sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Cultura do Hambúrguer, Bairro Alto






A Cultura do Chá na Rua das Salgadeiras fechou dando lugar à Cultura dos Hambúrgueres... Como ainda não existem em Lisboa casas de hambúrgueres, o que nos estava a faltar mesmo era uma casa de hambúrgueres. 

A decoração foi mantida e por isso ainda "cheira" a casa de chá. Foram muitos anos de casa de chá e a manutenção da decoração não ajuda a dissociar as ideias. 




Quando cheguei o grupo já estava devidamente sentado e com bebidas à frente. Gostei do aspecto do gin, mas como era de pêssego, e não gostei especialmente da ideia, foi-me simpaticamente sugerido um gin de lima, mas com rum. Ora, um gin mas com rum... Certo...




Os hambúrgueres são bons e saborosos. Mas que raio, já são tantas casas de hambúrgueres que já é difícil de classificar ou diferenciar. São bons, tão bons como tantas outras casas, sem se diferenciar especialmente. As batatas fritas são entre os palitos e a palha. 

As sobremesas continuam boas, até porque pelo que percebi mantêm a anterior ligação com as Salgadeiras. 

Quanto aos preços são o regular para este tipo de casas, cerca de 10 euros por pessoa.


Cultura do hambúrguer
Rua das Salgadeiras, 38, Bairro Alto
Tel: 213430272

sábado, 11 de Outubro de 2014

Lateral Bistrô, Lisboa





Após a experiência tão positiva no Lateral do Cais do Sodré, convenci o grupo dos jantares de sexta-feira a ir ao Lateral Bistro, nas Avenidas Novas. 

Aqui a experiência foi algo diferente. A começar pelo atendimento, este foi atrapalhado e baralhado. A casa é pequena e os empregados cruzaram-se e baralhavam-se entre si.

Quando cheguei o pessoal já atacava há algum tempo as entradas e todos pareciam felizes. Chegou à altura de pedir e aí instalou-se o caos. Os pedidos foram complicados e difíceis e os empregados nada ajudaram para melhorar a situação. 




Quando chegaram os pratos, nada melhorou. Pelo meu lado tenho a dizer que estava tudo bom, não tão bom como o Lateral do Cais do Sodré, mas ainda assim agradável e saboroso.




Infelizmente esta não foi a opinião geral. A uns faltou o acompanhamento dos pratos, foi necessário pedir que fosse servido, outros que ficaram a sentir-se mal. Acho que a opinião negativa de uns foi potencializada pela dos outros e foi a desgraça.

Dentro de considerações filosóficas, várias vezes aqui abordados por mim, em certa medida o ambiente geral do grupo influência mais a experiência do que a qualidade da comida. O ambiente, conjuntura, enquadramento nas duas experiências foi muito diferente, o que levou a que as experiências fossem também diferentes. O ambiente criado pelo próprio restaurante contribuiu, e muito para o falhanço da experiência. 

O restaurante no Cais do Sodré é mais acolhedor e com uma decoração mais agradável. O restaurante nas Avenidas Novas é mais escuro, com uma decoração menos apelativa, no entanto tem um quadro bem interessante.



Lateral Bistrô
Avenida Barbosa du Bocage, 107 A, Lisboa
Tel: 217941148


terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Santa Bica, Bica






Como é que este post ainda não está escrito?!? Que falha enorme da minha parte ainda não o ter feito.

Para mim o Santa Bica foi a descoberta deste verão. Desde que fui a primeira vez, repeti sempre que se proporcionou. Levei lá amigos estrangeiros, e qualquer desculpa era uma boa desculpa para voltar lá. 

Ora, o conceito do Santa Bica é baseado numa lindíssima zona exterior e um hotel. Óbvio que as piadas com esta combinação foram mais do que muitas, entre se o jantar correr bem, a festa pode continuar mesmo ali ao lado, ou se alguém beber de mais ao jantar tem onde ficar, e por aí adiante.



A comida é tradicional portuguesa, baseada em petiscos ou não. Mas para mim, desde que existam petiscos tudo o resto será devidamente ignorado. Os petiscos são fantásticos, os ovos com farinheira, as cascas de batata, os pimentos de padrón, tudo muito bom. 



