Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Moinho Dom Quixote, Cabo da Roca

Ou simplesmente Moinho...

Era um daqueles sítios que já tinha ouvi falar inúmeras, variadas, paletes de vezes, e como tenho uns amigos simpáticos, sempre com aquela expressão: tens um blog de restaurantes e não conheces o ...?

Então, para colmatar esta minha falha fui lá duas vezes na mesma semana. A primeira, numa das primeiras tardes quentinhas (e sem chuva) desta invernosa primavera, e a seguinte para jantar. 

O moinho fica para lá de longe, na estrada para o Cabo da Roca, por isso nada pratico para dar lá um pulinho, principalmente para quem vive em Lisboa. 

A primeira vez fiquei deslumbrada, a vista sobre a praia do Guincho é fantástica e o ambiente muito descontraído. Dá vontade de ficar ali sentada durante varias horas. 

Na primeira visita consumi uma sangria branca (deliciosa) e uma tosta mista. 

Agora, quando se chega ao moinho, e se fica na esplanada não se percebe que o moinho é um restaurante de inspiração mexicana. Mas como estava numa das mesas sem serviço de mesa, tive de dirigir-me ao interior, onde fiz esta grande descoberta.



Ora a descoberta levou à segunda visita. A vinda de um amigo a Lisboa foi a desculpa perfeita para voltar rapidamente ao moinho, e provar a comida mexicana.

Pedimos para entrada tortillas com queijo derretido, delicioso, e para não ser original pedi como prato principal, chili. Mas apesar da pouca imaginação no pedido, a apresentação do prato é original, o chili não é servido num prato, mas sim numa tortilha gigante. Ou seja, no fim ainda se pode comer o prato.

O preço do jantar foi cerca de 20 euros por pessoa, com sangria, entradas, pratos e sobremesa. 

Em resumo, merece muito uma visita, numa tarde de sol para esplanar, ou para um jantar tanto de amigos como um jantar mais romântico, porque não deixam de existir uns recantos muito simpáticos. 


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Moinho
Rua do Campo da Bola
Azoia
2705-001 Colares
219 292 523
Horário: 12:00-2:00



Nota: imagens retiradas de
http://upsfiqueimalnafoto.blogspot.pt/2008/09/stios-bons-onde-estar-p.html
http://www.luuux.com/places/bar-moinho-d-quixote

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Pedra Alta, Sesimbra


Com as crianças entregues aos avós paternos e a gozar o privilégio de uns dias no campo, os dias decorrem a uma velocidade diferente! Dorme-se até tarde, não há pequeno-almoço, sai-se de casa directamente para almoço tardio, ... enfim um dolce fare niente tão bom! :)

Com um tempo intermitente entre chuva e sol, decidimos ir almoçar a um sítio velho conhecido, ou seja, Sesimbra! Já aqui tinha sido referido outro restaurante muito bom em Sesimbra, o Velho e o Mar. Desta vez, decidimos mudar de "poiso" para alargarmos o nosso leque de possibilidades numa visita próxima. Neste dia, o único requisito era que o restaurante estivesse perto do mar, com uma esplanada abrigada. E o Pedra Alta pareceu-nos servir na perfeição.



Dado que ainda não tínhamos tomado o pequeno-almoço, pareceu-nos bem começar pelo pãozinho e pelas azeitonas...




Mas rapidamente decidimos juntar uma saladinha de polvo... 




Enquanto aguardávamos por este fumegante arroz à Pedra Alta! :)




Que estava uma delícia! :) :) No ponto certo de cozedura, proporção arroz/"bichos" e tempero!

Já um bocadinho a rebolar não pudemos deixar de parte a sobremesa! Necessitávamos de algo doce que aconchegasse as nossas barriguitas! Escolhemos um ananás caramelizado com creme gelado de limão e côco! :)



E depois fomos passear pela marginal de Sesimbra! Bem precisávamos....




Em jeito de conclusão, recomendamos o Pedra Alta. Além dos arrozes de marisco e afins, existe sempre como não podia deixar de ser, belo peixe para grelhar! 

Obviamente que depois de termos comido isto tudo que nem dois alarves, não poderíamos ter pago pouco! A conta ficou em 27 euros/pp.


