segunda-feira, 20 de abril de 2015

Natraj, Rato





O Natraj é considerado por muitos o melhor restaurante indiano de Lisboa. Sempre achei much ado about nothing. Ainda assim, as experiências no antigo restaurante foram sempre simpáticas.

Entretanto o restaurante mudou de localização para algumas portas acima na mesma rua. A antiga sala tinha uma decoração típica e era acolhedora, dentro do género indiano. A nova sala é desinteressante: quatro paredes beije com um balcão ao fundo.




A comida como sempre estava saborosa. Principalmente o nan com queijo, nunca falha.




Mas o que me deixou sem vontade alguma de voltar ao restaurante foi a seguinte situação: quase no final da refeição apareceu na parede (a mesa estava encostada à parede) uma simpática e sempre bem-vinda BARATA. Chamámos os empregados e a sua reação foi rir... E achar muito engraçado estar uma barata por cima da mesa, não fizeram nada a não ser rir.

Depois de uns minutos levantamo-nos, pagámos e saímos. É verdade, deveríamos ter pedido o livro de reclamações. Não o fizemos. Ainda assim, não pretendo voltar ao restaurante já é suficientemente mau estar uma barata a passear na parede, mas a atitude dos empregados foi a gota de água.




Contactos
Rua do Sol ao Rato - 50-52
http://www.restaurantenatraj.com
Todos os dias das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 23h30


Nota: primeira foto retirada do site do restaurante.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Convictus, Oeiras






Este é o restaurante do dia a dia. Todos os dias a caminho do trabalho passo mesmo à porta do restaurante e tem um aspecto convidativo. No verão tinha pensado em experimentá-lo, mas desincentivaram-me, porque era caro e porque a comida não valia a pena tendo em consideração o preço. Indaguei um pouco mais e as opiniões foram unânimes, muito caro para a qualidade da comida. 

Um belo dia passei à porta, a caminho de outro restaurante para almoçar, e reparei que tinham menus de almoço a 6,95 euros. Pareceu-me um preço bastante aceitável para almoço de dia de trabalho. Assim após alguma pressão, e não foi preciso muita que o grupo dos almoços é dado à festa e convívio, experimentámos o Convictus. Ficámos clientes a partir do primeiro dia. Só na primeira semana fomos lá 3 vezes. 





O restaurante
Em sintonia com o tipo de comida (vegetariana) servida, o restaurante é construído em madeira, com umas magnificas janelas para o jardim e ao fundo ainda se vê um pouco de rio. O ambiente é todo baseado nas madeiras que está nas paredes, telhado (aqui não há tecto), mesas e cadeiras. 





O atendimento
O restaurante tem nova gerência, o que deve ter provocado a mudança de preços e qualidade da comida. A equipa é pequena e parece ser familiar, a senhora que normalmente nos atende é de uma simpatia enorme, com um ar e atitudes muito zen, o que por vezes nos stressa um pouco quando nos queremos despachar. Como a cozinha está parcialmente aberta para a sala de refeições, já conhecemos bem o chef e temos oportunidade de dar o nosso feedback, que até agora tem sido bastante positivo. 





A comida
Primeiro o disclamer: gosto de comida vegetariana, mas para variar ou como piada. Porque o que eu gosto mesmo é do meu bife a gemer sangue. Por isso, imagine-se o meu espanto quando fiquei fã da comida. Já tive oportunidade de experimentar variados pratos e sobremesas. Todos estavam excelentes, muito bem temperados, e com uma apresentação à chef. No departamento, muito importante, das sobremesas, confesso que não gosto de gelatina de origem vegetal, o que me leva a não gostar das sobremesas com gelatina, mas todas as outras são excelentes. 





Conclusão 
Vamos continuar a utilizar o restaurante sempre que houver disponibilidade, o que por vezes não é nada fácil.


