quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cascata, Abrantes

  
  
Quis o destino que ao voltar a Abrantes, após uma ausência de 12 anos, fosse exactamente ao sítio onde tinha estado anteriormente...que é?!? O Hospital de Abrantes! É verdade...tive a oportunidade de fazer um estágio de 15 dias, ainda durante o curso, onde conheci várias pessoas fantásticas e onde aprendi imensas coisas. Agora, que voltei a Abrantes, tive de ir lá parar (kid's rules...mas posso dizer que a urgência pediátrica funcionou muito bem...fica aqui o elogio!). Mas, no entretanto, ainda conseguimos dar uma voltinha pequena em Abrantes e seguir para o nosso local de estadia (Herdade de Cadouços).
  
Antes de sair de Lisboa, já levámos o trabalho de casa feito relativamente aos restaurantes...para não andarmos de nariz no ar à procura de um sítio giro, porque com crianças é sempre mais complicado! E quando pesquisei locais em Abrantes surgiu-me sempre a "Cascata", com boas recomendações e tal e tal...e portanto, morada anotada, GPS ligado e lá fomos nós. O restaurante não fica exactamente em Abrantes. Ainda demos algumas voltinhas para lá chegar mas com o amigo GPS tudo se resolveu... Chegamos lá, e vemos um local graaande, com sítio para casamentos, baptizados e afins, o que fez logo pensar que isto ía correr mal...pensei logo que era comida "feita à pressão", muito industrializada, e nós queríamos era comida regional! Lá descobrimos a entrada para a sala de refeições e, ao subirmos as escadas, vamos reparando na quantidade de prémios e menções expostas na parede, o que me descansou um pouquinho o espírito!


Entramos então numa sala com uma decoração o mais tradicional possível e fomos rapidamente sentados e atendidos...vieram logo uma série de iguarias para a mesa (que são uma verdadeira tentação e, nestes sítios, a pessoa tem mesmo de se conter porque senão janta só entradas...).


E para pratos principais, escolhemos uns filetes de polvo com arroz de feijão, lombo de porco e secretos. Posso dizer que estava tudo uma delícia! Os meus filetes de polvo estavam óptimos, super tenrinhos e o arroz de feijão estava mesmo no ponto!
Para a sobremesa foi-nos sugerida uma charlotte de chocolate...e aqui fica a fatia generosa da charlotte coberta com uma camada de chantilly...divinal!


Resumindo, só posso recomendar! Um ambiente sossegado, uma decoração tradicional e cuidada, um atendimento muito simpático e eficiente (queridos com os pikenos, e os meus são "muita chatos"...), e comida de excelente qualidade. Fazer aqui o casamento ou passar o reveillon é capaz de não ser nada mau! (e bem mais em conta que por Lx, presumo...)
Por tudo isto pagámos 52 euros. Adequado ao que foi consumido!


Localização:

Rua Manuel Lopes Valente Júnior, 19-A
Alferrarede 2200-260 Abrantes
Tlf. 241 361 011 / 919 584 903
e-mail: restaurante@cascata.pt
  
  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Poison D'Amour, Príncipe Real





Aproveitando os fantásticos dias de Inverno que temos tido... [dêem-me um cachecol (e um casaco) que eu conquisto o mundo! ou pelo menos Lisboa...]...e sentindo necessidade de preparar o meu sistema operativo para a sobrecarga alimentar a que iria ser sujeito durante o fim-de-semana natalício, decidi ir experimentar uma pâtisserie de que muito se fala, lá para os lados do Príncipe Real.

Prevendo a desgraça que iria ocorrer uma vez entrando na pâtisserie, antes de entrar fomos fazer uma caminhada pelo (algo abandonado) Jardim Botânico, para, como hei-de dizer, abrir o apetite e, naturalmente, rever o Jardim.

Quando já tínhamos andado q.b. [ainda entrámos em algumas lojas na Rua da Escola Politécnica, entre elas uma mercearia gourmet que merece uma segunda ida... nem que seja para ver se fico a saber o nome :-)], eu comecei, qual criança a fazer birra, a dizer tenho fome!... quero sentar!...eu quero! eu quero! [com beicinho e tudo], e assim lá fomos em direcção ao Poison d'Amour.

E sim, veneno de amor é realmente o nome perfeito... Sei que me mata um bocadinho sempre que como estas coisas mas é amour e, pelo menos até virar diabético insulinodependente sem alguns dedos dos pés, julgo que a chama da paixão vai continuar a arder no meu coração nos tempos mais próximos.

A escolha do veneno foi difícil, tendo necessitado a ajuda da jovem simpática [e paciente] que nos estava a servir para fazer uma escolha informada de dois gateaux para mim [só um era impossível]. Foi algo como escolher a Miss Universo no meio de dezenas de candidatas com grande potencial.

