sexta-feira, 15 de abril de 2016

Casa dos Passarinhos, Campo de Ourique






Nunca tinha dado uma oportunidade à Casa dos Passarinhos. Passo todos os dias à porta a caminho de casa. Não calhou. Mas fiz várias notas mentais para fazer uma visita. O número de gente à porta prometia boa comida e o aspeto de alguma forma garantia que não ia ser excessivamente caro.

Até ao dia. O dia em que um grupo de amigos se decidiu reunir no restaurante. Com este grupo a animação é garantida. Tão garantida que um turista americano nos veio dar os parabéns pela boa disposição e a garantir que a nossa mesa tinha bom karma.

Tive uma excelente surpresa.

O ambiente é simpático e dentro do género restaurante típico português. Repleto de garrafas, bibelôs e, como não poderia deixar de ser, gaiolas. O atendimento está de acordo com a casa, típicos portugueses, muito simpáticos e dados à conversa.




Mas o que me deixou realmente maravilhada foi a açorda de marisco. Como tinha arrancado um siso nessa manhã não conseguia comer comida muito sólida, por isso optei pela açorda. Primeiro veio para a mesa um tacho de ferro ainda com os ovos por misturar. O empregado com grande mestria misturou os ovos e deixou uma açorda na mesa com excelente aspeto. A consistência da açorda estava no ponto certo, nem muito aguada nem seca. Consistente, q.b. Há muito que não comia uma açorda tão bem feita.

Percebi que o ex-libris da casa é o naco na pedra. Vi passar vários. Numa próxima visita não deixarei de provar.

Não cheguei à sobremesa, o tacho era grande e a açorda estava tão boa que a comi quase toda.



Casa dos Passarinhos
Rua Silva Carvalho 195
1250 250 LISBOA
213882346
www.facebook.com/acasados.passarinhos
Horário: Seg. a Sáb. 12h-15h, 19h-22h30

domingo, 6 de março de 2016

Hot/Cold, Príncipe Real





A convite do Hot/Cold o 12h30 foi visitar este novo espaço. Para ajudar a validar a experimentação do espaço, e à falta de disponibilidade dos restantes membros do 12h30, convidei dois amigos, dados à festa e à jantarada.

O novo espaço fica na Rua da Escola Politécnica perto do Príncipe Real, e combina, como o nome indica, o Hot das pizzas da Pizza Al Cuadrado com o Cold dos frozen yogurts da Yogen Fruz.




A Sala

O conceito já existe em Madrid e foi agora importado para Lisboa, mas pretende disseminar-se por outras partes de Lisboa, ou quem sabe do país. A sala claramente releva a aposta num ambiente facilmente reproduzível. O que marca a diferença deste espaço são as paredes em pedra. A restante decoração é simpática e o grande ecrã convida a disfrutar de uma pizza enquanto se assiste a um jogo de futebol, ou para pessoas como eu, a uma final de Grand Slam.

As Pizzas




A lista de pizzas do Pizza Al Cuadrado é enorme. Todos os dias são feitas algumas variedades, o que permite experimentar todos os dias uma pizza nova. Como o nosso objetivo era experimentar o maior número de pizzas possível pedimos uma boa variedade de pizzas. Provámos a pizza de fiambre e pimenta rosa, a de tomate, cogumelos e mozarela, a de pesto, e a de trufas. A pizza com a qual ficámos maravilhados foi a de trufas. Simplesmente divinal! As outras também são muito boas, como a de pesto, mas a de trufas fez-nos repetir apesar de estarmos cheios, e querer voltar noutra ocasião. Outro ponto positivo e que diferencia as pizzas é a massa. Apesar da massa ser alta, como é crocante, torna-se leve e muito agradável.





A Sobremesa




Para a sobremesa ou só porque sim existem os frozen yogurts. Não sou especialmente fã destas sobremesas (como é possível existirem sobremesas das quais não sou fã), mas quando vi todo o manancial de toppings disponíveis fiquei maravilhada como uma criança, e nada me parou até ter um copo cheio com uma variedade imensa de toppings que deixariam qualquer mortal enjoado. 