Convictus
Rua Desembargador Faria, 31, Oeiras

Tel: 214 416 007
Horário: 12h00 - 14h30



Nota: a primeira foto foi retirada do Zomato.

segunda-feira, 30 de março de 2015

A minha cozinha, Campo de Ourique





Carta aberta aos restantes contribuintes do 12h30

Experimentem! 

Para nós amantes de sobremesas e em especial de tarte de limão merengada este local é o céu. 

O merengue é fantástico, mas o melhor é mesmo o recheio da tarte que se desfaz na boca. A base estava também no ponto, com a consistência correcta. 

A tarte de noz estava também divinal, fosse ela de amêndoa (prefiro amêndoa a noz) e tinha comido a tarte inteira. 





A minha cozinha
Rua da Infantaria 16, 63A (junto ao jardim da parada)
Campo de Ourique
Seg a Sab - 09.30 - 19h
Dom - 10h - 19h

sexta-feira, 27 de março de 2015

Andorinhas, Ajuda



A ida ao Andorinhas foi destino e como todos sabemos por mais que tentemos fugir do destino, este acaba por nos apanhar.

Primeiro não era suposto estar por aqueles lados da cidade, naquela sexta-feira à hora do jantar. De todos os sítios em Lisboa, Ajuda era definitivamente um sitio a evitar naquela sexta-feira. Mas... Tudo se alinhou para que ir jantar à Ajuda fosse inevitável (como o destino). Depois, foi a senda de marcar restaurante, o primeiro que me veio à mente foi o "Coisas de Comer", mas fechou em 2012. Depois descobri no zomato um restaurante com um nome sugestivo "TásCá para Enfardar". Nem precisámos de mais, estava decidido o restaurante onde iamos jantar, mas estava cheio. Por último, e já meio desesperada tentei o Andorinhas. Não conhecia, nem nunca tinha ouvido falar. Mas, o desespero falou mais alto. E foi uma excelente descoberta!

O restaurante
Nada de especial. Um tipico restaurante lisboeta. Com uma sala em L, televisões para ver a bola, mesas e cadeiras em madeira, e balcões o mais típico possível. Até aqui nada a salientar. Já o atendimento foi de primeira. A simpatia e disponibilidade dos empregados é de louvar e incentivar.

A comida
Quando cheguei e como vinha directa do trabalho a fome era mais que muita. A mesa estava já coberta de entradas. Era sapateira, mexilhões, camarão e miolo de camarão com molho de alho, pimentos, chouriço e farinheira assados, favas, eu sei lá... 

Foi um ver se te avias... Foi atacar a toca a força. Estava tudo divinal. As chamuças estavam tão fantásticas que pedimos um reforço. 




Acreditem ou não, o pão ficou intocado. Tinha um pano por cima quando nos sentámos e assim ficou até ao final da refeição. Depois de todo este repasto ainda tivemos a coragem de pedir dois pratos principais, feijoada e muqueca de camarão. Só consegui provar a muqueca e estava fantástica! 




A acompanhar vinho verde fresquinho e foram umas quantas garrafas, que ninguém ia conduzir tão cedo. Só tínhamos de descer a Calçada. O que ainda se revelou algo difícil, pois entre o vinho, as obras que estão a realizar na Calçada, a pressa porque já estávamos atrasados e os saltos altos não foi tarefa fácil chegar inteiros ao fundo da rua. 





O preço
Uns extraordinários 15 euros por pessoa. É verdade que ninguém comeu sobremesa, mas só as entradas e o vinho fizeram-me temer o pior.


A conclusão
Recomendo vivamente a quem estiver pela zona da Ajuda ou nas imediações. Agora com as obras, o local está um pouco mais difícil de estacionar ou circular, mas ainda assim vale bem a pena.



Andorinhas
Calçada da Ajuda, 197 A, Ajuda, Lisboa
21 3627671
Seg a Sab - 12h-24h
Dom - 12h - 18h

terça-feira, 24 de março de 2015

A Travessa do Fado, Alfama





fa·do
(latim fatum, oráculo, previsão, profecia)

Força superior que se crê controlar todos os acontecimentos.
Aquilo que tem de acontecer, independentemente da vontade humana. 

