quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Lateral, Cais do Sodré





Depois da experiência menos bem sucedida no Wine Up, pelo menos no que concerne à quantidade de comida, decidimos abrir a app da zomato e procurar entre o near me é a wishlist um local para jantar. Que a noite já ia adiantada e a fominha já era muita. Decidimos então pelo Lateral, que já tinha sido uma das opções numa noite de reunião do blog. Na altura ganhou o Secadegas, uma casa que há muito queria visitar. 


Lá nos dirigimos ao Cais do Sodré, em busca do Lateral. A decoração é moderna, bastante clean e convidativa. Como é óbvio fui em passo de corrida em direção do sofá, antes que o sebastião se adiantasse e ficasse com o lugar (já não seria a primeira vez que comeríamos lado a lado, pois ambos somos fãs destes assentos). 

Pedimos um hambúrguer e um prego. A acompanhar, e depois de alguma reflexão e discussão filosófica com os empregados, pedimos batatas fritas "artesanais". 


Ambos os pratos tinham um aspecto fantástico, nem pareciam hambúrgueres. A decoração com bacon estava muito gira, mas deixava um pensamento: como é que vou comer isto? Como é óbvio conseguimos atacar a fera e devorá-la apropriadamente. Para além do aspecto o sabor era também muito agradável, um excelente exemplo dos olhos e barriga ficarem deleitados.


No final pedimos tarte de limão merengada (uma das razões que nos levou a entrar), e aqui foi o desapontamento. A fita era tão fina, que passava entre os pingos da chuva (a foto é de meia fatia, mas mesmo juntando as duas metades não da uma fatia de jeito) , era tão fina que .... Quanto ao sabor nada de especial, não estava má mas também não convenceu. 

O serviço foi muito simpático e divertido, principalmente o que falava português. A empregada que não falava português, para além de nos retirar os pratos da frente com alguma rapidez desnecessária, visto a casa estar meia vazia, havia uma barreira linguística, o que dificultou a comunicação. 

Concluindo, vale bem a visita, mas não peçam sobremesa a menos que estejam de dieta. Se estiverem não de preocupem que o vosso estômago nem vai dar conta.


Lateral
Travessa do Remolares, 41 - Lisboa
Tel: 211 344 448
https://www.facebook.com/lateralcaisdosodre


terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Wine Up, Chiado



Wine up, wine up
As if you have a choice 
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder, louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

(Light Up - Snow Patrol)





Já foi há alguns anos que ouvi os Snow Patrol a cantar esta música no parque da Bela Vista. Mágico! 

O que é que o Wine Up tem haver com os Snow Patrol? O nome desta casa faz-me lembrar o início do refrão da música. O que me leva a cantá-la e consequentemente a estragá-la para todos os que me rodeiam. 

O pessoal sempre simpático da Zomato ofereceu-me um convite para experimentar o Wine Up. Para completar a experiência convidei o Sebastião a acompanhar-me. É necessário neste momento um esclarecimento, não sou grande conhecedora de vinhos, estou naquele grupo de pessoas que gosta de vinhos, e classifica-os em duas categorias: gosto e não gosto. 

Quando chegamos ao Wine Up estavam alguns turistas na pequena esplanada. Depois de procurarmos alguém para nos atender, apareceu uma senhora muito simpática que nos foi explicando e dando a provar vários vinhos, para a escolha final do vinho que iríamos consumir. Como referia o convite teríamos direito a tapas. E estas apareceram. Mas para nossa decepção, e visto estarmos na hora do jantar, eram alguns queijos e gressinos. Talvez seja este o acompanhamento adequado para degustar um bom vinho, mas nós estávamos com larica da boa.




Durante a degustação foi-nos entregue uma caixa com diferentes aromas que compõe os vinhos para adivinharmos. Tenho a reportar que não acertamos em nenhum. Vá por vezes acertávamos que era um fruto. 

Assim sendo, o Wine Up parece-me uma boa experiência para conhecedores e apreciadores de vinho que queiram experimentar a preços mais interessantes bons vinhos, acompanhados de aperitivos. 