Localização

Largo Bombaldes, 13, r/c
2970-656 Sesimbra
Tel. 212231791
Horário: 12:00 - 0:00, todos os dias

Nota: Fotos de Joana, come a papa, www.timetogo.com, www.crookspace.blogspot.pt 

Sábado, 18 de Maio de 2013

Chalé da Torre, Torre, Serra da Estrela

Se calhar ter um  restaurante no cimo da Serra da Estrela implica custos acrescidos como por exemplo ter um restaurante na ilha de Porto Santo! É verdade! Alguém tem que levar a comida lá para cima e isso custa dinheiro... mas há limites!

Após uma primeira manhã muito complicada no cimo da Serra da Estrela, em que o gelo parecia que nos cortava a pele e não se via um palmo à frente do nariz (mas vi muita neve!), voltámos a tentar no dia seguinte. E aí sim, tivémos uma manhã de neve, trenó, sku, que foi um espectáculo e fez as delícias dos mais novos (dos mais velhos também, uma vez que o B. também me pareceu extremamente entusiasmado com a brincadeira...). Depois de muito nos cansarmos, encosta acima a pé, encosta abaixo de trenó, isto repetido até à exaustão, decidimos almoçar no restaurante que existe na Torre.




Felizmente existem três opções no restaurante: almoçar com serviço de carta, petiscar umas belas sandes de queijo e presunto, ou almoçar uma refeição completa numa mini-linha de self. Dado que o pequeno-almoço no hotel tinha sido muito composto, optámos pelas belas "sandochas" de queijo e presunto, com uma fumegante sopa de feijão a acompanhar.

(A opção de refeição na zona de restaurante propriamente dito não era uma opção! Uma omelete com batatas e salada custa cerca de 12 euros... lá está, carregar ovos serra acima deve ser extremamente oneroso...)

De referir que esta é a opção mais económica; mesmo assim, todos os preços estão um pouco inflacionados! Sopas, sandes, sumos e cafés ficaram em 32 €. Ou seja, sempre que possível, levem um farnel!

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

5º Aniversário



Olha, pois... se tivéssemos feito esta pergunta a nós mesmos, há 5 anos atrás, o que responderíamos?! Não sei...

A verdade é que estamos quase na mesma! O que não é necessariamente mau! :)

Trabalhamos todos no mesmo sítio (o que é muito bom, porque já não saberíamos almoçar uns sem os outros...), e hoje, aniversário da Sininho, poderíamos perfeitamente ter estado no nosso jardim interior a decidir onde ir jantar à noite para celebrar o seu aniversário (se a memória não falha, "Foi assim que aconteceu")! 

(piada para malta que gosta de séries, ou seja, nós...!!!)


Mas não estivemos, porque a Sininho é uma moça organizada e já tinha tudo pensado! :)

Aos que vão acompanhando as nossas aventuras gastronómicas, esperamos que o continuem a fazer! Prometemos tentar ser assíduos, dentro dos limites que as palavras que nestes anos entraram nas nossas vidas, nos permitirem! (sim, são essas: troika, austeridade, dívida, e cenas afins)




Pois, não sabemos! Mas esperemos pelo menos que seja igual... :)

BOAS GARFADAS !!!!

12h30

Sábado, 11 de Maio de 2013

A Casa do Bacalhau II, Lisboa



O Sebastião já escreveu sobre este restaurante em 2008. Pelo que este post é uma actualização do que já foi escrito.

Mas com tantos restaurantes a fechar e a mudarem, que faz todo o sentido fazer actualizações e refresh de bons restaurantes.

Estive a reler o post do Sebastião e revejo-me em tudo.

Antes da ida ao ensaio geral da peça de teatro Guru no Casino de Lisboa fomos jantar cedinho à Casa do Bacalhau, ou seja, abrimos o restaurante, e por isso ficamos com o recanto muito simpático que esta na foto abaixo.

Na casa do bacalhau come-se... Bacalhau. Em formas tradicionais e formas mais originais. No entanto, para quem não gosta de bacalhau e for arrastado para este restaurante existem alguns pratos de carne. Comi, uma das formas mais originais, o bacalhau com caril, que estava delicioso.

O ambiente é muito simpático e a decoração muito bem conseguida. O restaurante (segundo me informaram) encontra-se instalado nas antigas cavalariças do Palácio do Duque de Lafões, que pelos vistos ainda lá vive. 

O restaurante merece uma visita, para um jantar diferente, e hoje algo caro, ou seja, mantém o preço que o Sebastião pagou há 5 anos, mas hoje 20 euros custam mais. Mas teorias económicas a parte, para um jantar em dia especial, é uma excelente aposta.