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa



A razão da ida à Travessa do Fado tem por detrás um convite da Zomato que eu (abertamente) desde logo cobicei. Mas a Joana, aquela que come a papa, não foi em cantigas (ou fados) e tudo combinou, tudo aprontou para levar o seu mais que tudo a jantar na Travessa do Fado.

Mas quis o destino ter-se esquecido de uma coisita de somenos importância... saber, antes de tudo programar, quando o restaurante fecha para descanso. Claro que a Joana acertou na mouche, o único dia em que podiam ir, antes do convite perder a validade, era dia descanso. Tau!! Sebastião, aquele que come tudo, tudo, tudo, vê-se então "obrigado" a entrar em ação pois tal é o fado dos bons amigos, chegar-se à frente quando necessário.

Sebastião decide falar com sininho para o ajudar nesta ação de salvamento. Fica tudo combinado, reservado e alinhavado no espaço de alguns minutos. Mas eis senão quando... sininho adoece e tivemos que adiar o jantar.... para o último dia possível! Isto de ser português e ter sempre um fado desgraçado torna a vida tão mais engraçada, não é? Pois, tem dias...


Mas quis o destino que chegássemos a bom porto ou, neste caso, a bom restaurante. Infelizmente sem fado cantado ao vivo, o que me deixou algo desapontado (mas a sininho deitava fairy dust de contente), mas com toda uma ementa à nossa disposição.

 

 
Vamos então ao busílis da questão. O Travessa do Fado fica junto (na verdade coladinho) ao edifício que alberga o Museu do Fado, de frente para um dos bairros históricos de Lisboa, Alfama.

O restaurante tem dois pisos e dois pátios, um extremamente espaçoso na entrada do restaurante (a gritar noites quentes de verão e turistas em tons de vermelho) e outro (mais simbólico) na parte de trás. Como não estava tempo para jantares ao luar, atravessámos o pátio e fomos (tentar) descobrir a entrada do restaurante.  Se não fosse o pensamento "se ali está o balcão então deve haver ali uma porta" teríamos ficado no meio do pátio à espera que (a) alguém entrasse, (b) alguém saísse, (c) alguém do restaurante viesse perceber porque estavam duas pessoas paradas no meio do pátio com ar intrigado. Para evitarem estes propósitos é favor dirigirem-se para o lado direito do edifício, onde encontrarão a entrada.




Depois de termos (finalmente) entrado, fomos acompanhados até a uma mesa no piso térreo, mesmo ao lado das escadas que dão acesso ao piso superior.

O restaurante tem a forma de um L, tendo mais comprimento que largura, algo que é mais sentido no piso térreo muito por culpa das ditas escadas. Mas tirando a mesa debaixo das escadas (onde, ao levantar, parece correr-se o risco de dar cabeçadas nos degraus), as restantes mesas pareceram-me ter espaço suficiente para que seja criado um ambiente acolhedor em vez de um ambiente claustrofóbico.
O facto das paredes do restaurante serem essencialmente de vidro também contribui (grandemente) para criar um ambiente acolhedor. As paredes de vidro permitem que o restaurante tenha um ambiente solarengo e alegre durante o dia, com a entrada de luz natural, e um ambiente mais intimista durante a noite, com o auxílio de uma iluminação suave e quente.
 
O piso superior tem mais espaço e uma vista desafogada para o largo do Chafariz de Dentro.

A comida servida no Travessa do Fado tem por base a tradicional gastronomia portuguesa, apresentando essencialmente petiscos portugueses. E petiscos portugueses é música para os nossos ouvidos (e papilas gustativas).

Depois de alguma negociação sobre o que iríamos pedir da ementa, chegámos a consenso: lambujinhas, iscas de cebolada, pimentos Padrón, sandes de bife de atum e ovo com alheira.

Tirando os pimentos Padrón, que não foram ao encontro do que se espera deles - Los pimientos de Pádron, unos pican y otros non - tendo-nos calhado apenas os que non pican (para grande desgosto da sininho), os restantes petiscos estavam todos entre bom e muito bom, com destaque para as iscas (estava mesmo com saudades).