O ambiente é o típico lisboeta, com vista rio (parcial, para se ter vista rio é necessário ter a sorte de ficar numa das duas mesas com vista), muito simples, mas ao mesmo tempo engraçado, com os raladores a servir como candeeiros. 

O atendimento é muito simpático e prestável. Bem, na primeira vez que fomos encetamos conversa e amizade com um dos donos do restaurante, voltando a encontrá-lo algumas horas depois, continuando na amena cavaqueira. A conversa começou com o facto de termos hora de saída da mesa, coisa que para um grupo tão grande como era o nosso tornou-se uma tarefa algo complicada. A solução foi disponibilizar-nos uma sala contínua ao restaurante para permanecermos à conversa. Foi uma atitude muito simpática, até porque no momento da reserva tínhamos sido avisados de que teríamos de libertar a mesa a uma hora específica. 

Relativamente ao preço, nada de escandaloso, paguei sempre menos de 20 euros, o que em grupos grandes nem sempre é fácil de conseguir.



quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Lateral, Cais do Sodré





Depois da experiência menos bem sucedida no Wine Up, pelo menos no que concerne à quantidade de comida, decidimos abrir a app da zomato e procurar entre o near me é a wishlist um local para jantar. Que a noite já ia adiantada e a fominha já era muita. Decidimos então pelo Lateral, que já tinha sido uma das opções numa noite de reunião do blog. Na altura ganhou o Secadegas, uma casa que há muito queria visitar. 


Lá nos dirigimos ao Cais do Sodré, em busca do Lateral. A decoração é moderna, bastante clean e convidativa. Como é óbvio fui em passo de corrida em direção do sofá, antes que o sebastião se adiantasse e ficasse com o lugar (já não seria a primeira vez que comeríamos lado a lado, pois ambos somos fãs destes assentos). 

Pedimos um hambúrguer e um prego. A acompanhar, e depois de alguma reflexão e discussão filosófica com os empregados, pedimos batatas fritas "artesanais". 


Ambos os pratos tinham um aspecto fantástico, nem pareciam hambúrgueres. A decoração com bacon estava muito gira, mas deixava um pensamento: como é que vou comer isto? Como é óbvio conseguimos atacar a fera e devorá-la apropriadamente. Para além do aspecto o sabor era também muito agradável, um excelente exemplo dos olhos e barriga ficarem deleitados.


No final pedimos tarte de limão merengada (uma das razões que nos levou a entrar), e aqui foi o desapontamento. A fita era tão fina, que passava entre os pingos da chuva (a foto é de meia fatia, mas mesmo juntando as duas metades não da uma fatia de jeito) , era tão fina que .... Quanto ao sabor nada de especial, não estava má mas também não convenceu. 

O serviço foi muito simpático e divertido, principalmente o que falava português. A empregada que não falava português, para além de nos retirar os pratos da frente com alguma rapidez desnecessária, visto a casa estar meia vazia, havia uma barreira linguística, o que dificultou a comunicação. 

Concluindo, vale bem a visita, mas não peçam sobremesa a menos que estejam de dieta. Se estiverem não de preocupem que o vosso estômago nem vai dar conta.


Lateral
Travessa do Remolares, 41 - Lisboa
Tel: 211 344 448
https://www.facebook.com/lateralcaisdosodre


terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Wine Up, Chiado



Wine up, wine up
As if you have a choice 
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder, louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

(Light Up - Snow Patrol)





Já foi há alguns anos que ouvi os Snow Patrol a cantar esta música no parque da Bela Vista. Mágico! 

O que é que o Wine Up tem haver com os Snow Patrol? O nome desta casa faz-me lembrar o início do refrão da música. O que me leva a cantá-la e consequentemente a estragá-la para todos os que me rodeiam. 

O pessoal sempre simpático da Zomato ofereceu-me um convite para experimentar o Wine Up. Para completar a experiência convidei o Sebastião a acompanhar-me. É necessário neste momento um esclarecimento, não sou grande conhecedora de vinhos, estou naquele grupo de pessoas que gosta de vinhos, e classifica-os em duas categorias: gosto e não gosto. 