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A Casa do Bacalhau
Rua do Grilo 54
Lisboa
218 620 000
Horario: Segunda a Domingo 12h-15h
Segunda a Sábado 19h30-23h
www.acasadobacalhau.com


Nota: fotos retiradas de www.acasadobacalhau.com
com

Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

Cervejaria Central, Manteigas, Serra da Estrela




Regra número um, nas férias da família de Joana, come a papa: nunca tirar férias em época alta, ou seja, férias escolares (mês de Agosto é uma coisa assim "do demo" para nós...)! O que se diz das regras? É que foram feitas para quebrar, não é ?! :)

Pois, é que isto é tudo muito bonito, mas um dia as crianças chegam à idade escolar e depois esta regra é muito difícil de manter... mesmo assim, fomos de férias na Páscoa, mas na primeira semana: mais barato, menos confusão! 

Claro que ir de férias "fora de época" tem alguns inconvenientes; a oferta em determinados locais só existe quando há a garantia de magotes de clientes, o que pode tornar algumas actividades simples como o comer num restaurante, uma coisa complicada!

Em passeio pela Serra da Estrela, decidiu-se almoçar em Manteigas. E encontrar restaurante aberto em Manteigas ??? Não é fácil, aviso já! O único que encontrámos foi a Cervejaria Central, e que lá está, após termos chegado rapidamente encheu! Era o único...



Depois de nos instalarmos reparei noutro pormenor: ou eu sou muito esquisita, ou parece-me que em sítios frios e inóspitos (pelo menos para os padrões lisboetas), seria tão bom entrar num restaurante e haver uma salinha aquecida, com uma lareira, um ar confortável, assim um ambiente a atirar para o cosy (que para frio e chuva bastava na rua)! Não, nada disso!

Em contrapartida, e após devorarmos o couvert, foi-nos servida uma sopinha de legumes para a S. bem quentinha e saborosa, e uns nacos de vitela grelhados com queijo da serra, que estavam uma delícia!

a sério que eu gostaria de pôr a foto direita, mas não consigo! desisto...


Para sobremesa escolhemos mousse de chocolate e pudim de ovos, seguidos de café. 

O serviço foi rápido e atencioso. O restaurante tem uma decoração bastante simples, poderia ser efectivamente mais acolhedor (e quente!), e está localizado no centro de Manteigas.
A conta ficou-se pelos 36 €, ou seja, cerca de 12 €/pp. Ao lado do restaurante existe uma loja de produtos regionais, com desconto para quem almoça no restaurante.





Localização:
Rua Bernardo Marques Leitão
6260-118
Tel. 275 982 787




Terça-feira, 30 de Abril de 2013

Comida portuguesa em franchising




Ontem foi dia de almoçar e jantar em centro comercial, e a opção sem ser algo premeditado recaiu em comida portuguesa em "modo franchising"! Ao almoço, na Empadaria do Chef; ao jantar, nas Bifanas de Vendas Novas. Ambas foram excelentes opções e pelo preço, ou um pouco mais, gasto habitualmente num McDonald's ou na Pizza Hut. Nada contra estes últimos, mas estamos num momento em que é importante apostar e promover aquilo que é "nosso"!

Por isso, aqui vai um pequeno resumo dos negócios mais conhecidos de comida portuguesa, que abundam por esses centros comerciais fora. Joana, come a papa e restante família é fã incondicional de: h3, empadaria do chef e bifanas de Vendas Novas.


- Empadaria do chef - http://www.empadariadochef.com/



- Alentejo, pão, azeite e alho - http://www.alentejopaoazeitealho.amawebs.com/

- Sr. Frango da Guia - http://www.srfrangodaguia.com/


Aguardamos sugestões e opiniões!

Boas garfadas,

Joana, come a papa

Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Miradouro da Graça, Graça






E com o sol a mostrar (finalmente!) a sua cor, nada sabe melhor que passear pelas colinas de Lisboa e, à sombra de uma bela árvore, aproveitar as vistas panorâmicas. O Miradouro da Graça proporciona o melhor de três mundos: sombra das árvores, esplanada e vista panorâmica. É verdade que a esplanada é um bocado tourist oriented mas para ingerir algo tão simples como um café ou coca-cola é mais do que bom para um nativo (é de notar que a esplanada tem uma oferta variada mas paga-se :-)



O Miradouro da Graça, rebaptizado Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, fica situado no bairro da Graça mesmo à frente da Igreja da Graça, portanto perguntem pela Graça e logo encontrarão o Miradouro. E de onde veio o nome Graça? Descobri duas explicações mas suspeito que existirão outras....
Segundo a lenda, o nome Graça vem de uma estátua de Nossa Senhora da Graça que apareceu na rede dos pescadores em Cascais. No dia seguinte, entregaram essa imagem ao mosteiro, que adoptou seu nome. Outra lenda diz que a mesma imagem anunciou a vitória do exército português na batalha de Aljubarrota, em 1385.
 

