segunda-feira, 14 de Julho de 2014

O Prego da Peixaria, Bairro Alto




Rua acima, rua abaixo. Rua só para bus. Rua em contra-mão. Ruas que obrigam a seguir em frente, quando o que se quer é virar à esquerda. Semáforos no vermelho quando só se pedia que estivessem laranja. Condutores que acreditam nas minhas capacidades de adivinhação. Irra, que dia de condução dantesco! Felizmente tudo o que não envolveu condução, desde encontrar um lugar de estacionamento mesmo à entrada do jardim do Torel até à excelente refeição n'O Prego da Peixaria, correu lindamente.




Depois de ter estacionado o carro, e suspirado de alívio, lá nos dirigimos para o Prego. Naturalmente que, imbuído do pessimismo que me assiste, esperava chegar à Peixaria e ver aflorar um sorriso (de pena, pela nossa ingenuidade... "Coitadinhos, com esta idade, ainda acreditam no Pai Natal") na cara de quem nos atendesse, quando disséssemos "mesa para dois sem reserva". Estranhamente, em vez de um sorriso maquiavélico (algo no espírito de Sunset Boulevard), quem nos atendeu disse que só precisávamos de aguardar dois croquetes e duas imperiais, para termos uma mesa. Acho que nem dez minutos esperámos.

Olha para nós aqui!

Tenho de admitir que não foi a melhor mesa para quem tem 1,50m mal medido, como era o caso de quem me acompanhava. Era uma mesa alta, pelo que descer e subir para o banco eram sempre momentos que apelavam à agilidade, e capacidade de equilíbrio, e, segundo me disseram, o facto de não se chegar ao apoio dos pés também não é muito agradável. Mas a mesa teve três pontos a favor. Primeiro, conseguimos uma mesa, ponto! Segundo, conseguimos ter uma bolha de privacidade que dificilmente teríamos em qualquer uma das outras mesas. Terceiro, conseguir a atenção de quem atende era fácil, bastava eu esticar o braço e ou paravam ou caíam no chão :-) Felizmente não foi preciso recorrer a tais manobras para ser atendido, todos os que nos atenderam foram simpáticos e disponíveis quando solicitados.


A decoração está muito bem conseguida, aliando materiais tradicionais (mármore, madeira, ardósia), elementos decorativos vintage (candeeiros, mesas e bancos) e uma atitude moderna (sendo a parede do pátio interior, um dos melhores exemplos). A disposição do restaurante está condicionada pela própria arquitectura do edifício (que parece ser daqueles que resistem a terramotos...) mas todos os recantos foram aproveitados ao máximo, com óptimos resultados. O pátio interior é especialmente agradável, quer pela decoração do espaço, quer pela sensação de se estar a comer ao ar livre.

Se tenho que apontar algo menos positivo ao espaço será o nível de ruído, que se torna mais sentido quando saímos do restaurante e um alívio desce sobre nós. Já agora, um conselho de amigo, tentem não ficar na mesa logo à entrada... é o local onde as pessoas esperam, comem a comida dos outros com os olhos, e deitam olhares fulminantes (eu sei, também o fiz - e digo isto com uma pontada de vergonha) se estamos só na conversa pós prandial.




O conceito de pedir é engraçado. Num vaso/caneco metálico, junto aos guardanapos, encontram umas folhas com a ementa e um lápis para assinalarem o que querem. Existe uma versão inglesa e outra portuguesa... eu optei pela versão inglesa para elevar a fasquia de dificuldade e poder fazer perguntas parvas (facilmente respondidas na ementa portuguesa). Não elevem a fasquia, procurem a ementa em português.

Para a mesa veio, 

Batatas Marilyn Monroe | onduladas, extremamente finas e estaladiças
Chips de Batata doce | grosseiras em palitos 
+
Marialva | carne do lombo, mostarda tradicional e toucinho em pão do coração 
Yuppie | carne do lombo, maionese de manjericão, queijo cheddar e pancetta em bolo do caco
+
Limonada de limão azedo (em frasco de vidro) e caneca de cerveja (em caneca de vidro normalíssima)

E pronto, depois foi fazer aquilo que nos é natural...comer, comer, comer e comer. Acho que só com as batatas eu fazia uma refeição plenamente satisfatória. Batatas fritas de batata doce é uma ideia genial mas, não pensem, que as Marilyn Monroe se ficam atrás, estaladiças no ponto, era só comer e desejar para nunca ver o fundo ao caneco.



