segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Italiano, Seixal




É sempre bom ter algumas opções perto de casa para aqueles dias em que não apetece de todo cozinhar!

(não são todos assim...?!)

O Italiano já tinha sido recomendado por uma colega, eu já tinha feito duas tentativas para lá ir que foram mal sucedidas por se encontrar fechado, e finalmente no mês passado conseguimos ir lá jantar! Este era um jantar com um sabor agridoce... por um lado a alegria de ver as crianças a ficarem ocupadas e a começarem as aulas no dia seguinte, por outro lado o fim anunciado das férias. O Italiano ajudou a melhorar o panorama. :) 

Este é um restaurante completamente despretensioso, que tem uma página de Facebook onde chovem críticas positivas, e que tem comida italiano com toque caseiro! Pizzas e pastas são o seu forte, aliado a um belo tiramisú!

Nós escolhemos pão de alho para entrada, duas pastas e uma pizza para jantar, e tiramisú para sobremesa. Tudo muito bem confeccionado, com o tal toque caseiro que vos falei:













Pagámos cerca de 10 euros/pp; ficamos assim com mais uma opção na margem sul para uma refeição em família! :)


O Italiano
Rua Paiva Coelho, 21 A - Seixal
Quarta, Quinta, Sexta - 19:30 - 22:00
Sábado, Domingo, Segunda - 12:00-15:00 e 19:30-22:00
Encerra à Terça.

domingo, 9 de outubro de 2016

Via Graça, Graça, Lisboa #2




É verdade! Este post é uma reciclagem de um post do Sebastião; mais concretamente deste aqui.

Mas dado que foi a primeira vez que fui ao Via Graça achei por bem contar-vos também o a minha experiência neste restaurante. 

O Via Graça foi então o sítio escolhido para uma celebração de xx anos de casamento (digo xx, porque se vos digo quantos foram vocês pensam: xiii, esta malta já não vai para nova! e eu não quero estragar esta aura de juventude que paira sobre nós...). Tal como o Sebastião já tinha escrito anteriormente, é realmente um bom sítio para jantares românticos e intimistas!


A vista é lindíssima:






Relativamente ao atendimento, não tivemos razões de queixa, tendo corrido tudo lindamente. O restaurante não estava cheio e portanto foi possível apreciar o nosso jantar em sossego.

Tendo em conta a potencial conta neste restaurante decidimos não pedir entradas e ficar só pelo couvert para começar:



E após alguma hesitação escolhemos para pratos principais: posta de bacalhau com crosta de broa temperado com azeite de alecrim e lombinhos porco preto em molho queijo Azeitão e nozes.





Estava tudo muito bom! Com uma apresentação cuidada, sabores óptimos, e em quantidades mais que suficientes (não fui capaz de terminar o bacalhau...).

Apesar de estarmos para lá de cheios, não poderíamos sair daqui sem provar as sobremesas. Um doce cai sempre bem... :)


Crocante de maçã e frutos secos com gelado de maçã verde - bom, muito bom!

Creme rico queimado em folha crocante - idem, idem, aspas, aspas - com a grande vantagem de se poder comer até a "embalagem"!
E pronto, era isto que tinha para vos contar! Não trouxe propriamente nenhuma novidade; vim apenas reforçar a ideia de que o Via Graça vale efectivamente a pena! Não será certamente para todos os dias, mas adequa-se perfeitamente para uma ocasião especial!

E a dolorosa?! Pois, a dolorosa foi mesmo 40 euros/pp... sem vinhos (é nestas alturas que agradeço esta particularidade de ambos os dois não gostarmos de vinho...)! Mas pelo menos os pratos são bem servidos, bem como as sobremesas, têm qualidade e não são coisas com nomes imensos que representam misturadas de técnicas, sabores e ingredientes (confesso que começo a ficar um pouco cansada destas abordagens)! Este é um local onde se pode, a par de uma lindíssima paisagem, saborear uma excelente refeição, num ambiente calmo. Recomendo! :)



Rua Damasceno Monteiro 9-B, 1170-108 Lisboa
Telefone | (+351) 21 887 08 30 - 21 887 03 05
Email | geral@restauranteviagraca.com 

Segunda a Sexta-feira | 12.30h às 15.00h e 19.30h às 23.00h
Sábados e Domingos | 19.30h às 23.00h
http://www.restauranteviagraca.com/




Várias coisas a dizer sobre este sítio... #2 - Altura



Estivéssemos nós a usufruir de condições climatéricas habituais para a época outonal, e este post já seria um pouco desactualizado... no entanto, o sol que vejo pela janela confere ainda alguma actualidade ao que vou escrever! :)

Somos pessoas apaixonadas pelo Sotavento Algarvio, que somos! Que nos perdoem os restantes locais mas... não há como estes sítios para umas belas e sossegadas férias em família! E mais uma vez lá rumámos a Sul para usufruir de água muito quentinha (este ano uma verdadeira sopa!) e de praias extensas (com o pequeno senão de que mesmo assim todos querem aparentemente ficar no mesmo sítio!). 