Quando chegamos ao Wine Up estavam alguns turistas na pequena esplanada. Depois de procurarmos alguém para nos atender, apareceu uma senhora muito simpática que nos foi explicando e dando a provar vários vinhos, para a escolha final do vinho que iríamos consumir. Como referia o convite teríamos direito a tapas. E estas apareceram. Mas para nossa decepção, e visto estarmos na hora do jantar, eram alguns queijos e gressinos. Talvez seja este o acompanhamento adequado para degustar um bom vinho, mas nós estávamos com larica da boa.




Durante a degustação foi-nos entregue uma caixa com diferentes aromas que compõe os vinhos para adivinharmos. Tenho a reportar que não acertamos em nenhum. Vá por vezes acertávamos que era um fruto. 

Assim sendo, o Wine Up parece-me uma boa experiência para conhecedores e apreciadores de vinho que queiram experimentar a preços mais interessantes bons vinhos, acompanhados de aperitivos. 

Contactos
Rua do Alecrim, 49 - Chiado
Horário: 12h00 às 4h00

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Bun's - o atelier do burger, Marquês de Pombal



Vi as horas no telemóvel. Saquei do papel meio amarfanhado onde tinha escrevinhado alguns sítios, de comida relativamente rápida, que gostaria de experimentar. E tentei perceber quais eram as minhas opções para almoçar, às três da tarde, num sábado sem carro.

Logo Bun's - o atelier do burger

Bun's acabou por ser o escolhido.
Bun's fica na Rua Braamcamp, caught between the Moon (ou Marquês de Pombal) and New York City (ou Largo do Rato). I know it's crazy, but it's true.

Sábados à tarde e domingos, turista é rei, lisboetas são miragem. Por isso, não é de admirar que grande parte das pessoas sentadas no Bun's tivessem ar de estrangeiras, com o seu tom avermelhado tão característico.



Não é difícil dar-se conta do Bun's, mesmo os mais distraídos,  com os seus toldos pretos e a sua convidativa esplanada sobranceira à Braamcamp. Para além da simpática esplanada, existem muitas mesas (mesmo muitas) por onde escolher quando se passa a ombreira da porta.

Admito que não estava à espera de um espaço tão amplo. Então temos: (a) uma zona de mesas logo na entrada; (b) descendo uns degraus temos outra zona de mesas (mesas corridas separadas por "muros") e também o balcão e a cozinha; (c) subindo umas escadas junto ao balcão, chegamos a uma mezzanine onde, espante-se, temos mais mesas. Portanto falta de espaço (e de mesas) não temos :-) A decoração é simples e sóbria, predominando o branco, preto e amarelo cereal, ao nível das paredes (com o ocasional elemento bovino), e castanho em termos de mobiliário.






Depois de namorar a ementa por algum tempo, decidi-me por um burguer Rústico (hambúrguer de bovino com queijo de São Jorge, cogumelos salteados com tomilho e alho, alface fresca, chutney balsâmico de cebola caseiro e molho Bun’s com tomilho) servido com batatas fritas e molho especial.




Quando colocaram à minha frente a tábua tabuleiro com o meu pedido, fiquei a pensar - este pacote consegue conter todas as peças que compõe o lego que eu pedi? Bem só mesmo desembrulhando é que saberei. E a conclusão? Sim, tinha tudo, muito bem encaixado e arrumadinho por alguém que, certamente, já trabalhou no IKEA (até o embrulho do burguer estava impecável, anos luz do Mac ou King). E estava bom? Estava, sim senhor. O chutney balsâmico de cebola fez-me voltar atrás no tempo, fazendo-me lembrar do primeiro local onde comi um hambúrguer - Abracadabra do Rossio - onde fui tantas vezes feliz. Outro elemento que sobressai é o pão do hambúrguer, que apesar de ser não o é.... como explicar... sabe ao que o pão de hambúrguer deveria saber no início e não no pseudopão que os Mac's deste mundo nos impingem. Mas... o tamanho do hambúrguer fica aquém do esperado, independentemente da qualidade dos produtos que os constituem, o preço faz esperar um bocadinho mais de diâmetro no burguer. As batatas fritas estavam óptimas assim como o molho especial (que felizmente veem em quantidade suficiente para completar o diâmetro que falta).

