quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Restaurante Sem-Fim, Telheiro, Monsaraz



"O SEM FIM é uma máquina. Um parafuso que leva as azeitonas até à batedeira. O resultado final deste processo é o azeite. Um dia Gil Kalisvaart comprou o velho Lagar do Telheiro. Das máquinas que não sucumbiram ao tempo e da vontade de criar um espaço de bem-estar e bem comer, nasceu o Restaurante."



E assim começa esta história...

O Sem-Fim é um restaurante situado na aldeia do Telheiro, nas proximidades de Monsaraz. Gil Kalisvaart comprou o lagar de azeite do Telheiro, transformou-o num local de bem comer, onde existe também um espaço para expôr as suas peças. Hoje em dia quem toma conta deste espaço são os seus filhos, o Tiago e a Glória. Paralelamente ao restaurante, existe também o veleiro Sem-Fim, de construção holandesa, onde são promovidos variados passeios e eventos pelas águas tranquilas do Alqueva.




No restaurante, a sala das prensas deu lugar à sala principal de refeições. Existe ainda uma varanda/esplanada com algumas mesas, onde em noites quentes, se pode apreciar a paz nocturna deste local e a vista para o castelo de Monsaraz.



Na sala das prensas vários foram os objectos restaurados e mantidos, e fazem hoje par com as mesas de xisto e as cadeiras coloridas. 


A ementa essa é de abrir o apetite: pratos variados de carne e peixe, com variedades de migas a acompanhar, como se quer em pleno Alentejo! Para nós escolhemos uma sopa de legumes para a pequena S., polvo salteado com batatinhas novas e lombo de porco no forno com puré de maçã. E para irmos entretendo o estômago optámos apenas pelo queijo e pelo pão.

E aqui ficam os nossos pratos:






Posso dizer-vos que estava tudo uma delícia! Dou aqui um particular ênfase ao puré de maçã, que só por si estava muito bom, mas que ligava muito bem com o sabor do lombo de porco! E o meu polvo estava numa consistência perfeita!

Para a sobremesa, e mais para acalmar os desvarios gulosos do P. (porque nós estávamos cheios com o jantar), escolhemos um brownie com nozes e gelado de baunilha. Outra delícia! :)



Por tudo isto, a conta ficou pelos 47,0 €! Não é assim um sítio ao qual podemos chamar barato, ou aquele restaurante típico do campo onde se come muito por pouco dinheiro... é um espaço um pouco mais diferenciado, em que se respira uma atmosfera tradicional mas ao mesmo tempo qualquer coisa de contemporâneo! Mas vale imenso a pena! :)


 
Rua das Flores, 6A,Telheiro
7200-181 Monsaraz
Lisboa, Portugal
telf. +351 96 265 37 11
email. tiago@sem-fim.com
GPS. 38.454563, -7.38116

 

Fotos: Joana, come a papa e http://redondaquadrada.blogspot.pt

domingo, 23 de dezembro de 2012

Casa do Forno, Monsaraz

Desta vez o périplo familiar foi pelas Terras do Grande Lago! :)




Não conhecíamos esta região do Alentejo antes da "invasão" pelas águas contidas do Guadiana, ainda não tínhamos lá ido depois da dita "invasão" e como a curiosidade era grande, este foi o local escolhido para carregar baterias em fim-de-semana prolongado. :)

Após chegada a Monsaraz deparámo-nos com as festas da vila, e assim para abrir as hostilidades, toma lá uma largada de toiros! Eu fiquei entusiasmadíssima com isto... eu que detesto touros e touradas! O P. num misto de entusiasmo e medo lá se pendurou numa grade para ver o touro passar e pronto! Nada parecido com Pamplona nem coisa do género... assim que guardaram os touros lá fomos nós à procura de sítio para almoçar.

Na pesquisa prévia à viagem já tinha entrado como opção a Casa do Forno. Restaurante tradicional alentejano, com vitrines de pratos em barro, toalhas aos quadradinhos, e  uma ementa com muitos pratos tradicionais do Alentejo. 
 