E Altura, para não variar, foi mais uma vez a nossa escolha! Este ano, depois de meses de constantes desafios e muito brain work, decidi entrar mesmo de férias e nem para o 12h30 coleccionei informação. No entanto, aqui fica um pequeno resumo e dicas de novos sítios! :)

Então, onde é que fomos?

Fomos aos habituais e já quase incontornáveis: 

- Pizzaria Catarina - sempre uma excelente opção para pizzas ou outros pratos mais rápidos. Na minha primeira impressão tinha achado o atendimento um pouco desorganizado, mas desta vez não me pareceu. Relativamente rápido, boa comida, preços acessíveis! Uma óptima opção, quanto a mim!

- Restaurante das Marés - outra óptima opção, mesmo na praia da Alagoa! Desta vez optámos por umas saladas e uma dose de barrigas de atum, e estava tudo óptimo!

- A Chaminé - um restaurante mais tradicional e elaborado, no qual gostamos sempre de fazer uma refeição. No entanto, a fama é muita e o tempo de espera é proporcional! Por isso, no fim, não sei bem se é uma boa opção... todos sabemos que quando temos crianças connosco, os níveis de impaciência são um pouquinho mais elevados, e depois as coisas podem descambar em birra e enfim... O possível longo tempo de espera deverá ser algo a ter em conta e é, quanto a mim, um ponto negativo!

- Arco Il Gelato - quase todas as tardes e todas as noites, aqui! As opções são infindáveis, são bem servidos, e com uma boa relação preço/qualidade/quantidade!




Fomos também a sítios novos:


Restaurante Casablanca - situa-se na Av. 24 de Junho, é um espaço grande, decoração simples, com atendimento simpático. As opções são na base do peixe fresco complementadas com alguns pratos de carne. É um restaurante onde os pratos principais rondam os 10-15 euros, portanto, já não é propriamente uma das opções mais baratas. Mas tudo bem servido e bem confeccionado!


Amador's - situado na Rua da Alagoa, é uma hamburgueria com ar muito catita e uma esplanada simpática, que está à sombra na hora de almoço (ponto muito positivo)! Têm hambúrgueres, saladas, pregos, pizzas; permite fazer uma refeição simpática, a um preço acessível. Desta tenho fotos...aqui ficam:







Churrasqueira/Restaurante do Ti Zé - esta sim foi uma excelente descoberta! Situa-se na EN125, ou seja, já não calha muito bem para ir a pé, mas tem além do restaurante, serviço de take away, que dá um verdadeiro jeitaço! No take away, além de frango assado, tem variados pratos onde se inclui por exemplo, arroz de lingueirão! nham, nham! Portanto, a malta está na praia em banhos de sol, telefona a encomendar, sai da praia, passa por lá e almoça sossegado em casa, fazendo uma boa refeição e sem gastar tanto dinheiro (algo valioso para famílias, direi eu...). Também experimentámos a versão restaurante e gostámos muito. Talvez por não se localizar no centro de Altura, os preços são mais acessíveis, pagando-se cerca de 12-13 euros por pessoa. 




E pronto! Basicamente são estas as novidades que trouxe de Altura! Espero que vos sejam úteis para planear as próximas férias! :)


Ah, e claro que estas aqui também marcaram presença todo o santo dia... :)






sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Coimbra Taberna, Chiado




Coimbra Taberna. GPS da Sábado. Um muito obrigado. Ao primeiro, por trazer até Lisboa um pedacinho de Coimbra, cidade por quem nutro um especial carinho. Ao segundo, por ter revelado, a quem me acompanha em muitas das minhas aventuras gastronómicas, a existência deste espaço. Foi o fado, literalmente e filosoficamente, que nos trouxe à porta desta Taberna.