Como tinha outros planos, não comi sobremesa, tendo pago 11,7€ pelo que vocês veem na imagem mais um café.




Rua Braamcamp, 62 - Marquês de Pombal
T. 213 860 316
2ª a Sábado | 12h às 15h30 | 19h às 22h30 
(entre as 15h30 e as 19h o Bun's está aberto mas a cozinha fechada.... por isso no burguers!)
http://www.buns.pt/



terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Vélocité café, Avenidas Novas








Bicicletas? Eu? Não, obrigado. Lanchar no meio de bicicletas? Sim, pode ser.


Eu, em cima de uma bicicleta, sempre deu origem a desastre, por isso, após várias desilusões e (muitas) esfoladelas, decidimos partir cada um para seu lado, sem mágoa ou ressentimento, convictos que demos o nosso melhor na relação mas simplesmente não tinha pernas para andar (só rodas...).

Mas o facto de não saber andar de bicicleta (nem fazer tensões, nos tempos mais próximos, de vir a aprender) não implica que tenha algum problema de estar no meio delas. Mais, não tive qualquer problema em escolher um local onde (literalmente) se respira bicicletas para fazer um brunch (muito) tardio.

Vèlocité café é isso mesmo, um local onde se respira bicicletas (é uma bike shop, com acessórios e aluguer de bicicletas, oficina, livraria da especialidade) e ao mesmo tempo um local descontraído onde se pode estar, ler, beber, conversar, comer... um café, um ponto de encontro, uma galeria de arte, um local de lazer.

O espaço é realmente único. Conseguindo incorporar duas vertentes (bike shop/café) sem prejuízo de nenhuma, muito pelo contrário, é o facto de a bike shop partilhar o mesmo espaço físico com o café que dá a autenticidade e originalidade ao Vèlocité. Vamos pôr as coisas desta maneira, se alguém for alérgico a bicicletas, ao entrar no Vèlocité tem um choque anafilático ツ

A montra e a esplanada chamam a atenção mas nada faz prever a dimensão do espaço interior. A sala de entrada, que é possível ver da rua, é relativamente pequena, fazendo crer que o espaço é pequeno mas ao entrarem (e avançarem pela ciclovia) dão de caras com uma sala grande onde existe um balcão quadrado central, a oficina, resmas de artigos "ciclísticos" (bicicletas por todo o lado!) e uma zona de mesas.



from Diários de Lisboa


from Rui Gaiola


"Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas (...) tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!" Já sei! Onde fica afinal o Vèlocité? Nas Avenidas Novas, mais concretamente no local onde a Avenida Duque Ávila desagua na terra dos dois Marqueses: Rua Marquês da Fronteira e Rua Marquês Sá da Bandeira (ou seja, junto ás novas saídas do metro de S. Sebastião). E haveria local mais indicado? Mesmo juntinho a uma ciclovia ツ

E o que se come, então? Podemos escolher entre sopa, hamburgueres, saladas e tostas (com um pequeno desvio pelos pregos e bifanas), não esquecendo os brunch (infelizmente já tinha pedido o meu hambúrguer quando vi passar dois brunch.... pareceram-me muito bem... talvez para a próxima).

Eu fiquei-me pelo hambúrguer de frango. Deem-me doce e salgado num mesmo prato (hambúrguer de frango com queijo camembert, compota e rúcula) e é meio caminho andado para ser aquele que escolho. E não me arrependi da escolha que fiz pois estava bom... preferia batatas fritas aos palitos quentinhas (uma pessoa começa a habituar-se a certas mordomias) mas não posso dizer que não tenha comido as que me foram servidas e não tenha gostado (especialmente lambuzadas com a nhaca branca que vinha no prato).
 



Para sobremesa, deu-me para pedir uma fatia de bolo de banana. Admito que depois de o pedir tive um momento de arrependimento, devido ao receio de me apresentarem uma fatia de bolo maçuda, seca e sem graça (como já me aconteceu quando pedi fatia de bolo caseiro), mas já estava (ajoelhou...) e há que dar o benefício da dúvida (etc...etc...). No fim correu bem, muito bem na verdade. Estivesse eu em casa e de certeza que não me teria ficado apenas por uma fatia....