A sala não é muito grande, mas existe um terraço com um ar muito agradável; mas além de não haver mesa disponível quando chegámos, estava um calor imenso naquele dia e portanto, preferimos o interior mais fresquinho! :)

Para iniciar, e dado que estávamos a chegar de Lisboa e tínhamos alguma fome, um pão alentejano, um queijinho delicioso e umas azeitonas. E para pratos principais: carne de porco à alentejana e carne de porco com migas! Alentejo no seu melhor! :)

O restaurante estava cheio, o serviço demorou um pouco, mas enfim... estamos no Alentejo, certo? Uma alentejana ali da zona já me tinha avisado que teríamos de desacelerar um pouco... e é verdade! Mas também é para isso que nós lá estamos, certo?! :)
As doses servidas dão para duas pessoas

O preço... pois, o preço foi muito simpático: com 30 euros conseguimos almoçar os quatro.




Travessa Sabrosa
7200-175 Monsaraz
Tel. 266 557 190

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal 2012



Olá a todos!!

Vimos por este meio desejar-vos um Feliz Natal e um excelente Ano Novo. Que melhores dias se aproximem e com eles mais post's :-)

Obrigado
Sebastião, Joana e Sininho

domingo, 16 de setembro de 2012

Tasca do Papagaio, Lisboa

  
  
Em tempos troikianos, nada como um sítio assim a atirar para o low cost, onde se pode comer boa comida portuguesa, em boa quantidade, e com sobremesas daquelas mesmo tugas, tipo pudim de ovos, mousse, arroz-doce e afins! Tudo isto sem grandes pretensões e com rapidez q.b. no "enfardamento", que isto é sítio de almoço de pessoal que anda em serviço.




Para satisfação do B. fomos lá no dia do Cozido à Portuguesa! Já lhe tinham dito que era muito bom, muito bem servido, e então foi essa a escolha dele. Pedimos ainda peixe-espada grelhado e vitela estufada. Que dizer do Cozido?! Bem, o B. ficou mesmo satisfeito portanto isso significa que estava bom, foi servido com tudo a que tem direito (e ainda permitiram uma pequena personalização, que o moço não gosta das orelhas, unhas e outras coisas horríveis que vêm num cozido...), e vinha numa quantidade que dava para dois! O peixe-espada e a vitela também estavam óptimos, servidos com os acompanhamentos necessários (salada, batata cozida, arroz).

E como já vos tinha dito que as sobremesas eram as tradicionais, aqui ficam as nossas escolha: mousse de chocolate, arroz-doce e bolo de chocolate.
E com isto tudo, mais sumos, pão, azeitonas e cafés, pagámos cerca de 12 euros/pp! As doses dos pratos principais estavam entre os sete-nove euros. 

Obviamente que não serve para almoçar todos os dias... o nosso subsídio de refeição não paga tanto (quem o tem...), mas também não se pode comer assim todos os dias... (senão seria necessário alargar algumas portas!).

No entanto, aqui fica uma sugestão para um almoço mais descansado durante a semana ou para jantar a caminho de um programa nocturno qualquer! :)


Localização:
Rua João Penha n. 30
(mesmo ao pé do jardim das Amoreiras)
Tel. 213 883 678
Seg-Sab, 9-23h

domingo, 2 de setembro de 2012

Sushisan

 
  

Sou uma apreciadora muito recente de sushi, até à cerca de um ano, sempre que se falava em sushi tinha um esgar de repulsa. Mas, depois de dar uma chance, e outra, e outra, comecei a gostar, e fiquei fã. Continua a não ser o meu tipo de comida preferida, mas aprendi a apreciar sushi e a distinguir o sushi fast food, de um bom sushi.

Conheci o sushisan através de várias fotos que um amigo colocava regularmente no facebook e, depois de tantas fotos de sushi que parecia delicioso, decidi experimentar.




Existem dois sushisan, um perto da Rua da Escola Politécnica e outro na Beloura.

Estive no primeiro, não comi no restaurante, mas encomendei uma sugestão do chefe com 40 unidades... caro muito caro, mesmo muito caro (54,50€). É verdade que não é caro para sushi, mas de qualquer forma para um jantar de três pessoas fica caro.

O sushi que compunha a sugestão do chefe era muito bom, tirando uma ou duas qualidades que não achei especial graça, estava delicioso.




Como quase todos os restaurantes de sushi têm menus all you can eat a 12,90€ ao almoço, e 16,90€ ao jantar. Estes preços são exactamente os mesmos que os praticados pelos restaurantes de sushi fast food.

