terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ground Burguer, Avenidas Novas




Então foi assim. A Joana soube da existência do Ground Burguer através de um post do casal mistério, de quem a Joana e Sininho são fãs incondicionais, de tal forma que já perdi a conta ao número de vezes que o tópico de conversa entre as duas foi "quem é o casal mistério". Como lhe pareceu muito promissor, tratou de enviar um email a mim e à Sininho a aconselhar-nos uma visita, já que fica na nossa "zona de ataque".

Na verdade, já me tinha apercebido que a Livraria Babel tinha fechado e que o espaço parecia estar a tomar um outro rumo, simplesmente ainda não tinha percebido era qual a direção desse rumo. Entretanto, depois do nudge dado pela Joana, decidi tomar mais atenção e quando voltei a passar pela Gulbenkian dei uma olhadela e gostei do que vi (infelizmente era domingo e estavam fechados). Mas passado pouco tempo fui lá com a Sininho, conhecer o espaço.




Como já perceberam, o Ground Burguer fica perto da Gulbenkian. Na verdade, fica "entalado" entre o Corte Inglés e a Gulbenkian, mais concretamente no terraço que dá acesso às escadarias que fazem a ligação entre a Avenida António Augusto de Aguiar e a Rua Nicolau Bettencourt, onde fica situada a entrada para o Centro de Arte Moderna. Um local de mais fácil acesso é impossível, podendo chegar-se a pé, de carro ou de metro, é só escolher.

Em termos de espaço, o Ground Burguer é literalmente um aquário com vista para o Centro de Arte Moderna e Gulbenkian. E porque lhe chamo aquário? Porque todas as paredes exteriores são de vidro, do chão até ao teto, o que confere uma luminosidade ao espaço, mesmo nos dias mais plúmbeos, difícil de igualar. E se de dia quase parece que estamos numa esplanada resguardada dos desmandos do clima, graças à ausência de barreiras que limitem o nosso campo de visão, à noite parece que estamos a entrar numa caixa cheia de luz quente e movimento. Quem passa à noite pelo restaurante dificilmente ficará indiferente à luz quente e convidativa que o restaurante emana.

Em termos de decoração, esta é simples mas eficaz, aproveitando ao máximo o potencial de luz inerente ao espaço e aumentado-o. A decoração cria um ambiente algo industrial, muito por culpa dos diferentes candeeiros que preenchem o teto do restaurante, mas sem nunca parecer impessoal ou frio, muito pelo contrário. Só mudaria uma coisinha... as cadeiras, se elas fossem um bocadinho mais confortáveis não se perdia nada.
 




Ground Burguer tem espaço, muito espaço, e mesas, muitas mesas.
No entanto, não implica que não se tenha que esperar por uma mesa, especialmente se forem um grupo. Das vezes que fui não tive problemas em arranjar mesa, mas da primeira vez foi mesmo uma questão de sorte, tivesse entrado um minuto mais tarde e teria, durante algum tempo, ficado estilo segurança à porta da discoteca.

Bem, avancemos. Não sei se já disse mas o Ground Burguer é uma hamburgueria. Vá não revirem os olhos que podem ficar como a outra. Como os olhos da outra! Se fosse o corpo não seria punição. É o que está na moda e se a hamburgueria for boa, qual é o problema?

E desde já posso assegurar que a hamburgueria é boa, muito boa. Até a minha tia, do alto dos seus 70 e alguns anos, ficou deliciada com o hambúrguer que escolheu (no entanto, não tendo deixado de relembrar os que comíamos no Abracadabra... coisas de gente vintage). Temos que convir que melhor elogio é impossível.

Black Angus é uma raça de bovinos, que tem as suas origens no nordeste da Escócia, destinada à produção de carne de qualidade superior.

Dos diferentes hambúrgueres que já experimentei, existem algumas constantes: (a) a carne 100% black angus é deliciosa e suculenta mesmo em pessoas (como eu) que pedem tudo bem passado (apesar de achar que no imediato ter uma ténia até seria uma coisa boa, desconfio que a longo prazo pode não compensar, por isso nada de cenas mal passadas); (b) o pão feito no local é excelente (à primeira vista parecia sugerir que fosse algo adocicado, estilo brioche, mas (felizmente!) não é); as batatas fritas são crocantes e altamente viciantes (assim como o molho que as acompanha), tendo um aspeto artesanal e o toque do alecrim fica sempre bem.


Hamburguer do Mês - Carne 100% black angus, queijo de cabra, nozes, mel e espinafre
Ground Bruguer
Chillichease


As opções de sobremesa resumem-se ao Creamy - gelado artesanal com baunilha de Madagascar servido com topping à escolha e chantilly. E como dizia Dona Milu, mais vale uma boa sobremesa na mão do que resmas delas que não valem grande coisa :-) Acho que só para comer um Creamy já vale a pena ir ao Ground Burguer. Muito boa! Muito.....creamy! Comigo de um lado, a Sininho de outro demos cabo desta sobremesa em três tempos.




E por muito que estiquemos a conversa, chega sempre a altura em que temos que pedir a conta. Das vezes que fui paguei sempre à volta de 15€ pp, o que é uma valor algo elevado para uma hamburgueria. E nunca nos metemos a experimentar as cervejas xpto que estão disponíveis, então aí facilmente chegaríamos aos 20€. Os hambúrgueres podiam ser maiores, podiam. As batatas podiam não ser pagas à parte, podiam. Mas na verdade fiquei muito satisfeito com a qualidade de todo o pacote, desde o atendimento (extremamente simpático e prestável), passando pela comida (excelente qualidade), acabando no espaço e ambiente, tudo contribuiu para que saísse muito satisfeito por isso fiz facilmente as pazes com o preço.





Avenida António Augusto Aguiar 148 A, 1050 Lisboa
(Junto ao Centro de Arte Moderna)

Horário: 3ª a Sábado | 12h às 24h (encerra Domingos e Segundas)

Contacto | 21 371 7171

https://www.facebook.com/GroundBurger







1 comentário:

Joana, come a papa disse...

Eu quero um Creamy!!!!!! :-)