A conta não foi nada que já não estivesse à espera (10€), estando dentro do esperado num local como o Vèlocité. Tenho a dizer que foi uma boa descoberta, passando a ter mais um local onde ir lanchar ou "brunchar" depois de uma volta pela Gulbenkian ツ




Avenida Duque Ávila 120A, 1050-084 Lisboa
+351 21 354 5252

Encerra às Terças | 2ª a Dom: 10h - 20h

Facebook
http://www.velocitecafe.com















sábado, 30 de Agosto de 2014

Pomme de Terre, Príncipe Real





Juro que não me ando a desfazer das pessoas mas foi um (outro) adeus que me trouxe aqui, no entanto este adeus é menos oneroso tendo tem um "v" de volta (bem curto, dizem os que se vão embora). E agora uma daquelas frases feitas que se lêem no verso de um pacote de leite (e que dará algum sentido à primeira frase) "as férias são como uma doença infecciosa auto-limitada - infecta, cura e volta-se à vida - que felizmente não provoca anticorpos apenas saudades (e às vezes um bronze)".

Ao princípio houve alguma resistência em virmos a este restaurante (nada contra o restaurante, apenas vontade de ir a outro que já estava na lista de pedidos) mas lá consegui convencer que bom mesmo era irmos experimentar um restaurante de batatas ou, como os próprios chamam, batataria como despedida para férias. Sei que pagarei (de bom grado, naturalmente) esta derivação mas tinha mesmo muita curiosidade (e vontade) de comer estas batatas.




A descoberta deste restaurante foi casual, recebi um daqueles e-mails de ofertas e descontos que tinha no assunto "conheça um restaurante especializado em batata" e algo em mim disse - Oi?! A partir daí foi só uma questão de "zomatar" e "googlar" para descobrir o que era e onde ficava o Pomme de Terre.

Admito que foi o site do restaurante que me conquistou, o que é algo estranho e pouco usual nos dias que correm. Actualmente os restaurantes ou não têm site (facebook tornou-se a norma) ou quando têm não são... huuummmmmm... bons? informativos? sim, deixemos assim. Pelo contrário, o site está muito bem conseguido, com fotografias e um design que me prendeu a atenção e provocou em mim um sério craving for tatas. Não sei se já disse mas mim gostar de batatas, quase tanto como gostar de bolos.... senhores da Rua Sésamo para quando um monstro das batatas, eu comprava uma t-shirt (eu sou peludo e castanho... trá la rá la rá!).

Como sabia mais ou menos onde era o restaurante (algures na Praça das Flores), e estava confiante que se chegássemos cedo conseguiríamos obviar a parte da reserva de mesa (que não tínhamos), pusemo-nos logo a caminho.

Pomme de Terre não ficava bem, bem onde eu pensava mas não andava longe (o que nem sempre acontece, por isso à que ficar contente com as pequenas dádivas da vida), ficando um bocadinho acima da Praça das Flores. Pomme de Terre fica na esquina entre a Rua Marcos Portugal e o Largo Agostinho da Silva, largo onde existe um pequeno jardim cujo potencial é amplamente utilizado (e muito bem) pelo restaurante. E porque estava uma noite fantástica (quentinha e quase sem vento.... bem, eu diria sem vento mas como o mexer, quase imperceptível, de uma peça de roupa no estendal de um terceiro andar sem elevador é sentido por algumas pessoas na esplanada - síndrome da ervilha entalada no colchão aplicado ao vento - não me permite dizer sem vento) as mesas da esplanada pareciam estar todas reservadas ou já ocupadas, e como respondemos negativamente à fatídica pergunta "Têm reserva?", já víamos o nosso destino traçado - mesa dentro do restaurante (buuuáááááá!). Mas lá tivemos sorte e conseguimos mesa, não no palanque (esplanada ao longo da parede do restaurante) mas numa esplanada em pleno jardim (beggars can't be choosers).