Contactos
Rua do Alecrim, 49 - Chiado
Horário: 12h00 às 4h00

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Bun's - o atelier do burger, Marquês de Pombal



Vi as horas no telemóvel. Saquei do papel meio amarfanhado onde tinha escrevinhado alguns sítios, de comida relativamente rápida, que gostaria de experimentar. E tentei perceber quais eram as minhas opções para almoçar, às três da tarde, num sábado sem carro.

Logo Bun's - o atelier do burger

Bun's acabou por ser o escolhido.
Bun's fica na Rua Braamcamp, caught between the Moon (ou Marquês de Pombal) and New York City (ou Largo do Rato). I know it's crazy, but it's true.

Sábados à tarde e domingos, turista é rei, lisboetas são miragem. Por isso, não é de admirar que grande parte das pessoas sentadas no Bun's tivessem ar de estrangeiras, com o seu tom avermelhado tão característico.



Não é difícil dar-se conta do Bun's, mesmo os mais distraídos,  com os seus toldos pretos e a sua convidativa esplanada sobranceira à Braamcamp. Para além da simpática esplanada, existem muitas mesas (mesmo muitas) por onde escolher quando se passa a ombreira da porta.

Admito que não estava à espera de um espaço tão amplo. Então temos: (a) uma zona de mesas logo na entrada; (b) descendo uns degraus temos outra zona de mesas (mesas corridas separadas por "muros") e também o balcão e a cozinha; (c) subindo umas escadas junto ao balcão, chegamos a uma mezzanine onde, espante-se, temos mais mesas. Portanto falta de espaço (e de mesas) não temos :-) A decoração é simples e sóbria, predominando o branco, preto e amarelo cereal, ao nível das paredes (com o ocasional elemento bovino), e castanho em termos de mobiliário.






Depois de namorar a ementa por algum tempo, decidi-me por um burguer Rústico (hambúrguer de bovino com queijo de São Jorge, cogumelos salteados com tomilho e alho, alface fresca, chutney balsâmico de cebola caseiro e molho Bun’s com tomilho) servido com batatas fritas e molho especial.




Quando colocaram à minha frente a tábua tabuleiro com o meu pedido, fiquei a pensar - este pacote consegue conter todas as peças que compõe o lego que eu pedi? Bem só mesmo desembrulhando é que saberei. E a conclusão? Sim, tinha tudo, muito bem encaixado e arrumadinho por alguém que, certamente, já trabalhou no IKEA (até o embrulho do burguer estava impecável, anos luz do Mac ou King). E estava bom? Estava, sim senhor. O chutney balsâmico de cebola fez-me voltar atrás no tempo, fazendo-me lembrar do primeiro local onde comi um hambúrguer - Abracadabra do Rossio - onde fui tantas vezes feliz. Outro elemento que sobressai é o pão do hambúrguer, que apesar de ser não o é.... como explicar... sabe ao que o pão de hambúrguer deveria saber no início e não no pseudopão que os Mac's deste mundo nos impingem. Mas... o tamanho do hambúrguer fica aquém do esperado, independentemente da qualidade dos produtos que os constituem, o preço faz esperar um bocadinho mais de diâmetro no burguer. As batatas fritas estavam óptimas assim como o molho especial (que felizmente veem em quantidade suficiente para completar o diâmetro que falta).

Como tinha outros planos, não comi sobremesa, tendo pago 11,7€ pelo que vocês veem na imagem mais um café.




Rua Braamcamp, 62 - Marquês de Pombal
T. 213 860 316
2ª a Sábado | 12h às 15h30 | 19h às 22h30 
(entre as 15h30 e as 19h o Bun's está aberto mas a cozinha fechada.... por isso no burguers!)
http://www.buns.pt/



terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Vélocité café, Avenidas Novas








Bicicletas? Eu? Não, obrigado. Lanchar no meio de bicicletas? Sim, pode ser.