Os preços

Os preços são simpáticos, o menu mais simples é 5,20€ e inclui uma fatia de pizza e bebida. Mas também é possível comprar 1kg de pizza, nem sei bem quanto é 1kg de pizza, mas deve ser muito.


Hot/Cold
Rua da Escola Politécnica 45
Tel: 213 420 691
Seg a Dom: 10h30 – 21h30




segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sacolinha






Ia jurar que o Sebastião já tinha escrito sobre a Sacolinha. Mas não encontro, por isso Sebastião as minhas desculpas se já tinhas escrito.

A Sacolinha abriu em 1986 no Bairro do Rosário em Cascais espalhando-se qual polvo com os seus tentáculos por outras localizações em Cascais, mais tarde conquistaram Oeiras, Amadora e finalmente Lisboa.

Quando fui trabalhar para Oeiras, das primeiras coisas que me falaram foi da maravilha que era a Sacolinha. Ainda resisti durante algum tempo, mas era tanta a publicidade à Sacolinha que acabei por ceder.

Já fui várias vezes à Sacolinha, a comprar bolos “tipo aniversário” gigantes, a almoçar ou a lanchar. A minha impressão geral é que é demasiado caro para aquilo que comi. A Sacolinha é cara, para pastelaria normal é cara, e nenhum dos produtos que consumi me fez achar que ali existia algo que a diferenciasse de outras pastelarias.

Numa derradeira tentativa de descobrir as afamadas maravilhas da Sacolinha provei o bolo de bolacha. Como sou uma grande fã deste tipo de bolo, a prova era importante. Que desilusão! Dava para trincar o açúcar, como é possível?!?

Definitivamente a Sacolinha é cara para o que oferece. Talvez exista um produto que a distinga e justifique a fama, a verdade é que não o encontrei. 






Sacolinha
Várias localizações

www.sacolinha.pt



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Fábrica Coffee Roasters, Av. Liberdade






E porque nos locais mais inusitados se fazem descobertas....

...quase no fim das Portas de Santo Antão, bem para lá do cruzamento com a rua do Condes, por entre prédios devolutos e passeios esburacadamente estreitos, fui acompanhando o construir de um apetecível novo espaço, a Fábrica Coffee Roasters.

Para chegar à Fábrica Coffee Roasters basta (a) continuarem a subir as Portas de Santo Antão, para lá da rua do Hard Rock Cafe; (b) descerem a rua a partir da calçada do Lavra; (c) por teletranporte, para isso basta dizerem as palavras Beam me up, Scotty! ao mesmo tempo batendo com os calcanhares um no outro (é a semana dos óscares, não resisti). É impossível não darem conta do espaço, nem que seja por contrastar com a desertificação à sua volta, com a esplanada e o interior do espaço, que a entrada deixa antever, a cativar sobremaneira o olhar e o interesse.

Da primeira vez que passei à porta da Fábrica, esta estava ainda na fase de acabamentos, tendo-me ficado na memória o cheiro intenso a madeira, como se de uma carpintaria se tratasse. Da segunda vez, a Fábrica já estava em pleno funcionamento, embora sem esplanada, mas valores mais alto se levantaram e tive que continuar rua abaixo, aborrecido por não ter entrado e seguido o delicioso aroma a café. Mas à terceira vez não me fiquei apenas pelo passar à porta, entrei mesmo.

Como o tempo não convidava a ficar na esplanada, decidimos entrar. Quando passámos o limiar da porta fiquei contente por não termos ficado na esplanada, o espaço que se abria à minha frente era muito mais interessante do que a rua que deixámos lá fora.

E por falar no espaço interior, não sei muito bem como o descrever. É um mistura de vários materiais, como madeira (muita madeira), metal e tijolo, e elementos decorativos que no fim criam um ambiente heterogéneo, que tem tanto de antigo como de moderno. Senti que tanto poderia estar nas traseiras da avenida da Liberdade como numa Estalagem no meio dos Alpes Suíços ou na Minnie's Haberdashery com o Samuel Jackson sentado a um canto.




O Café é a especialidade, podendo ser bebido no local ou levado para casa, mas existem outras bebidas disponíveis como chá, chocolate quente ou bebidas que envolvem café, igualmente excelentes como pudemos constatar. Na verdade, o chá fez mais sucesso que o capuccino, quer pela qualidade do próprio quer pela apresentação, tanto que havia quem tivesse vontade de levar o bule e a chávena na mala, mas tudo acabou sem peculato.