Para quem gosta de sushi é uma excelente opção e em conta, para este tipo de comida.


sushisan
Rua Nova de São Mamede 18 - Lisboa
Tel: 213 962 533

Sushisan da Beloura (C.C. Beloura)
Tel:21 402 60 37

www.restaurante-sushisan.com


Nota: imagens retiradas do facebook do sushisan.
   
   
  

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pé Nú Beach Lounge, Costa da Caparica




"aqui vou eu, para a Costa.
 aqui vou eu, cheio de pica,
 de Lisboa, vou fugir,
 vou para o sol da Caparica!"

Peste e Sida, 1993
A vantagem de se morar num deserto é haver sempre um oásis ao virar da esquina...

(não sei como é que é com os outros moradores da margem sul, mas eu não me consigo dissociar desta ideia do deserto...)

S. João da Caparica já foi bom, já desapareceu, e qual fénix renascida das cinzas, aqui estão elas... estas belas praias, com bom areal, bons acessos, bares giros e gente simpática! Pormenor "chatinho": parque pago!



A praia é sempre a mesma mas as opções de bares/restaurantes são várias. A escolha para mim foi: não, não vamos já ao primeiro... viramos à esquerda, mas para não andar muito, ficamos já aqui! E ficámos no Pé Nú ! :)

Depois de um bom fim de tarde na praia, com uma temperatura de água excelente e em que o único desperdício foi a bandeira vermelha, nada como assentar arraias na esplanada para uns petiscos.


No Pé Nú o horário da esplanada para tostas/sandes/hamburgers e afins parece não ser muito linear... não percebi muito bem a explicação, mas tem a ver com o horário dos jantares e não é sempre da mesma maneira, e tal e coiso... mas como estava numa de dolce fare niente (que para chatice já tinha bastado o dia de trabalho), não quis perceber bem, e o B. também já tinha ficado de olho num prato anunciado como especialidade, e então lá decidimos jantar "de garfo".




A especialidade anunciada era uma Zarzuela de peixe e marisco, que foi a nossa escolha, juntamente com um menu infantil (kids rules...). E então, pois aqui temos, a bela da zarzuela:





Peixe, camarão, ameijoa e mexilhão, e umas batatinhas a compôr, com um molho base delicioso! O molho era uma perdição, daqueles que dá vontade de ter um pão de Mafra ao lado e ir devorando tudo ao mesmo tempo! Único senão aqui: o pão que pedimos para acompanhar era uma baguete... ok, neste caso o que interessava era ter pão, mas um pãozinho mais regional ficava bem melhor aqui!

Para sobremesa, e mais para satisfazer o apetite voraz do P., veio uma mousse de chocolate com gelado de nata. Simples mas em consistência perfeita, sendo esta uma conjugação que fica sempre bem! :)




A conta ficou pelos 14 euros/pessoa. Bastante razoável, tendo em conta a localização, a época do ano e o que consumimos.
Posto isto, aqui fica mais uma recomendação para um local ao pé da praia. O único senão é mesmo o pagamento do parque... mesmo quando se entra a partir das 19h ainda se paga 1,20 €! De dia compreende-se, o estacionamento é mais ordenado, não há confusões; à noite, acho desnecessário... não é definitivamente um "valor acrescentado"!
   


  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

The Decadente

 

  
 


Aqui está um restaurante difícil. Difícil quanto ao nome, já lhe chamei Le Decadente, The Decandent e, o nome mais popular, The Descendants, em honra ou porque baralhava o nome do restaurante com o nome do filme, por isso para mim o restaurante vai ficar sempre ligado ao filme. Difícil também porque estava a tentar ir lá há pelo menos um ano mas aconteceu de tudo, chegámos várias vezes e não havia mesa, cheguei a reservar e há última hora aconteceu um imprevisto e não pude ir, sei lá! a ida ao The Decadente parecia embruxada. 


Mas, depois de tantas tentativas falhadas, lá se alinharam os planetas e consegui ir. Para início de conversa fomos informados que o restaurante tem dois turnos de clientes e, por isso, tínhamos de nos despachar até às 22h, vite, vite. Assim, logo de chofre e para abrir o apetite.