Espero que compreendam que o interior do restaurante nada de tinha de mal. Está muito engraçado, com uma decoração alegre e descontraída, onde impera o azul (eu diria petróleo mas sou um bocadinho color blind) e o laranja, perfeito para quando o mundo exterior estiver agreste não quando está a Dream of a Midsummer Night..




Depois da indecisão e divagação inerente a qualquer ida a um restaurante (onde a minha resposta à pergunta "Mas tu já escolhes-te?" é normalmente "Ainda não mas suspeito que tenho muito tempo... - Time is on my side (Yes it is)! cantam os Stones dentro da minha cabeça :-)") lá nos decidimos por uma Perestroika, batata recheada com strogonoff de frango em combinação aromática de alecrim, cogumelos e natas, e um Saltimbocca que não é mais que a torre que veem em baixo, composta por batatas cozidas em leite, bife de frango coberto com presunto e cogumelos.




Se disserem que, depois de comer esta refeição, ainda têm um ratinho tenho apenas uma palavra  - ténia! ou duas - bicha solitária! - a dizer. Não, a sério. As duas batatas, cada uma no seu formato, estavam excelentes, de tal forma que nem deram sono (na verdade deram direito a um longo passeio para as transformar em puré). Eu sei, são batatas mas batatas a saber a batatas com o aspecto que estas batatas têm, não é fácil de encontrar (anos luz das batatas dos irish pub's).

Apesar de necessitar de desapertar as calças (sentido filosófico, ok? jamais faria tal coisa... nem que fosse pelo medo de me levantar e elas caírem), jamais poderia recusar uma sobremesa que me desperta a curiosidade... cheesecake de batata doce com coulis de frutos vermelhos (CheesePommeCake). E não satisfeitos também pedimos waffle de batata doce com bola de gelado de after eight (Americana).




Que posso eu dizer... muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom, muito bom mesmo!! Ambas as sobremesas estavam excelentes, especialmente o cheesecake, de forma que vale a pena ir a este restaurante só para comer a sobremesa. 

A simpatia e eficiência do atendimento (esplanada, thank you!), a comida óptima que nos serviram, as sobremesas excelentes que nos souberam que nem cerejas, fizeram com que os cerca de 20€ pp não nos parecessem exorbitantes. Óptimo restaurante para ir, especialmente em noites propícias para comer na esplanada (mas reservem, nem sempre se tem sorte).




Rua Marcos Portugal, 2 | 1200-258 Lisboa
Horário 10h às 02h | Encerra às Terças-Feiras

http://www.pommedeterre.pt/

+351215 944 480 | +351 913 756 033

algumas fotos retiradas de Lifecooler e Little tiny pieces of me







quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Frei Contente, Lisboa





O Frei Contente tinha aqui no 12h30 um grande fã; desde 2008 que o Sebastião já conhece este espaço e sempre elogiou as suas características. Pela minha parte sempre tive grande curiosidade em conhecer mas nunca surgiu a oportunidade! Entretanto, as estrelas alinharam-se, em grande parte por ter recebido um voucher do Zomato, e portanto lá fomos finalmente experimentar o Frei Contente! :) 

Com uma sala muito bem decorada, com janelas grandes, e com uma boa mistura de branco, castanho e cinza, o ambiente é bastante informal e agradável! Como decidimos levar os little 12h30 connosco, foi necessário chegar cedo para garantirmos que não esperaríamos muito tempo pela comida, e para não apanhar as horas de maior confusão no restaurante. Obviamente que o restaurante era "todo nosso" quando lá chegámos...






Começámos logo a atacar no couvert que tinha um ar delicioso, e a puxar para o saudável! :)


(que horror, palitos de cenoura, meu Deus, o mundo está perdido!) 


Por opção, não escolhemos um dos pratos principais mas sim vários petiscos. A saber: gambas al ajillo, punheta de bacalhau, polvinho à lagareiro e pernas de frango no forno. Aqui ficam! Como podem ver são petiscos em doses bem generosas! :)




Estava tudo óptimo! Adorei as gambas e o polvo, bem como o molho que acompanhava as pernas de frango!