Depois de muita conversa, vários petiscos e uma bela sangria chegámos ao momento em que tínhamos de fazer "A" opção, queremos sobremesa ou não queremos sobremesa. Eu sei, como se houvesse opção... claro que queremos sobremesa!

Venha uma torta de laranja e um cheesecake de frutos silvestres para a mesa ao lado das escadas s.f.f.




E lá vieram. Não foram as melhores sobremesas que já comemos mas também não podemos apontar grandes defeitos, simplesmente não sabem a tradicional.

No fim, saímos satisfeitos com a comida, atendimento e ambiente. Eu fiquei com alguma pena de não ter ouvido fado ao vivo mas, quem sabe, um dia destes volte para experimentar a esplanada e o belo do faduncho.

Acredito que este seja um restaurante mais dado a turistas devido (a) localização, (b) ligação ao Fado, (c) preços praticados. Não posso recriminar pois é o expectável para uma zona turista mas, ainda assim, os preços não são tão astronómicos que impossibilitem uma visita.




Largo do Chafariz de Dentro, nº 1
1100-139 Lisboa
Tlf | 00351 218 870 144 | Email | geral@atravessadofado.com

https://www.facebook.com/ATravessaDoFado

Horário
Almoço | 4ª a Dom - 12h00 às 15h00
Jantar | 4ª a Dom - 19h30 às 23h00
Encerrado | 2ª Feira e 3ª Feira









sexta-feira, 20 de março de 2015

Petiscaria Petis.cos, Parede






Há momento assim. Nos quais não me apetece escrever, em que sentar-me quieta a escrever não me ocorre, e a actividade até me dá prazer. Mas há momento assim. 

Felizmente este blog tem três contribuintes e quando um de nós se encontra na travessia do deserto, seja por falta de tempo ou de inspiração, os outros estão cá para manter a actividade. 

Mas estou de volta e com muita escrita para pôr em dia. Vou começar em grande, com uma excelente experiência a convite da Zomato, e mais tarde comprovada com a desculpa de almoço de trabalho.


O nome 

Aqui está uma questão algo difícil, ainda hoje ainda não percebi bem qual é o nome do restaurante. 

Pois que procurei na Zomato, no Google, no Sapo, no Lifecooler, e nada, não conseguia encontrar o restaurante e a sua localização. O que me valeu foi que o convite da Zomato dizia que era na Praia da Baforeira, o que simplificou o processo. 

Já na segunda vez que lá fui, encontrar os contactos do restaurante foi tarefa difícil, estive quase a desistir porque não conseguia arranjar o telefone para marcar mesa. 

Assim sendo deixo aqui uma ideia: que tal simplificarem o nome?



O restaurante

O edifício já foi muitos restaurantes, lembro-me de lá ter ido quando era um restaurante de peixe. 

Não percebo o porquê dos negócios não prosperarem por estes lados, porque o edifício fica mesmo em cima do mar, numa localização lindíssima, onde é possível ficar numa das mesas junto à janela, que devido à construção do edifício fica numa zona mais avançada, dando a sensação de estar mesmo em cima do mar. Logo, melhor impossível. 

Entre a vista de mar e a vista da escarpa, os meus olhos ficam deliciados. 

Depois desta envolvência a decoração é o de menos. Mesmo assim está muito bem conseguida com motivos náuticos (como seria de esperar).

A comida 
O nome do restaurante pode ser complicado mas indica o tipo de comida servida. Não duvido que existam pratos normais, mas... para quê descobrir. Há petiscos!



Da primeira vez que fui, a convite da Zomato, a variedade de pratos foi escolhida pelo chef. A selecção revelou-se excelente. Parabéns ao chef pela confecção dos pratos e na escolha das suas especialidades! 

Na segunda incursão, como a primeira correu tão bem, que ao reservar a mesa disse: é o mesmo que da outra vez! 