Escolhemos, ou melhor escolhi, ficar na esplanada, a sala é muito acolhedora e simpática, mas achei que na rua não haveria tanto barulho e seria mais calmo, esqueci-me foi do pequeno pormenor que são as melgas.

Como entrada pedimos morcela assada.
  


Os pratos escolhidos foram arroz à portuguesa, ou seja,  arroz com camarões e peixe, sendo que os camarões eram tantos que me entretive a contá-los: 3, sim 3 camarões. Eu sei que estamos em crise mas também não é preciso exagerar, é que os pratos não são baratos. O outro prato foram costeletas que, segundo me informaram, estavam muito boas, mas eu, que provei um pouco, não achei nada de especial.

A acompanhar 2 copos de vinho branco, a carta não é muito extensa mas o suficiente para dois grandes especialistas em... coca-cola. 

Finalmente, para sobremesa, seguimos a recomendação da senhora que nos atendeu, que por sinal era muito simpática, e quase apagou a má impressão que tínhamos dela por ter atendido muito antes os "camones" que estavam ao nosso lado deixando-nos à seca, e por minha insistência provamos os creme de arroz doce, que é servido num flute, e nada de especial.
    
  
    

O preço ficou por 22 por pessoa.

Confesso que não achei nada de especial, a comida estava boa, mas não fiquei maravilhada. Continuo sem gostar desta mania dos turnos de clientes. Quando vou jantar fora, quero estar descansada, se demorar mais meia-hora temos pena, não quero o pessoal do restaurante a atirar-me olhares mortíferos porque me avisaram que tinha de me pôr na alheta até às 22h. Really!?!

 


E para digerir o jantar (e pessoalmente a conta): fomos ver os aviões, não, não os barcos.





The Decadente
Rua de São Pedro de Alcântara 81- Lisboa
Tel: 213461381
www.theindependente.pt

  

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amorino, Baixa




 

 
Como vivemos num país
[actualmente fico sempre na dúvida se devo colocar acento em palavras que dão para os dois lados... realmente o novo acordo ortográfico perturba-me a escrita (e, já agora, a leitura) pois parece ter sido feito para exacerbar a dificuldade que o comum dos portugueses tem em si de se fazer entender... por outro lado temos mais razões para dizer "Oi!" quando estamos a ler]

onde tudo é versátil e amplamente maleável
[mais do que o corpinho da Nadia Comaneci a fazer tabelinha nas barras assimétricas... uma piada do Relvas também ficaria aqui bem mas já está muito batido (já está tão batido que virou merengue) e assim pude utilizar um dos poucos nomes da área de desporto que me ficou de jogar sempre o mesmo Trivial Pursuit]

decidi dar alma à minha veia de cantautor plagiador e gritar em plenos pulmões
[não se assustem que o post está em modo mute e não, não sou youtubeogénico (ainda pensavam que era um vídeo da Al-Qaeda a reivindicar algum atentado) por isso também não há vídeo... terão que usar a vossa imaginação]

uma versão muito própria do refrão da mítica canção dos Fúria do Açúcar "Eu gosto é do Verão", ou como eu passei a chamar "Eu gosto é de gelados". Aqui vai:
"Eu gosto é do Verão
De passearmos de gelado na mão,
sentarmos na Avenida da Igreja a comer uma conchanata.
De andar e apanhar um escaldão,
com um cone do Santini na mão.
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol no Cais das Colunas
agarrado a um cone com duas bolas da Fragoleto.
 
(...)
 
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol no Jardim da Estrela
Acompanhado por um Pinguim da Artisani.
Acompanhado por um Pinguim da Artisani."
[se tentarem cantar o refrão tenham em atenção à respiração, ela terá que ser escassa para se conseguir dizer tudo.... eu não tenho problemas pois vivo em constante apneia (será que com o novo acordo se escreve aneia ou apeia? bem vou deixar como aprendi)]

Acho que já perceberam que o que me trás por cá são gelados :-)


Recentemente, em plena Rua Augusta, abriu portas mais uma geladaria artesanal (neste momento o coro Sto Amaro de Oeiras ergue-se e canta "A todos um Bom Natal") mas desta feita de cariz internacional. O people mais viajado já  se cruzou, possivelmente, com a marca Amorino, visto esta estar representada em inúmeras cidades europeias (p.ex. Barcelona), em Nova Iorque e na Nova Caledónia (quem deu conta da Amorino nesta cidade é favor não partilhar comigo essa informação... a inveja que vou sentir põe em risco a integridade física do meu ecrã). A Amorino nasceu em 2002, tendo sido criada por dois amigos de infância, Cristiano Sereni e Paolo Benassi.


