontro aos meus gostos, ou seja, muita coisa feita com limões, limas e gengibre.

Das 3 vezes que lá estive (sim, já lá estive 3 vezes e ainda não tinha escrito o post), comi tartes com estes ingredientes, que têm um outro ponto muito positivo, a base das tartes é feita de bolacha, delicioso. Provei também a tarte de amêndoas, magnifica, e olhem que eu sou muito exigente com as tartes de amêndoa. A qualidade do pão é também muito boa, e os bagels são deliciosos.

Existe ainda uma oferta variada de chás que chegam mesmo a preencher uma parede inteira, e isto leva-nos ao departamento da decoração, que acho estar bem conseguida. Houve uma conjugação muito inteligente entre o antigo (escadas centrais, tecto e estrutura) com uma decoração moderna e de linhas rectas.

Os preços são aceitáveis, dentro do normal para este tipo de casas, e tendo em conta a qualidade, não saímos com a boca a saber a azedo. Posso avançar que uma tarte doce ronda os €2,5 e um capuccino os €2.

Em conclusão, mais um excelente local para um lanche, brunch, etc na zona do Chiado/Bairro Alto. Qualquer dia ainda crio no facebook uma página das pessoas que gostavam de ter novas e boas ofertas para lanche fora do Bairro Alto. Nada contra, mas fica-me fora de mão.

Quinoa
Rua do Alecrim, 54 - Chiado
213 473 926
seg a qua 8h-20h, qui a sab 8h-24h, dom 9h - 15h

  

terça-feira, 2 de março de 2010

Ágora, Lisboa



Apesar de ser uma zona com muitos restaurantes, o Parque das Nações consegue parecer-me sempre pobre em opções realmente viáveis. Mas num dia em que andava perdido pela Alameda do Oceanos passei pelo Ágora e pensei - tenho ver se numa próxima oportunidade me lembro de que existes! 

E não é que me lembrei dele ontem?! E ainda bem que o fiz, pois revelou-se uma óptima opção :-)

Não foi difícil de arranjar mesa, primeiro porque se encontrava vazio e segundo porque o restaurante tem duas salas muito espaçosas (uma para fumadores outra para não fumadores).

A decoração está feita em tons outonais, dando uma sensação de confortável e caloroso (que com o tempo que faz na rua, nos sabe muito bem). O atendimento foi simpático q.b. (ligeiramente irritante mas nada que não se aguente).

Oferece comida portuguesa sem grandes salamaleques (o que nem sempre é fácil de encontrar) e muito bem confeccionada.

Resmas de entradas, algumas delas engraçadas, e uma garrafeira substancial são dois factores fortes das ementa.  Para entrada pedimos cascas de batata frita com maionese de alho, 3 pimentas e ervas aromáticas - não resisti em pedir pois nunca tinha provado tal entrada e posso dizer que é uma forma estupenda de aproveitar algo considerado desperdício :-)

Para prato principal, escolhemos arroz de tamboril com camarão para 2 pessoas e estava muito bem temperado, veio em quantidade substancial, com muito camarão apenas tendo falhado na qualidade e quantidade do tamboril.

Em termos de sobremesa, não havia estômago para mais e (na verdade) não se viu nada que desse vontade para fazer aquele forcing do costume.

No fim pagou-se 18€ pp, sendo possível fazer a festa por menos, o que me pareceu um valor justo pelo que comemos. Posso dizer é que é um local simpático, com boa comida, acolhedor e com preços razoáveis para se visitar quando se quer jantar no Parque das Nações.

Contactos
Parque das Nações Alameda dos Oceanos
Edifício Smart 1.06-1-1 Loja 0, 1990-207 Lisboa
Email.: restaurante.expo@agoraonline.com.pt
Tel: 218 969 103
Tlm: 934 676 111
Horário: 12h às 23h
Encerramento: Domingo