 
  


Para acompanhar, existe pastelaria variada, sandwiches e saladas. Nós ficámo-nos por um croissant com fiambre e uma fatia de strudel com frutos silvestres, bola de gelado e chantilly. Tudo estava muito bom, mas estávamos tão confortáveis, tão embeiçados pelo espaço que se nos tivessem servido pedras da calçada teríamos achado que estava excelente :-) Pronto estou a exagerar mas o espaço é realmente interessante e diferente do que tem surgido em Lisboa nos últimos tempos, e que eu tenha tido oportunidade de visitar.

 


O atendimento foi simpático mas tem alguma capacidade de se eclipsar deixando no ar a pergunta "Teremos sido deixados em auto gestão?", mas nada que me impeça de voltar uma e outra vez, nem que seja porque pode ter sido azar. E o espaço é tão interessante que eclipsa tudo o resto :-)

Com o tempo quente, que certamente um dia há-de chegar, a esplanada poderá torna-se mais uma razão para se visitar esta pequena pérola escondida no centro de Lisboa. Belo local para lanchar, conversar, ler um livro ou simplesmente estar.





Rua das Portas de Santo Antão, 136, Lisboa

Horário | 2ª a Dom - 9h às 21h








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Queijadaria, Estefânia





Desde que me mudei da zona da Estefânia, faz agora um ano, que muito mudou por aquelas bandas. A última novidade foi a abertura da Queijadaria, na qual a principal oferta são queijadas de variados sabores.

O ambiente

A sala é simpática e acolhedora, em tons de branco e com lâmpadas de filamentos amarelos e engraçados. No fundo da sala há uma pequena esplanada. Mas com o frio que está não era muito apetecível. 




As queijadas

A oferta em queijadas é muito variada, há as de nutella, oreo, abóbora e noz, manteiga de amendoim, côco, entre outras. Mas também existem outros doces, nomeadamente bolos à fatia, com muito bom aspeto.

A escolha foi difícil, todas tinham muito bom aspeto. Acabei por optar por uma queijada de manteiga de amendoim. A queijada estava saborosa, mas não fiquei maravilhada. Se ainda vivesse por ali era capaz de voltar para provar outras queijadas, como a de oreo, mas como não residente não fiquei com especial vontade de me fazer ao caminho.




O preço

As queijadas são 1,55 euros. Achei um pouco caro. Talvez porque não achei as queijadas nada de especial, pareceu-me caro. 




Queijadaria

Rua Pascoal de Melo 140A
211342984
Seg a Sab - 8h às 20h




Melt, Avenidas Novas



A internet é realmente uma coisa magnífica, especialmente a internet no smartphone, e digo isto porque meia hora antes de entrar pela porta do Melt não fazia a mínima ideia que este espaço existia.

Melt é, na falta de melhor termo, uma hamburgueria. E digo falta de melhor termo, porque hamburgueria é algo redutor no que toca ao Melt. Não é que não tenha uma oferta variada de hambúrgueres mas porque tem mais opções para além disso, como montaditos, saladas e bocatas, não esquecendo os brunch.

Melt tem residência fixa nas Avenidas Novas, mais concretamente na avenida Visconde Valmor. Portanto local de fácil acesso pedestre ou por transporte público, mas um desafio para quem precise ou queira ir de carro (especialmente em dias de semana). No meu caso, fui como o Armando, um bocadinho a pé, um bocadinho andando (eu sei mas não resisti).

Quando passamos o limiar da porta deparamo-nos com uma sala sobre o comprido, com o balcão a dividir a sala ao meio, e no fim da sala têm uma porta que dá acesso a um pequeno pátio interior. O meu primeiro instinto foi marchar até ao fim da sala e tentar a minha sorte no pátio, infelizmente assim que abri a porta levei com um bafo a cigarros, por isso toca de fechar a porta, rodar os calcanhares e ir para as mesas na entrada.