E os gelados são bons? São, sim senhor! Mas não façam é aquela pergunta terrivelmente desleal...
 

"E são melhores que os do Santini? (versão maistream) E são melhores que os da Artisani (versão eu conheço outra gelataria para além do Santini e tu não! nha nha nha) E são melhores que os da Conchanata (versão eu conheço uma gelataria bué antiga em Alvalade, onde fui uma vez e depois nunca mais a consegui encontrar aberta) E são melhores que os da Fragoleto (versão eu estou-me a armar ao pingarelho e a dizer nomes que não fazem sentido só para dar a impressão que conheço profundamente o submundo dos gelados), E são melhores que os da Olá? (versão só costumo comer gelados em centros comerciais ou em casa)"


....pois cada um tem as suas preferências ou, melhor, ordem de preferências. Todos os gelados atrás mencionados marcham que nem cerejas (eu sei a forma correcta da expressão mas odeio ginjas! excepto se estiverem devidamente alcoolizadas e em copo de chocolate) mas, perante a pergunta de qual se gosta mais, temos sempre um clube na ponta da língua (Benfica!).


Um dos trunfos desta gelataria é a originalidade com que colocam o gelado no cone, em vez da clássica bola ficamos perante uma obra de arte floral. Outro trunfo é que o número de sabores que se pode escolher é infinito (dentro de certos limites) numa mesma flor. Mas atenção (e falo por experiência) se exagerarem na escolha de sabores deixam de perceber o que o que e ficam com uma pastilha tridente com um ponto de interrogação, sabe a algo mas não se sabe bem ao quê.


Boas lambidelas (sem malícia...)


Link
Rua Augusta 209 1100 Lisboa
Seg - Dom: 11h / 23h30


sábado, 11 de agosto de 2012

Museu do Arroz, Comporta

  
  
Ainda na sequência deste fim-de-semana em Tróia, que se iniciou com um belo almoço na Tasca da Fatinha em Setúbal, fomos experimentar este restaurante tão falado e onde há muito queríamos ir...


O Restaurante Museu do Arroz fica na Comporta, nas instalações de uma antiga fábrica de descasque de arroz. É possível visitar o museu, onde se fica a conhecer as várias etapas deste processo bem como um pouco da identidade da região. Eu, por mim, quando oiço falar em arroz, Sado, Comporta, fico sempre com isto na cabeça:





O restaurante tem um cariz tradicional, com alguns apontamentos de cor que lhe conferem um ar mais "leve" e contemporâneo. Não tem muitas mesas... por isso, não sei muito bem como será em fins-de-semana de maior afluência na região. Eu não tive qualquer problema, fomos num domingo e chegámos cedo ao restaurante. De qualquer modo, parece-me conveniente reservar!





E como não podia deixar de ser aqui o arroz é Rei!

Começámos pelos Bolinhos de Arroz:




E para prato principal... decisions, decisions... escolhemos arroz de lingueirão. Eu, a contragosto, porque não sou muito apreciadora dos bichos em questão, mas como o B. é fã... ok, 'tá bem!

E aqui está ele:



E posso dizer-vos que esta gente sabe mesmo fazer arroz!! :-)

O arroz estava uma verdadeira delícia... carregadinho de lingueirão, naquele ponto certo de cozedura que nem sempre se consegue em casa (falando por mim, claro...), a espessura do caldo, o tempero... tudo impecável! Foi mesmo dos melhores pratos de arroz que comi nos últimos anos! :)
E a quantidade... bem, como podem ver pela foto, é mais do que suficiente para 3 pessoas! Nós comemos e comemos arroz, até não conseguirmos mais, porque era um desperdício ficar lá (era tão bom...) e não era propriamente barato (ou seja, novo desperdício...)!

Com isto tudo, como podem facilmente imaginar, não conseguimos comer sobremesa! Ainda vi a carta, mas também confesso que não havia lá nada que me chamasse muito a atenção... e estava tão cheia!!

