segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Las Ficheras, Cais do Sodré






Me gustó mucho Las Ficheras....

"O nome tem origem no ambiente dos cabarets dos anos 30 e 40 onde trabalhavam mulheres que procuravam levar os clientes a consumir mais bebidas. Por cada bebida, recebiam uma ficha e daí surgiu a expressão "ficheras"."

fiquei com Las Ficheras no goto desde o Portugal Restaurant Week onde (infelizmente) foi preterido em detrimento do Viva Lisboa

e desta vez também the odds não estavam a favor mas depois de muita conversa sobre opções e possibilidades, lá atirámos para trás das costas os entraves e pusemo-nos a caminho

estacionar no Cais do Sodré (especialmente às sextas e sábados à noite) é algo complicado. Mas é nestes casos que o facto de ter um carro porta-chaves (não, não é um Smart) tem as suas mais valias... posso sempre usar os lugares imaginários sem verdadeiramente impedir a passagem a peões e outros carros

andámos um bocado às voltas para encontrar Las Ficheras (não termos a certeza do nome da rua ... remoladores... remolares.... e existir uma travessa e rua dos remolares na mesma zona também não ajudou) mas lá acabámos por dar conta do restaurante


quando olhámos para o interior do restaurante tememos que a falta de reserva fosse revelar-se fatal (o espaço estava a vibrar de pessoas) mas conseguimos chegar a um acordo com o maitre d'. Prometemos que nos despachávamos até às 21h30 e assim conseguimos uma mesa

a decoração de Las Ficheras está fantástica! As máscaras de lucha libre mexicana, as paredes de pedra, a iluminação, tudo isto (e muito mais) se conjuga para dar ao restaurante um ambiente alegre, vibrante e fashionably decadent. Parece-me um restaurante ideal para pequenos grupos



para os mais desatentos, Las Ficheras é um restaurante de comida mexicana, com uma ementa baseada em pratos tradicionais de Oaxaca, Puebla e outras regiões do México. Como esperado, as malaguetas fazem parte do DNA da comida mexicana mas, felizmente, existem sempre pratos para os que não sentem gosto em libertar labaredas a cada garfada :-)




depois de pedirmos duas Marguerita Las Ficheras, debruçámo-nos sobre a ementa e escolhemos enchilada de pollo y chorizo con mole de ciruelas (três tortillas recheadas com frango, tomate e chouriço, cobertas com molho de ameixa, gratinadas e servidas com queijo - não picante) e carrillada de cerdo con salsa de chipotle (bochechas de porco estufadas lentamente com molho de pimento chipotle, com puré de feijão preto e arroz - picante)

todos os pratos estavam ótimos! É verdade que quem comeu o prato picante disse não perceber o porquê dos dois diabinhos (escala de picante de 1 a 3), mas como não sou apreciador de picante (longe disso) um diabinho é um diabinho a mais.  


Para sobremesa pedimos tostadas dulces blanco y negro....




.... que caíram mesmo bem sobre o prato principal. Saciaram a gulodice que havia em nós sem fazer transbordar o buxo já de si cheio.


A conta veio ao encontro ao esperado. Não é um restaurante barato (22€ pp) mas que vale bem o dinheiro que se paga. Gostei, gostei muito e espero lá voltar em breve.





"Estamos abiertos todos los dias desde las 11h00 hasta las 02h00"
Rua dos Remolares 34, 1200 371 Lisboa
T. 213 470 553 | T. 925 184 900
book@lasficheras.com | info@lasficheras.com
http://www.lasficheras.com/
www.facebook.com/LasFicheras




quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Cantina da Estrela, Estrela




 E a culpa de quem foi? Das batatas doces, minha cara, das batatas!


  
 
Tudo começou com fungos e acabou em batatas. A ideia inicial era ir comer fungos, lá para os lados da Feira da Ladra, mas valores gastronómicos mais altos se levantaram, acabando nós a comer batatas doces na Estrela. E a troca foi positiva? Só depois de ir aos fungos é que poderei falar com maior propriedade mas para já os fungos ganham....

Surgiu então uma necessidade imperativa de mostrar a uma emigrada, desse país longínquo onde nasceu Viriato, a que sabiam as batatas doces. Segundo me venderam, e que eu prontamente comprei (realmente não é um acompanhamento com que me tenha deparado com frequência), restaurantes que sirvam pratos com batata doce não são comuns e a Cantina da Estrela não só tem um, polvo grelhado com batata doce, como é o prato que mais vendem. E o facto de ser altamente recomendada, um pouco por toda a netesfera, deu o empurrão final para irmos experimentar a Cantina da Estrela.

