sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Ucharia, Principe Real




Se o meu apelido fosse La Fontaine e estivesse a escrever uma fábula julgo que a moral desta história teria que ser "quem muito escolhe, pouco acerta". Mas vá, não deixem que este introito vos faça parar de ler o resto do texto, por esta altura já devem saber que a minha veia dramática por vezes gets the best of me.
 
Como todos sabem, o Natal traz consigo esse expoente máximo de confraternização que são os jantares de Natal, quer sejam num restaurante ou em casa de alguém, quer juntem familiares e amigos ou colegas de trabalho, eles surgem de todos os lados e, naturalmente, nós (a.k.a. 12h30) não ficámos de fora desta tradição natalícia.

As opções foram mais que muitas mas ou era porque só se comiam bivalves ou porque serviam uma gastronomia estrangeira que inspirava pouco confiança ou porque estavam fechados no dia em que tínhamos marcado o jantar ou porque ficavam em zonas de Lisboa que não davam muito jeito. Como podem perceber, a escolha do local para jantar foi um verdadeiro banho de sangue.

No fim, depois desta chacina toda, acabámos por escolher uma das primeiras opções (senão a primeira) que circulou como possibilidade para realizamos o nosso jantar natalício (Paulo Coelho bem tinha razão... a resposta mesmo à frente do nariz). E assim lá marcámos o jantar para A Ucharia.


Chegar ao Jardim do Príncipe Real e poder escolher onde estacionar o carro é algo de muito estranho, quase a pedir um beliscão para ver se estamos acordados ou olhar para a cara das pessoas e ver se estão desfiguradas ou são todas iguais, visto que nesta zona de Lisboa qualquer hora é má para estacionar. Por isso ou tivemos muita sorte, ou estava toda a gente a fazer compras numa qualquer superfície comercial onde ainda coubessem. Entretanto já perceberam que o restaurante fica na Praça do Príncipe Real, uns passos depois do início da Rua do Século, no local onde anteriormente funcionava outro estabelecimento comercial - o Orfeu.
 
 




Após subir os degraus que dão acesso ao restaurante, a expressão que melhor se adequa para qualificar o espaço com nos deparamos é "uau". A ou as cabeças que pensaram na decoração deste restaurante estavam (muito) inspiradas quando pegaram no lápis e papel para rabiscar qual seria a decoração do espaço. E notem que este apreço vem de uma pessoa que não gosta de decorações brancas (chega-me um 2001: A Space Odyssey) mas aqui os armários, o que está dentro dos armários (grande parte produtos que se pode adquirir para levar para casa) e todo o mobiliário (com a heterogeneidade das cadeiras a sobressair) funcionam em conjunto para dar um ar tradicional mas ao mesmo tempo moderno ao espaço.

A comida servida é tendencialmente constituída por petiscos, algo com que já nos vamos habituando (nada contra, viva os ovos com farinheira!) pois virou a moda do momento (já lá vai o tempo em que a Taberna Ideal era o restaurante dos petiscos da era moderna) e as modas é como as mães, é preciso respeitá-las, pronto!

Depois de alguma negociação, por forma a escolher petiscos que agradassem às quatro boquinhas esfomeadas (se estão a imaginar as gaivotas do Nemo, não estão longe da verdade), ficamo-nos pelas fritas de batata doce, (batatas) fritas, ovos mexidos com alheira de caça, pataniscas de bacalhau e arroz de polvo. 

Enquanto esperávamos pelos petiscos fomos pedinchando pão para molhar no azeite e acompanhar com o patêzinho e o queijinho.... Foi aqui que a coisa começou a correr menos bem. Éramos quatro adultos com ar de alimento mas insistiam em trazer cestos de pão para piscos (seria uma indireta?), mais estranho se torna quando se está num restaurante de petiscos.

 



Quando chegaram os pratos a cena tornou-se mais engraçada pois, como hei-de dizer, as quantidades eram aquém das expectativas (e, como disse anteriormente, já não é o nosso primeiro restaurante de petiscos). Mas tudo bem, toca de dividir o pão e o vinho pelos apóstolos e dar graças por termos comida sobre a mesa. As duas raças de batatas fritas estavam boas e os ovos também não ofendiam ninguém, por outro lado o polvo devia ser daqueles que ia todos os dias ao ginásio dando, por isso, mais luta na altura dos mastigamentos e as (poucas) pataniscas eram a atirar para o carpaccio. Felizmente tínhamos muita conversa para pôr em dia, por isso conseguimos prolongar a refeição por algum tempo.