Mas calma. Ainda nem sequer falei do espaço e ambiente do Poison d'Amour. Bem, posso afirmar com toda a convicção que me assiste que gostei do espaço. A decoração está fantástica, desde o preto do tecto e chão, o branco das paredes e o azul celeste das cadeiras e bancos, tudo faz pendant, com um ar moderno a "cheirar" a clássico. Os focos de luz e as cadeiras (muito confortáveis) foram os elementos de que mais gostei. Apesar do frio que se faz sentir [e da chuva que um dia há-de vir], o tempo quente voltará certamente e o Poison d'Amour tem um terraço, que parece retirado de um palacete, com vista para o Jardim Botânico, mesmo a pedir um lanche num dia morno de Primavera.
 

Entrada
Sala grande

Sala pequena
Terraço




E nem a banda sonora é deixada ao acaso, com la chanson française a reforçar o espírito francês que se quer fazer transmitir neste espaço [reconheci La Bohème de Charles Aznavour que por sua vez me fez lembrar a versão da Mafalda Arnauth, e da qual gosto bastante].
Depois de tudo isto, não gostei de quê? [pausa para efeito dramático] De tudo! Bem, na verdade o que aconteceu foi que criei expectativas diferentes do que depois encontrei...  Esperava algo mais clássico, com candeeiros elaborados, papel de parede, dourados.... algo mais Louis XIV e menos Philippe Starck. Esperava ter o recanto com a Marie Antoinette espalhado por toda a pâtisserie :-)

Obviamente que a qualidade dos mimos com que me presenteei ajudou a cimentar o gosto pelo Poison d'Amour :-). O chá [e sim, fui eu que bebi o chá.... não sei porquê acham sempre que o chá é para mulheres... porque não umas chávenas mais másculas, com o símbolo do Benfica por exemplo?], capuccino, croissant (fantasticamente estaladiço... eleva a fasquia de dificuldade para pôr a manteiga mas no fim faz com valha a pena o esforço) e os três bolos (eheheheh) estavam todos fantásticos. Os bolos foram de diferentes áreas de gulodice, um Erisson [chocolate, com chocolate, sobre chocolate... até sentem as borbulhas a aparecer na cara só de ler? imaginem se comerem! comerem não, sentirem o chocolate a desfazer-se na boca], um Religieuse [perdoem-me o sacrilégio, mas parece um profiterole gigante com cobertura e recheio de café] e uma Bavaroise [menos doce do que os outros, para desenjoar, mas fresca e com um recheio fantástico].


No fim, o que se pagou (10€ pp) não me pareceu excessivo tendo em vista a qualidade do que se comeu e onde se comeu. E, mais ainda, o tamanho dos bolos é salutar pois já paguei o mesmo por gulodices bem mais pequenas.


Localização
Rua da Escola Politécnica, 32
Príncipe Real, 1250-102 Lisboa
Tel: 213 476 032
  
  

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas



Aqui ao lado, no moodscape, já temos uma foto da árvore de Natal que está na Baía de Cascais (foto tirada pelo Sebastião). Este ano, em Lisboa, não há! Vamos pensar que para o ano será melhor...
O essencial neste fim-de-semana natalício é envolver-nos no espírito da quadra de Paz, Amor e Partilha! Deixar de lado a frustração destes últimos meses e não pensarmos naquilo que poderá acontecer no ano de 2012!
Por isso, o 12h30 deseja a todos um Feliz Natal e próspero Ano Novo! Pela nossa parte, faremos um esforço para continuar os nossos périplos pelos locais de boa comida.

Boas garfadas natalícias!

12h30

   

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Restaurante Almourol, Tancos

  
  
Para gozar uma estadia oferecida no Natal anterior (obrigada, C. e R.) escolhemos a zona do médio Tejo para passar o fim-de-semana. E iniciámos o passeio em Vila Nova da Barquinha (zona ribeirinha toda renovada e muito gira), seguindo para Tancos a fim de visitar o belo Castelo de Almourol. Mas com "a barriga a dar horas" fizémos uma paragem para almoçar no Restaurante Almourol. E foi uma excelente opção para iniciar esta série de refeições regionais... :))
O Restaurante Almourol está situado na zona ribeirinha de Tancos, com uma bela vista sobre o rio Tejo, que ainda se acentua mais num dia de Sol lindo, como era o caso:


E então, para começar, vieram logo para a mesa o pão, a broa de milho, as azeitonas e um petisco de farinheira com ovo mexido (que estava uma verdadeira delícia).