(se a comida não tiver um aspecto apetitoso, não coloquem a culpa na comida mas sim nas pessoas que tiraram as fotos... é o que dá ter telemóveis em para tirar fotos é necessário tirar a tampa de trás lol)



Como tantas vezes acontece com as pipocas no cinema, quando chegaram as "sandes" já as batatas estavam nas últimas (mea culpa, por ser tão lambão). As ditas "sandes", Marialva e Yuppie, estavam excelentes, muito bem temperadas e confecionadas, cujo único problema era terem um fim. Admito que tive vontade de pedir outra, especialmente porque as via passar de todas as cores e formatos, mas decidi refrear a gula (nem que seja porque já estava a ficar cheio) e deixar para uma próxima visita.


Para sobremesa, escolhemos o carpaccio de maçã. A conjugação de maçã com mel e uma bola de gelado de canela pareceu-nos muito bem, apesar de não abarcarmos completamente o conceito carpaccio aplicado a uma maçã, mas how bad could it be? é maçã...

Quando nos colocaram o prato à frente percebemos então o conceito, e teve o nosso selo de aprovação. É uma sobremesa que tem o bónus de nos permite dizer (enganar) que, depois de nos empanturrar-mos em batatas fritas e sandes, conseguimos resistir ao demo e comemos fruta à sobremesa (so healthy of us).



É uma sobremesa perfeita para duas pessoas, pois tem quantidade suficiente para isso, sem que se passe pela parte de "Queres este último bocado? (ai de ti que digas que sim!)" "Eu? Não!... (QueroQueroQueroQueroQueroQuero!)" "Tens a certeza?" "Bem..." "Opá, agora já comi, como disseste que não...(Foste!)"

No fim, por tudo pagámos 15€ pp mas saímos mais que cheios. Conclusão: sítio da moda que merece estar na moda, pelo espaço, atendimento e comida.



Rua da Escola Politécnica, nº 40, Lisboa
(mesmo ao lado do Poison d'Amour)

Encerramento: Não encerra
Horário: 12h30 às 24h00 | Sexta e sábado até à 01h00

http://opregodapeixaria.com/pt/
Telefone | 213 471 356





quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Entre nós, Entrecampos




Estávamos nós, a menos de duas horas e meia do início dum evento no Small Field, que é como quem diz, um espetáculo no Campo Pequeno, e ainda se trocavam mensagens do género “Olá! Como fazemos hoje?”, “Olá. Não sei. Queres jantar?”, “Sim, mas vê lá o que te dá jeito” e por aí fora, como se o refrão "time is on my side" tivesse sido escrito a pensar em nós.

Muita da nossa descontração se devia ao facto de sabermos que, se tudo o mais falhasse, teríamos o food court  do Campo Pequeno ou de um dos três Saldanhas com dois braços abertos à nossa espera, não se garantindo, no entanto, um cacho de uvas doiradas nem cheirinho a alecrim. [food court = termo que recentemente ouvi a ser aplicado a uma qualquer zona das comidas de um qualquer centro comercial, e pensei - cá está uma forma de elevar o estatuto de algo, dizê-lo em inglês! Já lá dizia a Manela, coitadinha, com os seus problemas de expressão que "a língua inglesa fica sempre bem"]

Mas sigamos, então com o post. Antes de atirar a toalha ao chão, comecei a procurar afincadamente algo euro friendly (A+++ de preferência) na área circundante ao Campo Pequeno, evitando locais muito próximos para não dar de caras com magotes de people a querer fazer o mesmo que nós - comer antes do evento.