Enquanto esperava que me viessem dar uma ementa ou dizer quais eram as minhas opções, só pensava na Earth song do Michael Jackson. Muito possivelmente porque do chão às paredes, passando pelo mobiliário, toda a decoração do espaço é feita em tons de castanho, fazendo vir ao de cima a minha alma de ecologista musical. Pena é que a escolha acertada de cores e mobiliário foi acompanhada por uma desapontante decoração de paredes. Ressalva para o elefante que, enquanto não for apagado, ilumina toda a sala.




Depois de balançar entre uma bocata ou um hambúrguer, acabei por deixar-me convencer pela combinação agridoce do hambúrguer gourmet (com queijo de cabra, doce de framboesa e nozes). 

O hambúrguer vir no prato não me fez mossa mas admito que fiquei surpreendido por não me terem perguntado de que forma preferia. Presumo que se se quiser no pão tem de se dizer pois de outra forma vem no prato. É como nas faturas, ou se diz rapidamente o NIF ou então depois do hambúrguer ser emitido já não há volta a dar. 

O hambúrguer mesmo despido de lençol de baixo e edredão não se constipou, estava de boa saúde e recomenda-se. E sim o acompanhamento são batatas fritas de pacote, mas disto fui logo avisado quando pedi, podendo ter escolhido em alternativa batata assada ou salada.




Como estava com alguma pressa não tive oportunidade de esmiuçar as opções de sobremesa. No fim, consciente de que tinha escolhido dos hambúrgueres mais caros, não fiquei surpreendido por pagar cerca de 10€. No entanto não acho que mereça um preço tão elevado, especialmente quando me ocorrem os hambúrgueres que comi recentemente na Hamburgueria do campo ou 100% hamburgueria. Mas a renda nas avenidas novas tem de ser paga.

O atendimento foi simpático mas um bocadinho desconcentrado.

Em suma, Melt é um espaço acolhedor, com muito potencial e cujos pontos menos bons não são suficientes para me impedir de voltar ou desaconselhar outros a fazerem uma visita :-)







Av. Visconde Valmor n.º 40A, 1050-063 Lisboa

Horário (Inverno) | 2ª a 6ª : 9h às 22h | Fds e Feriados : 11h às 20h

Blog | FB













sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Casa do Preto, Sintra




 

Claramente, o espermatozóide que tinha os genes que codificavam o poder de síntese tirou férias no dia da sorte grande. Devia estar com gripe ou, melhor ainda, com Zika. Mas até eu tenho alguma dificuldade em desfiar um rol muito extenso sobre a Casa do Preto, por isso um short post, for a change.

É um café, ponto. Não tem nenhum preto vestido como se fosse um pupilo do exército, pelo menos que eu visse. Criou fama com as queijadas e travesseiros e consegue manter essa mesma fama, é um verdadeiro rodopio de gente a entrar para comprar e levar, pois de outra forma não haveria razão para pantilhões de gente parar no meio de lado nenhum.

O atendimento é funcional e o espaço tem ar de café/pastelaria tipicamente portuguesa, como se quer de uma casa que vende tradição. Tem duas mais valias: uma boa esplanada e um bom parque de estacionamento.

Mas, e vale a pena parar? Claro que sim, o que é doce nunca amargou. Vale a pena parar mais vezes? Hummmm... para mim não, não vejo a mais valia. Talvez para quem seja da terra, aproveitar a esplanada poderá valer a pena.




As queijadas são boas? São, sim senhora. Quando as queijadas chegaram à mesa, fiquei então a perceber porque dizem que é impossível comer só uma. Pudera, são tão pequenas que é preciso ter cuidado para não trincar os dedos quando se lhes tenta dar uma dentada. Eu comeria um pacote de queijadas num piscar de olhos.

E os travesseiros? Também são bons. Melhores que os da Piriquita? Nem melhores nem piores, igualmente bons, igualmente doces, igualmente turisticalizados.


 
 
Gostei de fazer esta visita, para matar a curiosidade. Agora que a matei, posso fazer o enterro e seguir com a vida. Com isto não quer dizer que me faça rogado a uma queijadinha, simplesmente não fiquei assim tão deslumbrado.


Mas vão e experimentem, cada cabeça sua sentença.