Nos petiscos estavam incluídos: Salada de polvo, Cogumelos frescos salteados, pimentinhos de padrón, gambas ao alinho, ovos mexidos com farinheira, pica pau de novilho, cascas de batata fritas com maionese, entre outros. Os petiscos são os tradicionais, mas o que diferencia é a qualidade. Excelente! Fiquei muito agradada (razão pela qual voltei) e satisfeita. 




O preço 
Aqui está uma informação que não consigo dar com grande exactidão. A primeira visita foi a convite e a segunda foi num almoço de grupo, o que enviesa sempre a informação. A minha percepção é que o preço rondará os 20 euros com vinho por pessoa.

A conclusão 
A visitar! Sem dúvida. Entre a envolvência e a qualidade da comida é uma excelente experiência.





Pestiscaria Petis.cos
Praia da Bafureira, Avenida Marginal, Parede, Cascais
Horário: 12:30 a 15:30, 19:30 a 23:30

quarta-feira, 11 de março de 2015

La fabbrica della felicità, Baixa




E se pensaram que os festejos ficaram apenas pelo cone da Fábrica dos Gelados, desenganem-se. Aqui vem mais um esplêndido cone!




E este é um elogio (à loucura) à perseverança! De quê? De quem? De todos os raios de sol que nos últimos tempos nos têm permitido realizar aquela fotossíntese pelo qual à muito esperávamos (e desesperávamos).

e agora entra a música, fade in...

"Here comes the sun | And I say | It's all right
Little darling | It's been a long cold lonely winter | Little darling
It feels like years since it's been here
Here comes the sun
And I say | It's all right"
...fade out





E se umas ficam em locais escondidos, que só se descobrem (muito) por acaso ou porque alguém nos indicou que existiam, já outras geladarias estão em locais que só mesmo os mais distraídos não dão contam.

É o caso da Gelato Therapy - La fabbrica della felicità. Se a primeira parte do nome desta geladaria não me encanta por demais (a sua ausência no título deste texto foi propositada), já a segunda parte faz-me todo o sentido. Mais, parece-me o nome mais que perfeito para uma geladaria... a fábrica da felicidade.

La fabbrica della felicità fica situada num dos cruzamentos mais movimentados e turísticos do centro de Lisboa, o cruzamento em frente à Sé de Lisboa (rua da Madalena vs rua da Conceição).

Pequenina mas a gritar em plenos pulmões: Gelato Artigianale! (sentido figurado... não está nada nem ninguém aos gritos em frente à Sé) esta fábrica de felicidade consegue chamar a atenção do mais incauto turista e eventual terráqueo, desculpem, português.

E foi assim que eu descobri mais uma geladaria (que, a meu ver, sendo boas nunca são demais), tropeçando nela quando apenas o que eu queria era aproveitar o sol e passear por Lisboa (e eventualmente ir à Fragoleto perder-me um bocadinho).

A loja é pequena, tendo apenas umas mesinhas simbólicas para turista ver, pois o espírito é pedir e ir trincando, sorvendo e lambendo (e ainda não li ou vi as 50 sombras e já estou assim...) o que consumirem pelas ruas de Lisboa ou sentarem-se nas escadas da Sé ou no Terreiro do Paço a bezerrar com um sorriso nos lábios e um cone na mão.

A decoração é alegre (amarelo, amarelo, branco com algum preto para acalmar os sentidos) e convida a entrar para ver como é. Desconfio que umas das pessoas que me atendeu não fala português mas a linguagem da gula é universal, aponta-se para aqui, para ali, acena-se com a cabeça, sorri-se e já está! Quando damos por isso temos um cone com gelado de limão com rosmaninho e mel.