Uma vez encontrando a Rua Saraiva de Carvalho (rua tímida e low profile que vai do Rato até Campo de Ourique - traseiras do cemitério inglês), o Hotel da Estrela (onde fica o restaurante) e a Escola de Turismo de Lisboa não são difíceis de encontrar. Estes sobressaem, quer em termos de arquitetura quer de preservação, de entre os restantes edifícios da rua (especialmente a Escola).

A Cantina da Estrela fica então integrada no Hotel da Estrela, por isso não é de estranhar que para chegar ao restaurante se entra no Hotel, diz-se a quem está na receção que vimos comer à Cantina e é nos indicado que para tal devemos descer umas escadas (ou ir de elevador, your choice).




A decoração da Cantina balança entre elementos a fazer recordar os tempos de escola da outra senhora (os quadros de ardósia, são um dos exemplos mais gritantes), mobiliário a lembrar os tempos da avó da outra senhora (louceiros, aparadores e cadeiras que poderiam ter vindo da casa de muitas avós) e por fim mobiliário do tempo do filho da outra senhora (as cadeiras, mesas e loiça com ar mais moderno). Todos estes elementos juntos funcionam, e funcionam muito bem.

O restaurante parece estar dividido entre uma dinâmica mais descontraída, mais ligada à ideia de escola, que ocupa grande parte do espaço, e uma dinâmica mais "adulta" (em termos de decoração) circunscrita a uma zona junto às janelas, com mesas para grupos. Enquanto esperávamos pelos pratos entrámos numa discussão sobre se o espaço tinha potencial para jantar romântico, naturalmente que sendo várias cabeças, várias sentenças, mas a maioria achou que nem por isso. Apesar da iluminação e decoração poder ser a adequada falta o aconchego do recanto, do espaço que aproxime e dê palco às palavras tolas sussurradas pelos românticos, ou seja tem espaço a mais para filmes românticos. Para quem vai jantar como fazendo parte de um filme cómico, dramático ou de acção, está nas sete quintas, tem muito espaço para dar largas à imaginação.

Vamos então à ementa. A forma como é apresentada a ementa é outra das particularidades deste restaurante. A Cantina da Estrela é um restaurante-escola (associado à Escola de Turismo de Lisboa) onde se pretende recriar o ambiente e a filosofia de uma verdadeira escola. Por isso os alunos que estão na cozinha e no serviço às mesas, tal como nas salas de aula, vão ser avaliados mas, não só pelos professores, pelos clientes. Os clientes podem pagar o que acharem mais justo, dento do intervalo de preços proposto para cada prato.

As nossas escolhas recairam sobre o polvo grelhado com batata doce e bife do lombo suuuuper tenro com molho de framboesa. E gostámos dos nossos pratos? Vamos pôr assim, ficaram muito aquém das expectativas. Os tentáculos de polvo estavam bons, nem todos tiveram sorte com as rodelas de batata doce que lhes calharam (as minhas estavam ótimas!) mas ambos tivemos direito a algo que deveriam ser grelos (??), que fariam a minha mãezinha levantar-se e ir à cozinha espancar quem serviu aquilo, inmastigáveis. Quem comeu o bife disse que não colocaria tantos u's em super (na verdade tirava a palavra por inteiro) e não apreciou a conjugação bife/framboesa. Mas todos gostámos de usarem livros antigos como base para os recipientes onde serviam a comida.





A fase seguinte foi a escolha das sobremesas. Depois de alguma divagação e jogo do empurra (vá lá come lá isto para provarmos..... come tu! não que eu quero comer aquele outro.... Rrrrrrrrrrrauf!, portanto o normal :). Acabámos por nos ficar pelo crumble de frutos vermelhos e maçã com gelado de yoghurt e caramelo e atira-me para cima (tiramisú) de torta de Azeitão e moscatel. Quem pediu este último foi claramente o vencedor pois estava bom, muito bom. E é justo pois tinha sido a quem tinha corrido pior o prato principal.





No fim lá preenchemos a folha com o valor que queríamos pagar pelo que nos foi servido e pelo atendimento. No fim, pagámos 18€ pp e, tendo em vista, o que nos foi servido, foi mais que justo. Espero realmente que tenha tido azar no dia em que viemos à Cantina, que se tivéssemos ido um dia antes ou depois tudo seria diferente (para melhor). Se é sempre assim então não é para mim.




Morada: Rua Saraiva de Carvalho 35 | 1250 241 Lisboa
Telefone: 211900100
www.hoteldaestrela.com




segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Fábrica do Pão, Avenidas Novas







Este post é dedicado a quem por vezes me irrita e a quem eu consigo tirar do sério, porque isto de trabalhar com pessoas tem muito que se lhe diga.