Estrada Chão de Meninos 40, 2710-194 Sintra
2ª a 6ª - 7h às 20h |  Fds - 8h às 21h











100% Hamburgueria, Telheiras




 

Foi sem mais nem menos, que um dia nos deu para arrancar com destino à 100% Hamburgueria.
E fomos descobri-la escondida nas arcadas de um prédio, numa das zonas de Telheiras onde é mais difícil, se tal é possível, estacionar o carro, sendo necessário recorrer a alguma criatividade para conseguir um espaço onde o carro caiba e não estorve.

Tendo o carro estacionado, ou indo por outro transporte alternativo, é só uma questão de encontrar a arcada certa e entrar. A hamburgueria ocupa um espaço amplo que (felizmente!) não tiveram a tentação de encher (atafulhar será a palavra mais correta) de mesas, sendo por isso um local que mesmo quando cheio ainda permite alguma privacidade (e mobilidade) entre as mesas. Tanto que quando chegámos a sala estava quase vazia, passava pouco do meio dia, mas quando saímos as mesas estavam quase todas ocupadas e não sentimos nem um excesso de barulho nem sensações claustrofóbicas, algo que normalmente acontece em espaços overcrowded.

 
 
 
A decoração é simples, onde o cinzento e o laranja são as cores predominantes, com a intensidade do laranja a ser contrabalançado com a seriedade do cinzento. Não faço ideia porquê mas esta conjunção de cores faz-me sempre lembrar propaganda soviética e dá-me vontade de gritar Perestroika! ou vodka! Associações parvas, avancemos então.




Existem muitas opções de hambúrgueres por isso levem o vosso tempo a namorar a ementa, antes de se comprometerem. Pois para além de terem de decidir de que será feito o vosso hambúrguer, tendo que escolher entre a clássica carne de bovino, passando pelo frango até chegar aos vegetarianos, depois têm que decidir o que vem em cima desse hamburguer :-) Decisions, decisions...




Os hambúrgueres têm todos um tamanho generoso por isso não correm o risco de se levantarem da mesa com uma sensação de que comiam mais qualquer coisinha, quanto muito saem a dizer "tou tão cheio!" ou outra coisa parecida. As batatas fritas são ótimas e o molho que as acompanha também. 

Como podem imaginar (ainda) não comi estes hambúrgueres todos mas a opinião foi unânime, muito bons! Bem temperados, saborosos, recheados com tudo o que nos prometiam na ementa e todas as conjugações de sabores resultaram muito bem. Quando saímos (rebolámos) porta fora, fizemo-lo com um sorriso de contentamento.

Como ficámos mais do que satisfeitos com o hambúrguer, não tivemos forças para experimentar as sobremesas (e verdade seja dita também não nos seduziram por aí além).

Na verdade, a sobremesa veio na forma de conta pois ao termos de pagar 8€pp (hambúrguer e bebida) claro que lhe chamámos um doce :-)

O atendimento foi simpático mas teve alguma dificuldade em lidar com a casa cheia.

Em termos de hambúrguer, não fica atrás de outras hamburguerias como o Honorato ou H3 mas com um preço muito mais simpático.




Loja Telheiras

Rua Padre Américo Nº11A, 1600–548 Lisboa
Horário | Dom a 5ª - 12h às 23h | 6a e Sáb - 12h às 24h

FB | Site



Loja Massamá
Rua Direita de Massamá Nº130, 2745-751 Queluz

Loja Amadora
Av. Dr. José Pontes Nº11A, 2720-239 Amadora




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hamburgueria do Campo, Sintra






Hamburgueria do Campo, eu sei que o nome diz tudo mas ainda assim nunca pensei que fosse tão à letra como revelou ser.

Introdução.
Ao contrário do esperado, e dos planos laboriosamente traçados, demos por nós em Sintra, em plena hora de almoço, cheios de fome e sem saber muito bem onde ir comer. Não queríamos propriamente deixar o couro e o cabelo num dos vários restaurantes existentes na vila de Sintra, estávamos numa de turistas mas não exageremos, por isso desatámos a procurar por uma alternativa que nos parecesse viável. Foi desta forma que descobrimos a Hamburgueria do Campo. O facto de ter preços acessíveis, boas críticas e ficar perto de onde estávamos estacionados, tornou-a no local perfeito para almoçarmos.