Pedimos ainda uma sopa para as minhas crianças e para nós escolhemos Migas de Bacalhau à Manuel Pescador com Gambinhas fritas (só fazem para duas pessoas). O prato era supostamente para duas pessoas, mas digo-vos já que, com as entradas que comemos antes, isto daria à vontade para três... aqui fica:




As migas de bacalhau eram uma delícia, só por si; com esta travessa cheia de gambas fritas, melhorou ainda mais a qualidade da refeição! :))
Apesar de estarmos bem compostos, não resistimos a provar as sobremesas! Escolhemos uma simples mousse de chocolate e doce regional de Tancos (à base de pão, doce de ovos, canela). Tudo muito, muito bom!

A somar a isto tudo, as bebidas e os cafés, e a conta ficou-se pelos 46,85 €. Cerca de 18 euros/pp (divido sempre por 2 1/2). De referir que existem pratos mais em conta na ementa, e que as sobremesas rondaram os 2,20 € (!!).

Aqui ficam mais algumas imagens:




Localização:

Rua Cais de Tancos, Nº 2 a 6
2260-314 Tancos

249 720 100; 968 058 506; 913 324 145
Horário de Funcionamento
Almoços: 12.00 H às 14.30 H Jantares: 19.30 H às 22.00 H
Descanso Semanal:
• Janeiro a Junho e Setembro a Dezembro - 3ªs e 4ªs Feiras:
• Julho – 3ªs Feiras
• Agosto – Aberto todos os dias


E aqui fica uma foto do motivo da nossa paragem por estas redondezas:

 

  
   

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Turkish Kebab House, Almirante Reis

   
  

Admito desde já que não era bem este o restaurante que tinha em mente quando dei a ideia de irmos jantar uma kebab... mas a pesquisa internetica no aparelho da maçã não estava pelos ajustes, apenas surgindo o Turkish Kebab House como opção :-) Como ainda não tínhamos experimentado o TKH, decidimos que esta seria uma tão boa oportunidade como outra qualquer.
 
 
O TKH fica em plena Almirante Reis, mais ou menos equidistante da estação de metro dos Anjos e Intendente, sendo um restaurante turco que é turco, em contraponto à franchise ao qual estamos tão habituados nos centros comerciais. Ficar na Almirante Reis apenas confere autenticidade à casa comercial, quase nos transpondo para a região de onde a comida é originária.

A sala de refeições é um tanto ou quanto apertadita por isso:
grupos >2 = reservar!! ou  grupos >2 = com uma sorte do caraças conseguem mesa
grupos <=2 = com alguma sorte arranjam mesa facilmente
sem mesa = take away

Como éramos apenas dois, conseguimos espremer os nossos corpinhos Danone numa mesa encravada entre a parede e outra mesa. Enquanto esperávamos as nossas Donner Kebab Frango, decidimos abrir as hostilidades com uma chamuça e um pão recheado (não fixei o nome). Até que não estavam más mas o facto de serem aquecidos no microondas retira-lhes parte da graça e sabor.

As Kebab Frango estavam óptimas! Bem servidas, com carne e vegetais q.b. e um excelente tempero. Deixou-me a vontade para lá voltar e provar outras especialidades da casa.

O menu de 4,9€ envolve kebab + batatas fritas + bebida = :-) Nos tempos das vacas magras (estilo meninas da Triumph) podemos sempre ir jantar fora sem gastar 25€.


Localização
Av. Almirante Reis n.º 40 E/F,
1150-019 Anjos - Lisboa
Tlm 936602826
Horário: 2a a Dom | 10h00-00h00
 
   

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Brejoense, Azeitão

   
  
 
Para começar, devo dizer que este post estava há muito tempo no forno, a cozinhar lentamente, pelo Sebastião...isto porque esta pastelaria é um dos "sítios da vida" do Sebastião! Mas como ele me "roubou" o post da Evian (que é a pastelaria da minha vida, snif, snif, vou lá desde pequenina...), eu agora faço o mesmo! :)

Após duas ou três tentativas frustradas de provar as tão famosas iguarias de Brejoense, os astros lá se alinharam numa bela manhã gelada de 8/Dez... muito, muito frio, mas pouquinha vontade de fazer o pequeno-almoço, levaram-nos a Azeitão.

E posso desde já dizer que todas as expectativas criadas ao longo destes anos foram superadas! A montra divide-se em três partes, e tudo tem um aspecto divinal! Aqui não há pastelaria re-inventada...é tudo tradicional, como se gosta! Agora nesta época tem um acrescento, que são todas as iguarias da época natalícia! Um mimo para os olhos, e para a boca, devo acrescentar! Portanto o primeiro desafio é: escolher o que se vai comer...é muito difícil, só vos digo! Então nós escolhemos, após grande indecisão, um palmier recheado, um suíço e um queque com nozes!