Desde o momento em que enviei um mms com a foto de um croissant de alfarroba com recheio de gila e doce de ovos, que tenho estado under siege. Tenho sido pressionado, ameaçado, coagido e [quase] fisicamente compelido a divulgar onde é que o comi. Tudo isto feito com a desculpa de que as pessoas com costelas algarvias não devem ser privadas de comer tudo o que tenha alfarroba. Pois....

... mas sendo eu uma pessoa obstinada [ou teimosa, como as pessoas preferem dizer], resisti a todos as investidas, qual Temístocles a enfrentar Artemísia [vá,comparar-te à Eva Green merece pontos].

O chamado espírito do contra, que tantas vezes me assola, levou-me a gritar em plenos pulmões [num sms]: apenas irei divulgar o nome do local num post. Eu sei, eu sei, sou terrível :-) Não me chamo Ivan, mas podia.

E assim, para que não digam que o local onde comi o tal croissant não vingará porque quem lá vai não divulga, aqui vai toda a informação sonegada.

Estás preparada? Mesmo, mesmo? Bem, caso ainda não tenhas lido o título do post, ou a imagem com que o inicio, o local onde comi o fantástico croissant de alfarroba foi [soem os tambores!]..... a Fábrica do Pão. E sabes onde existe uma Fábrica do Pão? Não? Mesmo pertinho de nós...... em Telheiras vê lá tu! Mas calma, não me vazas já um olho pois, em minha defesa, só descobri este facto quando andei à procura de informação para escrever este post.

Isto porque a primeira Fábrica do Pão a que fui [a tal do croissant] fica naquela zona por onde eu ando muito, sim essa, as Avenidas Novas. O meu plano nesse dia era ir até à Padaria Portuguesa comprar pão para um jantar com amigos. Mas, enquanto eu matutava se o sms que me tinham enviado a dizer para trazer "pão e/ou cacaoetes" queria dizer pão e/ou amendoins ou pão e/ou cacetes, dei por mim à porta de um estabelecimento com uma "bandeira" a dizer Fábrica do Pão.


Lounge

My foodie senses fizeram-me parar e olhar para o interior. Como não conseguia perceber muito bem o que afinal consistia esta Fábrica, apenas via um corredor que mais fazia lembrar um lounge de um Hotel (com sofás e pequenas mesas redondas), decidi entrar. Ao fim do corredor lounge, cheguei finalmente a uma sala mais coincidente com o que se espera de uma fábrica que se diz do pão: pão, bolos and everything in between! Ah! e também mesas e cadeiras e pessoas simpáticas para atender.

A decoração do espaço está interessante, denotando uma preocupação em ter uma decoração consistente entre as diferentes Fábricas do Pão (castanhos, betão e madeira) mas não eliminando a individualidade de cada um dos estabelecimentos (entretanto já fui à Fábrica do Pão de Telheiras). No entanto, acho a decoração um pouco tristonha, gostava de ver um bocadinho de cor algures para aligeirar o espaço.


Mas verdade seja dita, a montra tem toda a cor que realmente precisamos. A dita montra necessita que se olhe com alguma atenção (especialmente quando se é um visitante novo). Não basta reconhecer para o que estamos a olhar, é também preciso ter em atenção a composição do dito (usam coisas como beterraba e alfarroba para confecionar bolos e outras cenas). Foi então, depois de perder o meu devido tempo a ler as tabuletas que dei por mim indeciso entre um croissant de alfarroba com chocolate ou gila e doce de ovos. Ganhou o último :-)


E.T. found home!



De repente dou por mim com um livro aberto, um croissant e um café, num belo sofá. Não estou habituado ao sabor da alfarroba mas depois deste contacto estou mais que disposto a habituar-me. Gostei, gostei muito. De tal ordem que já fui à Fábrica de Telheiras comer o pão de alfarroba com pepitas de chocolate :-)


Não sei o que a zona da Avenida da República tem que faça com se abram padarias em cada esquina mas, por mim, podem continuar que nada tenho a opor. No entanto, só mesmo se possível, que tal abrirem noutros sítios... estilo Baixa (fill in the gap deixado pela Boulangerie).



E pronto, cara pessoa aqui tens a informação que tanto procuras....