E pronto lá fui contente e a pensar que encontrei um novo "amigo", em que com cada lambidela mais a amizade se fortalecia :-)




Rua da Madalena, 83

1100-319 Lisboa

218 860 831

2ª a Dom | 10h - 20h








terça-feira, 10 de março de 2015

Fábrica dos Gelados, Anjos



E porque os eventos marcantes são para ser comemorados.... embora lá comer um gelado! 
Eu sei, eu sei... que evento ao qual se associa a palavra marcante merece uma tão simples e singela forma de comemoração? Bem, ter finalmente o meu Lumia nas mãos pareceu-me marcante o suficiente para querer comemorar a ocasião mas não o suficiente para marcar um jantar no Bica do sapato ou Eleven, fumar um charuto ou abrir uma garrafa de champanhe que me custasse um rim e parte do fígado. Dentro da loucura ainda tenho (por vezes) algum bom senso.

E como a Fábrica dos Gelados ficava pertinho do local onde fui levantar o Lumia da minha vida, pensei Pitch perfect!

Não sei se alguma vez foram à feira da ladra. Para mim a rua do Forno do Tijolo estará para sempre associada com manhãs de sábado onde trocava o vale dos lençóis por caminhadas ao redor de "bancas" de material novo, semi-novo, usado ou desgastado, cuja proveniência era assunto tabu (Don't ask, don't tell).  Nestas bancas vi vender um pouco de tudo, desde coisas pacíficas como livros e cd's até dentaduras postiças e sanitas, portanto de cada visita tinha sempre uma história para contar.


Mas é de gelados que vos vim falar.


E a Rua do Forno do Tijolo veio à conversa porque a Fábrica dos Gelados fica na dita rua junto à interseção com a Rua de Moçambique.

Quando se entra na loja parece que se anda atrás no tempo, quase esperando encontrar uma senhora roliça com uma bata, faces coradas e sorriso (ou não, dependia dos dias) a perguntar quantas carcaças quero. Nesta pequena loja, ainda que renovada, respira-se outros tempos.

O balcão frigorífico não deixa margem para dúvidas, estamos numa geladaria. E aqui a escolha é nossa, cone ou copo, uma bola duas bolas três bolas, meio litro ou mesmo um litro de gelado, estamos à vontade.

Existem também bolos caseiros e outros doces passíveis de serem consumidos, variando consoante o dia. Admito que o que estava disponível fez-me torcer o nariz (tinha na sua composição agrião) mas prometeram-me que existem outros menos "verdes", mais ao meu gosto (as fotos no FB assim o corroboram).



Mas nesta visita, fiquei-me por duas bolas em cima de um cone.

E depois de lamber, trincar, morder e lamber um pouco mais vem, mesmo que de uma forma quase inconsciente, a comparação com os gelados de outras geladarias. Assim, e não se esqueçam que as opiniões são como..., vale a pena experimentar os gelados da Fábrica, apesar de poderem não ficar no topo do pódio, não envergonham ninguém. São bons de lamber e de se fazer um desvio sempre que a ocasião o proporcione.







Rua do Forno do Tijolo, 26B, Anjos, Lisboa 
21 8140051 | 965257207
4ª a 2ª | 12h - 20h | 3ª Encerra
https://www.facebook.com/fabricadogelado
 
 









segunda-feira, 9 de março de 2015

Sabor & Arte, Amoreiras



Pateo Bagatella... se calhar para muitas pessoas este nome não diz nada ou apenas evoca uma memória muito vaga... mas para mim já foi sinónimo de jantares de amigos (grande parte deles colegas de curso). Era neste pátio que ficava (e, para meu espanto, ainda fica) um dos restaurantes italianos mais na moda na altura, especialmente por possuir três fatores importantes: ter muito espaço, ser barato e a comida ser boa. Admito que esperava ver um Pateo meio devoluto mas para meu espanto (e alegria) parece que ainda respira e atrai muita gente para o local.


Mas não é de um restaurante italiano que vos venho falar mas sim dum restaurante de gastronomia bem portuguesa, o Sabor & Arte. O restaurante fica um bocadinho escondido mas se forem até ao fundo do Pateo Bagatella e subirem o primeiro lance de escadas dão por ele. À entrada tem uma esplanada, que nos dias de sol e nas noites quentes de verão deve ser um ótimo local para se estar, e no interior tem duas salas de jantar.