E quando digo que a Coimbra Taberna trás um pedacinho de Coimbra para Lisboa, não me estou apenas a cingir ao nome, este é realmente um espaço dedicado à cidade dos estudantes, com as suas paredes a deixar isso bem claro, estando cobertas com cartazes, fotos e objectos que celebram garraiadas, queima das fitas ou festa das latas. Tudo momentos incontornáveis da identidade de uma cidade que vive de e para os estudantes. Mas há mais.... Se planearem bem as coisas (ou, como foi o nosso caso, tiverem sorte) podem ainda ouvir fados de Coimbra, mesmo ali à vossa frente, ao vivo e a cores, num palco digno desse nome.




A machadada final foi quando li na ementa que um dos pratos disponíveis era Chanfana. Ninguém faz Chanfana como a minha Tia, ponto. Nem a minha rica mãezinha (felizmente ela não lê blogs por isso não corro o risco de levar com o rolo da massa) e tão prendada que ela é entre tachos e panelas (sendo este leão marinho que vos escreve o testemunho claro de como a senhora cozinha bem). Por isso tive alguma reticência em pedir o prato mas quem não arrisca, não petisca (e depois de algum lobby da minha companhia para pedir o prato) foi um dos prato que pedimos. Mas estou a ultrapassar alguns passos, já lá iremos.
 

A Coimbra Taberna fica em plena Calçada de São Francisco, no Chiado. Se já estiverem com fome, aconselho a planearem opercurso de forma a descerem a rua até à entrada do restaurante, se precisarem de abrir o apetite (ou tiverem frio) o melhor é subirem a rua a partir do cruzamento com a Rua Nova do Almada. É sempre a subir até à discreta mas bem iluminada entrada da Taberna Coimbra.

O restaurante fica numa cave mas devido à decoração do espaço, tudo em tons claros, e a uma boa iluminação nem nos apercebemos que a única janela para o mundo exterior é a porta de entrada. Ainda para mais o Eléctrico 28 faz questão de nos lembrar que existe um mundo lá fora, provocando sempre alguma vibração quando desliza calçada a baixo , a todo o vapor.

Como disse anteriormente, tivemos muita sorte em arranjar uma mesa sem reserva. A sala é espaçosa mas ainda assim talvez seja melhor confirmarem que têm lugar e se vão haver fados (caso seja do vosso agrado). Quando entrámos, estávamos muito pouco convictos de conseguir lugar (a sala já estava meio cheia e havia uma grande mesa reservada) mas decidimos tentar a nossa sorte, por isso foi com alguma surpresa que ouvimos as palavras "Claro que sim" e "Podem sentar-se aqui". Então quando descobrimos que era noite de fado, a minha companhia transbordava de alegria. Mais um item da lista riscado :-)


 

from TheFork (ainda com as paredes muito vazias)


A ementa tem petiscos e pratos mesmo à séria. Decidimos fazer algo intermédio, pedimos alguns petiscos e a Chanfana em caçoilo de barro preto (nem poderia ser outro), batata cozida e grelos salteados para dividir. Dos petiscos pedimos: ovos mexidos com farinheira, croquetes de alheira com maionese de ervas, queijo grelhado com rúcula e vinagrete de mel e balsâmico, e  cogumelos recheados.



 




Os petiscos estavam todos bons, bem confecionados, saborosos e com boa apresentação. Gostei muito dos croquetes de alheira, estavam mesmo muito bons, mas os ovos mexidos não ficavam muito atrás, nem os cogumelos. Por isso, muito difícil dizer de qual dos "filhos" gostei mais.

Em relação à Chanfana, não é igual à que surgia do forno a lenha da minha Tia, quando se juntava toda a família, mas ainda assim uma agradável surpresa. Carne tenra, suculenta, bem temperada e com os pedaços de carne no cimo do caçoilo estaladiços como é suposto (o que eu lutava por estes pedaços!). Deu para fazer uma viagem ao passado o que apenas abona a favor do prato.




Para acompanhar os fados, pedimos duas sobremesas: cheesecake à Taberna e crumble de maçã com gelado de baunilha. Aqui apenas correu bem para um de nós - moi-même :-) E se pensam que foi com o crumble desenganem-se, foi mesmo com o cheesecake! Estava excelente, pouco doce, cremoso, a saber a queijo q.b. e com um ótimo doce por cima, sem repreensões. O crumble ou melhor dizendo as papas de maçã ficaram muito aquém das expectativas, tendo ficado grande parte na taça. Nem sempre se tem sorte, acontece.
 