Avenida Miguel Bombarda, 21A, 1050-161 Lisboa
R. Padre Américo, 27B, 1600-864 Telheiras,Lisboa
Estrada da Luz, nº136 B, 1600-162 Benfica, Lisboa



2ª a Dom 7h30 - 20h00 (não tenho a certeza)

21 726 0908
fabricadopao.2013@gmail.com
https://www.facebook.com/fabricadopao2013


...e até à próxima descoberta com que te vou atazanar o espírito.





segunda-feira, 7 de Abril de 2014

L’Atelier by Stef, Lisboa





 

É mesmo verdade, verdade, verdadinha, daquelas mesmo verdadeiras, a notícia de que La Boulangerie by Stef foi desta para melhor. Mas não se assustem (ou tentem saber para onde mandar as flores), que a ideia não morreu, mudou-se. A Boulangerie abriu noutro local, com outro nome (L’Atelier), mas sempre by Stef.

Como o anterior projecto by Stef, L’Atelier fica numa zona histórica, desta feita junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, mais concretamente no topo do Largo Doutor José Figueiredo (Rua do Olival). Desde já alerto que para o encontrar é preciso saber de antemão onde fica o Atelier ou então é-se turista e descobre-se por acaso... isto para tentar dizer que o L’Atelier passa despercebido mas com alguma perseverança (e esforço físico... up, up and away!) encontra-se.


Se possível (nada de fazer cara feia) vão a pé ou de transportes públicos, compensa a todos os níveis. Isto porque, se existe local em Lisboa onde estacionar não só é uma arte, como também um acto de fé, é aqui. É preciso ter fé que vamos encontrar um lugar para o carro, de que o vamos voltar a ver no mesmo estado e no mesmo local onde o deixámos. Lá está, não compensa.

Em relação à decoração do L’Atelier, bem... tenho alguma dificuldade em manter-me imparcial. As comparações com a Boulangerie são inevitáveis e, infelizmente, L’Atelier não ganha, muito pelo contrário. O espaço é apertado, muito apertado, com tectos baixos e fraca luz natural. Tudo isto complementado com muita informação visual e mobiliário desporpocionado ao espaço existente. Numa sala ampla com tecto alto, possivelmente, a decoração ficaría bem (criando todo um ar vintage/kitsch engraçado) mas aqui cria um ambiente ligeiramente claustrofóbico.

Em termos de comida, a oferta continua a ter a mesma qualidade que a oferecida na Boulangerie. Portanto muito bom. O brunch estava óptimo e tinha comida mais do que suficiente para uma pessoa que se consumiu a percorrer as exposições no Museu de Arte Antiga. O atendimento foi simpatiquíssimo e tentou satisfazer todas as pequenas alterações que pedimos no nosso brunch.

Acredito que para quem mora nesta zona, L’Atelier tenha sido uma aquisição bemvinda. Passando a ter um local interessante com bom pão e pastelaria, onde se podem abastecer para comer em casa ou passar momentos de descontracção enquanto atacam um pain au chocolat. Para os não residentes torna-se difícil de usufruir com tanta frequência das produções da Stef, e eu gostava tanto da Boulangerie...



L’Atelier by Stef

Rua do Olival 46, Lisbon, Portugal
T | 936 155 742
laboulangerie.bystef@gmail.com | Facebook
3ª a Sáb | 10h às 20h - Dom | 11h às 17h



    

quarta-feira, 26 de Março de 2014

Cantinho do Avillez, Lisboa

 
 
Sabe-se lá porquê, mas ambos os três somos pessoas com vidas muito ocupadas e preenchidas... o que levou a que o jantar de Natal do 12h30 tivesse de ser adiado para Janeiro! O local já tinha sido escolhido fazia tempo: o Cantinho do Avillez. Estivémos indecisos entre o Cantinho e o Honra (eu queria este, mas estava sozinha nesta luta, e portanto Cantinho it is!) Como escolhemos um restaurante assim deste género, o jantar teve de ser marcado para depois do dia 21... vá-se lá saber também porquê!!! :) :)

Mas calhou que não houvesse apenas um motivo para celebrar! Afinal havia outro! É verdade... posso aqui anunciar, em primeira mão, que o 12h30 sofreu um pequeno revés! Passo a explicar: os autores deste blog, para quem ainda não se deu conta, trabalhavam todos no mesmo local e almoçavam sempre à mesma hora (ou seja, 12h30, mais coisa menos coisa), e, num belo dia de Maio, surgiu então a tal ideia brilhante, mas não original, de fazer um blog com os nossos bitaites sobre os sítios onde pousamos. O pequeno revés foi que um dos contribuidores do blog ter navegado para outras paragens, e agora, meu Deus, sabe-se lá a que horas a rapariga almoça! Mas não nos vamos prender a ideias feitas, 12h30, 13h00, 13h30, who cares?! O que importa mesmo é almoçar! :)