Eu, em cima de uma bicicleta, sempre deu origem a desastre, por isso, após várias desilusões e (muitas) esfoladelas, decidimos partir cada um para seu lado, sem mágoa ou ressentimento, convictos que demos o nosso melhor na relação mas simplesmente não tinha pernas para andar (só rodas...).

Mas o facto de não saber andar de bicicleta (nem fazer tensões, nos tempos mais próximos, de vir a aprender) não implica que tenha algum problema de estar no meio delas. Mais, não tive qualquer problema em escolher um local onde (literalmente) se respira bicicletas para fazer um brunch (muito) tardio.

Vèlocité café é isso mesmo, um local onde se respira bicicletas (é uma bike shop, com acessórios e aluguer de bicicletas, oficina, livraria da especialidade) e ao mesmo tempo um local descontraído onde se pode estar, ler, beber, conversar, comer... um café, um ponto de encontro, uma galeria de arte, um local de lazer.

O espaço é realmente único. Conseguindo incorporar duas vertentes (bike shop/café) sem prejuízo de nenhuma, muito pelo contrário, é o facto de a bike shop partilhar o mesmo espaço físico com o café que dá a autenticidade e originalidade ao Vèlocité. Vamos pôr as coisas desta maneira, se alguém for alérgico a bicicletas, ao entrar no Vèlocité tem um choque anafilático ツ

A montra e a esplanada chamam a atenção mas nada faz prever a dimensão do espaço interior. A sala de entrada, que é possível ver da rua, é relativamente pequena, fazendo crer que o espaço é pequeno mas ao entrarem (e avançarem pela ciclovia) dão de caras com uma sala grande onde existe um balcão quadrado central, a oficina, resmas de artigos "ciclísticos" (bicicletas por todo o lado!) e uma zona de mesas.



from Diários de Lisboa


from Rui Gaiola


"Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas (...) tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!" Já sei! Onde fica afinal o Vèlocité? Nas Avenidas Novas, mais concretamente no local onde a Avenida Duque Ávila desagua na terra dos dois Marqueses: Rua Marquês da Fronteira e Rua Marquês Sá da Bandeira (ou seja, junto ás novas saídas do metro de S. Sebastião). E haveria local mais indicado? Mesmo juntinho a uma ciclovia ツ

E o que se come, então? Podemos escolher entre sopa, hamburgueres, saladas e tostas (com um pequeno desvio pelos pregos e bifanas), não esquecendo os brunch (infelizmente já tinha pedido o meu hambúrguer quando vi passar dois brunch.... pareceram-me muito bem... talvez para a próxima).

Eu fiquei-me pelo hambúrguer de frango. Deem-me doce e salgado num mesmo prato (hambúrguer de frango com queijo camembert, compota e rúcula) e é meio caminho andado para ser aquele que escolho. E não me arrependi da escolha que fiz pois estava bom... preferia batatas fritas aos palitos quentinhas (uma pessoa começa a habituar-se a certas mordomias) mas não posso dizer que não tenha comido as que me foram servidas e não tenha gostado (especialmente lambuzadas com a nhaca branca que vinha no prato).
 



Para sobremesa, deu-me para pedir uma fatia de bolo de banana. Admito que depois de o pedir tive um momento de arrependimento, devido ao receio de me apresentarem uma fatia de bolo maçuda, seca e sem graça (como já me aconteceu quando pedi fatia de bolo caseiro), mas já estava (ajoelhou...) e há que dar o benefício da dúvida (etc...etc...). No fim correu bem, muito bem na verdade. Estivesse eu em casa e de certeza que não me teria ficado apenas por uma fatia....