E agora em memória desse eterno, e insubstituível, divulgador da cultura portuguesa (cujo gesto mais frequente era a junção dos dedos das mãos como se estivesse a falar de comida italiana) fiquem a saber que:
  • 1147 - A área do Monte de S. Gens, arrabalde mouro conhecido por Almofala, foi o local escolhido para acampamento das tropas de D. Afonso Henriques durante o cerco a Lisboa
  • 1271 / 1291 - construção do convento dos Agostinhos (que em 1305 passa a chamar-se de Nossa Senhora da Graça) cuja igreja podem, com alguma sorte, visitar (atrás da esplanada da Graça)
  • 1373 / 1375 - integração, na cerca Fernandina, de uma grande parte do convento da Graça
  • 1834 - expulsão dos frades Agostinhos do convento da Graça e instalação do quartel
  • 1893 - inauguração do elevador da Graça
  • 1908 - construção do bairro Estrela de Ouro (cujo ex-libris é o Cine Royal, actualmente o mercado da Graça)
  • 1912 - início da construção do edifício da Voz do Operário



       
Do miradouro e possível avistar, por exemplo, o Castelo de São Jorge, a Mouraria, o Martim Moniz, a baixa pombalina, o convento do Carmo e, esse símbolo da cidade, o Rio Tejo.

Adicionando uma voltinha no eléctrico 28 aquando da ida ao miradouro e faz-se uma verdadeira visita turística à cidade.








Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Quotidiano, Alcântara





Ir jantar ao Quotidiano está na agenda há algum tempo, tendo sido necessária a vinda de Ivan Lins, esse vulto da canção carpideira brasileira, e seu amigalhão Flávio Venturini, esse vulto da canção de cortar os pulsos brasileira, a Portugal para a oportunidade se proporcionar. Apesar de fazer toda a questão de não ir ao concerto destes senhores (se ainda não o perceberam...), agradou-me a ideia de ir ao jantar pré-concerto. Quando me pediram ideias de onde ir jantar, que fosse perto do local do concerto (Espaço Brasil - Lx Factory), o Quotidiano pareceu-me a opção ideal. Para quem não sabe, o Quotidiano fica no início da rua (Largo da Fontainhas) que desemboca na Lx Factory, perto de outro conhecido, o Tanite.
  
No entanto, já ocorreram duas incursões a este restaurante, uma ao almoço outro ao lanche, mas como não se marcaram pela positiva decidimos ignorar a sua ocorrência. E porquê voltar a tentar? A resposta é igual à de um(a) teenager quando lhe perguntam porque vai a um concerto do Bieber/Selena Gomez.... é tão giro(a)!

Quem pensou na estética do Quotidiano esteva num dia inspirado, tendo conseguido criar um ambiente que balança entre o medieval e o contemporâneo, onde se tem vontade de estar sem controlar o tempo que se demora [o que é óptimo quando se janta com pessoas que demoram tempo a comer :-)]. E é por esta razão que queria dar mais uma oportunidade ao restaurante, e ainda bem que o fiz pois não me deixou ficar mal.

 
Conseguimos mesa sem reservar mas porque chegámos mesmo às 20h, a sala ainda estava vazia, mas se tivéssemos chegado mais tarde a história poderia ter tido um final infeliz (Burguer Ranch para toda a gente!) pois rapidamente encheu.

Após alguma divagação sobre o que comer lá nos decidimos por bacalhau com broa, medalhão de porco recheado com queijo de cabra e tornedó à chef. Éramos quatro mas havia pessoas que tinham lanchado à pouco tempo e, estranhamente, não tinham muita fome :-) Essas pessoas (no qual me incluo) partilharam o bacalhau, que deu e bem para os dois.

A comida estava óptima! Bem confeccionada, boa apresentação e em quantidades mais do que suficientes. De tal ordem que quando chegou a hora da sobremesa toda a gente se recusou. Entretanto, palavra puxa palavra, vou dando uma olhadela ao local das sobremesas e algo me desperta a atenção. Tinham acabado de sair dois cheesecakes da cozinha com muito bom aspecto e, não vou de modas, peço uma fatia. Entretanto sou traído por quem nos atende, que cometeu a injúria de trazer quatro garfos! Todos roubaram um naco da minha bela fatia de cheesecake e lamberam os beiços (estava muito bom).