É verdade! Sininho deixou-nos abandonados, a mim e ao Sebastião a almoçar sozinhos, e vai de se mudar para um sítio à beira-mar (olha, olha, finória!). E nós enfim, aqui continuamos, bem longe do mar... e agora ao almoço somos só os dois (mas, tudo bem, Sebastião, 'tá descansado, que a malta dá-se bem!), e já ninguém fala comigo de sapatos e roupas, e blogs fashion, e cenas assim importantes da vida de uma mulher! :) Fazes falta, Sininho, fazes falta! :) Por isso, o outro motivo de celebração era o tão desejado bater de asas desta fada, tão ansiado e tão sofrido! Mas que se concretizou finalmente! :)

Ora, agora aquilo que realmente vos interessa, o Cantinho! Pois, já é sabido que eu sou fã do chef Avillez. Já o tinha mencionado previamente no post da PizZAria. E portanto tinha grande curiosidade em conhecer este Cantinho. À semelhança da pizaria, este é também um restaurante pequeno (e por isso é importante reservar), com uma decoração simples, num misto de despretensiosa mas cuidada! Tem, quanto a mim, um pequeno defeito: um bocadinho de luz a menos! Era só mais um bocadinho de luminosidade e estava bem! É que havia alguma dificuldade a ler a ementa... (meu Deus, dei-me agora conta ao escrever isto... será um sinal do avançar da idade?!).




Como havia tanta coisa a celebrar, pois que vai de pedir entradas e entrar num estado de loucura consumista! 

O couvert:


Aqui informo já que os cestinhos de pão estão sempre a ser repostos, mas não se paga mais por isso (o couvert já custa 2,85 €/pp). Confesso que essa foi uma das nossas preocupações ao longo do jantar... :)

As entradas: "Farinheira com crosta de broa e coentros" e "Queijo Nisa no forno com presunto e mel de rosmaninho" - tudo bom, muito bom! :) 



Os pratos principais: "Lascas de bacalhau, migas soltas, ovo BT e azeitonas explosivas" (Joana), "Tagine de cordeiro, couscous de legumes e molho de iogurte" (Sininho), "Banh mi de leitão de Negrais com sabores asiáticos em bolo do caco" (Sebastião) e "Vieiras na frigideira com tomate, espargos verdes e batata doce de Aljezur" (B.).







Juro que gostava de pôr as vieiras na horizontal,
mas não consigo...



Todos adoraram as suas comidinhas, menos eu... é verdade! Foi uma verdadeira desilusão para mim. Nem sei bem explicar porquê, mas não gostei mesmo nada do meu prato! Tudo muito solto, pouco cozinhado, sabor blhec, enfim! Devia ter ido para o risotto de cogumelos, mas na última decidi-me por esta e não correu bem! Mas todos os outros disseram maravilhas dos seus pratos (o B. então vinha encantado com as vieiras! Com um bocadinho de fome, mas encantado).

E nas sobremesas aventurámo-nos em: "Bolo de chocolate à Cantinho com gelado de morango" (B. e Sebastião), "leite creme de laranja e baunilha" (Sininho) e "Cheesecake enfrascado com framboesas e manjericão" (Joana). Aqui correu bem a todos, e digo-vos que o bolo de chocolate era divinal e o leite creme também! O cheesecake estava também muito bom, mas as outras sobremesas diferenciavam-se mais.





Devo ainda acrescentar que nesta "casa" não se bebem refrigerantes, e por isso quem não quer água ou vinho, tem à sua disposição cocktail's não alcoólicos, como este, que era muito bom! :)





Ora, como seria de esperar, quem come muito, paga muito, certo?! É isso mesmo... e quando chegou a conta, Sininho optou por suavizar a realidade e disse "são 3-5!". Pois, exactamente! 35 euros por pessoa! Dias não são dias! :)


Contactos:

Rua dos Duques de Bragança, 7
1200-162 Lisboa
Tel. 211 992 369

Horário:
Almoço - Seg - Sab - 12:00 - 15:00
Jantar - Seg - Sab - 19:30 - 00:00
Encerra ao Domingo.

sexta-feira, 21 de Março de 2014

Viva Lisboa, Lisboa






O Portugal/Lisboa Restaurant Week tem-se tornado numa óptima desculpa para experimentar novos restaurantes que, de outra forma, possivelmente não visitaria. Eu sei que esta pode ser considerada uma forma "menos real" de ir a restaurantes. Ou seja, os pratos são, normalmente, específicos do evento, não figurando na ementa regular do restaurante. E a variedade também é limitada, normalmente pode-se escolher entre duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas. Mas, a meu ver, o cozinheiro é o mesmo e o espaço físico também,  logo desde que eu goste da ementa, por mim tá tudo bem. E gastar cerca de 25€ (a não ser que comam tudo a seco, nunca são só 20€), num restaurante onde eu nunca sairia sem gastar mais de 30€, parece-me perfeito.