A conta não foi nada que já não estivesse à espera (10€), estando dentro do esperado num local como o Vèlocité. Tenho a dizer que foi uma boa descoberta, passando a ter mais um local onde ir lanchar ou "brunchar" depois de uma volta pela Gulbenkian ツ




Avenida Duque Ávila 120A, 1050-084 Lisboa
+351 21 354 5252

Encerra às Terças | 2ª a Dom: 10h - 20h

Facebook
http://www.velocitecafe.com















sábado, 30 de Agosto de 2014

Pomme de Terre, Príncipe Real





Juro que não me ando a desfazer das pessoas mas foi um (outro) adeus que me trouxe aqui, no entanto este adeus é menos oneroso tendo tem um "v" de volta (bem curto, dizem os que se vão embora). E agora uma daquelas frases feitas que se lêem no verso de um pacote de leite (e que dará algum sentido à primeira frase) "as férias são como uma doença infecciosa auto-limitada - infecta, cura e volta-se à vida - que felizmente não provoca anticorpos apenas saudades (e às vezes um bronze)".

Ao princípio houve alguma resistência em virmos a este restaurante (nada contra o restaurante, apenas vontade de ir a outro que já estava na lista de pedidos) mas lá consegui convencer que bom mesmo era irmos experimentar um restaurante de batatas ou, como os próprios chamam, batataria como despedida para férias. Sei que pagarei (de bom grado, naturalmente) esta derivação mas tinha mesmo muita curiosidade (e vontade) de comer estas batatas.




A descoberta deste restaurante foi casual, recebi um daqueles e-mails de ofertas e descontos que tinha no assunto "conheça um restaurante especializado em batata" e algo em mim disse - Oi?! A partir daí foi só uma questão de "zomatar" e "googlar" para descobrir o que era e onde ficava o Pomme de Terre.

Admito que foi o site do restaurante que me conquistou, o que é algo estranho e pouco usual nos dias que correm. Actualmente os restaurantes ou não têm site (facebook tornou-se a norma) ou quando têm não são... huuummmmmm... bons? informativos? sim, deixemos assim. Pelo contrário, o site está muito bem conseguido, com fotografias e um design que me prendeu a atenção e provocou em mim um sério craving for tatas. Não sei se já disse mas mim gostar de batatas, quase tanto como gostar de bolos.... senhores da Rua Sésamo para quando um monstro das batatas, eu comprava uma t-shirt (eu sou peludo e castanho... trá la rá la rá!).

Como sabia mais ou menos onde era o restaurante (algures na Praça das Flores), e estava confiante que se chegássemos cedo conseguiríamos obviar a parte da reserva de mesa (que não tínhamos), pusemo-nos logo a caminho.

Pomme de Terre não ficava bem, bem onde eu pensava mas não andava longe (o que nem sempre acontece, por isso à que ficar contente com as pequenas dádivas da vida), ficando um bocadinho acima da Praça das Flores. Pomme de Terre fica na esquina entre a Rua Marcos Portugal e o Largo Agostinho da Silva, largo onde existe um pequeno jardim cujo potencial é amplamente utilizado (e muito bem) pelo restaurante. E porque estava uma noite fantástica (quentinha e quase sem vento.... bem, eu diria sem vento mas como o mexer, quase imperceptível, de uma peça de roupa no estendal de um terceiro andar sem elevador é sentido por algumas pessoas na esplanada - síndrome da ervilha entalada no colchão aplicado ao vento - não me permite dizer sem vento) as mesas da esplanada pareciam estar todas reservadas ou já ocupadas, e como respondemos negativamente à fatídica pergunta "Têm reserva?", já víamos o nosso destino traçado - mesa dentro do restaurante (buuuáááááá!). Mas lá tivemos sorte e conseguimos mesa, não no palanque (esplanada ao longo da parede do restaurante) mas numa esplanada em pleno jardim (beggars can't be choosers).

Espero que compreendam que o interior do restaurante nada de tinha de mal. Está muito engraçado, com uma decoração alegre e descontraída, onde impera o azul (eu diria petróleo mas sou um bocadinho color blind) e o laranja, perfeito para quando o mundo exterior estiver agreste não quando está a Dream of a Midsummer Night..




Depois da indecisão e divagação inerente a qualquer ida a um restaurante (onde a minha resposta à pergunta "Mas tu já escolhes-te?" é normalmente "Ainda não mas suspeito que tenho muito tempo... - Time is on my side (Yes it is)! cantam os Stones dentro da minha cabeça :-)") lá nos decidimos por uma Perestroika, batata recheada com strogonoff de frango em combinação aromática de alecrim, cogumelos e natas, e um Saltimbocca que não é mais que a torre que veem em baixo, composta por batatas cozidas em leite, bife de frango coberto com presunto e cogumelos.