Foi uma noite muito bem passado, especialmente porque estávamos longe de pensar que fossemos acabar na Taberna, a ouvir fados e a comer Chanfana, a série acreditem, longe muito longe. Na verdade, houve uma altura que pensei que fosse passar a noite no hospital, por ter sido empurrado pela minha companhia para baixo de um Elétrico. Felizmente acabou tudo pelo melhor.

Vale a pena experimentar pelo espaço em si, pela comida, pelo ambiente, pela música, por tudo. Poderão sair um bocadinho mais pobres (a nossa ida a Coimbra ficou pelos 22€pp) mas mais ricos em sonhos, como diria a Floribela.


Vão e julguem por vocês próprios.



Calçada São Francisco 6, 1200-289 Lisboa

Horário | 2ª - 12h às 15h | 3ª a 5ª - 12h às 15h/19h às 24h |
6ª e Sáb - 12h às 15h/19h às 02h

Encerra ao domingo e segunda ao jantar | TLF 213460128

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tutto Combinato, Ramada







E se houvesse um restaurante onde o peso da escolha fosse levantado? Onde o principio fosse chegar, sentar e dizer apenas o que não nos apetece ou não gostamos? Seria interessante, não? Pois bem esse restaurante existe e chamasse Tutto Combinato. A sério, não existe mesmo ementa!

Mas vamos lá com calma que estou a ir muito depressa e eu enjoo com as curvas. Sabem que escrever comentários curtos e diretos ao assunto não é muito o meu género, gosto sempre de vos maçar com pormenores sem a mínima importância, estilo aquelas almofadas que as pessoas põe na cama só para decorar (portanto é tudo uma questão de decoração de interiores :-).

Primeiro que tudo, Ramada... essa bela localidade. Por entre as várias urbanizações que fazem parte desta zona do concelho de Odivelas (não muito distante das Colinas do Cruzeiro, devo acrescentar), existe uma que interessa mais que as outras (porque é onde fica o restaurante, claro), que é a urbanização Jardim da Amoreira. Para chegar ao Jardim da Amoreira das duas três ou conhecem bem a zona ou então saquem do vosso GPS, quer seja uma app no smartphone quer seja um GPS à séria, e peçam-lhe indicações. A única coisa que vos posso dizer (e que de noite vale pouco) é que os prédios prestam homenagem à Benetton (ou ao Tomás Taveira), com cores vivas e diferentes de prédio para prédio.

O Jardim da Amoreira fica numa colina por isso, antes ou depois do jantar, aconselho vivamente a passearem um pouco por ali e aproveitarem a vista! Especialmente de noite é qualquer coisa de fantástico. Um tapete de estrelas a perder de vista... onde não falta o Cristo Rei e o Tejo. No nosso caso, só mesmo se fossemos muito distraídos é que não daríamos conta da vista, assim que saí do carro e olhei para a direita...Tau! Lá estava ela, mesmo à minhas frente.

A entrada do Tutto fica num recanto da Praça da República, que há noite é igualmente muito bonita.

Neste restaurante aparecer sem avisar tem elevada probabilidade de correr mal, por isso reservem, especialmente se forem em número superior a dois. A sério vão por mim que eu até sou daqueles  que gosto de chegar de surpresa (acho que nem precisava de dizer mas como este pode ser o primeiro comentário do blog que estão a ler) mas o espaço é pequeno e tem muita tralha (no melhor dos sentidos).

E assim chegamos ao ambiente e decoração. O ambiente é sem dúvida nostalgicamente acolhedor. Por todo o lado encontramos objetos que fizeram parte do dia-a-dia de muitos de nós mas que agora, tendo praticamente desaparecido pelo triturador do avanço dos tempos, passam a ser peças que despertam histórias e sensações de um passado que queremos recente mas que sabemos distante.

A decoração retro do Tutto é por si só um motivo para fazer uma visita mas de todo o único ou mesmo o mais importante. Isso está reservado para a comida!
 



 



E agora sim. É mesmo verdade, não há ementa. O chefe vem ter connosco à mesa e pergunta quais os ingredientes que não gostamos ou não queremos e depois propõe a sua ideia em traços largos. A comida, como o nome do restaurante o indicia, é de inspiração italiana.

Não conseguido propriamente reproduzir o que estava na entrada e pratos principais mas conseguido escrever sem gaguejar, vacilar ou pausar que todos estavam fantásticos. Mesmo! Então a entrada estava muito, mas mesmo muito boa. Acho que só com a entrada já fazia a refeição, tinham era que vir mais pois só um era pouco, mas (felizmente) o Chefe propôs-nos partilharmos uma pizza e uns ravioli e assim pudemos experimentar diferentes pratos.