Depois de muita troca de emails e conversas, lá saiu fumo branco. Mas em vez de elegermos um Papa, elegemos um restaurante, mais concretamente o Viva Lisboa. As fotos prometiam um restaurante com bom aspeto e a ementa agradou a todos os cardeais (mesmo àqueles que entretanto se tenham esquecido disso :-).

Encontrar o restaurante foi uma luta para alguns (existe Rua de Dona Estefânia de ambos os lados do Largo Dona Estefânia....), o estacionamento foi uma luta para outros (a zona da Estefânia é má de estacionar e a que fica junto ao Hospital não é exceção).




O Viva Lisboa fica localizado no andar térreo do hotel Neya Lisboa, perto do Hospital Dona Estefânia. E aqui reside o único problema que eu tive com o restaurante (e não, não é por ficar junto a um Hospital). Apesar da decoração discreta e agradável, onde se nota que houve um cuidado na escolha das cores e padrões para lhe dar um ar com alguma sofisticação, não deixei de sentir que estava a jantar no restaurante de um Hotel. E isso retirou algum do gravitas ao restaurante.




A ementa era a seguinte:

Entrada | Vichyssoise de coco coberta de pinhão caramelizado riscado com pesto baunizado (para além de se uma palavra que me dá luta em dizer e, ao mesmo tempo, me faz rir, gostei de finalmente ter experimentado uma vixixuaze....) ou Lagostins com lichias e molho de tamarindo sob capa de laranja (excelente! só foi pena ser tão pequeno...acho que fazia uma refeição só com esta entrada...)

Prato Principal | Lombinho de porco preto com crosta de manjericão sobre carpaccio de cogumelos selvagens acompanhado de batata doce panada de cajun e molho de gengibre (fomos todos para o lombinho pois peixe não puxa carroça! e estava óptimo)

Sobremesa | Triffle de creme de limão com biscuito praliné de avelã ou Pavé de caramelo com o seu macarone de baunilha (estava ambas fantásticas!)

Gostámos da comida, gostámos do atendimento e gostámos do espaço. Tirando a sensação de restaurante de Hotel (que, muito possivelmente, raras pessoas vão achar que isto é um ponto negativo), pareceu-me um ótimo restaurante.



Viva Lisboa

Rua de Dona Estefânia 71, 1150 132 Lisboa
T. ( 351) 213 101 801 Horário: 12h – 22h

info@vivalisboa.pt | www.vivalisboa.pt | https://www.facebook.com/VivaLisboa.Restaurante







quarta-feira, 19 de Março de 2014

Hamburgueria do Bairro, São Sebastião




 
Já várias pessoas me tinham falado das Hamburguerias do Bairro mas nunca tinha calhado até que, de forma pouco planeada, surgiu a oportunidade de experimentar os tão afamados hamburgueres.


Quis o destino que, num destes fins-de-semana cheios de sol, estivesse perto do Corte Inglés e, pior ainda, esgalgado de fome - eram três da tarde e o pequeno almoço era uma memória longínqua (e tinha sido light.... very light). Em boa hora me lembrei de ir tentar a minha sorte na Hamburgueria do Bairro, que fica ali mesmo ao pé, antes de me começar a direcionar para o meu Cheers (conhecido pelo resto do mundo como Padaria Portuguesa da Elias Garcia), onde ninguém sabe o meu nome mas eu gosto de lá ir na mesma.


Já tinha passado à porta algumas vezes e visto resmas de pessoas à espera, presumo eu de uma mesa..., facto que desanima qualquer um (a mim especialmente.... visto ter um longo historial de virar costas nas lojas e restaurantes por ter de ficar à espera). Neste caso, percebi eu posteriormente, existem duas razões para esta espera: a Hamburgueria do Bairro está na moda e o espaço é para lá de reduzido (se estivéssemos a falar de cuecas, seria um fio dental). Mas como eram três da tarde decidi tentar a minha sorte. E sorte é realmente a palavra certa.

Cheguei e tive logo uma mesa só para mim (no entanto a Hamburgueria estava à pinha) mas rapidamente a minha solidão acabou (durou cinco minutos, se tanto), tendo-se sentado outras pessoas na minha mesa. Como já disse, a Hamburgueria de São Sebastião é pequena, promovendo o espírito de sentar, pedir, comer, pagar e sayonara. Atenção, ninguém faz qualquer tipo de pressão para vagar o lugar (pelo menos eu não senti), simplesmente não é um sítio confortável para se estar a fazer sala (mesas/cadeiras altas, muito pouco espaço entre mesas, muito barulho), é simplesmente um local para se comer um hambúrguer e ir fazer a digestão para a Gulbenkian.