Se disserem que, depois de comer esta refeição, ainda têm um ratinho tenho apenas uma palavra  - ténia! ou duas - bicha solitária! - a dizer. Não, a sério. As duas batatas, cada uma no seu formato, estavam excelentes, de tal forma que nem deram sono (na verdade deram direito a um longo passeio para as transformar em puré). Eu sei, são batatas mas batatas a saber a batatas com o aspecto que estas batatas têm, não é fácil de encontrar (anos luz das batatas dos irish pub's).

Apesar de necessitar de desapertar as calças (sentido filosófico, ok? jamais faria tal coisa... nem que fosse pelo medo de me levantar e elas caírem), jamais poderia recusar uma sobremesa que me desperta a curiosidade... cheesecake de batata doce com coulis de frutos vermelhos (CheesePommeCake). E não satisfeitos também pedimos waffle de batata doce com bola de gelado de after eight (Americana).




Que posso eu dizer... muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom, muito bom mesmo!! Ambas as sobremesas estavam excelentes, especialmente o cheesecake, de forma que vale a pena ir a este restaurante só para comer a sobremesa. 

A simpatia e eficiência do atendimento (esplanada, thank you!), a comida óptima que nos serviram, as sobremesas excelentes que nos souberam que nem cerejas, fizeram com que os cerca de 20€ pp não nos parecessem exorbitantes. Óptimo restaurante para ir, especialmente em noites propícias para comer na esplanada (mas reservem, nem sempre se tem sorte).




Rua Marcos Portugal, 2 | 1200-258 Lisboa
Horário 10h às 02h | Encerra às Terças-Feiras

http://www.pommedeterre.pt/

+351215 944 480 | +351 913 756 033

algumas fotos retiradas de Lifecooler e Little tiny pieces of me







quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Frei Contente, Lisboa





O Frei Contente tinha aqui no 12h30 um grande fã; desde 2008 que o Sebastião já conhece este espaço e sempre elogiou as suas características. Pela minha parte sempre tive grande curiosidade em conhecer mas nunca surgiu a oportunidade! Entretanto, as estrelas alinharam-se, em grande parte por ter recebido um voucher do Zomato, e portanto lá fomos finalmente experimentar o Frei Contente! :) 

Com uma sala muito bem decorada, com janelas grandes, e com uma boa mistura de branco, castanho e cinza, o ambiente é bastante informal e agradável! Como decidimos levar os little 12h30 connosco, foi necessário chegar cedo para garantirmos que não esperaríamos muito tempo pela comida, e para não apanhar as horas de maior confusão no restaurante. Obviamente que o restaurante era "todo nosso" quando lá chegámos...






Começámos logo a atacar no couvert que tinha um ar delicioso, e a puxar para o saudável! :)


(que horror, palitos de cenoura, meu Deus, o mundo está perdido!) 


Por opção, não escolhemos um dos pratos principais mas sim vários petiscos. A saber: gambas al ajillo, punheta de bacalhau, polvinho à lagareiro e pernas de frango no forno. Aqui ficam! Como podem ver são petiscos em doses bem generosas! :)




Estava tudo óptimo! Adorei as gambas e o polvo, bem como o molho que acompanhava as pernas de frango!