A decoração do restaurante é agradável, onde sobressaem as fotografias de Lisboa que cobrem (literalmente) algumas das paredes, as cadeiras de verga (confortáveis e ótimas para quem, como eu, ocupa algum espaço de assento) e a garrafeira.

Após termos entrado, fomos conduzidos para a sala mais interior, ficando (um de nós) com vista para o elevador da Graça. Quando nos entregaram a ementa e vi a sua extensão preparei-me para o pior e quem nos estava atender, demorou algum tempo mas, também compreendeu que não valia a pena chegar-se à mesa de livre e espontânea vontade, era melhor esperar que o chamássemos. Enquanto eu olhava em volta, tentava tirar fotografias com o meu chaço velho, havia quem esmiuçasse cada uma das entradas da lista.

Por fim, lá nos decidimos por Bacalhau à lagareiro e Bife da vazia com molho de mostarda, ótimos exemplos da gastronomia portuguesa. Para entrada....

.... primeiro dissemos que não queríamos.... depois comecei a ver surgir, à minha frente, um certo olhar de gato das botas perante a possibilidade de não comer ovos com farinheira.... se calhar podíamos pedir mas não faço muita questão, e os olhos a aumentarem.... tal como o Shrek, não resisti e pedi os benditos ovos com farinheira.

 


E foi o melhor que fizemos. Os ovos com farinheira estavam excelentes, mesmo mesmo bons, não tendo ficado uma migalha no fim da taça. E foi o pior que fizemos. A fotografia não faz jus à quantidade que é servida (faria corar de embaraço muitos restaurantes de petiscos), mas só estes ovos dariam para alimentar uma família (ou pelo menos duas pessoas). Resultado, quando finalmente acabámos os ovos ficámos algo receosos de não termos capacidade para comer os pratos principais (sem recorrer à técnica utilizada na capital de Panem).


E como podem ver pelas imagens os nossos receios tinham algum fundamento...





Mas com calma, muita calma. Lá fomos comendo estes dois ótimos exemplares da gastronomia portuguesa, deliciados em cada garfada que demos. Eu sei que são dois pratos simples mas, como já todos algum dia experenciámos, mesmo nos pratos mais simples cai a nódoa.




E sim, é mesmo verdade. Tanta conversa sobre estarmos cheios e ainda fomos à sobremesa (focas!). Não resistimos à tentação por isso, apesar de que quase conseguirmos ver o nosso bolo alimentar se abríssemos muito a boca, pedimos duas sobremesas: Tarte de maçã com gelado e Tarte de limão merengada. As sobremesas não fizeram tremer os alicerces da torre de Belém mas estavam boas e, felizmente, as fatias tinham uma espessura decente (ao contrário de algumas fatias de tarte de limão merengada que nos serviram recentemente).
 
No fim, a conta andaria pelos 25€ pp não tivéssemos nós ido com um voucher da Zomato. Aconselho vivamente este restaurante para quem procura comida tipicamente portuguesa, bem confecionada e onde se serve bem, muito bem. O atendimento esteve à altura da refeição, tendo sido simpático e prestável.







Rua da Artilharia 1, nº 51, Lisboa (Páteo Bagatella)
Tel | +351 213 865 390

http://www.saborarte.pt/sobre-3/

Horário | 2ª a Sáb | 12h às 15h30 e das 19h às 24h
Descanso ao Domingo





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Prego da Peixaria, Saldanha



Estive um bocadinho indeciso se haveria de escrever ou não este texto. Não porque tivesse corrido mal ou algo do género (believe it or not, custa-me sempre fazer uma má crítica) mas antes porque....como dizê-lo.....