 

 
Existem várias opções na ementa (é engraçado ver as pessoas a pedirem... quero um T3 e um Xoné sff). Eu entreguei-me a um Caco de alma e coração, mas a escolha ainda demorou alguns minutos pois o Camone e o Alfacinha ainda me fizeram tentar.... mas o bolo do caco acabou por vencer (o que eu gosto deste pão! e ainda não fui à Madeira.... o que se calhar é bom, a minha fasquia é mais baixa do que quem já foi).




Não sei se foi da fome ou do hambúrguer mas soube-me que nem cerejas (que eu cá não gosto de ginjas)! O raio do hambúrguer estava mesmo bom e as batatas fritas também não estavam nada más. Comi tudo, tudinho, num abrir e fechar de olhos, não deixando rasto de hambúrguer ou batatas. Os comentários que tinha ouvido não me faziam crer que fosse gostar assim tanto... mas como tenciono voltar (a este ou a um dos outros) logo se vê. Para já fiquei muito satisfeito.

Não posso deixar de admirar quem atende nesta Hamburgueria do Bairro. Os corredores de passagem são mínimos (assim como o balcão e, muito possivelmente, a cozinha) e devem passar a vida a levar cotoveladas, encontrões e pontapés de quem se empoleira naquelas cadeiras. Por isso, perdoei alguma desatenção ou desconcentração no atendimento. No verão é bom que tenham um bom AC pois vai fazer calor dentro do restaurante, ai vai, vai.

No fim, hambúrguer e bebida ficaram pouco acima dos 8 euros, algo perfeitamente aceitável.
Venha a próxima Hamburgueria que eu estou preparado :-)

 
Hamburgueria do Bairro
Rua Ramalho Ortigão, nº 47-A

http://www.hamburgueriadobairro.pt
https://www.facebook.com/HamburgueriaDoBairro/
info@hamburgueriadobairro.pt
T: 213860445
2ª a Dom: 12h - 24h



terça-feira, 18 de Março de 2014

Honorato, Parque das Nações







Estive quase para fazer apenas uma adenda ao post já feito sobre o Honorato mas não resisti à tentação de criar uma nova entrada no blog. E porquê? Não, não é por razões puramente estatísticas mas sim por razões sentimentais.

Estão a ouvir a balada? A música de puxar a lágrima ao canto do olho? Então é melhor irem ao médico pois estão a ouvir coisas. Aqui o termo sentimental é para ser lido de uma forma mais majestática.... simplesmente não gostei tanto deste novo Honorato como gostei do da Avenida Liberdade. É este o sentimento de que vos queria falar.

Não gosto por aí além da decoração (o painel pseudo beachiano realmente não me enche as medidas) e a mousse ficou aquém da que comi da última vez. Nevertheless os hamburgueres continuam bons (apesar de achar que encolheram desde a última vez que os comi....) e o atendimento continua simpático e muito prestável.

A esplanada é, muito possivelmente, a mais valia deste Honorato. Grande e cheia de mesas podendo vir a ser um óptimo local para jantar nas noites quentes de verão. Sim porque continuo a gostar da comida e bebida que servem.








Admito que se calhar estes meus sentimentos (menos positivos) possam estar um pouco relacionados com o facto do concerto ao qual ia nesse dia ter sido adiado novamente (e desta vez por tempo indefinido). Por isso tenciono voltar ao Honorato no parque das Nações para confirmar os meus sentimentos :-)



Honorato

Alameda dos Oceanos Lote 2.11.01
Fracção H/I 1990-225 Lisboa
T: 218 967 207 / 932 561 524

Horário: 2ª a Dom 12h às 24h

https://www.facebook.com/HonoratoHamburgueresArtesanais





segunda-feira, 17 de Março de 2014

Strudel, Av. Novas






E dando largas ao alcoviteiro que existe em mim (e em vocês também, não pensem...), vamos lá falar do vizinho. O tal que fica a dois passos da Fábrica dos Sabores ou, se quisermos ser mais preciosistas, ao virar da esquina.

 O Strudel tem um aspeto muito aprumadinho, com muito pinho e muito branco, sem, no entanto, nada que o faça sobressair por aí além (para o bem e para o mal). Se tivesse mesmo que apontar algo ligeiramente distintivo, seriam as cadeiras enormes (e pesadas) e os candeeiros/lâmpadas. Mas se as lâmpadas até são engraçadas e úteis, já as cadeiras ocupam muito espaço e, quando está muita gente, dificultam a movimentação (mas que são estáveis e dão bom apoio às costas, especialmente a quem é alto, sem sombra de dúvida que dão). Apesar de perceber que quanto mais lugares, mais clientes podem ter (e o mar não está para peixes), acho que exageraram ou no tamanho dos mobiliário ou no número de mesas, tornando o espaço entre mesas um pouco escasso (à hora de almoço não deve ser fácil a mobilidade entre mesas).