Quando foi a altura de escolher as sobremesas, admito que estávamos um pouco renitentes (porque seria??) mas lá nos enchemos de coragem e pedimos quatro diferentes: mousse de chocolate, farófias, arroz doce e leite creme. Dos quatro, o único que ficou descontente foi quem comeu as farófias, os restantes obtiveram diferentes graus de satisfação, com a mousse na liderança. Há que referir, nem que seja porque foi referido várias vezes durante a sobremesa (não sei se era para eu não me esquecer...), que o leite creme era mais crème brûlée que outra coisa (mas ainda assim muito bom).

  


Quando veio a conta deu-se a machada final.... 21€pp. Pode até não ser muito mas nenhum de nós sentiu que tinha comido algo que justificasse o valor. Se calhar tivemos azar no dia ou simplesmente não é o restaurante certo para nós (como diria a Joana.... furras!). Tenho pena mas o desconsolo foi unânime apesar do atendimento ter sido simpático e a decoração do restaurante estar muito bem conseguida, a comida não nos cativou minimamente. Mas vão e experimentem pois o que uns não gostam, outros amam :-)



A Ucharia
Praça do Príncipe Real, 5A
Telefone | 917633200
Horário | Terça-feira -15h00 às 23h30
Domingo, Quarta-feira e Quinta-feira - 10h00 às 23h30
Sexta-feira e Sábado - 10h00 às 00h30




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Funil, Avenidas Novas



Desde que me disseram que o restaurante O Funil tinha sofrido um extreme makeover que tinha vontade de o visitar, afinal quem não gosta de um antes e depois? e de poder dizer essas pérolas intemporais "No meu tempo não era nada assim!" "Das vezes que vim cá isto estava aqui, aquilo estava além, isto não existia...". Esta necessidade de viver momento nostálgicos é ainda mais agudizante em pessoas dos anos 80 e 90 (onde sou obrigado a incluir-me... embora toda a gente me diga que estou muito bem conservado para a idade) que atualmente vivem da nostalgia como de pão para a boca (e culpo o Nuno Markl por isso).



 
A sininho disse (várias vezes) que também queria experimentar O Funil, assim uniram-se duas vontades e lá fomos nós jantar fora. Estranhamente toda logística de combinar o jantar, o dia, a hora, fazer reserva, estacionar foi enfadonhamente normal e isento de grandes comoções ou aventuras. Mais que não seja porque as Avenidas Novas são uma das zonas de Lisboa que melhor conhecemos e dominamos (utilizando uma terminologia de prostíbulo é uma das nossas zonas de ataque).

E sim, o makeover foi realmente extreme. O Funil com que nos deparámos apenas mantém o nome e a localização geográfica do Funil que conhecia, o interior viu, qual alimento transgénico, uma profunda modificação genética. O Funil passou de um restaurante de comida portuguesa simpático e confortável mas tendencialmente anónimo (apenas com um funil gigantesco como elemento diferenciador) para um restaurante moderno com um ambiente mais classy, onde existe um equilíbrio entre tons mais escuros (vermelho, preto, cinzento), tons claros e espelhos, muitos espelhos.




Admito que a sininho delirou (já a oiço dizer... não foi nada assim! gostei mas não assim tanto! mas como sou eu que estou a escrever, delirou e pronto) mais com a decoração do que eu, não sou muito dado a ambientes classy, mas tal não me impede de apreciar e dizer que o cuidado na decoração resultou lindamente. E em momento algum me senti ostracizado por estar de calças de ganga e com a minha mochila de sempre :-)

Tenho de evidenciar a simpatia no atendimento. Não só nos ajudaram a escolher o que queríamos jantar como perguntaram se íamos partilhar os pratos e, quando respondemos meio envergonhados que sim (naquele sentimento tosco de estarmos a querer fazer algo que não devíamos), trataram de fazer a divisão na cozinha. É verdade que nos tiraram todo aquele momento de confraternização (e chafurdice) de dar parte do nosso prato à outra pessoa e receber o nosso quinhão respetivo mas, pode parecer estranho, vivemos bem sem esse momento.
 