Entrada

Ravioli

Pizza (eu sei é óbvio mas já que as outras fotos têm legenda...)

Com a ausência de um guião, estas fotos são meramente ilustrativas daquilo com que podem vir a ser presenteados quando forem conhecer o Tutti Combinato. E isso é bom, muito bom pois o factor surpresa confere um sabor extra ao que já é excelente para começar. 
Se ainda para mais forem pessoas que demoram algum (muito) tempo a decidir-se o que querem realmente comer, este restaurante é realmente um bálsamo para o vosso espírito :-)





As sobremesas... não conseguiram manter a fasquia dos pratos principais. Escolhemos tiramisú e bolo de chocolate com bola de gelado (acho que não foi o nome que lhe deram mas é este o espírito da coisa), e as duas sobremesas estavam boas mas depois dos pratos que tínhamos comido estava à espera de melhor. Acima de tudo achei que estavam demasiado doces, especialmente o tiramisú, mas acho que isso é um gosto muito pessoal por isso visitem o Tutto e julguem por vocês próprios.




O atendimento foi impecável e diferente do habitual, afinal não é todos os dias que se é atendido pelo Chefe. Agora que chego a esta etapa do comentário, talvez tenha sido precipitado da minha parte ter escrito com tanta convicção que não existe ementa. Pronto ela existe mas não existe. Ou seja, existe uma "ardósia" onde estão alencados os preços dos diferentes tipos de pratos mas de uma forma generalista (pizzas, massas, etc...), por forma a ter-se a noção de quanto vai ficar a conta. Por isso existe mas não existe.

No fim, pagámos à volta dos 18€pp o que me pareceu mais do que justo por tudo o que comemos, quer com a boca quer com os olhos, tendo saído extremamente satisfeito com a refeição. Tendo prometido a mim mesmo que voltaria um dia destes.

Por isso, vão e vejam por vocês mesmos.





Praça da Republica 14A, Urbanização Jardim da Amoreira, Ramada, Odivelas

Horário | 2ª a Sáb - 12h às 15h / 19h30 às 23h | Encerra ao Domingo

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Le Moustache Smokery, Príncipe Real




Le Moustache Smokery andava na calha já algum tempo. A sininho que o diga. 



Mas, por vezes, parece que quando se tenta planear falha, quando se aparece à porta sem planear acontece. Não é uma regra, muito longe disso. Na verdade, quando se aparece à porta assim sem avisar, corre-se o risco de acabar a comer um triste Happy Meal como paga pela audácia em não ligar antes, para saber se cabem mais uns para jantar. Felizmente (desta vez) não foi o caso :-)

Depois de um passeio pelo Jardim da Estrela, decidimos que era altura de começar a pensar onde queríamos jantar. Após algumas indecisões e ideias e discussões, o normal portanto, lembrei-me que podamos continuar a passeata Rua de São Bento a baixo até à Praça das Flores, onde ficava um restaurante que tinha muita curiosidade em conhecer, o Le Moustache Smokery. Quando chegámos à Praça das Flores, houve ainda tempo de mais alguma fricção, tendo sido necessário recorrer à minha voz mais birrenta e dizer EU quero este! Eu quero este! Vá Lááááá! Olha que eu atiro-me para o chão e faço uma birra! Pronto, estou a exagerar (mas só um bocadinho) mas que tive de arrastar a minha companhia da entrada de outro restaurante, nisso não estou a exagerar. Felizmente que no fim concordou que tinha valido a pena ser arrastada.




Tendo em vista os outros restaurantes que tenho visitado na Praça das Flores, admito que uma das coisas que me causou alguma surpresa quando entrámos no restaurante foi o espaço físico, mais concretamente a sua abundância. Só a sala de entrada, que parece literalmente uma sala de estar, tem o tamanho de muitos restaurantes existentes nesta zona. A sala de jantar principal é ainda maior parecendo, isso mesmo, uma sala de jantar. Julgo que nem seria preciso referir que aqui não existe o problema de se estar a jantar em cima de pessoas de não conhecemos, a ouvir conversas que não queremos ouvir e a levar encontrões que não queremos sentir. A nossa bolha pessoal tem espaço para respirar.