Depois de alguma teclagem, surgiu o Entre Nós. Ficava a walking distance (mas não dead… eu sei, piada estúpida… desculpem) e tudo o que lia, em termos de opinião, apontava para um local despretensioso onde se comia bem e a preços acessíveis. Bónus: ir ao Entre nós permitia-me finalmente ver de perto os prédios da EPUL Entrecampos, local onde bem tentei morar mas the odds were never in my favour.

E pronto, por volta das 20h lá estávamos estacionados junto aos prédios da EPUL, essa homenagem arquitectónica às casas de repouso para a terceira idade (que desperdício… um espaço que tinha tudo para dar certo, numa zona privilegiada da cidade, e deixam que se construam prédios sem o mínimo interesse), para então conhecermos o Entre Nós.

Realmente é um local onde só quem anda por aquelas zonas poderá dar conta da sua existência, e pelo que eu fui lendo pela net, tem já uma legião de fãs saudável. Para turistas como nós, a existência do Entre nós passava-nos completamente ao lado, mais que não seja por não ser visível a partir da Av. Forças Armadas - o restaurante fica no espaço entre os dois prédios.

O Entre Nós é pequeno mas, como tantas vezes já foi demonstrado, o tamanho não interessa mas sim o que se faz com ele, com o espaço claro. No Entre Nós, parece ter havido preocupação na decoração do espaço, tornando um espaço pequeno, num pequeno espaço simpático e com personalidade. A decoração faz conjugar o preto (paredes), branco (paredes e mobiliário) e o roxo (apontamentos de decoração), sendo obtido um aspeto moderno mas ao mesmo tempo tradicional. O facto do preto servir de ardósia, dá colorido e dinâmica ao espaço. Mas desconfio que a esplanada deva ser o local predileto, para grande parte, de quem visita o Entre nós, assim o global warming o permite.




E o que se come no Entre nós? Hambúrgueres, pregos, saladas e tostas. Eu sei, eu sei... já ouviram esta reza em muitas das capelas que abriram nos últimos tempos (e, segundo me parece, que abrirão no futuro próximo) mas à que fazer como diz Filipe.




Mas o Entre Nós traz consigo algumas novidades como o bolo do caco de alfarroba (junção que me parece(u) perfeita :-) ou o Fáfá (hambúrguer de frango e farinheira). Depois de alguma introspecção, veio para a mesa bolo do caco de alfarroba com Fáfá e prego dos bons no bolo do caco, tudo acompanhado com batata frita caseira. E depois? Depois veio a tempestade perfeita - fome, pressa e comida com ar apetitoso - o que fez com que onde antes estavam duas belas embarcações, dois segundos (vá três, porque ainda respirámos e falámos um bocado) depois apenas sobravam os escombros do naufrágio. Quer o hambúrguer quer o prego estavam óptimos e muito bem acompanhados com a prometida batata frita caseira.




Quem nos atendeu (de forma exemplarmente simpática e prestável) não se deixou levar pela nossa conversa de "se calhar não queremos sobremesa" e lá nos foi dizendo (e aliciando) com o que tinha disponível. Acabámos com uma mousse de oreos à nossa frente. E ainda bem! estava muito boa.




No fim, acabámos por pagar 10€ pp, o que não nos pareceu excessivo para o que tínhamos comido e bebido. Pareceu-nos um local agradável com comida boa e bom atendimento.




Entre nós

Rua Mário Cesariny, 7A, 1600-313 Lisboa
(prédios da EPUL Entrecampos, em frente ao ISCTE)
 2ª a 4ª: 10h - 20h | 5ª e 6ª: 10h - 22h | Sab: 10h - 20h
Reservas | 21 797 9999 | info@entrenos.pt | Facebook



terça-feira, 24 de Junho de 2014

A Chaminé, Altura

 
 
Se pesquisarem "restaurantes Altura" invariavelmente aparece "A Chaminé"! Por isso este restaurante já foi connosco na bagagem como um sítio a experimentar! :)

A Chaminé é efectivamente um restaurante muito antigo em Altura (quase 30 anos), sobejamente conhecido em todo o Algarve, aparecendo em vários roteiros como sugestão. A decoração deste restaurante é bastante tradicional, mas muito cuidada, e os funcionários têm todos uma atitude que demonstra logo que já "andam há vários anos a virar frangos"! Os funcionários parecem fazer parte da casa há bastante tempo, têm um atendimento muito profissional e solícito, aliado também à simpatia (pelo menos no senhor que ficou com a nossa mesa!). No exterior existe uma esplanada, com um ar mais informal.