O único senão neste almoço foi mesmo a conta final... quando os pratos de arroz para duas pessoas andam logo nos 30-40 euros, não há grande coisa a fazer... bolinhos de arroz, pão, sumos, cafés e o arroz de lingueirão fizeram uma conta de 51 euros!

Localização
Est. Nacional
Carvalhal, Comporta
Tel: 265 497 555
Fax: 265 497 600
E-mail: museudoarroz@sapo.pt





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Unik Lounge, Praia da Mata, Costa da Caparica

 
 
 
O Unik Lounge é mais um daqueles sítios giros de praia... tem uma praia boa, tem puffs almofados, espreguiçadeiras, musiquinha boa, etc, etc... Este é o restaurante de apoio da Praia da Mata, mas que na entrada da praia fica do lado esquerdo após percorrer uma passadeira de madeira (eu acho que no "meu tempo" isto era chamado praia da Matinha, mas já não tenho a certeza...).

Aqui as cores são o laranja e o branco:







Nós fomos almoçar após uma bela manhã de praia. A oferta é semelhante a outros restaurantes já aqui falados: uma sopa do dia, tostas em pão sueco, sandes, saladas, sumos naturais, etc.

O atendimento foi muito simpático e solícito, a sopinha de legumes estava muito boa e as tostas são enormes e fantásticas! Quando digo enormes, estou mesmo a falar a sério... eu dividi uma com o P. que é um menino com 6 anos cheio de apetite, e chegou perfeitamente! Não comemos sobremesa porque começou a ficar muito vento (mesmo!) e tivemos de comer o geladito noutro sítio, por isso nem sei muito bem o que existe disponível!

O Unik Lounge também promove estas Sunset Party, que me parecem muito bem! :) e vejam, a próxima é já no domingo (12/08)! :)




Também organizam alguns eventos privados, como podem ver na página deles do Facebook.

Por isso, aproveitem o tanto que ainda há de Verão e passem por lá!
  
 

 
   

domingo, 29 de julho de 2012

Dervixe, Lisboa





Quem já acompanha este blog há muito tempo, pelo menos desde 2009, e tem uma grande memória pode lembrar-se do post Tejo à Vista. Foi exactamente disso que eu e o Sebastião nos lembrámos quando chegamos à porta do Dervixe. Isto não era o Tejo à Vista? Era, pois era. 

O Tejo à Vista fechou, pelos vistos, e abriu no seu lugar um restaurante turco. A disposição da casa continua igual, mas agora com uma decoração árabe, o que inclui alguns sofás e mesas baixas.

Como queríamos ter uma ideia geral da comida servida, um dos pratos que pedimos era um mix de vários pratos servidos no restaurante. A comida era muito boa.

O serviço era simpático, e serviram-nos a horas menos próprias para jantar, visto que chegamos por volta das 22h. O que é sempre simpático conseguir jantar a estas horas em Lisboa.

Como sobremesa pedimos uma sobremesa turca, que provou-nos mais uma vez que sobremesas daquelas banda são muito fraquinhas, estupidamente doces abafando qualquer tipo de outro sabor. 

Em relação ao preço, 10 euros por pessoa, o que está dentro dos preços normais para este tipo de restaurante e poder ser uma boa opção para um jantar de grupo (não muito grande, mas creio que 10 pessoas ainda se ajeitam bem) a um preço simpático.


Dervixe
Av. 24 de Julho 84A, 1200-870 Lisboa
Tel: 218 095 031
Não encerra.
10h-24h
  
  

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Piazza di Mare, Lisboa

 
 
Curiosamente este restaurante tão conhecido e já tão antigo, que é quase um clássico em Belém, não tinha nenhum comentário aqui no 12h30! Já lá tinha ido almoçar em tempos muito muito idos, já lá fui beber um café à tarde, e depois de ter voltado agora percebi porque me tinha mantido tão longe nos últimos tempos...

O que dizer sobre o Piazza di Mare?! O sítio é giríssimo, está sempre cheio de pessoas giras (?!), é mesmo virado ao rio, perde-se o olhar na ponte e no Cristo Rei, enfim...um mimo!