Mas como não ficámos contentes com isto, decidimos levar para casa então as iguarias do Natal: uma filhós, uma azevia de batata doce (também há de grão, calma, calma!!). Fiquei ainda de olho nos bolos rei e rainha, pequeninos, mesmo bons para uma pikena família de quatro... :) mas fica para a próxima!

Mea culpa...não tenho fotos! Mas a confusão é grande, e eu com os meus pikenos não consegui dar conta do recado todo...o que me deixa a mim uma bela desculpa para lá voltar, e a vocês a curiosidade ainda mais aguçada, certo?! :)

Recomendo vivamente! E não ficou mt caro! Vou mostrar a minha lista de "compras" para ficarem com uma ideia: galão, meia de leite, leite com chocolate, queque, palmier, suíço, filhós, azevia, donuts "de berlim" = 8 euros! Pareceu-me bem!

De referir, que existe também um serviço de refeições em modo self-service (que me pareceu com muito bom aspecto), e serviço de take away. A Brejoense encerra às segundas. E aos domingos de Páscoa (esta foi uma das tentativas frustradas...). :))


Localização:
Rua de Lisboa, 310-312
(é mesmo na N10, fácil de encontrar...)
Brejos de Azeitão - São Lourenço
Tel. 210 453 370


   

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Carvoeiro de Palma, Lisboa

  
  

Conheci este restaurante porque tenho uma mania muito estranha, que é gostar de estudar, e por mais que diga que esta é a última pós-graduação, que já não tenho mais paciência para estudar, que esta já deu muito trabalho e tantas viagens que podia fazer com aquele dinheirinho, a verdade é que mais cedo ou mais tarde, meto-me noutra.

Desta vez estou na Católica a fazer um curso com aulas ao Sábado durante todo o dia. E um dos restaurantes que frequentamos ao almoço é o Carvoeiro de Palma, que pelo que percebi, pois estão sempre com casa cheia, é muito conhecido por aquelas paragens.

Realmente, este restaurante tinha passado fora do nosso “blogradar”, mas também não é de estranhar, está bem escondido num largo, por sinal bem simpático, no fundo de uma ruela, numa zona antiga das Laranjeiras.

O carvoeiro é um típico restaurante português, de decoração despretensiosa com várias salas, o que é bom para reduzir um pouco a barulheira, e uma esplanada pequena, mas simpática.

O ponto forte é mesmo a comida, que é fantas, wait for it, tica (desculpem-me todas as pessoas que não são fãs do How I met your mother)! Já provei os bifes, que são grandes, altos e muito suculentos. E então o bife com molho, divinal! Experimentei também pratos do dia, como o borrego, e estavam todos muito bons. Como vamos sempre um grupo grande é pedido uma grande variedade de pratos, e nunca vi ninguém insatisfeito com o seu pedido.

Em relação a sobremesas, bem não faço a mínima ideia, nunca consegui acabar o prato, quanto mais pedir sobremesa.

O preço é bastante simpático, o prato com bebida e entradas fica pelos 10 euros por pessoa.

Carvoeiro de Palma
R. Antonino e Sá 9 - Lisboa
Tel - 217264018

Nota: imagens retiradas de http://sites.amarillasinternet.com/carvoeirodepalma/instalacoes.html


 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pão da Vila, Ericeira

  
  
 
Fui lá uma vez e esqueci-me, fui lá a segunda vez e voltei-me a esquecer, and so on mas desta vez quebro o ciclo vicioso, ou eu não me chamo Sebastião!!!

A pastelaria Pão da Vila tem alguma notoriedade na região da Ericeira/Mafra,  e tenho visitado com relativa regularidade a sucursal na Venda do Pinheiro e a (presumo eu...) casa mãe, em pleno coração da Ericeira, na Praça da República. Na Venda do Pinheiro é possível sentar e comer descansado mas na Praça da República é tirar uma senha, esperar a vez num espaço minúsculo, que se encontra normalmente apinhado de gente mas, para compensar, a cheirar fantasticamente a pão e bolos, escolher o que se quer e sair. A escolha é relativamente variada mas existem dois elementos que se destacam: os queques e as bolas de Berlim. Já provei ambos, e se as bolas de Berlim são boas (comam as tradicionais, evitem as que têm recheio de chocolate... muito enjoativas), os queques são fantásticos! Existem vários queques diferentes, desde os simples até aos com maçã, nozes, nozes com canela ou chocolate, não podendo prometer que não existam mais...dos que provei, tenho um empate técnico entre os de chocolate e os de noz e canela :-)
 
 

Para além de bolos também vendem pão e posso comprovar que é igualmente excelente. Mais ainda, apesar de não ser grande fã da época natalícia (Grinch & Scrooge forever!), sou um aficionado dos fritos e doces de Natal (só de escrever estas palavrinhas, o colesterol e glucose deram logo um pulo)... e as azevias de grão do Pão da Vila não são nada de deitar fora :-), para a próxima vão as fatias douradas que se ficaram a rir para mim.