A decoração do espaço é outra das coisas que me surpreendeu. Vão ver que vão ser surpreendidos por descobertas ao longo da refeição. Olha aquilo são tampas! Olha aquilo são colheres de pau! Olha um pássaro! Olha um avião! Olho Super-Homem! E por aí fora. Agora a sério, está uma decoração simples mas com vários elementos decorativos deveras originais, que vão desde tambores de máquinas de lavar até colheres de pau. Muito Joana Vasconcelos (o que para mim é um elogio).

Depois de sentados, tratámos de namorar a carta, tirámos algumas dúvidas existenciais e no fim decidimos escolher algumas tapas e uma tábua com três cortes para dividir. Tenho a referir que, apesar das distância entre as mesas impedir ouvir as conversas, ouve um som que nos acompanhou durante todo o processo de escolha dos nosso pratos. E qual foi, então? Foi o som de chupar os dedos! O senhor na mesa atrás de nós deu-nos a melhor indicação possível que a comida deveria ser boa, a todo o momento lá ouvíamos a sinfonia, ora chupa um, ora a seguir vai outro, ora chupa mais um que só dois é pouco. E no entretanto vai mais um dedinho. Eu bem tentei fazer o mesmo quando chegou a hora mas levei logo com um olhar fulminante e um responso, portanto tive que me comportar como uma pessoa civilizada.




Como entradas escolhemos as Chicken wings "Gangnam style", Surf & Turf (lombo de vaca com gamba enrolada em presunto e compota de figo picante) e mini bifana desfiada no caco. As três entradas estavam ótimas mas foram as asas que me apanharam desprevenido. Primeiro parecia que o picante era suave mas depois kaboom! toca a dar mais um gole na cerveja para apagar o fogo. Mas como estavam tão boas, não deixei que o fogo me metesse medo e fiz-me a elas (e eu que não gosto de picante...).

Quando acabámos de lamber os dedos... desculpem! de comer as entradas, veio então o prato principal ou melhor dizendo a tábua principal. Ele era ribs, ele era sausage, ele era schnitzel (frango panado) e tudo isto acompanhado com batata frita rústica e chilli de grão. Portanto assim que aterrou a tábua, agradecemos ao piloto pela aterragem bem sucedida, e começámos na dança quase sincronizada à volta da tábua, Toma o grão, dá cá as batatas. Eu corto as ribs e a xauxixa! Não queres mais schnitzel? Sempre a tirar algo da tábua até à última fatia de carne, batata frita ou colher de grão.

 



Portanto não só a tábua tinha uma apresentação a pedir que lhe tirassem uma foto como também tudo o que veio servido nela tábua estava muito bem confeccionado. A carne tenra e suculenta (digna de se chupar vários dedos), o chilli de grão (sem carne) uma surpresa agradável e as batatas estavam fritas no ponto estaladiço, tudo óptimo, tudo óptimo.

Mesmo depois das entradas e da tábua, claro que arranjámos espaço para partilhar uma sobremesa. Afinal a sobremesa já estava escolhida há muito tempo, antes mesmo de termos decidido o que iríamos comer como entrada ou prato principal. Este meu sweet tooth é do piorio.




Quando li que serviam Pavlova, nem mais pensei noutra possibilidade, estava decidido o que iria pedir para mim. No fim da refeição, chegámos a um acordo de cavalheiros. Nenhum de nós estava predisposto a comer uma sobremesa por si e ambos gostamos de Pavlova, já tivemos decisões mais difícieis :-)

E que belíssima decisão! Excelente Pavlova! Não tenho muito mais a acrescentar. Estava no ponto, em termos de consistência e doçura, com uma apresentação cuidada (que do lado de lá da mesa mereceu muitos elogios) e perfeita para ser partilhada.




Antes de falar de quanto nos custou esta aventura gastronómica, não posso deixar de falar (bem) do atendimento, simpáticos, prestáveis e pacientes com as nossas dúvidas, tudo o que se quer na pessoa que nos atende num restaurante. Em termos de custos, lamento informar mas custa um bocadinho (~25€pp), especialmente se decidirem soltar a franga como nós fizemos (ou mais ainda), com várias entradas, uma tábua com três cortes, etc... Mas valeu a pena, pelo espaço, pela comida e pelo ambiente, tudo combinado faz com que seja dinheiro bem gasto. 

Vão e vejam por vocês mesmos.







Horário | Dom a 5ª - 12h às 15h/19h às 24h | 6ª e Sáb - 12h às 15h/19h às 2h
Praça das Flores, 44/45, Príncipe Real, Lisboa
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