 


Escolhemos polvo guisado à moda de Entre o Douro e Minho e lombinhos de porco preto, servido com migas de farinheira e salada de tomate. Estavam ambos excelentes! Bem temperados, cozinhados e com uma apresentação impecável (simples e sem grandes floreados). Basta dizer que parti o polvo com uma faca de peixe para estar tudo dito, por vezes nem em casa consigo tal proeza.

 


Comemos com calma, em que tudo foi sendo servido a um ritmo que permitiu conversar e ir comendo, o ritmo perfeito para um jantar de dois amigos com muita conversa para pôr em dia.

Algures a meio do segundo prato apanhámos a conversa de uma mesa contígua cujo tópico nos interessava de sobremaneira - sobremesas! Quando ouvimos a composição da Tarte de abóbora (Tarte de abóbora e amêndoa, semifrio de requeijão e gelado de canela e mel), palavras não foram ditas entre nós mas sim diretamente a quem nos estava a servir - Uma tarte de abóbora para a mesa do canto, sff. E não satisfeitos (como bons alarves que somos) ainda pedimos o Bolo de chocolate.
 



O Bolo de chocolate foi completamente ofuscado por toda a encenação da Companhia Teatral da Abóbora. Pois que não só enche o olho como sacia o bichinho da gula, desde o gelado, passando pelo requeijão e doce de abóbora até à tarte propriamente dita tudo estava ótimo. O bolo de chocolate estava bonzinho mas não fiquei especialmente fã, tendo gostado mais do gelado que o acompanhava.


No fim, não fosse a Zomato, a conta não teria sido troikiana, à pois que não (30€ pp no mínimo) mas é um restaurante que vale a pena,  pelo ambiente, comida, simpatia do atendimento. É bom restaurante para comemorar um momento especial, pois dias não são dias.


O Funil
Avenida Elias Garcia, 82A, R/C
1050-100 Lisboa
38° 44’ 21.11’’ N | 9° 8’ 51.77’’ W


Horário | 2ª feira a Sábado: 12h – 15h, 19h – 23h
Encerra aos Domingos e Feriados
Reservas | 210 968 912


 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Amoraria, Mouraria




Este foi (mais) um jantar programado à última da hora. Com o Natal a aproximar-se de forma galopante e um voucher da Zomato a expirar, não houve tempo para pensar sobre quando iríamos jantar ao Amoraria, se queríamos ir (como diria Jorge Gabriel) era agora ou nunca. Claro que escolhemos o agora (ponhaponhaponha!).

Mas tal era o aceleramento que, quando dei por mim, não sabia sequer onde ficava o restaurante e já não tinha nenhum computador por perto (o meu telemóvel continua a não ser smart...). Pronto sabia que ficava na Mouraria mas isso é algo redutor quando falamos duma zona verdadeiramente labiríntica como a Mouraria. Felizmente a minha companhia para jantar conseguiu resolver esta questão, quando (finalmente) chegou ao pé de mim trazia consigo um belo croqui a indicar onde ficava o restaurante (infelizmente esqueci-me de fotografá-lo pois estava um espetáculo, percetível apenas para quem o fez :-). Mas funcionou, isso é que é importante.

E sim, é preciso mesmo saber onde fica o restaurante, não se vai lá pelo cheiro. 

Primeiro alerta: estacionamento. Ou se coloca no estacionamento do Chão do Loureiro, ou se tem sorte ou vai-se a pé. Nós tivemos sorte, do género Santa Casa... raspámos, raspámos e quando parecia que não teríamos o terceiro igual lá saiu o prémio! um lugarzinho (relativamente) perto do restaurante e (quase) legal. Mas estávamos a ver a coisa mal parada, à nossa frente tínhamos uma longa rua de sentido único com pouco lugares (legais ou mais coloridos) disponíveis.

Segundo alerta: encontrar o restaurante e acreditar que é um restaurante. Se encontrarem a igreja de São Cristóvão então têm já o trabalho quase concluído. Basta contornarem a igreja até acharem a Rua da Achada, ruela que contorna as traseiras da igreja, e depois é só percorrê-la até acharem o "restaurante" (se contornarem a igreja pela direita, vão encontrar um restaurante no início da ruela...lamento mas esse não é o Amoraria.... too easy).

Quando nos deparámos com a entrada do Amoraria (levámos algum tempo a acreditar que seria mesmo a entrada) as minhas sobrancelhas ergueram-se qual asas de um cesto (ou abas do estádio do Benfica), a minha testa enrugou mais que um Shar Pei e pensei "cócó!".
 