Pão da Vila 1 | Praça da República, nº12 - Ericeira
Pão da Vila 2 | Edifício S. Vicente, Lj 4, Rua dos Pocinhos - Ericeira
Pão da Vila 3 | Av. José Batista Antunes, 7-B - Malveira
Pão da Vila 4 | Largo Sto António, 1-B - Venda do Pinheiro
   
  

  

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Noobai café, Lisboa

 
 

"The sunny days aren't over!!" este seria o verso que a Florência e a sua máquina cantariam se vivessem em Lisboa. Com as temperaturas fantásticas que se fazem sentir nos dias e noites destas últimas semanas, a vontade de festejar um aniversário dentro de uma sala torna-se pouco apelativo. Por isso mesmo lá fomos nós em peregrinação até ao Noobai café.... esplanada, comida e uma vista panorâmica para o deserto, desculpem! a margem sul, como pano de fundo.

O Noobai (que em crioulo significa "nós vamos") café fica no Miradouro de Santa Catarina ou do Adamastor, mesmo em frente do Museu da Farmácia. Para chegarem ao Noobai têm apenas que perceber onde ficam as escadas (algo inclinadas) que dão acesso ao café, e não confundam o Noobai com o quiosque plantado mesmo no centro do Miradouro :-)



O facto de ficar num patamar mais abaixo que o Miradouro, permite criar um ambiente tranquilo para descansar da azáfama do dia-a-dia, nem parecendo que no cimo das escadas existe todo um mundo de pessoas, carros e zumbidos infernais a que chamamos vida real. Apesar da esplanada ser uma das principais razões para se ir até ao Noobai, a sala interior não deixa de estar muito bem decorada, com tons quentes aliados a mobiliário antigo, criando um ambiente caloroso e propício a uma visita em dias de chuva e frio.


 

O Noobai café serve refeições ligeiras, sopas, saladas e sandes variadas, viajando entre os sabores mediterrânicos e sul-americanos. Para beber a escolha é variada, podendo ir desde chás gelados, batidos, sumos naturais até Coca-cola zero.

A maioria do grupo foi enterrar-se numa bela fatia de bolo de chocolate e em bebidas por vezes um pouco peculiares (sumo de limão com leite condensado?!?) ou com algum pendor nostálgico (groselha :-), eu por outro lado ataquei uma bela tosta de queijo de cabra e tomate regada com mel (que ou era da fome ou estava fantástica!) e bebi a Zero da praxe. Obviamente que depois tive que (a)provar cada uma das fatias de bolo de chocolate presentes na mesa, só para ver quem tinha a melhor :-) Estranhamente estavam todos igualmente bons....

Comida simples mas bem confeccionada, atendimento "normal" e situação geográfica privilegiada fazem deste um óptimo local para passar bem uma tarde na companhia de um livro ou mesmo de uma tribo de pessoas.

Não paguei a conta mas os preços não são uma pechincha mas também não me pareceram desadequados ao que se está a pagar (vista + comida + ambiente).


Informações
Horário: 2ª a Sáb 12h - 24h | Domingo 12h - 22h
Miradouro do Adamastor ou de Sta. Catarina, Lisboa
Telf.: 21 346 50 14

 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pastelaria Restelo - Careca



Escrever sobre a pastelaria do Careca é “quase” um cliché, redundância, lugar-comum, trivialidade, etc. Mas se, por alguma razão muito estranha, existe alguém que viva em Lisboa ou arredores e não conhece o Careca, aqui fica o post.

O Careca, ou melhor a Pastelaria Restelo, é famoso pelos palmiers de massa muito fina mas aquilo que me tira do sério são mesmo os croissants de manteiga que, pelo menos pela minha experiência, estão sempre quentinhos. As fornadas devem ser tão frequentes que eles não têm tempo de arrefecer, nem de sair dos tabuleiros que vêm da cozinha (bem ao jeito dos pasteis de Belém). Os croissants são pequenos é verdade, mas eu pelo menos não consigo comer mais do que um, tal é o choque de açúcar no sangue. É que os croissants são de massa folhada, cobertos com uma camada de açúcar bastante significativa e crocante, e por dentro são bem húmidos devido à manteiga. Logo, quantidades imensas de açúcar e gordura, mas… divinais!, e valem bem a visita ao Careca.