Para os mais pequenos, optámos por pedir um bife da vazia à Portuguesa que estava excelente. E aquelas batatas que o acompanhavam posso dizer que eram divinais! :)




Já se sabe que raramente saímos de um sítio sem comer a sobremesa... apesar de já estarmos um pouco cheios (lá está, eram petiscos mas quase em quantidade de prato principal!), ainda fizemos o "esforço" de chegar às sobremesas! :)


Sopa de morangos com gelado de baunilha

Bolo de chocolate


Em suma, posso dizer que as minhas expectativas quanto ao Frei Contente foram superadas! A fasquia estava alta! Tantos anos a ouvir falar bem, a recordar que lá se comia muito bem, confesso que estava com algum receio de que não corresse bem! Mas não! Nada a apontar! À chegada, como já disse, o restaurante estava vazio mas, a pouco e pouco, foi enchendo, mas sempre com um ambiente agradável! :) 
A conta ficou em cerca de 50 euros, ou seja cerca de 12,5 €/pp, o que me parece muito adequado, e nada caro para a quantidade e sobretudo, qualidade do que foi consumido!


Rua de São Marçal, 88-94
Lisboa
Tel. 938 212 749
Seg - Qui: 18:00-23:00
Sex - Sab: 20:00-2:00







segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Noélia e Jerónimo, Cabanas de Tavira




Tal como "A Chaminé", o  "Noélia e Jerónimo" é outro dos restaurantes muito recomendado no Sotavento Algarvio. Aproveitámos uma noite em que nos despachámos cedo da praia para nos deslocarmos até Cabanas de Tavira para tentarmos encontrar este restaurante. Devo dizer que há cerca de 20 anos que não ia a Cabanas e portanto fiquei num misto de chocada/espantada com a dimensão entretanto atingida. Não estive lá tempo suficiente para verificar se cresceu e ficou melhor... deixemos isso em aberto!
 
 
 
 
A Noélia e Jerónimo é um restaurante pequeno, quase no final da marginal de Cabanas de Tavira, e que por acaso tem uma esplanada que ainda não estava cheia quando lá chegámos! 

(Relembro aqui que estivémos no Algarve na primeira semana de férias da Páscoa, época mais ou menos baixa, portanto!)

Este é daqueles sítios que não se pode fazer a gracinha (que nós tanto gostamos...) de ir para lá sem uma reserva! Lugar só na esplanada e é para quem quer (e chegámos cedo ao restaurante, tipo 19:30, mas os istrangeiros são imbatíveis na arte de jantar cedo!)! O único senão de comer na esplanada: os potenciais insectos e a meia luz a que tem de se comer!

 


Nas entradas ficámos pelo couvert, tradicional, com o pão, manteiga, paté "do mar" e as azeitonas. 

 


E para os pratos principais escolhemos pataniscas de polvo e filetes de peixe-galo, ambos com arroz de coentros, e uma massa à carbonara para os dois little 12h30. Os pratos mais elaborados têm um tempo de confecção estimado em 45 minutos e esse é um luxo a que não nos podemos dar com crianças cansadas de praia e piscina! Por isso, o arroz cremoso de corvina com amêijoas ficou nos nossos pensamentos para uma próxima oportunidade!

 


Estava tudo óptimo! Gostei imenso das pataniscas de polvo, os filetes eram óptimos e os meninos também gostaram muito da comida deles. As doses não são em definitivo para duas pessoas e eventualmente poderão dar para um adulto e uma criança (mas daquelas que não comem muito...).

Como é óbvio não poderíamos sair daqui sem um doce! Escolhemos uma mousse de lima, que nos foi recomendada pela funcionária que nos atendeu. Estava efectivamente excelente! :) 

No final a conta ficou em 42 euros. Pareceu-nos bastante aceitável; caso optem pelos pratos de confecção demorada, estes serão também ligeiramente mais caros (mas nada que nos "assalte" a carteira).

Uma boa opção em terras algarvias! :) 



Avenida da Fortaleza, loja 1
Cabanas de Tavira
Tel. 281 370 649

Nota: Fotos - Joana, FB "Noélia e Jerónimo", http://www.east-west-algarve.com/CABANAS.html 





sábado, 23 de Agosto de 2014

D'Bacalhau, Parque das Nações





 





Foi um adeus que me trouxe aqui.
(eu sei, parece um verso de um fado mas é mesmo verdade)

Um adeus mais no género de gente feliz com lágrimas do que alma minha gentil que te partiste, tão cedo desta vida descontente, mas ainda assim um adeus.
(levar a coisa mais no sentido filosófico do que no sentido literário)