Para os mais pequenos, optámos por pedir um bife da vazia à Portuguesa que estava excelente. E aquelas batatas que o acompanhavam posso dizer que eram divinais! :)




Já se sabe que raramente saímos de um sítio sem comer a sobremesa... apesar de já estarmos um pouco cheios (lá está, eram petiscos mas quase em quantidade de prato principal!), ainda fizemos o "esforço" de chegar às sobremesas! :)


Sopa de morangos com gelado de baunilha

Bolo de chocolate


Em suma, posso dizer que as minhas expectativas quanto ao Frei Contente foram superadas! A fasquia estava alta! Tantos anos a ouvir falar bem, a recordar que lá se comia muito bem, confesso que estava com algum receio de que não corresse bem! Mas não! Nada a apontar! À chegada, como já disse, o restaurante estava vazio mas, a pouco e pouco, foi enchendo, mas sempre com um ambiente agradável! :) 
A conta ficou em cerca de 50 euros, ou seja cerca de 12,5 €/pp, o que me parece muito adequado, e nada caro para a quantidade e sobretudo, qualidade do que foi consumido!


Rua de São Marçal, 88-94
Lisboa
Tel. 938 212 749
Seg - Qui: 18:00-23:00
Sex - Sab: 20:00-2:00







segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Noélia e Jerónimo, Cabanas de Tavira




Tal como "A Chaminé", o  "Noélia e Jerónimo" é outro dos restaurantes muito recomendado no Sotavento Algarvio. Aproveitámos uma noite em que nos despachámos cedo da praia para nos deslocarmos até Cabanas de Tavira para tentarmos encontrar este restaurante. Devo dizer que há cerca de 20 anos que não ia a Cabanas e portanto fiquei num misto de chocada/espantada com a dimensão entretanto atingida. Não estive lá tempo suficiente para verificar se cresceu e ficou melhor... deixemos isso em aberto!
 
 
 
 
A Noélia e Jerónimo é um restaurante pequeno, quase no final da marginal de Cabanas de Tavira, e que por acaso tem uma esplanada que ainda não estava cheia quando lá chegámos! 

(Relembro aqui que estivémos no Algarve na primeira semana de férias da Páscoa, época mais ou menos baixa, portanto!)

Este é daqueles sítios que não se pode fazer a gracinha (que nós tanto gostamos...) de ir para lá sem uma reserva! Lugar só na esplanada e é para quem quer (e chegámos cedo ao restaurante, tipo 19:30, mas os istrangeiros são imbatíveis na arte de jantar cedo!)! O único senão de comer na esplanada: os potenciais insectos e a meia luz a que tem de se comer!

 


Nas entradas ficámos pelo couvert, tradicional, com o pão, manteiga, paté "do mar" e as azeitonas. 

 


E para os pratos principais escolhemos pataniscas de polvo e filetes de peixe-galo, ambos com arroz de coentros, e uma massa à carbonara para os dois little 12h30. Os pratos mais elaborados têm um tempo de confecção estimado em 45 minutos e esse é um luxo a que não nos podemos dar com crianças cansadas de praia e piscina! Por isso, o arroz cremoso de corvina com amêijoas ficou nos nossos pensamentos para uma próxima oportunidade!

 


Estava tudo óptimo! Gostei imenso das pataniscas de polvo, os filetes eram óptimos e os meninos também gostaram muito da comida deles. As doses não são em definitivo para duas pessoas e eventualmente poderão dar para um adulto e uma criança (mas daquelas que não comem muito...).

Como é óbvio não poderíamos sair daqui sem um doce! Escolhemos uma mousse de lima, que nos foi recomendada pela funcionária que nos atendeu. Estava efectivamente excelente! :) 

No final a conta ficou em 42 euros. Pareceu-nos bastante aceitável; caso optem pelos pratos de confecção demorada, estes serão também ligeiramente mais caros (mas nada que nos "assalte" a carteira).

Uma boa opção em terras algarvias! :) 



Avenida da Fortaleza, loja 1
Cabanas de Tavira
Tel. 281 370 649

Nota: Fotos - Joana, FB "Noélia e Jerónimo", http://www.east-west-algarve.com/CABANAS.html