A pastelaria em si não é nada de especial, tem uma esplanada agradável no jardim ao lado e algumas mesas, normalmente superlotadas, no interior. Uma das características da pastelaria é estar sempre à pinha, principalmente à hora de ponta, ou seja pequeno-almoço e lanches. A estas horas a espera é exasperante, e é preciso mesmo ir à luta para conseguir um croissant. Nada de grandes condescendências, se não é bem possível que acabem os croissants, e não podemos correr esse risco.



Pastelaria Restelo
Rua Duarte Pacheco Pereira 11 D - Lisboa
213010987
Encerra à Terça-feira




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Museu do Azulejo, Lisboa

   




Foi preciso a colega que passava a vida a falar-me da cafetaria do Museu do Azulejo partir desta para melhor, ou seja reformar-se, para finalmente me decidir a desencaminhar alguém para lá ir almoçar. A velhota fartava-se de dizer que era muito agradável e que não se comia mal (apesar de na maioria das vezes só lá ir beber café...) mas nunca me deu para lá ir... quando muito insistem parece que, por vezes, tem o efeito oposto ao pretendido...


Então, numa sexta-feira perfeitamente anónima, sem ninguém esperar (nem eu próprio!) atirei o barro à parede ou, neste caso, à Joana :-) E como o barro era dos bons, pegou e lá fomos a todo o vapor.




O Museu do Azulejo fica lá nos confins do mundo, mais concretamente na rua de Madre Deus, perto do Lidl de Xabregas e do Convento do Beato. Apesar de uma localização um pouco fora de mão, o estacionamento não foi difícil, na verdade havia vários lugares mesmo junto ao Museu, mas em caso de necessidade é só estacionar no Lidl e andar meia dúzia de metros.

O Restaurante/Cafetaria do Museu do Azulejo ou MNAz tem uma sala interior, decorada com azulejos oitocentistas provenientes de uma antiga cozinha palaciana, com vista para o jardim de Inverno do Museu, onde fica uma esplanada. O jardim é simples, com plantas ao longo do seu perímetro, um pequeno lago ao centro e (felizmente) uma espécie de "telheiro" que deixa entrar a luminosidade mas faz sombra (assim não derretemos enquanto comemos). Nós ficámos numa mesa na esplanada e parecia que estávamos noutro mundo, sem stresses nem barulhos, só paz e descontracção. Realmente este é um local óptimo para fazer uma refeição com descontracção.

    
 
 
A ementa não é muito variada, um prato de peixe e outro de carne, mas existem sempre quiches, crepes e saladas caso nenhum dos pratos do dia agrade. Nós escolhemos coelho à caçador, pois a nenhum de nós apeteceu perca assada, e estava óptimo e em quantidade mais que boa! 

Para sobremesa, dividimos uma tarte de maçã mesmo ao gosto da Joana.... maçã reineta do princípio ao fim!! Estava óptima, com todo o preceito de não ser industrial, mas um bocadinho de açúcar não lhe teria feito nada mal... e com bolo de chocolate na montra... bem fica para a próxima! Pagámos 11€ pp, o que não é baratuxo mas também não é uma calamidade, e mereceu nem que seja pelo momento de paz no fim de uma semana atribulada.

O atendimento é do mais poliglota possível (mais facilmente vos perguntam em inglês que em português) para além de simpático mas não esperem celeridade, em concordância com o espírito pacífico do local tudo é feito com muita calma. Por isso local óptimo para almoçar ou lanchar se tiverem tempo, senão começam a stressar e lá se perde o efeito do local.
 
Info
Terça-feira a Domingo | 10 h às 18 h
Rua da Madre de Deus, nº4, Lisboa
Link

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Darwin's Café - Lisboa





Uma das criticas que me é dirigida mais frequentemente pelos outros dois colaboradores deste blog, é que ando desaparecida, por isso decidi surpreendê-los com posts em dias consecutivos (óbvio, que a grande surpresa seria mesmo pôr em dia os 539 posts que tenho em atraso). Mas diga-se de passagem que o Nadal e o Djokovic também não estão a facilitar nada esta tarefa, grande final do US Open!

Algures em Agosto, e antes das minhas férias, estes vossos amigos decidiram juntar-se e irem lanchar ao Darwin's Café. Ora, poderia parecer uma missão fácil, combinar um lanche entre três pessoas que trabalham na mesma instituição e com horários semelhantes. Mas, não. Tudo acontecia, surgia sempre alguma coisa, o que levou a que este evento demorasse mais de um mês a conseguir realizar-se. Mas um belo dia, todos os astros se alinharam e lá fomos nós, em direcção ao pôr-do-sol ou como quem diz, Belém.

Compreendo que a arquitectura do edifício não agrade a todos, e eu normalmente não gosto muito deste tipo de arquitectura, mas acho que a Fundação Champalimau está muito bem conseguida. Nunca lá tinha estado, mas de perto o edifício é ainda mais imponente e interessante, por isso recomendo a todos uma visita pelos espaços públicos da fundação.