Não, não foi mais alguém que morde a poeira. Não foi mas é quase como se fosse, menos a parte de ter um sofá numa qualquer cidade perdida no mundo. Ver partir para a reforma (merecida e necessária) alguém que nos ajudou a ser quem somos como profissionais (e também como pessoa), sempre imbuída de uma calma e paciência sem limites (e frequentemente testada), custa. E por custar, uma parte de mim tem a veleidade de manter o sentimento profundamente injusto e injustificado de não quero! não deixo! não, não e não! Mas depois acordo e percebo que já não tenho idade para birras. 

E foi assim que me vejo num "jantar de serviço", algo que vai contra os meus chakras mas a vida é assim pejada de realinhamentos. 

Enquanto caminhava em direcção ao restaurante, vindo da Torre Vasco da Gama, pensava para os meus calções que o local escolhido para o jantar de despedida não poderia ser mais desolador. A correnteza de pavilhões entre a FIL e o rio, onde um dia houve um sem número de restaurantes, bares e discotecas cheios de vida, é agora um local desolado e triste pois muitos desses estabelecimentos fecharam. Admito que me fez alguma confusão o ar de abandono de tantos pavilhões. 

Mas felizmente alguns desses pavilhões ainda têm vida, e conseguem manter a porta aberta, permitindo ter esperança que no futuro esta zona volte a ter a vida de outros tempos.

O D'Bacalhau é um desses casos, ficando sensivelmente a meio da linha de pavilhões.
(é fácil de dar conta, é o restaurante que está aberto)

O restaurante é grande e permite escolher entre a esplanada, piso térreo e piso superior. Como era um jantar de grupo, fomos encaminhados para o piso superior onde nos esperava uma sala ampla com muita luz natural, onde imperava uma decoração simples, funcional mas cuidada.


 



Eu sei que vai ser uma surpresa para vocês quando eu disser que os pratos envolvem todos (pelo menos a maioria) bacalhau.
(não! não posso! Nunca teria imaginado tal coisa. A vida tem com cada surpresa. Bravo!)


A ementa estava previamente escolhida (bacalhau!bacalhau! e bacalhau!), portanto todo aquele momento da caça pela vítima certa num rectângulo de papel (plastificado ou não, é opcional) foi obliterado. Ficando apenas a espera, a espera que nos sirvam as bebidas e a comida. E quando veio, veio exactamente como está na imagem em baixo - bacalhau com broa, bacalhau à Brás, bacalhau com natas e bacalhau à lagareiro. De uma assentada só quatro pratos diferentes (bazinga!), foi só sacar das armas (talheres) e Contra os canhões marchar, marchar!
(existe alimento mais patriótico que o bacalhau?)  
 

 


Garfada daqui, garfada d'acolá. Resultado final? Tudo bom! O meu favorito foi o bacalhau com broa mas admito que é uma escolha enviesada, simplesmente porque é dos pratos que eu mais gosto e este estava bom. 

As opções de sobremesa eram limitadas pelo menu de grupo (mousse de manga, chocolate ou abacaxi) mas isso não impediu que me atracasse a uma bela mousse de chocolate. E não é que era mesmo mousse? Não era daquelas cem por cento instantâneas, só feitas de ar e vento que com duas voltas da colher ficam a um terço do tamanho, pelo contrário, senão era mesmo de chocolate imitava muito bem.

No fim, pagámos 16€pp, o que me pareceu um valor mais do que justo tendo em vista o que se bebeu e comeu (dizem que o bacalhau é um peixe e dos mais carotes). É um restaurante óptimo para jantares de grupo, tendo o espaço necessário para permitir toda cacofonia inerente a um grupo de pessoas sem causar problemas aos próprios e a outras pessoas que estejam no restaurante.