Outro aspeto do qual não sou fã é de mesas corridas, especialmente quando parcialmente ocupadas, pois dão direito a muita cotovelada, pisadela e pedidos de desculpa a torto e direito. Mas, felizmente, no Strudel para além de mesas corridas, temos a opção de mesas individuais e mesas com sofás, portanto dá para todos os gostos e feitios. Obviamente que na minha primeira ida ao Strudel tive que ficar numa mesa corrida (todas as outras versões de mesas estavam ocupadas) mas como era toda para nós correu pelo melhor (não lesionei ninguém). Mas, se tiverem opção, fiquem nos sofás (gostei mais).





Antes de se sentarem, passem pela montra (ou vitrine) para ver o que têm disponível para comer. Especialmente se, como eu, têm a tendência para lancharem depois das 17h.... é sempre um momento triste ver os espaços em branco...onde estiveram iguarias não mais ao nosso alcance... snif snif... Eu sei, fosse mais cedo. Mas pronto tal não é possível portanto há que seguir com a vida.

Entre strudel, croissant de amêndoas, croissant com chocolate, aquele cena dos ingleses e que agora não me ocorre o nome....sconnes!é isso!, outros bolos, torrada, já experimentei um pouco de tudo. O strudel, iguaria que dá o nome à casa, é realmente bom. Sendo acompanhado por um creme, o qual apelidei de arroz doce sem arroz, que para além de ir bem com o strudel, também vai bem com outras cenas (só é preciso é de gostar de fazer mixórdias.... com torrada soube-me muito bem). Para além do strudel, tudo o resto que comi estava relativamente bom (admito que detesto que me aqueçam as coisas no microondas e que eu dê conta disso, não no sentido de ver a colocarem no dito equipamento mas de sentir a consistência borrachosa de sconnes aquecidos em microondas).
 
Admito que não fiquei maravilhado com o Studel enquanto estabelecimento comercial (mas gostei muito do strudel versão bolo), apesar de já lá ter ido algumas vezes. Possivelmente irei lá mais vezes se estiver com vontade de comer um strudel, se quiser uma esplanada (pequena mas resguardada o suficiente para ser pertinente no verão) ou não houver mesas no Fábrica de sabores.




Strudel
Av. Miguel Bombarda, 5A
1000-207 Lisboa
2ª - 6ª | 7:30 - 19:30
Sáb - Dom | 8:00  - 19:00

  
  
  

domingo, 16 de Março de 2014

Fratelli, Lumiar




Quando comecei a escrever o post tinha ido uma vez ao Fratelli entretanto já fui, pelo menos, três vezes. Esta poderá ser uma boa indicação sobre a minha opinião relativamente ao restaurante. 

É público, e largamente divulgado neste blog, que sou fã incondicional de francesinhas. Na busca da francesinha perfeita já fiz vários quilómetros, sacrifícios pessoais, e ... Posto isso, como é possível haver um restaurante em Lisboa que serve francesinhas e eu não conheça? Felizmente fui alertada para a existência desta casa com tanto potencial.

O Fratelli fica perto do trabalho, numa rua onde passo todos os dias a caminho de casa, mas como está um pouco escondido, nunca tido conhecimento que existe um restaurante que faz as francesinhas do Capa Negra (gosto mais da francesinha da Cufra mas uma francesinha à moda do Porto é sempre uma mais valia).







É necessário referir que o restaurante tem outro tipo de pratos principais mas não tive curiosidade em experimentar. As francesinhas vêm em duas modalidades, com ou sem picante. Sendo que o picante é fraquinho, muito longe de picante à séria, daquele que faz vir lágrimas ao olhos.

O Fratelli não ganha o meu prémio de melhor francesinha de Lisboa, mas fica com um honroso segundo ou terceiro lugar. Estou indecisa entre esta e a do Marco. Recai sobre mim o pesado fardo de voltar a experimentar ambas de forma a chegar a um veredicto final. 

No departamento das sobremesas experimentei o crumble de maçã e a tarde de laranja ambos muito bons.

O atendimento é simpático e prestável (finalmente estou a elogiar o atendimento). 



Dolce Fratelli
Rua Manuel Marques 16M (em frente ao Pingo Doce na Quinta do Lambert) - Lisboa
937 781 757