A conta não foi uma desgraça por aí além (14€ pp) mas também houve quem dividisse o prato e apenas se comeu uma sobremesa. Com tudo a que se tem direito, a conta rapidamente se aproxima dos 20€.

Apesar de comentários menos positivos que entretanto encontrei na internet, gostei do restaurante, da comida e de quem me atendeu. Ou eu tive sorte ou os outros azar :-)



Quotidiano

Largo das Fontainhas 7 | 1300-255 Lisboa
Horário: 10:30 às 24:00. De quinta a sábado até às 02:0
Domingo - 5ª 19h30 - 24h00 | 6ª e Sábado 19h30 - 2h00
FB



Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Taberna Maria do Correio, Alvalade


 



Pois é caros ouvintes, apesar desses malditos troikanos que por aí pupulam, mantivemos acesa a longa tradição do almoço de Páscoa do 12h30 (que vai fazer bodas de madeira!). Com o passar dos anos conseguimos quebrar com o enguiço que tivemos nos primeiros almoços (só me vem à mente o defunto Tejo à Vista :-), e este ano talvez tenha sido um dos melhores! Quando começámos a pensar onde iríamos almoçar, houve desde logo a preocupação de descobrir algum sítio que ainda não tivéssemos ido pois, especialmente nos tempos que correm, não se podem desperdiçar as poucas oportunidades que surgem de se fazer um post. A ideia surgiu da joana, a sininho fez companhia e eu escrevo o post, portanto é um post team building (quase tão eficaz como um Harlem Shake).

A taberna Maria do Correio fica em pleno Bairro de Alvalade, passando perfeitamente despercebida no meio de tantas outras casa comerciais (muitas delas restaurantes) que ainda sobrevivem nas ruas deste bairro. Mas nada como tomar nota do nome da rua e o número da porta para se dar com o local, podendo ser mais preocupante encontrar lugar para estacionar o bólide (não que nos possamos queixar pois encontrámos um lugar quase à porta do restaurante).

Não se assustem (como nós) com a entrada do restaurante, parece que vamos comer encavalitados uns em cima dos outros de tão pequena que é a entrada. Bem... podem não se assustar mas preocupem-se pois pode acontecer caso a sala das traseiras (um bocado mais espaçosa) esteja cheia.


Entrada


A decoração (um menino da lágrima! napperons!), o estuque das paredes, os tectos baixos, o frio das casas do antigamente fazem com que nos sintamos mesmo numa taberna ou, melhor, numa casa de pasto perdida algures numa vila desse Portugal profundo e ostracizado. Tivesse chão de terra batida e pipas de vinho e estávamos lá :-)
  
Sala das traseiras

Decidimos comer entradas e petiscos em vez de um prato formal. Entre as iguarias que comemos figurava um queijo coberto com compota/mel e amêndoas laminadas, morcela com doce de figo, queijo fatiado, ovos com farinheira, alheira grelhada com verdes, mistura fria de cogumelos e chouriço, enchidos às fatias e pão, muito pão. Isto dos petiscos é sempre uma situação de absorção ao contrário. Os pratinhos, as tacinhas e todos os restantes inhos induzem a falsa sensação de que se calhar não vão chegar (especialmente para três pessoas) e portanto diz-se sempre aquela velha frase "pedimos isto e depois logo se vê o que pedimos mais". A realidade é que rapámos os inhos todos e ficámos plenamente satisfeitos. No entanto, ainda deu para meter mais um bocadinho de Rossio na Rua da Betesga. De entre as sobremesas disponíveis, a escolha recaiu sobre torta de laranja e arroz doce. Se a primeira estava boa, a segunda (segundo a joana) estava mesmo no ponto, vindo ainda quente dava a sensação de se estar a comer arroz doce directamente do tacho.

Em suma, o almoço foi um sucesso. A comida, o atendimento, o espaço e (o que poderíamos chamar a cereja no topo do bolo) uma conta final bastante simpática (11€pp) levaram a uma recomendação unânime do restaurante (e olhem que unanimidade entre os três nem sempre é fácil).


Taberna Maria do Correio

FB
Horário: 3ª a Sáb 12h00 às 15h00 | 19h00 às 22h00
Domingos das 12h00 às 15h00 | Encerramento: Segunda
Rua Acácio Paiva 5 D
1700-003 Lisboa