Relativamente às entradas ficámos apenas pelo couvert, mas existem um sem fim de petiscos para experimentar! 


Para os pratos principais as nossas escolhas recaíram em chocos grelhados, atum estufado (tento sempre comer isto quando vou ao Algarve) e linguadinhos fritos com arroz de gambas. 



As doses são bastante bem servidas, e apenas o B. achou os chocos pouco temperados, de resto tudo estava óptimo! O arroz de gambas estava espectacular bem como o atum! :)

Não poderíamos sair daqui sem uma sobremesa! Escolhemos uma tradicional tarte de figo e uma mousse de chocolate (a perdição das crianças este verão...). Ambas estavam óptimas!


Resumindo, é um sítio a experimentar! Tem um atendimento muito bom, simpático, rápido e eficiente (espero que se mantenham estas características no Verão...), a comida é fantástica e o ambiente muito acolhedor.

Não é um dos sítios mais baratos no Algarve, claro que não é, mas valerá certamente a pena nem que seja apenas numa noite especial. A conta ficou em cerca de 20 €/pp (sem vinhos).


Av. 24 de Junho
Altura
Tel. 281 950 100
Tel. Reservas 281 957 438
Tlm. 966 000 751 ou 912 004 545

segunda-feira, 2 de Junho de 2014

B Entre Vinhos, Oeiras







Estes senhores gostam de pregar partidas. Quando me mudei para Oeiras foi necessário fazer um trabalho importante e aprofundado sobre a potencialidade dos estabelecimentos comerciais da zona. Para meu grande regozijo, o restaurante mais perto do local de trabalho era um pequeno e bem decorado restaurante de tapas, mas que ao almoço servia pratos do dia, a preços simpáticos e com uma qualidade excepcional, para o preço. O cuidado na confeção e na qualidade dos ingredientes era muito superior ao comum restaurante de almoço do dia-a-dia. Podem imaginar a minha felicidade, a uma distância "higiénica" do trabalho, leia-se é possível ir a pé, existia esta pérola.

Mas um belo dia descubro que o restaurante tinha fechado! Os vários impropérios que proferi nesse momento foram mais que muitos. Inclusivamente já tinha iniciado o post e, depois de mais um ou duas tentativas para confirmar o encerramento, acabei por apagá-lo. 

Mas num belo dia descobri que o restaurante se tinha mudado para a marina de Oeiras. Ora, estes senhores não sabiam ter colocado uma folhinha A4 na porta do antigo restaurante a dizer que se tinham mudado?!? 

Voltando ao que interessa, a comida é excepcional, comi sempre pratos do dia e digo valem muito a pena. Já provei arroz de polvo, malandrinho mesmo, peito de frango que não estava seco - sabem a dificuldade de fazer peito de frango e não ficar seco?!?




A última vez que fui ao Entre Vinhos, já na marina, comi um peixinho fantástico com batatinha cozinha com casca. Para sobremesa uma tarte de nutella, fantástica! Acompanhado de um copo de vinho branco do Douro, excepcional!

Uma informação importante, este restaurante é de tapas. Se forem à hora de jantar podem ter uma experiência diferente. Mas ao almoço é uma excelente experiência. 




B Entre Vinhos
Marina de Oeiras
Avenida Marginal - Oeiras
www.bentrevinhos.com
Tel: 915241905 / 216001786
Domingo a Quarta - 12h-24h
Quinta a Sábado - 12h-2h


Notas: fotos retiradas de: https://www.facebook.com/bentrevinhos



segunda-feira, 19 de Maio de 2014

O Fernando, Altura



Que o Algarve é excelente em época baixa já todos nós sabemos! Para mim será até, talvez, melhor que no Verão. Mais calmo, menos pessoas, temperaturas amenas (que os algarvios são pessoas cheias de sorte, chega Março e já está bom para a praia!), preços mais baixos, etc, etc… Qual é o senão de ir para qualquer lado em época baixa? A oferta! A oferta é sempre mais escassa, e quando se fica alojado em locais mais “pequenos” isto pode ter consequências chatas. Chatas do género “ora, vamos lá ver quantos restaurantes estão abertos… huumm, pois, dois ou três!” E Altura, em época baixa, padece desse mal!