Num belo domingo resolvemos "cultivar" um bocadinho as crianças e de uma assentada fomos ao Museu dos Coches (para o P. ver como era o velhinho antes de visitarmos o tão aguardado novo edifício) e fomos ver o World Press Photo e o Museu da Electricidade. Neste eixo fica mesmo a calhar o Piazza di Mare para um almocinho. Não gosto muito de andar nestes sítios mais "benzocas" com as minhas crianças, que nunca estão quietos, sabe-se lá porquê...mas lá fomos!

Comemos duas pizzas, de massa fininha, muito estaladiças, muito boas, muito saborosas! Bebemos os nossos ice-tea's da praxe, não comemos entradas (nem pensar...senão...) e escolhemos uma taça de gelado, a Veneziana, para sobremesa (que era muito boa e muito generosa também). O atendimento foi impecável, existe um pequeno parque de estacionamento para carrinhos e há simpatia para com as crianças. :)

E por esta refeição pagámos 51 euros...

Isto se calhar, dois ou três anos antes, quando se vivia de outra maneira (mais despreocupada com a carteira) até tinha alguma graça! Agora, que tem de se pesar mais um pouco os gastos, enfim...tem pouca piada! É que no fundo, fomos comer pizza e gelado... Obviamente, que nós já sabemos ao que vamos, só lá vai quem quer, mas não deixa de ser um pouco dispendioso actualmente para a maior parte das pessoas. E nós fizémos um esforço para consumirmos "em conta"; escolhendo entradas, ou outro tipo de pratos, a escalada de preços seria vertiginosa!
 
 

 
 
Claro que, nada anula o sítio fantástico que é! Mas acho que vale mais a pena para um lanche ou café!

Localização
Av. Brasília - Pavilhão Poente
Tel: 213 624 235
Tlm: 918 187 144
http://www.piazzadimare.com/

Nota: Fotos da Joana, come a papa e www.tipsguidelisboa.com
 
 
  

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tasca da Fatinha, Setúbal

 


A Tasca da Fatinha é uma velha conhecida do Sebastião; a Sininho também já lá foi almoçar; mas parece que estavam à minha espera para ir lá e fazer o post! :))

Quando se chega a Setúbal, como escolher um restaurante? Não sei...eu só fui a dois ou três e vou lá sempre por recomendação! Todos eles dizem que são o rei disto e daquilo, e portanto, assim sem hierarquia, todos a quererem o mesmo título, é difícil uma pessoa orientar-se! :)

 


Aqui a Sôdona Fátima foi uma excelente surpresa! :) Em fim-de-semana romântico e com chuva, a caminho de Tróia, parámos aqui para abastecer e saímos atestados! :) A nossa eleita foi a massada de peixe e estava di-vi-nal !!! É servida em quantidades bem generosas! Tivémos de ir comendo só para não deixar ali, porque estava tão boa que seria um desperdício! Por isso, uma dose de massada de peixe não dá para duas pessoas, mas sim para três (se levarem crianças, chega para dois adultos + duas crianças). Aqui, o único senão, foi o toque picante...não estava que não se aguentasse mas era um efeito cumulativo! Para quem acalmar o picante com vinho, tenha cuidado...são necessárias quantidades elevadas de bebida! :))
 
 

 
E de sobremesas? Pois aqui impera o tradicional (e tão bom): mousse de chocolate, arroz doce, doce da casa, pudim, etc. Apesar de muito cheios (mesmo!) era necessário algo que apaziguasse este picante todo! Então, 'bora lá ao Doce da Casa! Muito bom! :)

Cafés no final! E 42 euros de conta! Um pouco caro para dois, mas a vantagem seria levar por exemplo mais duas crianças e gastar provavelmente mais um euro ou dois numa bebida, porque, como já disse, estas doses dão para alimentar um rancho! :) Fazendo também a opção por pratos de peixe grelhado, a conta final baixa um pouco. Vamos também aguardar que a Sininho e o Sebastião partilhem também a sua experiência na Tasca da Fatinha! :)

Cá fora, e um pouco mais à frente, temos uma Golfinho Parade muito gira! Aqui fica a foto:
 
 



Localização
Rua Saúde, 58
Setúbal
Tel: 265 232 800

(ou seja: seguem na Av. Luísa Tody em direcção à Arrábida, e viram no fim à esquerda para armazéns que existem do lado esquerdo. Esta rua é junto ao rio.)