Apesar de algo amuada por há tanto tempo não lhe falar, a Gina (nome da senhora algo obstinada mas persistente que vive dentro do meu telemóvel e que sabe os caminhos todos, para todo o lado, aqui e no estrangeiro) lá nos guiou por entre as ruas e ruelas de Sintra, para ver se chegávamos à hamburgueria sem dar a volta à serra.

No início tudo parecia estar a correr bem mas à medida que nos afastávamos da civilização, comecei a desconfiar que não tinha dado a morada correta à Gina, visto que esta nunca se engana o erro só podia ter sido meu. É verdade que a Hamburgueria dizia que era do Campo mas daí a ser no meio do campo pareceu-me ser um pouco à letra demais....mas a verdade é que à nossa frente só víamos campo e um campo de futebol.....depois de passar o campo de futebol....o tico e o teco largaram as bolotas... toca de fazer marcha atrás que a Hamburgueria do Campo fica no campo de futebol! Gargalhada pegada!




Por isso, procurem o Campo de Futebol 1º de Dezembro, entrem para dentro do recinto e, no cimo das bancadas, vão encontrar a Hamburgueria do Campo. 

Material e métodos.
A Hamburgueria é um espaço amplo e cheio de luz com uma vista desafogada sobre o campo de futebol e verdejantes arredores. A decoração é simples mas conferindo ao espaço um ar jovem e descontraído, onde as latas utilizadas como candeeiros de teto são um dos elementos mais originais da decoração. Curiosamente não caíram na tentação de incorporar na decoração do espaço o tema mais óbvio possível, futebol. Muito bem.




Em relação ao espaço, apenas tenho a dizer que como é muito grande (certamente excelente em dias de grande afluência) pode tornar-se um bocadinho frio, especialmente nos dias mais cinzentos (não digo dias de inverno porque estamos em Sintra, onde o frio surge em qualquer altura do ano)

Resultados.
Como o próprio nome indica, neste espaço os hambúrgueres são reis e senhores. Indo dos mais clássicos (novilho), passando pelos mais saudáveis (frango, salmão, atum) até aos megasaudáveis (tofu), existem hambúrgueres para todos os gostos.

Com tanta oferta, mais de dez candidatos, é necessário um certo período de reflexão para poder escolher conscienciosamente o que se vai comer, algo tão importante como eleger um Presidente da República. Acabámos por escolher um hambúrguer Gladiador e um do Campo, ambos devidamente acompanhados por batata frita aos palitos.

 
Gladiador
Campo


E não demorou muito para que tivéssemos os nossos dois belos hambúrgueres à nossa frente. E que belos hambúrgueres! Camada sobre camada de coisinhas boas (impossível não começar a ficar augado só de pensar), tendo na base um suculento hambúrguer de novilho. Comecei a comer o hambúrguer como é suposto comer-se, agarrado pelas duas mãozinhas que a evolução nos deu, mas tal eram os juices que o hambúrguer libertava que tive que me resignar a comer como uma pessoa civilizada, de faca e garfo.

Se alguma coisa tiver a apontar a estes hambúrgueres será o pão em que são servidos, e mesmo assim não é uma crítica apenas um gosto pessoal. Seria excelente se apostassem num pão que fizesse jus à qualidade de tudo o que colocam no seu interior, e pusessem de lado o industrial pão de hambúrguer.

As batatas estavam ótimas, estaladiças e quentes, e foram banhadas em todos os molhos que nos disponibilizaram na mesa (e olhem que são alguns). 

Como tínhamos em mente comer sobremesa noutro local não pedimos para saber o que tinham para oferecer.


Discussão dos resultados e conclusão.
O que mais posso dizer do que, excelente surpresa! Atendimento simpático, local agradável (mas algo escondido), ótimos hambúrgueres e preço muito apetecível (pagámos cerca de 10€ pp).


Aconselho uma visita.





Avenida Conde Sucena – Estádio 1º de Dezembro, Sintra

Horário | 2ª a Sáb - 10h às 23h | Dom - 8h30 às 19h
Tlm | 210953047

FB






E depois desta bela refeição, toca a subir até ao Palácio da Pena!