Vá, sejam honestos. Diriam que esta é uma entrada de um restaurante ou de uma loja de velharias? Pois.... Depois de algum... entramos... não entramos... decidimos dar uma oportunidade ao restaurante (mesmo tendo o Dirty Harry a dizer ao meu ouvido do you feel lucky? Well, do ya, punk?).

E assim entrámos no mundo do Amoraria. O interior faz todo o sentido com o exterior, em que tudo à nossa volta são velharias, "arrumadas" por forma a que o espaço possa ser utilizado como restaurante. Mas o mais curioso é que, a contrário do que sentia quando olhava do lado de fora, esta decoração em vez de repelir fez-nos sentir confortáveis e à vontade, como se estivéssemos no anexo ou marquise de algum familiar mais velho. Se forem à espera de um restaurante mais estruturado, certinho, mais arrumadinho então não vão gostar. Se forem com um espírito aberto, em que tudo há-de correr, vamos é passar um bom momento e descontrair, vão certamente gostar deste espaço.

 


O senhor que nos atende ajuda a gostar do espaço. Descontraído, de conversa fácil e sempre com uma tirada engraçada, apela à descontração e ao convívio. A música ao vivo, tocada e cantada sempre num tom morno e envolvente, não impede a conversa pelo contrário cria uma banda sonora para a refeição.


Vieram várias malgas com diferentes pratos, cachupa, frango de caril, cuscus com cogumelos, arroz e batatas fritas, tudo acompanhado com vinho tinto da casa. E tudo estava excelente! E eu que nem sou grande apreciador de cachupa não me fiz rogado a raspar bem a taça :-)

 


Como tínhamos lanchado, pudemos comer os petiscos calmamente, sem a pressa de fazer desaparecer a fome, e colocar a conversa em dia. Tudo ao som de música a ser tocada a meia dúzia de passos de nós. Estávamos tão confortáveis que perdemos a noção do tempo, quando demos por isso já tinham passado várias horas.

A sobremesa foi pequena mas potente. Envolvia coco e caramelo, tinha um sabor forte e doce mas que assentou lindamente no fim da refeição.

Este é um restaurante onde se consegue facilmente fazer uma refeição por 15€pp, dependendo sempre do número de prato/petiscos que se pedir (e do vinho que se beber).

Foi uma excelente surpresa para fechar o ano. Aconselho vivamente uma visita.

Para desmoer (e porque nos perdemos), fomos até ao miradouro da Graça onde fomos presenteados, ainda que estivéssemos quase a virar Fizz, com esta eterna vista de Lisboa.






Rua Da Achada, 2 | Mouraria, Lisboa 1100, Portugal
+351 931 811 139

Ter a Dom
 |18h às 24h


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014







Pois, é verdade! Mais um ano que termina... 2015 está aí! 

Por aqui, e sempre que possível, cá viremos dar mais uma opinião ou outra sobre sítios visitados, para que nunca vos faltem sugestões! :)

A todos, votos sinceros de um feliz ano de 2015! :)

Joana, Sebastião, Sininho


Foto daqui: http://sweet-tea-southern-dreams.tumblr.com/, via Pinterest.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014






Feliz Natal! :)

Joana, Sebastião, Sininho


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Taberna das Flores, Santa Marta






Há muito que queria experimentar a Taberna das Flores. Sempre que descia a Rua de Santa Marta, em direção ao Coradinho, pensava: para a próxima experimentamos. A visita proporcionou-se no tradicional jantar de sexta-feira. Apesar do dia da semana, o restaurante esteve sempre meio vazio. Mau! A uma Sexta!?! 

A taberna, que durante o dia é também uma florista, tem uma decoração baseada em madeiras, o que me cativou, mais especificamente paletes de madeira (literalmente!) que estão por todo o lado, paredes, teto, mesas, etc. 




As entradas são compostas por pão, azeite com vinagre balsâmico e patê. Pedi o naco de lombo e na mesa foi também pedido o polvo. A apresentação dos pratos está muito bem conseguida por isso os olhos começam logo a comer. Estava tudo bonzinho! Confesso que não fiquei maravilhada, a carne não estava especialmente saborosa e estava muito, muito bem passada, o que para mim não é uma vantagem. 




O preço da refeição ficou perto dos 20 euros por pessoa, o que doeu bastante. Principalmente porque ninguém pediu sobremesas. 