O edifício é fantástico, mas o Darwin's Café não lhe fica atrás. O espaço de refeições é grande, com um pé direito gigantesco, e está decorado com um bom gosto incrível. Dentro do mesmo género do LA Caffé – Avenida da Liberdade (um dos vários posts que já deveria ter escrito), mas creio que está melhor conseguido.

Sentámo-nos na esplanada, até porque o espaço interior pareceu-me só estar disponível para almoços e jantares. Mas é uma zona muito agradável e com uma vista fantástica. Os sofás também pareceram ter muito potencial para alapar durante uma tarde inteira.

Em relação à comidinha, pedimos dois lanches para os três. Os lanches são compostos por dois scones, um croissant folhado e uma fatia de bolo à escolha. A acompanhar queijo, fiambre, manteiga e duas compotas. Tudo fantástico, e com um aspecto muito pipoca.

O único reparo vai para o atendimento, que ficou um pouco aquém. É lento, pouco simpático e no momento de pagar foi preciso andar atrás dos empregados. E quando decidi pedir uma factura? Foi o descalabro, cheguei a fazer ponto de honra conseguir a bendita da factura. 

La dolorosa, é isso mesmo, mui dolorosa. Com lanches a 9 euros, e cafés/bebidas a 2,5€, não seria de esperar outra coisa, 10 euritos por pessoa. É uma tarde muito bem passada e agradável, mas assim para o caro. Em relação ao restaurante, que não experimentámos, tem preços semelhantes ao LA Caffé da Av. Liberdade, preços que rondam os 13€ o prato, o que deve significar que é necessário alguma ginástica para conseguir pagar menos de 20€ por pessoa.   

Darwin's Café
Champalimaud Centre for the Unknown
Av. Brasília, Ala B
Lisboa
Tel - 21 048 02 22
info@darwincafe.com

Almoço: 12H30 - 15H30
Lanche: 16H30 - 18H30
Jantar: 19H30 - 23H00.
Às Segundas encerra ás 16H00.
(se chegarem entre as 18h30 e as 19h30 não há mesas disponíveis, só mesmo os sofás)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Caçador, Portimão

 
 


Bem, dizer que o restaurante fica em Portimão é um pouco abusivo, e nós bem que podemos dizer isso, pois o depósito estava nas últimas e nunca mais chegávamos ao restaurante. Ora, o restaurante fica em Rasmalho, assim como quem vai para Monchique e pára no meio de nenhures.

E como é que fiquei a saber da existência do restaurante? Nada mais simples, o restaurante é do primo de uma amiga de um amigo, como podem ver é quase família. Como a amiga do amigo estava de férias ao mesmo tempo que nós, e estava a dar uma mãozinha ao primo, decidimos acompanhá-la até ao restaurante e experimentar.

E não é que foi uma boa experiência!! O local é muito simpático, com uma esplanada onde é possível jantar (e servir de jantar para as melgas, é o ciclo da vida), e imagine-se até conseguimos ir lá num daqueles raros dias em que estava uma noite agradável. O serviço é também muito simpático, divertido e poliglota.

Apesar de existirem pizzas e pastas, optámos todos por comida tradicional portuguesa com twist. Para mim, o borrego com molho de rosmaninho era de longe o melhor, mas os outros pratos também estavam bons. As sobremesas, quase todas caseiras, eram boas, apesar de todos termos ficado um pouco intrigados, e mais tarde desiludidos, com o arroz doce com chocolate.

No final, pagamos 17 euros por pessoa, o que me parece um pouco elevado para um restaurante tão fora de mão, mas por outro lado foi uma noite bem passada e em boa companhia.

O Caçador
Qt. Torrinha
Rasmalho
 -  Portimão 

Tel: 28249187

Nota: foto retirada de http://ab-imagensincriveis.blogspot.com/2010/12/portimao-02-portugal.html




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Francesinhas

Apesar de nenhum de nós ser do Porto, é dado adquirido que somos "todos os três" fãs incondicionais de francesinhas! E o que é difícil encontrar uma boa francesinha em Lisboa?!!
No Porto o nosso local de eleição vai para a Cufra. Em Lisboa têm havido algumas tentativas...(1, 2, 3, 4)...nem sempre bem sucedidas!

Mas nós temos uns leitores que são uns queridos, e vão dando sugestões, as quais nós apreciamos muito e tentamos seguir... e no post da Casa dos Caracóis foi-nos deixada uma sugestão de um óptimo local em Azeitão para comer francesinhas!