Portanto, esta escolha para o jantar da primeira noite foi fruto destas circunstâncias! Não tínhamos qualquer recomendação de amigos/conhecidos, não tínhamos visto nada referido em lado nenhum, fomos puramente ao acaso.






Optámos por escolher uma massada de peixe para os quatro. Como normalmente este tipo de prato é bem servido, pensámos que seria suficiente para todos. E a verdade é que foi! As crianças depois de se empanturrarem em pão com manteiga e azeitonas, já não estavam especialmente com fome e portanto, o tacho que veio para a mesa foi suficiente para todos. Não ficámos a abarrotar de comida, claro que não, mas ficámos bem.


 
Completámos com duas mousses de chocolate (que nestas férias se transformaram na nova perdição dos meus filhos… compreendo-os tão bem!), que estavam muito boas!

Parece o restaurante ideal, não é?! Na verdade, ficou um pouco aquém das nossas expectativas… os empregados nesse dia, por azar, tinham-se esquecido da simpatia em casa! É verdade… ir ao Algarve em época baixa tem sempre uma vantagem incomparável relativamente a ir no Verão: é que somos sempre bem tratados e ao mesmo tempo que os turistas “istrangeiros”… já em época alta acontece sempre uma pequena discriminação, positiva pelos euros alemães e pelas libras brilhantes, que é coisa para me irritar de morte! E por isso, nesta altura do ano pensamos sempre em empregados algarvios, simpáticos, e definitivamente aqui não foi o caso!


Entre couvert, prato principal, bebidas e sobremesas, a conta rondou os 34 € (ou seja, 17 €/pp, se dividirmos pelos pratos principais pedidos).


Rua da Alagoa
8950-411 Altura
Tel. 281 956 455



terça-feira, 13 de Maio de 2014

6º aniversário - 2014

E passaram seis anos desde a "ideia brilhante, mas não original"!

Tem sido um prazer partilhar as nossas opiniões convosco! Esperamos que continuem a visitar este blog e que continuem a gostar! 







Boas garfadas! :)


Joana, Sebastião, Sininho

13/05/2014

segunda-feira, 12 de Maio de 2014

Bolo do Caco, Oeiras





Há pessoas assim, podem não estar presentes na nossa vida há muito tempo, podem nem sequer permanecer, mas a sua presença é de tal forma marcante que alteram a forma como vemos o mundo e como nos inserimos nele. Por vezes, quando é possível, almoço com uma pessoa assim. Diferente, fora do comum, a muitas milhas do comum! Interessante, pelo que sabe, pelo que percepciona, pela forma como pensa (as rodas dentadas daquele cérebro têm movimentos desuniformes, dignos de uma montanha russa descontrolada).

Continuamos na moda das hamburguerias, desta vez, em bolo do caco. 

Visto que mudei "recentemente" de trabalho e desloquei-me da zona do Lumiar/Telheiras e passei para essa bela localidade que é Oeiras, comecei a explorar as imediações. Assim, que ouvi "Bolo do Caco" não quis saber de mais opções, o cérebro parou e o meu lado pavloviano começou a salivar por bolo do caco. Portanto, e para que não sujasse o carro com saliva fui devidamente encaminhada para o restaurante, que já foi o 2780.

A decoração não está muito diferente. É um restaurante pequeno, com capacidade para não mais de 20 pessoas, e a decoração é atual. Por alguma razão, decidiram à semelhança de outras casas como o "Honorato", de não ter menus e estar tudo escrito na parede. No entanto, como o menu é extenso é preciso andar pelo restaurante para conseguir ler o menu. A sério! Eu já consigo fazer papel de tontinha sozinha sem precisar de ajuda. Andar de cabeça levantada, a tentar ler por cima da cabeça dos restantes comensais é de tal forma ridículo, que no minuto não dá vontade de chegar ao fim do menu.