Taberna das Flores
Rua de Santa Marta, 27 F, Avenida da Liberdade, Lisboa
Tel: 213521816
Horário: Segunda a Sábado - 12:00 às 15:00, 19:00 às 23:00


A Taberna, Trafaria


 
 
Então, e se no fim-de-semana não vos apetecer fazer almoço, onde poderão ir? À Trafaria, pois claro! Se forem da margem sul é logo ali, se forem da margem norte nada como passar a ponte para um belo passeio!

Na Trafaria as opções são variadas (já falámos sobre esta zona em tempos). Desta vez decidimos ir experimentar a Taberna, opção que resultou da combinação "estacionamento + ementa + sem fila de espera".




A Taberna é um restaurante tipicamente português, com ambiente familiar, sendo as opções dentro da nossa gastronomia tradicional. Dada a localização, os pratos de peixe acabam por predominar. E nós decidimos não contrariar a tendência e escolhemos Arroz de Tamboril com Marisco, Pataniscas com Arroz de Feijão e um Bitoque.


Couvert

Arroz de Tamboril

Pataniscas de bacalhau


Ficámos um pouco cheios e por isso decidimos não pedir sobremesa. A oferta baseia-se na nossa doçaria tradicional. 
Juntamente com os cafés pagámos cerca de 40 euros, que me parece bastante aceitável. Como dizia ao princípio, aqui têm mais uma opção para um almoço na margem sul! :)


 







Av. General Moutinho
2825-870 Trafaria
Tel. 212 944 387




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Secadegas, Lisboa

 

 
O 12h30 quis reunir-se numa segunda-feira... vejam só, que parvoíce, já se sabe que à segunda é tudo muito mais difícil! Mas enfim, era mesmo o único dia da semana com as estrelas (aka agendas) todas alinhadas! Como era segunda-feira, nem todas as opções estavam disponíveis e por isso foi quase, quase até à última da hora para decidir. A nossa escolha acabou então por se ficar pelo Secadegas.

Situado na zona renovada de Lisboa, o Intendente, onde pupulam agora novos sítios trendy e cool para frequentar, o Secadegas intitula-se como "uma casa de amigos, onde todos os que apreciam um bom ambiente conjugado com o sabor da comida caseira são bem-vindos à mesa".

E é verdade que o ambiente é bastante acolhedor. A decoração não parece a de uma casa de amigos mas a da casa das nossas avós, o que ainda contribui mais para o conforto! Relativamente ao conforto, aqui, pois que temos uma pequeno apontamento... somos 4 e quiseram ser simpáticos e dar-nos a mesa ao pé da janela. Teria sido muito bom se nós não fossemos assim a atirar para o grande (com excepção da Sininho, andamos todos na casa do 1,80 - 1,90 m), e a mesa ao pé da janela não estivesse assim num espaço um pouco apertado... ficou a intenção, mas realmente não correu muito bem. :-)






O Secadegas tem uma enorme variedade de petiscos e decidimos atacar em várias frentes:


Couvert

Cogumelos na chapa

Alheira e Morcela

Ovos mexidos com farinheira e Batatas fritas (picantes, ou não!)


Depois de enfardarmos todos estes petiscos, que como podem ver pelas fotos são bem servidos, lá fomos saber o que haveria de sobremesas para acalmar esta mistura de sabores, e dar um toque doce à nossa refeição... E tínhamos alguns doces disponíveis mas... algures a meio da lista ouvimos "tarte de limão merengada"! Iupi!!! 

Ora, todos sabem que o 12h30 em peso é fã incondicional desta sobremesa e que temos sempre em primeiro lugar esta tarte. No entanto, todos sabemos que estas coisas dos rankings são extremamente dinâmicas e nós estamos sempre disponíveis na nossa cabeça (e no estômago, também) para alterar as posições no nosso ranking pessoal. E vai então de pedir tarte de limão merengada em uníssono para ver se era desta que destronávamos a rainha! Que vos diga... nem sei...

Sei que assim que as pousaram na mesa, desatámos a rir descontroladamente ainda sem provar... era tão pequenina! Pronto, enfim, era mais um petisco e nós que somos uns lambões, queríamos algo em formato "prato principal"! Depois de provar, até era uma tarte muito boa, mas ficou para sempre marcada pela pouca quantidade...


Compreendem, agora, o que vos dizia?!