A Nortenha fica em Brejos de Azeitão, parece que é realmente muito afamada pelas suas francesinhas (pelo menos, assim que pesquisei no Google tudo o que me apareceu sobre a Nortenha estava relacionado com francesinhas); como eu, Joana, moro na margem sul (mais conhecida como deserto) lá arrastei a respectiva família para descobrir então as potencialidades deste espaço. :)

Casa de decoração simples, situada na Rua de São Gonçalo, fácil estacionamento, serve além das francesinhas os tradicionais bifes, bifanas, secretos, e afins. Existem três francesinhas à escolha: sem ovo, com ovo, com camarão (esta última, um pouco mais cara). Escolhemos duas com ovo e uma sem, um bife à portuguesa (há uma esquisitinha na família...); todos acompanhados de uma generosa porção de batatas fritas. O molho "atira mesmo" para o picante...passámos grande parte do tempo a assoprar! :)

com ovo

sem ovo

Eu gostei bastante desta francesinha...achei que estava bem confeccionada, bem servida, o molho um bocadinho picante demais (mas eu tenho uma tolerância baixa ao picante), e até fica perto de casa... :) Houve quem achasse que o molho sabia demais a tomate para o que é a tradicional francesinha. Ah, é verdade...o bife à portuguesa também estava bom! :)
E ficou tudo muito em conta...francesinhas, bife, sumos, cafés - 10 euros/pp. Preço simpático!


No dia seguinte chego ao trabalho, e em conversa com um colega que também gosta muito de comer, estava eu toda esperta a dizer que tinha descoberto um sítio muito bom para as francesinhas, quando o A. me diz: não, não...o melhor sítio para comer francesinhas é no Marco, nas Colinas do Cruzeiro (Odivelas, para quem não sabe...)! E salta logo outra colega que diz: ah pois é! são um espectáculo! muito boas! :) E eu pensei: querem ver que ainda tenho de ir comer francesinhas mais uma vez esta semana?! oh pá, que chatice! isto há alturas difíceis na vida... :))
No dia seguinte, lá tive um trabalho enorme a convencer o Sebastião a irmos experimentar esta nova sugestão...foi horrível, resistiu imenso!!! acho que foi tipo...5 segundos... :))

E então, Colinas do Cruzeiro...aí vamos nós!!! :)


O Restaurante Marco é um negócio com origem em Vila Nova de Famalicão, ou seja, malta do Norte que resolveu dar-nos a benesse de termos por cá esta iguaria! :)
Fica então nas ditas Colinas do Cruzeiro, não me peçam muitos pormenores, foi a primeira vez que lá fui, mas fica na rua dos bancos (e parece que é muito afamado por lá, portanto, perguntando deve ser fácil). Tem uma decoração gira, simples, muito arejada, em tons laranja e castanho, e além das mesas normais tem umas "boxes" onde cabem quatro pessoas que também lhe conferem alguma piada (servem por exemplo para confinar barulho de família de 4 pessoas barulhentas...ainda me há-de servir um dia, tenho a certeza!). Deixo-vos aqui algumas fotos:


As francesinhas existem em quatro variedades; nós escolhemos a especial e a portuguesa. A saber: a portuguesa não tem o bife, vem com alface e bacon, é mais pequenina; a especial tem a composição tradicional e é bem composta!!!
Aqui fica a portuguesa:



Aqui fica a especial:




Como vêm, tudo com muito bom aspecto! Fazendo aqui um pequeno ranking, considero a francesinha do Marco melhor que a da Nortenha. No meu caso particular, que não aprecio muito comida picante, achei este molho mais suave e portanto gostei mais.
No Marco servem-se muitas outras coisas além das francesinhas: pratos de peixe e carne, sandes, pregos, hamburgers, pizzas, etc. Nós provámos além das francesinhas, uns rissóis de carne que estavam óptimos. Já não conseguimos como é óbvio chegar às sobremesas! Pagámos 11,5 €/pp (se saltarem os rissóis, fica-vos pelos dez euros).


Foi portanto uma semana em cheio! Quanto a mim, tenho finalmente dois bons locais onde comer esta iguaria tão apreciada. Se estiver em casa...Nortenha! Se estiver em Lisboa...Marco!


Aqui ficam os contactos:

Nortenha - Casa das Francesinhas
Rua de São Gonçalo, 238, Lj C
Brejos de Azeitão
Encerra ao domingo.
Tel. 210 866 611


Restaurante Marco
Rua Pulido Valente, zona 7, lote 1, loja 3
Colinas do Cruzeiro
Odivelas
Fechado até às 12:00

Seg - Qui: 12:00 - 1:00;  Sex - Dom: 12:00 - 2:00
Tel. 219 327 898/914 747 896/211 581 814


Nota: fotos da Joana e do Sebastião, e do FB do Restaurante Marco.