 

Rua da Pimenta 45 - Zona Ribeirinha Norte
1990-254 Lisboa - Parque das Nações
(ou seja, linha de restaurantes antes de chegar à Torre Vasco da Gama)

Horário | Almoços 12h às 16h | Jantares 19h às 23h

Tel:218941296/7 - Tlm:967353663 - Fax:218941298
www.restaurantebacalhau.com | Facebook

Fotos obtidas do site/facebook do restaurante




quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Golf D' Água, Aroeira




A Joana já tinha realizado um post sobre este restaurante em janeiro de 2012, no entanto uma nova visita, passado algum tempo, merece um novo post.

Num dia particularmente difícil para decidir onde ir almoçar, visto que teria de ser na margem sul, perto da Costa da Caparica e agradar ao aniversariante - o meu pai - após uma longa pesquisa, cheguei a uma shortlist bem pequena, ou o restaurante no cimo do elevador de Almada (local a visitar numa próxima oportunidade) ou o restaurante na zona comercial da Herdade da Aroeira. 

Alinhada com o espírito atual, devido a toda esta história do BES e da família Salgado, decidi por um sítio onde administradores das empresas do BES poderiam viver. Apesar de várias vezes já ter passado pelas redondezas nunca tinha entrado no condomínio. Que posso eu dizer?!? Não me importava de ali ter uma "casinha", ou então, que só não tenho ali uma casa porque depois era uma chatice atravessar a ponte todos os dias. Assim está melhor!

O local é muito agradável, calmo, apesar de não ter vista para o mar, sente-se o cheiro e a calma que os pinheiros e mar nos oferecem. Como se todos os problemas se afastassem, como se o stress da vida da cidade desaparecesse, quase que compreendo as pessoas que vão morar para fora de Lisboa, mas só quase.




O restaurante fica logo à entrada do condomínio, na zona comercial, onde existem também algumas lojas e um supermercado. Tem à disposição buffets, como estamos no verão, de saladas. No inverno, comidinhas mais pesadas como feijoada à brasileira. O buffet apesar de não ser muito extenso, é muito variado e de boa qualidade. As sobremesas, não podia deixar de ser, eram muito boas, apesar de pouco imaginativas.






O Golf D'Água não surpreende mas cumpre bem a sua função, dar uma boa opção de refeição aos residentes. Para quem não é residente, é uma opção válida se estiver nas imediações, e se quiser fugir aos tradicionais restaurantes de praia, ou então desfrutar de um ambiente mais calmo num dia de verão. 

Quanto ao preço, o buffet são 12 euros. Nada de escandaloso.



Contactos
Herdade da Aroeira, Avenida Pinhal da Aroeira, loja 9 - Charneca da Caparica
Tel - 216 003 4456
golfdagua.com.pt
Horário - 8h-0h




quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Hotdog Lovers, Lisboa







Por ocasião da despedida de mais uma amiga que ía emigrar. Another one bites the dust. Nos últimos tempos, tenho a sensação que vou a mais festas de despedida de pessoas que vão emigrar do que a aniversários. Por este andar acabam-se as festas de aniversário. O ponto positivo e interesseiro é a disponibilidade de casas espalhadas por esse mundo fora. 

Já conhecia o hotdog lovers de idas anteriores, mas sempre o utilizei para cafés ou bebidas. O local é muito simpático e agradável. Bem, não o deve ser à hora de ponta, visto que a Avenida da Liberdade é a mais poluída de Lisboa, mas à noite, depois de todo o reboliço e stress, é um local aprazível. Ao fim de semana é também um local calmo para uma bebida ao final da tarde.




Nesta visita decidi provar o hotdog chili, contra a recomendação do empregado que insistiu várias vezes que era muito picante e eu não ia gostar. Ao fim de alguma insistência lá consegui convencer o empregado que seria capaz de tolerar o hotdog. Pouco convencido serviu-me. O hotdog era delicioso, picante, mesmo muito picante, ou seja perfeito. Mas não era só o picante que o tornava delicioso, o pão, os feijões, tudo muito bom!

O preço é o normal para estes sítios, o que significa que uma refeição fica por menos de 10 euros.


Contactos
Avenida da Liberdade - Lisboa
Horário: 10.00 ás 02.00