.... é que o Prego no Saldanha serve o mesmo que o Prego do Príncipe Real (que já tem a sua respectiva crítica) ou do Mercado da Ribeira. Se não gostaram daquilo que comeram num, dificilmente irão gostar da comida dos outros. Obviamente fica no ar a pergunta... como é possível não gostar? Mas pronto, eu também não aprecio sushi independentemente se vem numa passadeira ou das mãos do maior sensei em peixe crú (lá está, como é possível....) mas dei todos as oportunidades para me deslumbrarem. A culpa (obviamente) é da minha santa mãe que desde sempre me incutiu o gosto pela comida quente e cozinhada :-)

E porque me decidi (afinal) falar dum cromo repetido? Porque gosto da simplicidade da (boa) comida, da decoração do espaço e da sua localização.


A zona do Saldanha sempre foi uma bela adormecida. Por muito potencial que tivesse, assim que se saía dos centros comerciais (e respetivos food courts) era o deserto mas, paulatinamente, o Saldanha tem vindo a apresentar mais vida para além dos centros comerciais. Possivelmente a abertura de cada vez mais hotéis (e com eles mais turistas, mais euros, maior oferta... o ciclo da vida capitalista) tenha potenciado o crescimento da oferta... tanto que bem perto do Prego já nasceu um concorrente, o Honorato.




O Prego da Peixaria fica na Avenida Praia da Vitória, uns parcos metros mais a cima de uma das entradas para o Monumental (a entrada dos cinemas), local ideal para quem quiser comer antes ou após uma ida ao cinema (esse evento cada vez mais esporádico, cada vez mais dispendioso).

A ausência de sinalética evidente de que estamos perante o Prego da Peixaria (a primeira vez que passei à porta só me apercebi que era um restaurante novo com aspeto promissor), poderia ser um problema não fosse esta uma avenida de trazer por casa (quase uma Betesga).
 
 


A decoração do espaço está muito engraçada, com alguma bipolaridade associada. Se do lado da entrada a decoração é mais próxima de um saloon (apenas lhe faltando a serradura e as botas com esporas), depois de andarmos por um longo e estreito corredor vamos dar a uma segunda sala (maior que a da entrada) onde o feeling é mais de estarmos a comer dentro de um barracão, mas um barracão fashion, graças à chapa de zinco que surge por todo o lado. Assim como no Príncipe Real, temos um mural a decorar a sala. Só que aqui temos que olhar para o teto para o podermos apreciar. E vale a pena pois está fantástico.

 

 
Portanto, chapas de zinco, mural no teto, cadeiras e mesas mismatched, espelhos envelhecidos, iluminação suave, tudo junto dá um ambiente divertido, muito pessoal e intransmissível.

E o que comemos..... Bem, mais uma vez gastámos duas ementas (da próxima prometo que só gastaremos uma! sorry...), mas desta vez ambas em português :-), para pedir as batatas fritas da praxe (doce e "normal"), um Yuppie (Carne do lombo, maionese de manjericão, queijo cheddar e pancetta em bolo do caco da Madeira) e um Motard (que me parece uma nova adição à pandilha.... carne do lombo, chouriço e ovo num bolo do caco de azeitona).

 

Eu sei que [vou te amar...por toda a minha vida... eu vou te amar] um dia me vou fartar mas, para já, se me disserem batata doce, eu digo quero!



Aqui estão os nossos meninos bonitos (Motard e Yuppie) a fazer pose para a foto antes de serem todos comidinhos até ao fim.


Infelizmente não tinham mousse de chocolate (shame on you!) e as restantes sobremesas não puxavam por mim mas havia outra pessoa na mesa que pensou doutra forma. Ouviu mousse de maracujá e não resistiu. Segundo vi (raspou tudo até ao fim sem a minha ajuda), ouvi (trincou deliciada cada uma das sementes que apanhava) e me fez saber, a mousse estava excelente. O meu café também.




No fim, pagámos 15€pp... talvez um valor bocadinho alto mas saímos muito satisfeitos com o atendimento, comida e espaço por isso no regrets.









Avenida Praia da Vitória 77 C, 1050-183, Lisboa

Tel | 213471356
www.facebook.com/oprego.dapeixaria

Dom a 5ª | 12h às 24h
6ª e Sáb | 12h à 1h