Depois deste pequeno apontamento final, decidimos pedir a conta, que até foi simpática (cerca de 15 euros/cada). No entanto, a tarte... olhem, não sei que vos diga! :)


Rua doa Anjos, 23 c/D
Tel. 218 860 570



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Hortelã da Ribeira, Alcácer do Sal




A caminho de mais um fim-de-semana de relax no belo Alentejo decidimos parar em Alcácer para o jantar. Como quisemos experimentar um sítio novo decidimos ficar pelo Hortelã da Ribeira, que tinha uma esplanada muito acolhedora! De referir que tivemos alguma sorte na nossa hora de chegada! Logo após nos termos sentado começaram a chegar muitas pessoas e algumas até fizeram beicinho por já não terem lugar na esplanada... percebemos também que algumas das pessoas eram clientes habituais, o que indica alguma coisa sobre a qualidade do restaurante! :)




O couvert que veio para a mesa era assim:


Tenho a dizer que este queijo era uma delícia! :)


E a escolha do prato principal foi Arroz de Lingueirão. Estava muito bom, muito bem cozinhado, e numa quantidade bem grande, que fez com que ficássemos a abarrotar.




Mas enfim, apesar de estar a abarrotar, ainda abrimos "alas para o Noddy"... não conseguiria sair daqui sem provar as sobremesas! Seria uma falha gravíssima... :)

E então, a conselho do empregado que tomou conta da nossa mesa, decidimos provar o Manjar de Alcácer, que pela foto até pode parecer um pouco desmanchado mas que era algo assim muito bom, a tender para o delicioso! :) Bolo húmido, com doce de ovos, merengue... enfim, uma conjugação de imensas coisas que resulta muito bem!


Manjar de Alcácer

Por esta refeição (+ bebidas, + cafés) pagámos 38 euros. Pareceu-me adequado! :)


Rua João Soares Branco, nº 15
Alcácer do Sal
12:00-16:00 ; 19:00-23:00
Tel. 265 612 244

Fotos: 12h30 e FB Hortelã da Ribeira


domingo, 30 de novembro de 2014

Moules & Beer, Campo de Ourique







Pensar em mexilhões (ou moules) remete-me para umas magnificas férias de verão na solarenga e acolhedora côte d'azur. A partir do momento em que descobrimos a existência das moules não quisemos outra coisa. Vá, ao pequeno-almoço comíamos croissants ou pain au chocolat, mas era esta a única excepção. De resto moules impreterivelmente. 




Devido a esta doce memória, as minhas expectativas relativamente a este restaurante eram grandes, o que levou a que adiasse a ida, mas houve um dia em que tudo se proporcionou. Outro dos meus receios com este restaurante era de ficar com fominha. A minha linha de pensamento foi: mexilhões são caros, logo vou pedir uma dose reduzida e por isso vou passar fominha da boa. 

O restaurante tem uma entrada bastante arejada, e a decoração é bastante clean, dentro da actual corrente. O destaque, e ponto diferenciador, vai para o nome do restaurante escrito com lâmpadas. Apesar dos tons brancos da decoração, como o restaurante é mantido a média luz, tem um ambiente bastante acolhedor e intimista.




Os mexilhões são servidos com vários molhos, sendo um seleccionado para menu do dia, numa taça bastante simpática (medos afastados). O acompanhamento é feito por batatas fritas belgas, ou seja, são fritas duas vezes. Estava tudo delicioso! As batatas, os mexilhões e o molho tudo muito bom. O único problema era não existir na mesa pão suficiente para melhor saborear convenientemente o molho. 




No menu está também incluído uma cerveja. Não gosto nada de cerveja, no entanto o restaurante tem cervejas de fruta tão simpáticas, que gostei.




Nas sobremesas, o restaurante utiliza um truque indecente: em vez de trazerem para a mesa uma ementa, surgem com uma amostra de todas as sobremesas. Malvados! Não é justo, eu até já estava satisfeita, mas depois dos meus olhos terem comido, o estômago não quis ficar atrás. Que posso dizer? Ficaram ambos muito satisfeitos. 

A repetir, sem dúvida e rapidamente. Ou então experimentar um dos seus irmãos: Moules & Wine ou Moules &Gin.



Moules & Beer
Rua 4 da Infantaria, 29D, Campo de Ourique
Tel: 213860046
Horario: todos os dias 12h30 às 0h





Nota: imagem do sul de França retirada de http://pt.wikipedia.org/wiki/Villefranche-sur-Mer