Decidi-me por um triplico, e vieram 3 mini bolo do caco, com manteiga de alho e 3 mini hambúrgueres, com diferentes molhos. Acompanhados de batata frita. Não fiquei especialmente maravilhada, o bolo do caco não sabia bem, bem ao típico bolo do caco de Porto Santo (gosto mais do bolo do caco de Porto Santo do que o da Ilha da Madeira) e os hambúrgueres nada de especial.

Quanto à conta ficou por 15 euros por pessoa, sem sobremesas. 


Bolo do Caco
Avenida Carlos Silva 9C - Oeiras
214410579
www.facebook.com/bolodocacohamburgueria
Seg-Quin, Dom - 11:00 a 20:00
Sex-Sab - 11:00 a 22:00

Nota: fotos retiradas de dinheirovivo e luxwoman




sexta-feira, 9 de Maio de 2014

Gadanha Mercearia - Estremoz







Como consequência de uma estranha tradição familiar fui almoçar a Estremoz na Páscoa. Estranha porque não somos alentejanos nem temos nenhuma ligação aparente ao Alentejo ou Estremoz.

Estremoz é uma cidade invulgarmente prolixa em restaurantes, ou melhor, excelentes restaurantes. A concentração de bons restaurantes em Estremoz por metro quadrado é bastante significativa, principalmente porque Estremoz (desculpem-me os estremocences) fica no interior longínquo e ostracizado.

Nesta visita experimentamos o Gadanha. Não foi a primeira escolha, mas como era Páscoa todos os restaurantes estavam com mais de uma hora de espera, felizmente consegui reservar uma mesa no Gadanha. Apesar de não ter sido a primeira escolha foi uma excelente opção.




Ficamos numa mesa dentro da lareira!!! À primeira vista pareceu ser acanhada e de difícil entrada, mas depois de conseguirmos sentar, até tinha um ambiente bastante simpático e acolhedor.

Dentro da tendencia atual, a decoração está bem conseguida, existe um ambiente de taberna moderna com pipas, muita madeira, garrafeira nas paredes, uma parede com tinta de ardósia e alguns apontamentos mais rústicos. Na parede de ardósia está uma receita de bolo de chocolate. Ainda não experimentei a receita mas pareceu-me muito interessante.




Depois de algum estudo sobre a ementas decidi experimentar o mil folhas alentejano com bacalhau e presunto. As mil folhas eram na realidade fatias muito finas (literalmente via-se o outro lado) de pão alentejano frito. Que posso dizer, divinal! O ovo mal cozido no topo completa o prato de uma forma deliciosa.




As sobremesas eram todas sonantes e com bastante potencial. Acabei por escolher uma das minhas sobremesas favoritas: farófias! Estas tinham uma particularidade estavam fritas em pequenas bolas, tinham uma camada crocante de açucar queimado como o leite creme. As farófias vinham acompanhadas por morangos frescos e doce de leite.

O preço, pois não se pode ter tudo, ficou pelos 25 euros por pessoa com vinho e sobremesas.





Gadanha Mercearia
Largo Dragões de Olivença 84A - Estremoz
268 333 262
www.merceariagadanha.pt

sexta-feira, 2 de Maio de 2014

Arrozaria, Palhais




Andamos sempre numa busca incessante por restaurantes bons na margem sul. Além de gostarmos de promover o negócio local e tradicional, dá sempre jeito ter por perto um restaurante para ao fim-de-semana fazer uma refeição fora, mas que não coloque em risco de vida a nossa carteira!

Através da publicidade tomei conhecimento da existência da Arrozaria. Tal como o nome indica, comer arroz aqui é bastante recomendado, mas também estão à disposição uma enorme variedade de outros pratos de carne e peixe.




