Sommer, Lisboa



Os excelentíssimos contribuintes deste vosso blog juntaram-se a mais uns amigos e, na semana antes do Natal, realizaram um jantar no tão aguardado e afamado Sommer. Escusado será dizer que a conversa esteve muito boa e animada, debateu-se a problemática da atribuição de nomes a crianças e outros assuntos, alguns deles um pouco escatológicos (como diria o Sebastião), ou não tivesse a maioria da mesa uma formação, um pouco, como direi, dada ao fluído corporal.

Bem, voltando ao assunto dos restaurantes. Como já tínhamos noção de que este restaurante era "para o caro", decidimos não pedir entradas, ficando por aquilo que havia na mesa, que era uma selecção variada de pães e azeite.

Mas, num acto de quase loucura pedimos vinho, como havia na mesa mais pessoas que bebiam, eu e o Sebastião abandonamos o nosso normal "vinho a copo", e decidimos pedir uma garrafa. Ah valentes! E não é que valeu a pena, pelo menos pelos salamaleques que envolveu a chegada do vinho à mesa, ou seja, um dos empregados colocou na mesa um pequeno recipiente de vidro com uma rolha de cortiça. Instalou-se, assim, o primeiro debate da noite. Pelos vistos, o objectivo é mostrar que o vinho foi aberto naquele momento. Mas, duas questões surgem-me: primeiro, o que é feito do bom e velho abrir a garrafa à frente do cliente, e depois o aparecimento de uma rolha não implica que a garrafa tenha sido aberta naquele momento. Não estou com isto a pôr em causa a honestidade do Sommer, só achei algo bizarro o aparecimento da rolha antes da garrafa. No entanto, tenho que confessar que não sou muito dada à enologia.

Em relação ao prato principal as escolhas da mesa variaram entre três pratos: Risotto à Bulhão Pato com Camarão, Lombinho de Porco Preto com Mostarda Dijon e Mel, sobre Cous-cous de Chouriço e Grelos e Tranche de Garoupa com Batata Confitada em Azeite de Alecrim e Escabeche de Pimentos. A minha escolha recaiu sobre o risotto que estava bom, apesar da quantidade ser um pouco diminuta, para uma senhora como eu, que pretende manter a linha, até nem fiquei com fome, mas acredito que aos homens lhes tenha ficado a saber a pouco.

A escolha de sobremesa foi quase consensual, Mousse de Chocolate Praliné, só o Sebastião é que experimentou o Coulant de Chocolate com Amendoim e Sorbet de Limão. À semelhança do prato principal estava bom, e com isto quero dizer que cumpria o objectivo, mas não fiquei surpreendida pelos sabores ou especialmente maravilhada.

No final, 27 euros por pessoa, ai!, esta doeu. Mesmo retirando o vinho, a conta dificilmente vai abaixo dos 25 euros por pessoa. Por isso, apesar de não ter nada a apontar à comida, ao serviço, ao ambiente, também não consigo destacar nada como sendo muito bom, e que me leve a voltar ao restaurante, ou a pagar esta conta simpática pela experiência.


Sommer
Rua da Moeda, 1-K, Lisboa
213 905 558
Só serve jantares e encerra aos Domingos.

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Pois é verdade....a quantidade de comida é um pouco reduzida. Eu que optei pelo risotto e na sobremesa pela Mousse de Chocolate Praliné (que estava muito boa), tive a sensação de que a "medida" utilizada para encher os pratos é a de sobremesa, mas que para o prato principal colocam num prato maior! A sério, a quantidade de mousse era igual à de risotto! :) o que não foi mau de todo, porque eu sou dada à guloseima....mas enfim!

Joana, come a papa
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Em relação ao restaurante, gostei muito da decoração e do ambiente quente que ele originava, um bocadinho de sommer neste winter tão rigoroso (estava mesmo a pedi-las), mas a comida não correspondeu às expectativas, o que torna o regresso a este restaurante algo muito improvável. A sobremesa até era boa mas a tranche... muito mal temperada.... e pagar 27€ por má comida, prefiro o Mac onde só pago 2€.

Sebastião


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