A Arrozaria situa-se em Palhais, que para quem não está familiarizado com as terras da Margem Sul, podemos dizer que é um bocadinho antes de chegar ao Barreiro. Fica na estrada principal, na zona antiga de Palhais, e é preciso ter alguma atenção porque passa facilmente despercebido!

A decoração do restaurante é bastante cuidada, mas informal o suficiente para se poder ir em família (aka, levar crianças). A sala não é muito grande e portanto, não recomendo aventurarem-se ao fim-de-semana sem uma reserva prévia!






Nós optámos por pedir arroz de bacalhau e arroz de polvo. O preço dos pratos oscila entre os 9,00 e os 12,50 euros; pedindo os arrozes que deram para dois adultos e duas crianças, a refeição ficou relativamente económica.

Quanto aos arrozes… o arroz de polvo estava excelente! Muito bem confeccionado, muito saboroso, com o arroz mesmo no ponto de cozedura correcto! O arroz de bacalhau também estava muito bem confeccionado, mas a seguir ao de polvo sabia “a muito pouco”… acho que lhe faltava ali um tempero qualquer (quiçá sal…) para o deixar mais apetitoso. Ambos os arrozes vinham em doses muito generosas, que como já disse, deram perfeitamente para os quatro.


Arroz de bacalhau

Os pequeninos gulosos que nos acompanham reclamam sempre qualquer coisa doce… acatámos a sugestão que nos foi dada e escolhemos parfait de chocolate e um arroz doce. Que vos posso dizer?! O parfait estava perfeito! :) O sabor, a textura macia, uma verdadeira delícia!






Por isto tudo (+ bebidas e cafés) pagámos 34 euros! Parece-me uma excelente alternativa! 




Largo da Liberdade n°1
Palhais - Barreiro
Telefone: +351 916 730 756
E-mail: barreiro@restauranteofondue.pt
Horário
De Segunda a Sábado
Das 12:00 às 15:00
e das 19:00 às 22:30
Durante os meses de Novembro e Dezembro aos Domingos das 12:00 às 15:00
Do mesmo grupo:

Nota: Fotos de Joana e site da Arrozaria.








segunda-feira, 28 de Abril de 2014

Alengarve, Mértola




Este post foi escrito nos primórdios do 12h30. Nestes anos que passaram tivémos a oportunidade de revisitar o Alengarve por mais algumas vezes, sempre a caminho de terras algarvias. Nestas recentes férias escolares da Páscoa optámos por almoçar lá na ida e vinda do Algarve. E porquê?! 

Porque o Alengarve é realmente um restaurante bom, que soube não se perder nestes anos que passaram, e tudo o que está escrito abaixo na publicação de 2008 se mantém. O atendimento, a variedade de pratos e a qualidade dos mesmos (recordo o javali estufado que estava uma verdadeira delícia), bem como a quantidade das doses e meias doses que é muito generosa!

Deixo-vos com mais algumas fotos destas últimas incursões. Apenas tenho foto das sobremesas... desta vez levámos connosco dois pequenos seres alarves (os "little 12h30") que ainda não aprenderam que primeiro fotografa-se e só depois se começa a comer... tss, tss, tss....
 

Doce da casa

Mousse de chocolate


 
E Mértola?! Que dizer de Mértola?! Continua bonita, como sempre... :)
 








Aqui fica o que foi escrito em 2008:




Um restaurante agradável, simples e acolhedor! E que nos proporciona aquilo que muitas vezes pretendemos em férias: refeições de qualidade, bem servidas e a preços simpáticos...! Situado na vila de Mértola, tem uma variedade de pratos considerável (mais ao almoço), todos eles com a possibilidade de serem servidos em meia dose (aconselho). A ementa é composta por vários pratos, entre os quais, ensopado borrego, carnes grelhadas com migas, açorda, sopa de cação. As sobremesas também são bastante boas; aconselho a tarte de requeijão. O preço é mesmo muito simpático porque entre entradas (pão, queijo, azeitonas), 2 meias doses, sobremesas e cafés, a conta rondou sempre os 20 €.

Localização e contactos:

Avenida Aureliano Mira Fernandes 20
7750-320 MÉRTOLA
Telefone: 286 612 210